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Cafeicultura acreana avança em produção, qualidade e reconhecimento nacional
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O Acre celebra os avanços alcançados pela cafeicultura, que vem se consolidando como uma das cadeias produtivas mais promissoras do estado. O governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado de Agricultura (Seagri), tem fortalecido o setor com investimentos em tecnologia, assistência técnica, infraestrutura e incentivo à produção sustentável, impulsionando o crescimento da produção e elevando a qualidade dos cafés robustas amazônicos cultivados no estado.
Atualmente, a cadeia produtiva do café envolve milhares de produtores rurais em diversas regiões do Acre, sendo que mais de 90% da produção é oriunda da agricultura familiar. Nos últimos anos, o setor passou por um processo de modernização que contribuiu para elevar significativamente a produção e a qualidade dos grãos cultivados no estado.
O principal destaque da produção acreana é o café robusta amazônico, material genético desenvolvido em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), que apresenta elevada adaptação às condições climáticas da região, resistência a pragas e excelente qualidade de bebida. A modernização tecnológica das propriedades também contribuiu para o avanço da produção, com a substituição de antigas lavouras sem irrigação por plantios clonais irrigados de alto desempenho.

Para fortalecer a cadeia produtiva do café, a Seagri investe em assistência técnica, capacitações, distribuição de mudas clonais e equipamentos que dão suporte às diferentes etapas de produção do plantio ao pós-colheita. Entre as ações desenvolvidas estão a disponibilização de transplantadeiras, secadores estáticos e um caminhão de beneficiamento, que realiza o descascamento do café diretamente nas propriedades rurais, agregando valor e ampliando a qualidade do produto final.
Os reflexos desse avanço já podem ser observados nos indicadores do setor. Entre 2024 e 2025, o volume de produção colhido no Acre passou de 3.079 para 6.632 toneladas, representando um aumento de 115,4% em apenas um ano. O Valor Bruto da Produção (VBP) da cadeia cafeeira alcançou R$ 139,6 milhões em 2025 e, desde 2018, o setor acumula expansão próxima de 400%.
Segundo a gestora da Seagri, Temyllis Silva, o crescimento da cafeicultura acreana é resultado direto dos investimentos realizados no setor.
“Esse avanço em mais de 115% na produção demonstra que estamos no caminho certo. Investir no café do nosso estado, reconhecido pela qualidade, gera resultados concretos. Quando falamos em assistência técnica, capacitação e infraestrutura, estamos falando de fortalecer a agricultura familiar, agregar valor à produção e ampliar a geração de renda para as famílias. O café robusta amazônico é um exemplo desse potencial”, destacou.

Cafés acreanos ganham destaque em concursos e eventos nacionais e internacionais
Outro importante instrumento de fortalecimento da cafeicultura acreana é o QualiCafé, concurso estadual de qualidade idealizado pela Seagri para incentivar, identificar e valorizar produtores com potencial para a produção de cafés especiais. A iniciativa vem contribuindo diretamente para elevar o padrão de qualidade dos cafés acreanos e ampliar a visibilidade da produção local.
Como resultado desse avanço, o Acre participa há dois anos consecutivos da Semana Internacional do Café (SIC), realizada em Belo Horizonte (MG), considerada um dos principais eventos do setor cafeeiro do mundo. Em média, cerca de 25 produtores acreanos participam anualmente da programação. Entre os representantes levados pelo Estado estão os 15 produtores mais bem classificados no QualiCafé.
O cafeicultor Raimundo Melo, de Acrelândia, terceiro colocado no QualiCafé 2025, participou da Semana Internacional do Café (SIC), em Minas Gerais, onde teve a oportunidade de apresentar o café acreano para visitantes e especialistas do setor.
“É uma emoção muito grande ver tantas pessoas reconhecendo a qualidade do nosso café. Eu nunca tinha viajado de avião e poder sair do Acre para apresentar o nosso produto foi uma experiência inesquecível. Hoje, mostramos que o Acre produz café de qualidade e que o pequeno produtor também pode investir, porque o café gera resultados”, destacou.
A qualidade do café acreano também vem conquistando reconhecimento em premiações nacionais. Em 2024, o Acre teve quatro produtoras entre os 20 melhores cafés do Brasil no concurso Florada Premiada, promovido pela empresa Três Corações e considerado a maior premiação do mundo, voltada a cafés produzidos.

