AGRONEGÓCIO
Be8 amplia uso de gordura animal no biodiesel e acelera estratégia de exportação e descarbonização
AGRONEGÓCIO
A Be8 vem ampliando o uso de gordura animal como matéria-prima para a produção de biodiesel, em um movimento que fortalece sua estratégia de descarbonização, competitividade internacional e diversificação do portfólio energético.
A tendência acompanha o crescimento do uso desse insumo no Brasil e será um dos destaques da participação da companhia na Fenagra 2026, realizada entre 12 e 14 de maio, em São Paulo (SP), no Distrito Anhembi.
Gordura animal ganha espaço na matriz do biodiesel no Brasil
O aumento da participação de gorduras animais na produção de biodiesel está relacionado a fatores econômicos, ambientais e industriais, com destaque para o avanço da economia circular e a redução da pegada de carbono no ciclo de vida do combustível.
De acordo com dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o uso de gordura animal como insumo cresceu 32,7% entre 2023 e 2025 na produção de biodiesel no país.
Na Be8, o avanço também foi significativo, com aumento de 15,2% no uso dessa matéria-prima no mesmo período.
Segundo o diretor comercial da empresa, Ricardo Franzen Reckziegel, a soja ainda lidera a produção de biodiesel no Brasil, mas a gordura animal ganha relevância estratégica por ampliar alternativas de suprimento e abrir novas oportunidades de exportação.
Economia circular e menor emissão de carbono impulsionam demanda
O uso de gordura animal na produção de biodiesel aproveita resíduos da indústria de carnes, contribuindo para a redução de desperdícios e para o fortalecimento da cadeia de economia circular no agronegócio e na agroindústria energética.
Além disso, o biocombustível produzido a partir desse insumo apresenta menor intensidade de carbono ao longo do ciclo de vida, com redução nas emissões de gases de efeito estufa (GEE), fator que o posiciona como alternativa relevante diante das metas globais de descarbonização.
Para a Be8, o Brasil possui uma vantagem competitiva ao transformar coprodutos agroindustriais em energia renovável com valor agregado ambiental, econômico e social.
Exportação de biodiesel e presença internacional da Be8
A Be8 também reforça seu posicionamento como exportadora de biodiesel, atividade em que atua desde 2013, com presença consolidada em mercados internacionais.
A participação na Fenagra 2026 é vista pela companhia como estratégica para ampliar conexões comerciais e fortalecer parcerias no setor de energia renovável.
De acordo com o presidente da empresa, Erasmo Carlos Battistella, o evento reúne cadeias produtivas essenciais para o desenvolvimento sustentável e permite avançar simultaneamente em produção de energia e alimentos, com foco em inovação e competitividade.
Diversificação de portfólio acelera transição energética
Além do biodiesel, a Be8 vem ampliando sua atuação em soluções voltadas à transição energética, com destaque para novos projetos industriais e combustíveis de menor impacto ambiental.
Entre os principais desenvolvimentos estão:
Be8 BeVant® e soluções para descarbonização
O biocombustível Be8 BeVant® foi desenvolvido e patenteado pela empresa e já vem sendo utilizado em aplicações industriais e de transporte, com foco na redução de emissões e maior eficiência energética.
Testes realizados em parceria com a Mercedes-Benz do Brasil na Rota Sustentável COP30 indicaram redução de cerca de 99% das emissões de gases de efeito estufa em comparação ao diesel convencional, no modelo tanque à roda.
O produto também foi adotado em iniciativas do setor de transporte de carga e competições automotivas, reforçando seu uso em diferentes aplicações.
Etanol, DDG e glúten vital
Em Passo Fundo (RS), a empresa avança na implantação de uma planta voltada à produção integrada de etanol, DDG e glúten vital, utilizando trigo, triticale e outras culturas como matéria-prima.
A operação deve iniciar até o fim do ano e terá papel estratégico tanto no abastecimento regional de etanol quanto na redução da dependência brasileira de importações de glúten vital.
Captura de CO₂ biogênico
A Be8 também firmou parceria com a Air Liquide Brasil para comercialização de CO₂ biogênico gerado em sua unidade de etanol, ampliando o aproveitamento de subprodutos industriais.
Hidrogênio verde em fase de testes
Outro projeto em desenvolvimento é a estruturação de uma planta-piloto de hidrogênio verde (H2V), com foco no abastecimento de caminhões extrapesados e implantação do primeiro posto dedicado ao combustível no Brasil.
Setor de energia renovável avança com foco em inovação e competitividade
Com a ampliação do uso de matérias-primas alternativas, como a gordura animal, e o desenvolvimento de novas tecnologias, a Be8 reforça sua estratégia de posicionamento no mercado global de energia renovável.
O movimento acompanha a demanda crescente por soluções de baixo carbono e a busca por maior eficiência na utilização de recursos do agronegócio na matriz energética brasileira.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Crise no petróleo acelera corrida por biocombustíveis e deve impulsionar fusões no setor de energia
A crise internacional no abastecimento de petróleo, agravada pelas tensões no Oriente Médio e pelo fechamento do Estreito de Ormuz, recolocou os biocombustíveis no centro da agenda energética global e deve acelerar uma nova onda de fusões e aquisições no setor de bioenergia.
Com estoques globais de petróleo registrando a maior redução da história em abril — queda estimada em cerca de 200 milhões de barris em apenas um mês, segundo a S&P Global Energy — governos, investidores e grandes grupos energéticos voltaram a intensificar a busca por alternativas renováveis e menos dependentes do petróleo fóssil.
Neste cenário, o Brasil reforça sua posição estratégica como um dos principais produtores globais de biocombustíveis, atraindo investimentos bilionários e ampliando o movimento de consolidação no setor.
