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Encontro Nacional de Bombeiras Militares encerra programação com corrida e prova operacional no Acre

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O terceiro e último dia do 11º Encontro Nacional de Bombeiras Militares foi marcado por competições técnico-operacionais, reunindo participantes de Portugal, Bolivia, Peru e diversos estados brasileiros em atividades que destacaram preparo físico, integração e valorização da atuação feminina no serviço operacional dos corpos de bombeiros. O evento foi realizado em Rio Branco, no 1º batalhão do Corpo de Bombeiros Militar do Acre.

Participantes realizaram atividades que simulam situações reais. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

A programação iniciou ainda nas primeiras horas da manhã com a 4ª edição da corrida De Mulher para Mulher, promovida pelo Corpo de Bombeiros Militar do Acre. Em seguida, as militares participaram da prova Bombeira de Garra, competição que simula situações reais enfrentadas pelas profissionais durante ocorrências operacionais.

Esta é a 4ª edição da corrida De Mulher para Mulher. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

Desenvolvimento físico e preparo operacional

De acordo com a major Francisca Fragoso, uma das organizadoras do encontro, as atividades práticas complementam os debates promovidos ao longo da programação. “Além de discutir políticas públicas, saúde mental, a gente também entende a necessidade de aprimoramento técnico-operacional e também o desenvolvimento físico das nossas militares. É muito importante para as nossas atividades”, destacou.

Major Francisca Fragoso identificada ao centro da fotografia com a numeração 091. Foto: Dhárcules Pinheiro/Secom

Segundo a major, a corrida realizada nesta sexta-feira marcou a quarta edição da De Mulher para Mulher, tradicional competição promovida pelo Estado, que recebe novos formatos a cada edição.

Acre em evidência nacional

O comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar do Acre, coronel Charles Santos, avaliou positivamente a realização do evento e ressaltou o apoio da governadora Mailza Assis na consolidação do encontro.

Coronel Charles Santos participou da entrega de premiações às vencedoras. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

“É sucesso, hoje é dia de celebração. Tivemos dois dias de discussões e hoje é o dia da nossa competição. Agradecemos a todos os estados que participaram e também à nossa governadora por acreditar que esse evento seria tão importante não só para o tema enfrentamento da violência contra a mulher, mas também para mostrar um pouco do nosso estado para o restante do Brasil”, afirmou.

Segundo o coronel, a organização do encontro fortaleceu a visibilidade do Acre em nível nacional e abriu perspectivas para futuras edições do evento no estado.

Prova criada por mulheres para mulheres

A presidente do Comitê Nacional de Bombeiras Militares e coronel do Corpo de Bombeiros Militar do Tocantins, Andreya Bueno, destacou a importância da criação da prova Bombeira de Garra, desenvolvida especificamente para a realidade das mulheres na corporação.

Presidente do Comitê Nacional de Bombeiras Militares e coronel do Corpo de Bombeiros Militar do Tocantins, Andreya Bueno, ao lado direito, e ao centro, Major Francisca Fragoso. Foto Dhárcules Pinheiro/Secom

“Até hoje a gente vinha se adequando à prova masculina, que foi desenhada para o público masculino. Mas agora nós temos aqui a prova que é nossa, foi desenhada por nós. Então nós somos as melhores na prova que é nossa”, ressaltou.

A coronel também agradeceu a recepção do Acre e o apoio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) para a realização do encontro.

Resultados da corrida

Entre os destaques da corrida de 5 quilômetros esteve a categoria 40+, vencida pela major Heloisa Santos Fadda, do Rio de Janeiro, com o tempo de 22 minutos e 48 segundos. O segundo lugar ficou com a capitã Poliana Vasconcelos de Freitas, de Rondônia, seguida da 1ª sargento Agatha Bolzan Alves, do Espírito Santo.

Heloísa Fadda foi a vencedora na categoria 40+ Foto: Dhárcules Pinheiro/Secom

A vencedora geral da corrida de 5 quilômetros foi a 1ª tenente Bombeira Giovanna Hanaoka, do Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo, que participa do evento pela terceira vez.

Giovanna Hanaoka finalizou a corrida em 20 minutos e 37 segundos. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

Bombeira de Garra

Na prova operacional Bombeira de Garra, a equipe de Minas Gerais conquistou o primeiro lugar, seguida pelas equipes da Bahia e Sergipe. A competição reuniu 23 equipes e simulou desafios do cotidiano operacional das bombeiras militares.

