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Governo do Acre leva saúde e cidadania aos moradores no Parque Estadual Chandless

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Em uma das regiões mais isoladas e preservadas do Acre, o governo do Estado realizou, neste sábado, 6, a 7ª edição do Programa Saúde na Floresta, levando atendimento médico e serviços essenciais às famílias que vivem no Parque Estadual Chandless.

Após mais de oito horas de viagem de barco pelo rio Purus, as equipes de saúde chegaram ao parque para realizar atendimentos às 22 famílias — cerca de 80 pessoas que residem na unidade de conservação.

Governo do Acre leva serviços em saúde e cidadania aos moradores no Parque Estadual Chandless. Foto: Uêslei Araújo/Sema

Acostumados a percorrer longos trajetos para acessar cuidados básicos, os moradores receberam atendimentos médicos, vacinação, exames laboratoriais, vacinação de cães e gatos e doação de kits de cuidados pessoais doados pela empresa Natura Cosméticos.

A ação é iniciativa das secretarias de Estado do Meio Ambiente (Sema) e de Saúde (Sesacre), em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a Prefeitura de Manoel Urbano, com apoio do Corpo de Bombeiros Militar do Acre (CBMAC) e do Batalhão de Policiamento Ambiental (BPA).

Acostumados a percorrer longos trajetos para acessar cuidados básicos, os moradores receberam diversos tipos de  atendimentos em saúde. Foto: Uêslei Araújo/Sema

O secretário de Estado do Meio Ambiente, Leonardo Carvalho, destacou a importância de levar assistência especializada às populações que vivem em áreas remotas e reforçou o compromisso do governo com quem mora na floresta.

Secretário do Meio Ambiente, Leonardo Carvalho, reforçou o compromisso do governo com quem mora na floresta. Foto: Uêslei Araújo/Sema

“É uma grande satisfação estar aqui, junto com toda a equipe, promovendo mais um dia de saúde e cidadania, nos aproximando das pessoas e encurtando distâncias para cuidar de quem mais precisa. Em nome do governador Gladson Camelí e da vice-governadora Mailza Assis, estamos avançando na oferta de cuidados integrais e garantindo que a população possa viver com dignidade e bem-estar, integrada ao território onde sempre viveu.”

O morador Moisés Nunes, contou sobre a emoção de receber a ação diretamente no Chandless.

Morador Moisés Nunes relata a satisfação dos moradores em receberem o Programa Saúde na Floresta. Foto: Uêslei Araújo/Sema

“Primeiramente, eu quero agradecer a Deus por esse momento. É muito importante para nós recebermos atendimento médico aqui dentro da nossa unidade de conservação. Hoje, pra mim, é uma satisfação enorme ver que estamos recebendo um atendimento ótimo. E não é só consultas: estamos recebendo materiais importantes, como cloro, vacinação e até kits de higiene. Agradeço muito à equipe do governo e à Prefeitura de Manoel Urbano”.

A moradora Antônia Souza destacou a importância do Programa Saúde na Floresta realizado na comunidade.

Moradora Antônia Souza celebra a alegria de receber atendimento diretamente em sua comunidade, sem precisar enfrentar longos deslocamentos até a cidade. Foto: Uêslei Araújo/Sema

“Estou muito feliz com a chegada da equipe de saúde. Fomos atendidos aqui mesmo na comunidade, e isso significa muito para nós. Agradeço primeiramente a Deus e aos profissionais que vieram. O atendimento foi muito bom. Eu, meu marido e todas as pessoas aqui fomos acolhidos. Estou muito agradecida.”

Atendimentos ofertados

Por meio da Sesacre foram ofertadas consultas com clínico geral, infectologista e ginecologista, atendimento odontológico, além da realização do Preventivo do Câncer do Colo de Útero (PCCU), exames laboratoriais, retinografia e dermatoscopia.

O médico da família Osvaldo Leal destacou que a dificuldade de acesso aos serviços de saúde é o principal motivo que leva as equipes a atuarem em regiões tão remotas.

O médico da família, Osvaldo Leal ressaltou que a dificuldade de acesso aos serviços de saúde é o principal fator que motiva as equipes a levar atendimento até regiões mais distantes. Foto: Uêslei Araújo/Sema

“A grande motivação para que venhamos até esses lugares tão distantes é justamente a dificuldade que essas populações têm para acessar serviços de saúde. Por isso trouxemos equipamentos de ponta, uma série de exames laboratoriais e consultas especializadas. Esses atendimentos, que normalmente exigem deslocamentos longos até Rio Branco, agora podem ser realizados dentro da própria comunidade. Isso faz toda a diferença na vida dessas famílias.”

A equipe da Fiocruz ofereceu atendimento pediátrico, realização de exames, testes rápidos e também atendimento veterinário.

O pediatra da instituição, Felipe Costa, destacou a importância de levar assistência especializada às populações que vivem em áreas remotas da floresta.

Pediatra da Fiocruz, Felipe Costa destacou a importância de levar assistência especializada às populações que vivem em áreas distantes. Foto: Uêslei Araújo/Sema

“Os povos da floresta precisam de um atendimento especializado e individualizado, porque vivem em comunidades de dificílimo acesso.Por isso, ações como esta, que reúnem profissionais de diversas áreas fazem toda a diferença. Esse esforço conjunto contribui diretamente para a saúde e o bem-estar dessa população que,muitas vezes, fica distante dos serviços básicos.”

Já a Prefeitura de Manoel Urbano reforçou com atendimentos de atenção primária, aferição de sinais vitais, testes rápidos, consultas médicas de clínico geral, pré-natal e PCCU, além de atendimento odontológico, distribuição de medicamentos, vacinação e assistência social para cadastro e atualização do Bolsa Família. Além de ações de vigilância epidemiológica e aplicação de vacina antirrábica.

