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Milho recua em Chicago com melhora climática nos EUA, enquanto mercado brasileiro segue travado e atento à safrinha

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O mercado do milho iniciou a semana sob pressão no cenário internacional e com comportamento misto no Brasil. Em Chicago, os contratos futuros recuaram diante da previsão de chuvas para importantes regiões produtoras dos Estados Unidos, enquanto na B3 as cotações tiveram leves oscilações em meio à baixa liquidez e à atenção voltada para o desenvolvimento da safrinha brasileira.

Na Bolsa de Chicago, o contrato para julho de 2026 operava a US$ 471,50 por bushel, com queda de 3,75 centavos. O movimento negativo foi impulsionado pelas previsões climáticas favoráveis no Meio-Oeste e nas Grandes Planícies Centrais dos EUA, cenário que tende a aliviar o déficit hírico nas lavouras e aumentar as expectativas de produtividade.

Além do clima, o mercado internacional também sente a falta de novidades envolvendo compras chinesas de produtos agrícolas norte-americanos, fator que reduz o suporte aos preços e amplia a pressão sobre os contratos futuros.

No Brasil, a movimentação foi mais moderada. Os contratos futuros do milho na B3 encerraram o pregão com leves variações, sustentados parcialmente pela recuperação do dólar frente ao real. O vencimento julho de 2026 fechou cotado a R$ 67,20 por saca, com avanço diário de R$ 0,14, embora acumule perda semanal de R$ 1,38.

Já o contrato setembro de 2026 terminou negociado a R$ 69,73, com recuo de R$ 0,09 no dia e baixa semanal de R$ 1,16. O vencimento novembro de 2026 encerrou a sessão a R$ 72,64, também com queda diária de R$ 0,09 e retração acumulada de R$ 0,25 na semana.

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No mercado físico, a referência nacional ficou em R$ 65,28 por saca, registrando leve baixa de 0,06% no dia. O ambiente continua marcado pela cautela dos compradores e pela dificuldade de fechamento de negócios em diversas regiões produtoras.

Safrinha preocupa em Goiás e mantém mercado atento ao clima

Segundo análises do mercado, o cenário das lavouras brasileiras segue bastante heterogêneo. Em Mato Grosso e no Paraná, parte das áreas apresenta condições favoráveis de desenvolvimento, apesar de registros pontuais de geadas e excesso de chuvas em algumas regiões paranaenses.

Por outro lado, Goiás enfrenta uma situação mais delicada. Áreas plantadas fora da janela ideal sofrem com estresse hídrico e já acumulam perdas significativas na safrinha, fator que mantém os agentes do mercado atentos aos próximos levantamentos de produtividade.

O relatório mais recente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) reforçou as preocupações com o potencial produtivo em regiões impactadas pelo clima adverso, aumentando a volatilidade das cotações no mercado interno.

Mercado físico segue lento no Sul e pressionado no Centro-Oeste

No Rio Grande do Sul, a colheita do milho alcançou 96% da área cultivada. Os negócios seguem pontuais, com média estadual ao redor de R$ 58,08 por saca.

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Em Santa Catarina, o mercado continua travado pela distância entre pedidas e ofertas. Enquanto vendedores trabalham próximos de R$ 70,00 por saca, compradores indicam valores mais próximos de R$ 65,00.

No Paraná, a pressão sobre os preços permanece forte. A demanda gira em torno de R$ 60,00 CIF, enquanto produtores demonstram maior flexibilidade nas negociações diante da necessidade de liberar espaço nos armazéns para a chegada da nova safra.

Já em Mato Grosso do Sul, a elevada oferta disponível mantém o mercado pressionado. Os preços variam entre R$ 51,00 e R$ 53,00 por saca, mesmo com uma melhora pontual das condições climáticas em algumas áreas produtoras.

