AGRONEGÓCIO
Exposição de Outono em Uruguaiana destaca genética Hereford e Braford e movimenta pecuária gaúcha
AGRONEGÓCIO
A pecuária gaúcha já se prepara para mais uma edição da Exposição Especial de Outono Uruguaiana 2026, evento que deve reunir criadores, investidores e representantes do setor entre os dias 21 e 23 de maio, no Parque Agrícola e Pastoril, em Uruguaiana (RS). A mostra é promovida pelo Núcleo Fronteira Oeste de Hereford e Braford, com apoio da Associação Brasileira de Hereford e Braford.
Com expectativa de grande participação de expositores e elevado padrão genético dos animais, a feira se consolida como uma das principais vitrines da pecuária de corte no Sul do Brasil, fortalecendo a seleção genética das raças Hereford e Braford e impulsionando oportunidades comerciais no setor.
Exposição reforça valorização da genética bovina no RS
Segundo o presidente do Núcleo Fronteira Oeste de Hereford e Braford, Fabrício Lannes Madeira, a expectativa para a edição deste ano é positiva tanto pelo número de criadores participantes quanto pela qualidade dos exemplares que estarão em pista.
De acordo com ele, a exposição terá papel importante no fortalecimento da cadeia pecuária regional, promovendo integração entre produtores, troca de experiências técnicas e estímulo à evolução genética dos rebanhos.
“A exposição será um momento estratégico para reunir o setor, valorizar o trabalho desenvolvido pelos criadores e ampliar as oportunidades de negócios dentro da pecuária”, destaca.
A expectativa da organização é receber um grande público durante os três dias de programação, consolidando o evento como referência para a pecuária especializada no Rio Grande do Sul.
Julgamentos técnicos movimentam programação da feira
A programação técnica da Exposição Especial de Outono começa oficialmente no dia 22 de maio, com os julgamentos de admissão dos animais rústicos programados para ocorrer entre 8h e 12h.
No período da tarde, a partir das 14h, será realizada a admissão dos exemplares de argola, etapa que antecede os julgamentos finais.
As avaliações continuam no dia 23 de maio, quando os animais rústicos entram em pista às 8h. Já os exemplares de argola serão julgados a partir das 14h, reunindo criadores atentos ao desempenho genético, padrão racial e características produtivas dos animais.
Hereford e Braford ganham espaço na pecuária de corte
As raças Hereford e Braford seguem em expansão dentro da pecuária brasileira, especialmente em sistemas produtivos voltados à eficiência, qualidade de carne e adaptação aos diferentes ambientes de produção.
O Hereford é reconhecido pela qualidade de carcaça, precocidade e desempenho em sistemas de carne premium. Já o Braford, resultado do cruzamento entre Hereford e zebuínos, destaca-se pela rusticidade, ganho de peso e adaptação climática.
Eventos técnicos e exposições especializadas desempenham papel estratégico na valorização genética dos rebanhos e no fortalecimento da pecuária de corte nacional, especialmente em regiões tradicionais como a Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul.
Além da exposição dos animais, a feira deve fomentar negócios, ampliar conexões comerciais e fortalecer a visibilidade dos criatórios especializados na produção de genética bovina de alto padrão.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Decisão judicial extingue ação da Aprosoja que cobrava R$ 1,1 bilhão por Moratória da Soja
A Justiça de Mato Grosso encerrou a ação em que a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) cobrava R$ 1,1 bilhão de empresas e entidades por prejuízos que atribuía à Moratória da Soja. A sentença, proferida na terça-feira (13), fecha na primeira instância a tentativa de obter uma reparação coletiva aos agricultores atingidos pelas restrições de compra do acordo.
A cobrança buscava compensar perdas que, segundo a associação, decorreram da dificuldade de vender soja mesmo quando a produção atendia à legislação ambiental. A Aprosoja-MT pretendia que empresas comercializadoras, entidades setoriais e seus representantes respondessem financeiramente por esses danos.