Prova operacional Bombeira de Garra simulou desafios do cotidiano operacional das bombeiras militares. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

Integrante da equipe campeã, a segundo-sargento Elaine Cristina de Oliveira destacou que o maior desafio foi manter o controle emocional durante a execução das tarefas. “Primeiro vem o treinamento, o entrosamento da equipe. Depois, controlar isso na hora da prova é o maior desafio”, explicou.

Elaine também ressaltou a proximidade da competição com a rotina real das corporações. “Essa prova representa a nossa rotina, o operacional e o que está no sangue, que é ser Corpo de Bombeiros”, concluiu.

Fonte: Governo AC

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Sepi reúne instituições para fortalecer plano de contingência voltado aos povos indígenas

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Com ênfase nas ações preventivas e emergenciais voltadas às populações originárias do Acre, o governo do Estado, por meio da Secretaria Extraordinária dos Povos Indígenas (Sepi), reuniu, na última sexta-feira, 29, representantes de órgãos estaduais e instituições parceiras para debater o plano de contingência elaborado pela pasta.

Realizado de forma presencial e virtual, o encontro ampliou a participação dos órgãos envolvidos na definição de estratégias integradas. O plano em questão orienta ações antecipadas para reduzir riscos e fortalecer a proteção dos povos indígenas diante de possíveis emergências.

Instituições alinham estratégias para enfrentar eventos climáticos extremos em territórios indígenas. Foto: Danna Anute/Sepi

Diante dos alertas para um novo período de eventos climáticos extremos, as instituições intensificaram o planejamento conjunto, com atenção especial aos territórios indígenas. A titular da Sepi, Francisca Arara, destacou que o Estado tem se preparado de forma antecipada para enfrentar cenários recorrentes. “Já vínhamos nos preparando para situações como a seca, as enchentes e os problemas respiratórios provocados pela fumaça, que têm se repetido nos últimos anos. Por isso, a pedido da governadora Mailza, cada instituição iniciou a elaboração de ações dentro do eixo de eventos climáticos, coordenado pelo Gabinete de Crise, que reúne diversos órgãos, para antecipar respostas e fortalecer a capacidade de atuação do Estado”, afirmou.

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Plano de contingência incorpora análises sobre os impactos do El Niño e os riscos climáticos no Acre. Foto: Danna Anute/Sepi

“Nesse processo, a Sema apresentou um panorama sobre a chegada do El Niño e os impactos que o fenômeno pode causar, enquanto a Defesa Civil detalhou a situação local, considerada delicada. No caso da Sepi, elaboramos um plano específico, voltado à nossa atuação nos territórios indígenas e à coordenação do Grupo de Trabalho de Eventos Extremos”, concluiu.

A seca tem provocado reflexos na produção de alimentos e na manutenção de práticas culturais dos povos indígenas, ampliando a necessidade de ações voltadas aos territórios.

Para Dinah Borges, consultora de Agricultura Familiar do Programa REM Acre, da Secretaria de Estado de Planejamento (Seplan), a estiagem compromete a produção de alimentos, dificulta o acesso a programas como o PNAE e o PAA e afeta o modo de vida das comunidades. Por isso, ações como a construção de poços artesianos no Purus e de cacimbas no Alto Acre são fundamentais para garantir o acesso à água e fortalecer a produção nas aldeias.

Cooperação institucional

A cooperação institucional prevista neste Plano está alinhada ao Decreto nº 11.504, de 25 de junho de 2024, que instituiu o Gabinete de Crise para monitorar e coordenar ações diante da redução das chuvas, da diminuição dos cursos hídricos e do risco de incêndios florestais. Nesse contexto, as medidas serão executadas de forma integrada por órgãos do governo estadual e instituições parceiras.

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Participam da iniciativa a Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil (CEPD), as secretarias de Estado de Governo (Segov), Casa Civil (Secc), Meio Ambiente (Sema), Comunicação (Secom), Planejamento (Seplan), Justiça e Segurança Pública (Sejusp), Indústria, Ciência e Tecnologia (Seict), Obras Públicas (Seop), Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH), Educação, Cultura e Esportes (SEE), Instituto de Mudanças Climáticas e Regulação de Serviços Ambientais (IMC), além de Imac, Iteracre, Idaf, Funtac, Deracre, Saneacre, Sesacre, Seagri, PGE, CGE, Corpo de Bombeiros Militar e Polícia Militar.

Também colaboram a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), a Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), a Comissão Pró-Indígenas do Acre (CPI/AC), a Associação do Movimento dos Agentes Agroflorestais Indígenas do Acre (AMAAIAC) e o Programa REM Acre.

Fonte: Governo AC

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