No cenário internacional, o Acre também vem ampliando sua presença. Recentemente, uma missão técnica organizada pela Seagri levou cinco produtores acreanos à Itália para conhecer experiências do mercado global do café. Durante a agenda, os participantes visitaram a empresa Lavazza, uma das maiores companhias privadas do setor cafeeiro no mundo, além de conhecer estruturas voltadas à comercialização e à importação de cafés especiais.
A produção cafeeira acreana está distribuída em diversas regiões do estado. Acrelândia lidera em área plantada e volume de produção, enquanto Mâncio Lima se destaca pela agregação de valor por meio do Complexo Industrial do Café. Municípios como Xapuri e Brasileia também vêm ganhando notoriedade pela produção de lotes premiados.
Com investimentos contínuos em tecnologia, sustentabilidade e valorização do produtor rural, a expectativa é de que a cafeicultura acreana mantenha sua trajetória de expansão nos próximos anos. A projeção do setor é que o Valor Bruto da Produção do café no Acre alcance R$ 532 milhões na próxima década, fortalecendo a economia rural e consolidando o estado como referência nacional na produção de cafés robustas amazônicos de qualidade.
Fonte: Governo AC
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Expoacre Juruá transforma tecnologia e cultura em lazer inclusivo para famílias
A Expoacre Juruá, em Cruzeiro do Sul, tem se destacado não apenas como vitrine agropecuária, mas também como espaço de inovação e lazer para toda a família. A Secretaria de Estado de Indústria, Ciência e Tecnologia do Acre (Seict) reuniu estandes voltados para crianças e jovens, com tecnologia, produtos em impressão 3D e atividades interativas que têm atraído grande público.
Espaço abrange jovens e crianças e é marcado por inclusão. Foto: Clemerson Ribeiro/SecomO espaço kids é um dos pontos mais movimentados da feira, reunindo brincadeiras que vão de pintura corporal a experiências com óculos de realidade virtual. Para os pais, é uma oportunidade de lazer e entretenimento enquanto visitam a segunda maior feira agropecuária do estado.
Kethyla Shawãdawa, monitora do espaço, explica que as atividades são voltadas para o desenvolvimento de habilidades motoras e cognitivas, além de incluir tecnologia.
“Tem sido um espaço muito especial. As crianças participam de oficinas de escultura com balões, de miçangas e de materiais recicláveis, onde podem criar brinquedos. Também oferecemos brincadeiras voltadas para o desenvolvimento cognitivo e da coordenação motora, além de pintura facial. A grande novidade é a experiência com óculos de realidade virtual, que permite aos pais acompanhar o que seus filhos estão vivenciando”, disse.
Segundo ela, o espaço tem recebido grande movimento todas as noites, com muitos pais participando junto aos filhos. “Foi pensado com carinho para que as crianças tenham um ambiente acolhedor e cheio de descobertas.”
Miguel aproveita óculos de realidade virtual. Foto: Clemerson Ribeiro/SecomInovação e inclusão
A dentista Jamile Feijó, mãe de Miguel Machado, de 7 anos, aprovou a iniciativa. “Estamos parando em todos os estandes para que ele possa conhecer e se divertir. Este espaço está muito interativo, ele está amando e está sendo incrível. Ainda vamos ver outros estandes”, contou.
Já Lacione Maia destacou o caráter inovador. “As brincadeiras, a forma como estão expostas e os instrutores são perfeitos, têm muito jeito com criança.”
Outro ponto de destaque é a preocupação com a inclusão. Darcinete Oliveira ressaltou que este ano há mais opções voltadas para crianças atípicas.
“Nos outros anos não víamos tantas atividades direcionadas a essa necessidade. Agora encontramos jogos e materiais inclusivos que estimulam a participação delas. Isso mostra uma preocupação maior com a diversidade e torna o evento ainda mais especial.”
Impressão 3D é um dos atrativos do estande voltado para tecnologia e inovação. Foto: Clemerson Ribeiro/SecomImpressão 3D e cultura local
Os estandes de tecnologia também chamam atenção. Laurênio de Souza ficou impressionado com os personagens criados em impressão 3D.
“É como uma escultura, lembra trabalhos antigos, mas hoje está mais acessível e até possível de encomendar. É um avanço para nossas cidades, porque antes só víamos pela internet ou televisão, e agora temos a oportunidade de acompanhar ao vivo. O trabalho está muito bonito, parabéns aos organizadores.”
Rodrigo Gomes, expositor, destacou o sucesso dos chaveiros sensoriais e dos “dummys”. Além disso, sua empresa Juruá 3D tem produzido peças que valorizam a identidade local.
Empresas também apostaram em produtos que ressaltam a identidade de Cruzeiro do Sul. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom“Queremos explorar a cultura do Juruá e desenvolver peças personalizadas que representem a região. Já fizemos chaveiros com a Catedral, árvores, casas de farinha e até saquinhos de farinha e açaí. São elementos culturais que fortalecem nossa tradição e permitem que o visitante leve um presente único e representativo da cidade.”
Tiago Lucena, coordenador do Laboratório de Biologia Animal e fundador da startup Jabotec 3D, reforçou o caráter inovador.
“Este ano trouxemos a Jabotec 3D, especializada em produtos personalizados em impressão 3D. Transformamos elementos da cultura pop em objetos colecionáveis e também aplicamos a tecnologia em materiais didáticos, que tornam as salas de aula mais interativas. Já validamos resultados com aumento de até 60% nas notas dos alunos.”
Analice foi visitar a feira apenas para adquirir seus personagens preferidos. Foto: Clemerson Ribeiro/SecomEncanto para jovens
Analice do Nascimento, de 11 anos, ficou encantada com os espaços voltados para colecionadores.
“Estou começando a me apaixonar por essas figuras e vim preparada para adquirir algumas peças. Ontem comprei uma Hello Kitty e hoje levei um Pikachu. São produtos que remetem à infância e despertam muito interesse.”
Ela destacou que o evento é uma oportunidade para conhecer novidades e investir em itens que antes só acompanhava à distância. “É um espaço que atrai jovens e adultos, e que valoriza esse universo cultural de forma acessível.”
Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
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Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
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