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Piscicultura ornamental de Minas conquista certificação inédita do IMA com apoio do ATeG

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A piscicultura ornamental mineira alcançou um marco histórico com a entrega do primeiro selo Certifica Minas Peixes Ornamentais, concedido pelo Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA). A certificação inédita foi recebida pela produtora Rosângela Martins, do município de Vieiras, na Zona da Mata mineira.

O reconhecimento foi entregue durante a programação da transferência simbólica da capital mineira, realizada em Viçosa, consolidando a região como referência nacional na produção de peixes ornamentais.

A conquista é resultado de um trabalho desenvolvido em família, aliado à capacitação técnica e ao suporte de instituições parceiras. Desde 2018 atuando na atividade, a produtora estruturou a piscicultura “RM, Criando Vidas” com apoio do Programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) Piscicultura Ornamental, do Sistema Faemg Senar, viabilizado pelo Sindicato dos Produtores Rurais de Muriaé.

Assistência técnica impulsionou profissionalização da produção

Com renda média mensal em torno de R$ 6 mil, Rosângela destacou que o acompanhamento técnico do ATeG foi fundamental para profissionalizar o negócio e alcançar os critérios exigidos pelo selo do IMA.

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Segundo a produtora, o suporte técnico contribuiu tanto para o manejo dos peixes quanto para a gestão da propriedade rural.

O técnico de campo do ATeG, Hallef Suamir, que acompanhou a propriedade até dezembro de 2025, afirmou que a certificação reconhece o empenho da família na adoção de boas práticas relacionadas à qualidade da água, alimentação dos animais e gestão da atividade.

De acordo com ele, o trabalho desenvolvido demonstrou que a piscicultura ornamental pode ser uma atividade economicamente rentável e sustentável no meio rural.

Certificação fortalece qualidade e competitividade do setor

A entrega da certificação contou com a presença do governador de Minas Gerais, Mateus Simões, do secretário de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Thales Fernandes, e da diretora-geral do IMA, Luiza Castro.

Durante a cerimônia, o governador ressaltou a importância da valorização dos produtores que investem em qualidade, sustentabilidade e conformidade com as normas sanitárias.

A coordenadora regional do IMA em Viçosa, Maria José Firmo, destacou que a certificação representa um avanço estratégico para a região da Zona da Mata, considerada a maior produtora de peixes ornamentais do Brasil.

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Segundo ela, além do volume de produção, a região passa agora a ser reconhecida também pela qualidade certificada dos animais produzidos.

Certifica Minas Peixes Ornamentais estabelece padrões de qualidade

Regulamentado pelo IMA em 2025, o selo Certifica Minas Peixes Ornamentais estabelece critérios rigorosos ligados à rastreabilidade, sustentabilidade, biosseguridade e bem-estar animal.

A expectativa do setor é que a certificação fortaleça a competitividade da piscicultura ornamental mineira, amplie o acesso a novos mercados e estimule mais produtores a adotarem práticas sustentáveis e profissionalizadas na atividade.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agronegócio movimentou R$ 45,6 bilhões no primeiro semestre

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O agronegócio de Minas Gerais movimentou R$ 45,6 bilhões com as vendas ao exterior no primeiro semestre de 2026. Com 8,46 milhões de toneladas enviadas a 166 países, o estado manteve a terceira posição entre os maiores exportadores do agro brasileiro, atrás apenas de Mato Grosso e São Paulo.

Os dados foram divulgados no Informativo Conjuntural de julho, publicado pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa-MG), com base nos registros do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Os valores foram convertidos pela cotação de R$ 5,09.

Minas Gerais respondeu por 10,3% das exportações brasileiras do agronegócio entre janeiro e junho. O setor também gerou 40,9% de toda a receita obtida pelo estado com as vendas internacionais, demonstrando a importância das atividades rurais para a economia mineira.

A China permaneceu como o principal destino dos produtos agropecuários do estado. Na sequência aparecem Estados Unidos, Alemanha, Itália e Japão. A presença em mercados com diferentes perfis de consumo reduz a dependência de um único comprador e amplia as possibilidades de comercialização para produtores, cooperativas e agroindústrias.

O café continuou como o principal produto da pauta. As vendas somaram R$ 22,9 bilhões e representaram 50,1% de toda a receita do agronegócio mineiro no exterior. Foram embarcadas aproximadamente 10,8 milhões de sacas de 60 quilos no semestre.

O preço médio do café exportado aumentou 4,2% na comparação com o primeiro semestre de 2025. Convertida para a moeda brasileira, a média passou de aproximadamente R$ 2.034 para R$ 2.119 por saca. Essa referência corresponde ao valor do produto embarcado e não ao preço pago diretamente ao cafeicultor.

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A valorização ajudou a sustentar a receita em um período de menor disponibilidade do grão. O volume exportado diminuiu 21,6%, depois dos elevados embarques realizados nos ciclos anteriores e dos efeitos do clima sobre a produção e os estoques.

A perspectiva para os próximos meses é favorecida pela entrada da safra de 2026. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que o Brasil possa colher 66,2 milhões de sacas, crescimento de 17,1% sobre o ciclo anterior.

Minas Gerais, maior produtor nacional de café, deverá ter participação decisiva nesse avanço. A bienalidade positiva do arábica, a ampliação da área em produção e a recuperação esperada da produtividade podem aumentar a disponibilidade do grão para o mercado interno e para as vendas internacionais.

A soja foi o segundo principal grupo da pauta e apresentou crescimento. As exportações de grão, farelo e óleo movimentaram R$ 10,9 bilhões, alta de 10,2%. O volume chegou a 5,01 milhões de toneladas, avanço de 2,5%.

O resultado do complexo soja mostra que Minas Gerais também amplia sua participação na comercialização de produtos processados. A produção de farelo e óleo agrega valor ao grão, movimenta as indústrias de esmagamento e atende às cadeias de ração animal e biodiesel.

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As carnes também avançaram. Os embarques renderam R$ 4,8 bilhões, crescimento de 13,4% em relação ao primeiro semestre do ano passado. O estado vendeu 247,3 mil toneladas, volume 3,7% maior.

O aumento mais expressivo da receita em relação à quantidade indica melhora no valor médio das carnes exportadas. O movimento favorece frigoríficos, cooperativas e pecuaristas integrados às cadeias que atendem ao mercado internacional.

O complexo sucroalcooleiro, formado principalmente por açúcar e etanol, movimentou R$ 2,7 bilhões, enquanto os produtos florestais renderam R$ 2,6 bilhões. Juntos, café, soja, carnes, produtos sucroalcooleiros e produtos florestais responderam por 96,2% das vendas externas do agronegócio mineiro.

Produtos tradicionais e de maior valor agregado também conquistaram espaço. Queijos, doce de leite, cachaça e doces mineiros movimentaram cerca de R$ 49,4 milhões no semestre. Embora tenham participação menor na pauta, esses produtos abrem oportunidades para pequenas e médias agroindústrias que trabalham com origem, qualidade, tradição e indicação geográfica.

Na comparação com o primeiro semestre de 2025, a receita total das exportações do agro mineiro recuou 9,6% e o volume diminuiu 3%. Ainda assim, o crescimento da soja e das carnes, a valorização média do café e a presença em 166 mercados mantiveram Minas Gerais entre as principais forças do agronegócio exportador brasileiro.

Fonte: Pensar Agro

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