O cirurgião-dentista Fábio Bermeu destacou o esforço da prefeitura de Manoel Urbano para garantir atendimento completo às famílias do Chandless.

Cirurgião-dentista Fábio Bermeu ressaltou o empenho da Prefeitura de Manoel Urbano em assegurar um atendimento completo às famílias que vivem no Chandless. Foto: Uêslei Araújo/Sema

“A Secretaria Municipal de Saúde deslocou equipe médica, odontológica e farmacêutica, e nós estamos disponibilizando tanto as medicações quanto os atendimentos. Na área odontológica, sabemos que há uma grande dificuldade de acesso a serviços em saúde para essas comunidades mais isoladas. Por isso, realizamos procedimentos de restauração e limpeza para garantir saúde bucal e qualidade de vida para quem vive tão longe da cidade.”

Ao todo, foram realizados 676 atendimentos em saúde. Desse total, foram contabilizados 60 consultas médicas entre clínica geral, pediatria e ginecologia; 369 exames laboratoriais; 67 atendimento de enfermagem; 41 prescrições de medicamentos; 80 testes rápidos; 3 exames de PPCU’s; 30 atendimentos odontológicos e 22 exames de retinografia.

Saiba mais

O Parque Estadual Chandless, localizado em Manoel Urbano, Sena Madureira e Santa Rosa do Purus, criado em 2 de setembro de 2004, é gerido pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente do Acre (Sema), com apoio financeiro do programa Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa). O Chandlees possui mais de 690 mil hectares de área, sendo 99,8% de sua cobertura florestal preservada. As famílias que residem na unidade sobrevivem da caça, pesca e da agricultura de subsistência.

Fonte: Governo AC

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Sepi reúne instituições para fortalecer plano de contingência voltado aos povos indígenas

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Com ênfase nas ações preventivas e emergenciais voltadas às populações originárias do Acre, o governo do Estado, por meio da Secretaria Extraordinária dos Povos Indígenas (Sepi), reuniu, na última sexta-feira, 29, representantes de órgãos estaduais e instituições parceiras para debater o plano de contingência elaborado pela pasta.

Realizado de forma presencial e virtual, o encontro ampliou a participação dos órgãos envolvidos na definição de estratégias integradas. O plano em questão orienta ações antecipadas para reduzir riscos e fortalecer a proteção dos povos indígenas diante de possíveis emergências.

Instituições alinham estratégias para enfrentar eventos climáticos extremos em territórios indígenas. Foto: Danna Anute/Sepi

Diante dos alertas para um novo período de eventos climáticos extremos, as instituições intensificaram o planejamento conjunto, com atenção especial aos territórios indígenas. A titular da Sepi, Francisca Arara, destacou que o Estado tem se preparado de forma antecipada para enfrentar cenários recorrentes. “Já vínhamos nos preparando para situações como a seca, as enchentes e os problemas respiratórios provocados pela fumaça, que têm se repetido nos últimos anos. Por isso, a pedido da governadora Mailza, cada instituição iniciou a elaboração de ações dentro do eixo de eventos climáticos, coordenado pelo Gabinete de Crise, que reúne diversos órgãos, para antecipar respostas e fortalecer a capacidade de atuação do Estado”, afirmou.

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Plano de contingência incorpora análises sobre os impactos do El Niño e os riscos climáticos no Acre. Foto: Danna Anute/Sepi

“Nesse processo, a Sema apresentou um panorama sobre a chegada do El Niño e os impactos que o fenômeno pode causar, enquanto a Defesa Civil detalhou a situação local, considerada delicada. No caso da Sepi, elaboramos um plano específico, voltado à nossa atuação nos territórios indígenas e à coordenação do Grupo de Trabalho de Eventos Extremos”, concluiu.

A seca tem provocado reflexos na produção de alimentos e na manutenção de práticas culturais dos povos indígenas, ampliando a necessidade de ações voltadas aos territórios.

Para Dinah Borges, consultora de Agricultura Familiar do Programa REM Acre, da Secretaria de Estado de Planejamento (Seplan), a estiagem compromete a produção de alimentos, dificulta o acesso a programas como o PNAE e o PAA e afeta o modo de vida das comunidades. Por isso, ações como a construção de poços artesianos no Purus e de cacimbas no Alto Acre são fundamentais para garantir o acesso à água e fortalecer a produção nas aldeias.

Cooperação institucional

A cooperação institucional prevista neste Plano está alinhada ao Decreto nº 11.504, de 25 de junho de 2024, que instituiu o Gabinete de Crise para monitorar e coordenar ações diante da redução das chuvas, da diminuição dos cursos hídricos e do risco de incêndios florestais. Nesse contexto, as medidas serão executadas de forma integrada por órgãos do governo estadual e instituições parceiras.

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Participam da iniciativa a Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil (CEPD), as secretarias de Estado de Governo (Segov), Casa Civil (Secc), Meio Ambiente (Sema), Comunicação (Secom), Planejamento (Seplan), Justiça e Segurança Pública (Sejusp), Indústria, Ciência e Tecnologia (Seict), Obras Públicas (Seop), Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH), Educação, Cultura e Esportes (SEE), Instituto de Mudanças Climáticas e Regulação de Serviços Ambientais (IMC), além de Imac, Iteracre, Idaf, Funtac, Deracre, Saneacre, Sesacre, Seagri, PGE, CGE, Corpo de Bombeiros Militar e Polícia Militar.

Também colaboram a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), a Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), a Comissão Pró-Indígenas do Acre (CPI/AC), a Associação do Movimento dos Agentes Agroflorestais Indígenas do Acre (AMAAIAC) e o Programa REM Acre.

Fonte: Governo AC

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