Mercado de biocombustíveis vive novo ciclo de expansão
Levantamento da consultoria Redirection International aponta que o setor brasileiro de bioenergia atravessa um novo ciclo de crescimento estrutural, sustentado pelo agronegócio, por políticas públicas de incentivo e pelo aumento da demanda internacional por energia limpa.
A expectativa é de crescimento médio anual de aproximadamente 9% nos próximos anos.
Entre os principais motores dessa expansão está a implementação do B15, política que determina a mistura obrigatória de 15% de biodiesel no diesel comercializado no país.
Com isso, a demanda brasileira por biodiesel deve alcançar cerca de 11 milhões de metros cúbicos apenas em 2026.
A projeção do mercado é ainda mais otimista para os próximos anos. O governo trabalha com perspectiva de avanço gradual da mistura obrigatória até atingir o B20 em 2030, ampliando ainda mais o consumo interno de biodiesel.
Setor pode receber mais de R$ 100 bilhões em investimentos
O aquecimento do mercado já impulsiona novos aportes em toda a cadeia de bioenergia.
As estimativas indicam investimentos entre R$ 107 bilhões e R$ 108 bilhões ao longo da próxima década, abrangendo:
- etanol;
- biodiesel;
- biogás;
- biometano;
- combustíveis sustentáveis de aviação (SAF).
Somente em 2024, os investimentos anunciados no setor superaram R$ 42 bilhões.
Segundo Adam Patterson, economista e sócio da Redirection International, o mercado entra agora em uma fase de consolidação operacional e ganho de escala.
“O setor de biocombustíveis no Brasil entra em um novo ciclo de consolidação, impulsionado pelo crescimento estrutural da demanda e pela necessidade de escala e eficiência operacional”, afirma.
Fusões e aquisições aceleram no setor de energia
O movimento de fusões e aquisições (M&A) também segue em ritmo acelerado no mercado energético brasileiro.
Dados da KPMG apontam que somente no ano passado foram registradas 95 transações no setor macro de energia.
Segundo especialistas, o avanço da demanda global por energia renovável exige:
- maior capacidade produtiva;
- integração logística;
- eficiência operacional;
- verticalização da cadeia.
Com isso, empresas buscam ampliar presença desde a produção agrícola até a distribuição final de combustíveis.
“M&A é hoje a principal ferramenta para capturar crescimento e resolver ineficiências estruturais do setor”, destaca Patterson.
Etanol de milho, biogás e SAF atraem investidores
Os segmentos mais visados pelos investidores atualmente incluem:
- etanol de milho;
- biodiesel;
- biogás e biometano;
- combustíveis sustentáveis de aviação.
O mercado de biogás e biometano, por exemplo, já registrou aproximadamente 13 operações recentes de fusões e aquisições.
Além de grupos nacionais, investidores estrangeiros seguem altamente ativos no Brasil e já representam cerca de metade das operações realizadas no setor energético.
Fundos de Private Equity e investidores estratégicos internacionais enxergam o país como uma plataforma global de produção de bioenergia, especialmente devido à força do agronegócio brasileiro.
Grandes empresas ampliam presença em bioenergia
Entre as companhias que vêm acelerando investimentos e aquisições estão gigantes do setor sucroenergético e de combustíveis.
A Raízen anunciou recentemente novos movimentos de expansão em bioenergia, buscando ampliar escala e eficiência operacional.
Outras empresas que aparecem entre os principais players ativos em M&A incluem:
- 3tentos;
- Tereos;
- Jalles Machado;
- Uisa.
A Petrobras também vem reposicionando sua estratégia energética, ampliando a exposição a combustíveis renováveis e fortalecendo a integração de sua cadeia de produção.
Crise energética fortalece debate sobre transição global
O fechamento do Estreito de Ormuz e os impactos sobre o abastecimento mundial reacenderam o debate sobre a dependência global do petróleo fóssil.
Especialistas avaliam que a crise atual pode acelerar investimentos em transição energética, especialmente em países com grande capacidade agrícola e produção de biomassa, como o Brasil.
Nesse cenário, os biocombustíveis brasileiros ganham relevância estratégica tanto para segurança energética quanto para metas globais de descarbonização, consolidando o país como um dos protagonistas da nova economia de energia renovável.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
-
SEM CATEGORIA7 dias atrásPrefeito de Rio Branco visita Mercado Municipal São Francisco e destaca valorização dos produtores rurais
-
SEM CATEGORIA5 dias atrásPrefeitura de Rio Branco é reconhecida nacionalmente no Prêmio Sebrae Prefeitura Empreendedora 2026
-
SEM CATEGORIA5 dias atrásPrefeitura de Rio Branco moderniza sistema de abastecimento do Tucumã com novos equipamentos
-
SEM CATEGORIA7 dias atrásEstudantes da educação municipal encerram roteiro nos parques com emoção no Islands of Adventure e no Magic Kingdom
-
SEM CATEGORIA4 dias atrásPrefeitura de Rio Branco vistoria Arena Race e anuncia recuperação do espaço para fortalecer esporte e lazer
-
POLÍTICA NACIONAL6 dias atrásMinirreforma eleitoral permite programa de recuperação fiscal para partidos políticos
-
AGRONEGÓCIO4 dias atrásBioestimulantes ganham espaço nos pomares e ajudam frutas a resistirem ao estresse climático
-
AGRONEGÓCIO3 dias atrásSoja redesenha a produção no Centro-Oeste e Norte do País


![1130X200[1]](https://noticiadoacre.com.br/wp-content/uploads/2026/05/1130X2001.png)


![1200X100[1]](https://noticiadoacre.com.br/wp-content/uploads/2026/05/1200X1001.png)