AGRONEGÓCIO
ExpoQueijo Brasil 2026 reúne centenas de produtores e reforça expansão internacional do maior concurso de queijos das Américas
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A poucos meses da realização da ExpoQueijo Brasil 2026 – Araxá International Cheese Awards, o maior concurso de queijos das Américas já registra centenas de produtores inscritos do Brasil e do exterior. O volume de participantes confirma a expansão internacional do evento e reforça a diversidade de histórias, tradições familiares e experiências produtivas que estarão presentes em Araxá (MG), entre os dias 25 e 28 de junho de 2026.
Com limite de 1.000 queijos avaliados em 47 categorias, a competição segue com inscrições abertas até 25 de maio de 2026, exclusivamente pelo site oficial do evento.
Histórias de tradição e retorno ao campo marcam edição 2026
Entre os produtores já confirmados está Marcos da Cunha Lana, de Medeiros (MG), na região da Serra da Canastra. Integrante da quinta geração de uma família ligada ao campo, ele passou parte da vida fora da atividade rural antes de retornar às origens e investir na produção artesanal de queijos.
O produtor relata que a atividade exige gestão, conhecimento técnico e dedicação, transformando a propriedade em um projeto de vida e negócio sustentável. Participante da ExpoQueijo desde 2022, ele conquistou medalha de ouro já na primeira participação, reconhecimento que impulsionou a evolução da produção.
Nesta edição, ele levará diferentes maturações do Queijo Minas Artesanal da Canastra, reforçando a valorização da identidade regional.
Produção feminina e inovação ganham destaque no Centro-Oeste
Do Mato Grosso, a produtora Renata Costa Marques Neves representa a terceira geração de uma família ligada à produção de queijo artesanal no município de Nossa Senhora do Livramento (MT).
Desde 2008, ela conduz a produção ao lado do marido, enfrentando desafios como escassez de leite, mão de obra limitada e impactos econômicos recentes. Mesmo em um setor tradicionalmente masculino, a produtora consolidou seu espaço com foco em gestão, qualidade e inovação.
Nos últimos anos, os produtos da propriedade conquistaram premiações em concursos nacionais e internacionais, incluindo medalhas de ouro em 2024 e 2025.
Segundo a produtora, a participação na ExpoQueijo é estratégica para validação técnica, troca de experiências e fortalecimento da marca, além de ampliar a visibilidade do potencial produtivo fora dos polos tradicionais de queijo artesanal.
Crescimento de inscrições reforça alcance global do evento
De acordo com a organização, o aumento no número de inscritos já nas primeiras semanas demonstra a força crescente da ExpoQueijo Brasil no cenário internacional.
A diretora do evento, Marciell Hussein, destaca que o limite de inscrições foi mantido para garantir diversidade entre os participantes e qualidade na avaliação dos produtos.
Segundo ela, há crescimento no interesse de produtores estrangeiros, o que fortalece o intercâmbio técnico e valoriza a diversidade dos queijos artesanais brasileiros.
Concurso avalia até 1.000 queijos com julgamento técnico às cegas
O concurso internacional da ExpoQueijo conta com curadoria da EPAMIG Instituto de Laticínios Cândido Tostes e adota sistema de avaliação às cegas realizado por especialistas nacionais e internacionais.
Os queijos são analisados com base em sete atributos sensoriais: aspecto global, cor, textura, odor, aroma, consistência e sabor.
A competição é dividida em três fases eliminatórias, com premiação de ouro, prata e bronze por categoria. O destaque máximo é o prêmio Super Ouro, concedido ao queijo com maior pontuação geral do concurso.
Feira, fórum e experiências gastronômicas ampliam programação
Além do concurso, a ExpoQueijo Brasil 2026 contará com Feira Internacional de Negócios, reunindo expositores da agricultura familiar e do setor agroindustrial.
O Fórum Internacional promoverá debates sobre inovação, tecnologia e valorização do queijo artesanal, com foco no aumento de qualidade e competitividade no mercado.
Já a vila gastronômica e cultural oferecerá experiências sensoriais com degustações, harmonizações, música ao vivo e apresentações culturais, ampliando o alcance do evento para além da competição técnica.
Evento reforça impacto no turismo e na cadeia produtiva
Realizada no Grande Hotel e Termas de Araxá, patrimônio histórico de Minas Gerais, a ExpoQueijo Brasil é considerada o principal evento do setor nas Américas.
A edição 2026 deve impactar diretamente setores como turismo, logística, agroindústria, varejo e gastronomia, fortalecendo toda a cadeia produtiva do leite e do queijo artesanal.
O evento é organizado pela Bonare Eventos, com apoio de instituições públicas e privadas ligadas ao agronegócio e ao desenvolvimento da agricultura familiar no Brasil.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Solo mais saudável está associado a 30% menos doenças na batata
Lavouras de batata com maior atividade biológica no solo apresentaram incidência de doenças cerca de 30% menor, segundo pesquisa conduzida pelo Instituto Federal Goiano (IF Goiano). Iniciado em 2021, o trabalho acompanhou áreas produtoras de Goiás, Paraná e São Paulo e avaliou o uso de plantas de cobertura e bioinsumos na recuperação de solos submetidos ao cultivo intensivo.