Analistas avaliam que o mercado deve continuar sensível às condições climáticas tanto nos Estados Unidos quanto no Brasil nas próximas semanas, além do comportamento do dólar e da demanda internacional, especialmente da China.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações brasileiras de soja devem superar 15 milhões de toneladas em junho e reforçam liderança do agronegócio

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O agronegócio brasileiro segue demonstrando força no mercado internacional. As exportações de soja do Brasil devem alcançar aproximadamente 15,3 milhões de toneladas em junho, segundo estimativas da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC). O volume representa um desempenho superior ao registrado no mesmo período do ano passado e reforça a competitividade do produto brasileiro no comércio global.

Os dados mais recentes da entidade indicam que os embarques acumulados de soja em 2026 já ultrapassam 73,8 milhões de toneladas, consolidando um dos melhores desempenhos da história para o setor exportador nacional.

Soja lidera crescimento das exportações brasileiras

A soja continua sendo o principal produto da pauta exportadora do agronegócio brasileiro. Entre janeiro e maio, os embarques apresentaram crescimento significativo em comparação ao mesmo período de 2025, impulsionados pela elevada demanda internacional e pela ampla oferta nacional.

Para junho, a previsão é de exportações superiores a 15 milhões de toneladas, resultado acima das 13,8 milhões de toneladas embarcadas no mesmo mês do ano anterior. O avanço reforça a posição do Brasil como maior fornecedor mundial da oleaginosa.

A China permanece como o principal destino da soja brasileira, absorvendo cerca de 70% das exportações realizadas entre janeiro e maio. Espanha, Turquia, Tailândia, Paquistão, Holanda e México também figuram entre os principais compradores do grão brasileiro.

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Farelo de soja registra avanço e fortalece indústria de processamento

O farelo de soja também apresenta desempenho positivo em 2026. A ANEC estima embarques próximos de 2,24 milhões de toneladas em junho, volume superior ao registrado no mesmo período de 2025.

O crescimento reflete o fortalecimento da indústria nacional de processamento, que vem ampliando a agregação de valor à produção agrícola brasileira.

Entre os principais destinos do farelo brasileiro estão Indonésia, Tailândia, Irã, Holanda, Polônia e Espanha, demonstrando a diversificação dos mercados consumidores do produto.

Milho acelera e amplia participação no comércio global

Outro destaque do ano é o milho. Os embarques acumulados já superam 6,3 milhões de toneladas, volume significativamente superior ao observado no mesmo período de 2025. A previsão para junho aponta exportações próximas de 598 mil toneladas.

O cereal brasileiro vem ganhando espaço em mercados estratégicos, especialmente no Norte da África e no Oriente Médio. Egito, Vietnã e Irã lideram as compras do milho nacional, seguidos por Argélia, Malásia e Arábia Saudita.

Portos do Arco Norte ampliam relevância logística

A logística segue sendo um dos pilares do crescimento das exportações brasileiras. Os portos de Santos, Paranaguá, Itaqui, Barcarena, Itacoatiara e Rio Grande concentram grande parte dos embarques de soja, farelo e milho.

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Além dos tradicionais corredores de exportação do Sul e Sudeste, os portos do Arco Norte vêm ampliando sua participação, contribuindo para a redução de custos logísticos e aumento da competitividade dos produtos brasileiros nos mercados internacionais.

Agronegócio mantém protagonismo na balança comercial

As projeções da ANEC reforçam a importância do complexo soja e milho para a economia brasileira. O avanço das exportações ocorre em um contexto de demanda global consistente por alimentos e proteínas, favorecendo o desempenho do setor.

Com produção elevada, infraestrutura em expansão e mercados consolidados, o Brasil segue fortalecendo sua posição como um dos maiores fornecedores mundiais de grãos, contribuindo decisivamente para o saldo positivo da balança comercial e para a geração de renda no campo.

A expectativa do mercado é que os embarques continuem acelerados ao longo do segundo semestre, especialmente com a intensificação das exportações de milho e a manutenção da forte demanda asiática pela soja brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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