O processo discutia os efeitos de um pacto do qual a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) anunciou sua saída em janeiro de 2026. A retirada ocorreu após a entrada em vigor da lei mato-grossense que restringiu incentivos fiscais a empresas participantes de acordos com exigências superiores às da legislação ambiental. Em agosto, depois do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), a entidade reafirmou que não pretendia retomar a moratória. Saiba mais aqui
Criado em 2006, o compromisso previa a recusa de soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas depois de julho de 2008. A restrição alcançava também áreas abertas com autorização. Para a Aprosoja-MT, esse critério prejudicava agricultores que cumpriam a lei, mas encontravam menos alternativas de compradores para sua produção.
A saída das empresas e a cobrança pelas perdas anteriores seguiram caminhos diferentes. Enquanto a Abiove abandonou o pacto coletivo, a associação dos produtores manteve a tentativa de responsabilizar seus participantes pelos efeitos que atribuía à aplicação das restrições.
Essa cobrança foi atingida pelo julgamento do STF de 12 de agosto. O Supremo considerou que o acordo respeitava a Constituição e determinou o encerramento dos processos judiciais e administrativos baseados na sua suposta ilegalidade, inclusive dos pedidos de responsabilização financeira. A Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá aplicou essa ordem ao processo da Aprosoja-MT. portal.stf.jus.br
Com isso, o pedido de R$ 1,1 bilhão foi encerrado antes da análise dos prejuízos alegados. A sentença deixa os agricultores representados pela associação sem a reparação buscada nessa ação e afasta das empresas processadas, nesta primeira instância, a cobrança coletiva.
O Supremo também manteve as leis estaduais que restringem incentivos a participantes de acordos dessa natureza. Estabeleceu, porém, que a retirada de benefícios deve respeitar os prazos tributários e a proteção das isenções concedidas mediante condições assumidas pelas empresas. O resultado preservou tanto a validade jurídica do pacto quanto a possibilidade de os estados estabelecerem condições para conceder incentivos.
Na mesma sentença, a Justiça rejeitou os pedidos para que a Aprosoja-MT pagasse honorários, despesas processuais e multa por má-fé. A associação teve sua cobrança encerrada, mas ficou livre dessas despesas reclamadas pelos réus.
Na comercialização atual, a Abiove informou que suas associadas passaram a atender individualmente às exigências dos mercados compradores. Para o produtor, as condições de aceitação da soja dependem das políticas de cada empresa. Já a sentença desta semana trata da disputa pelas perdas atribuídas ao antigo compromisso coletivo e encerra, nessa primeira instância, a tentativa de recuperação desses valores.
Isan Rezende
Com isso, os produtores representados pela Aprosoja-MT não receberão qualquer indenização das empresas ligadas à Moratória da Soja. A Aprosoja-MT buscava responsabilizar empresas e entidades por prejuízos que atribuía à moratória. Seu argumento era que agricultores que respeitavam a legislação ambiental também podiam ficar sem acesso a compradores por causa das exigências do acordo.
O presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, lamentou a decisão. “O encerramento da ação frustra a expectativa de reparação dos produtores que se consideram prejudicados pela Moratória da Soja. A cobrança da Aprosoja procurava dar uma resposta a quem cumpriu a legislação ambiental, investiu na propriedade e encontrou restrições para vender. A sentença encerrou esse pedido sem examinar os prejuízos alegados. Isso precisa ficar claro para o agricultor”, comentou.
“O problema comercial continua exigindo atenção. O produtor precisa saber, antes de plantar e de assumir compromissos, quais critérios serão usados para receber sua soja. Quem trabalha dentro da lei precisa de previsibilidade para investir. Também é necessário dar transparência às exigências dos compradores, para que o agricultor consiga avaliar suas alternativas de venda e os custos envolvidos”, disse Rezende.
“Agora, o setor precisa concentrar esforços para ampliar mercados e construir condições comerciais mais claras. Sair de um acordo coletivo não significa, necessariamente, abandonar as restrições de compra. Por isso, a representação dos produtores deve acompanhar as regras adotadas por cada empresa e buscar soluções que preservem o acesso aos mercados e a renda de quem produz”, recomendou o presidente do IA.
Fonte: Pensar Agro
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