O estudo foi desenvolvido no âmbito das Demo Farms, fazendas demonstrativas mantidas pela Syngenta para testar tecnologias e práticas de agricultura regenerativa a partir de problemas enfrentados pelos produtores. A empresa mantém projetos de pesquisa em parceria com o IF Goiano.
Para medir a atividade biológica, os pesquisadores utilizaram a Bioanálise de Solo (BioAS), metodologia desenvolvida pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e lançada em 2020. A ferramenta avalia a atividade das enzimas beta-glucosidase e arilsulfatase, relacionadas, respectivamente, aos ciclos do carbono e do enxofre no solo.
A presença e a atividade dessas enzimas funcionam como indicadores do trabalho realizado pelos microrganismos. Quanto maior a atividade enzimática, em geral, mais ativo está o componente biológico do solo.
Nos parâmetros adotados pela pesquisa, valores de beta-glucosidase acima de 100 pontos e de arilsulfatase entre 40 e 50 pontos foram associados a solos em boas condições biológicas. Esses números, porém, precisam ser interpretados de acordo com o tipo de solo, o histórico da área e o sistema de manejo.
A BioAS não identifica quais bactérias, fungos ou outros microrganismos estão presentes. Para isso, são necessárias análises mais complexas, como a metagenômica, que examina o material genético encontrado nas amostras. A metodologia da Embrapa oferece um diagnóstico mais simples e de menor custo sobre o nível geral da atividade biológica.
Originalmente utilizada em lavouras de grãos, a ferramenta foi aplicada pelo IF Goiano ao cultivo de batata. A equipe constatou que as áreas com maior atividade de beta-glucosidase também apresentavam menor incidência de enfermidades nos tubérculos.
Entre os problemas observados estavam a sarna comum e a podridão mole. A sarna comum da batata, causada por diferentes espécies de bactérias do gênero Streptomyces, prejudica a aparência e o valor comercial dos tubérculos, além de provocar perdas aos produtores.
Os resultados mostraram uma correlação estatisticamente significativa entre a melhora dos indicadores biológicos e a redução das doenças. Nas áreas acompanhadas, o recuo da incidência ficou em torno de 30%.
A hipótese dos pesquisadores é que comunidades microbianas mais diversificadas aumentem a capacidade de o solo limitar a atuação de organismos causadores de doenças. É o chamado solo supressivo, no qual a competição entre microrganismos ajuda a dificultar a multiplicação dos patógenos.
A associação encontrada no estudo não significa, entretanto, que a atividade biológica seja o único fator responsável pelo controle das enfermidades. Qualidade das sementes, umidade, temperatura, irrigação, drenagem e rotação de culturas também interferem na sanidade das lavouras.
A pesquisa verificou ainda que o cultivo contínuo de batata reduz a diversidade da comunidade microbiana ao longo das safras. A introdução de plantas de cobertura ajudou a reverter parte desse processo.
Nas áreas que incorporaram essas espécies ao sistema produtivo, a diversidade de bactérias benéficas se aproximou da encontrada em matas nativas e superou a registrada em terrenos cultivados exclusivamente com batata.
As plantas de cobertura mantêm raízes vivas por mais tempo, acrescentam matéria orgânica e fornecem alimento aos microrganismos. Também protegem o terreno contra erosão, ajudam na conservação da umidade e podem interromper ciclos de pragas e doenças.
A partir dos primeiros resultados, o projeto passou a concentrar esforços não apenas no diagnóstico, mas também na recuperação da saúde do solo. Os protocolos avaliados combinam plantas de cobertura, bioinsumos e ajustes no manejo.
A melhora das condições das áreas já cultivadas também trouxe efeito econômico. Com solos mais equilibrados e menor ocorrência de problemas nos tubérculos, produtores conseguiram reduzir a necessidade de arrendar terrenos mais distantes para abrir novas lavouras.
A iniciativa começou em pouco mais de 200 hectares pertencentes a um produtor. Atualmente, as práticas avaliadas no projeto já são adotadas em mais de 2 mil hectares, considerando os participantes da pesquisa e outros agricultores que incorporaram o manejo.
Os pesquisadores agora avaliam quais plantas de cobertura apresentam melhor desempenho diante de doenças específicas da batata. O objetivo é transformar os indicadores biológicos em recomendações práticas, sem tratar a BioAS como substituta das demais análises agronômicas ou das medidas de manejo integrado.
Os resultados reforçam que a produtividade da batata não depende apenas de fertilizantes, defensivos e irrigação. A condição biológica do solo também pode determinar a resposta das lavouras às tecnologias empregadas e a capacidade do sistema produtivo de enfrentar doenças.
Fonte: Pensar Agro
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