POLÍTICA
Adailton Cruz alerta para atraso de repasses ao Hospital Santa Juliana e cobra solução do Estado
POLÍTICA
Deputado afirma que unidade acumula três meses de pagamentos em atraso e defende reunião com órgãos públicos para discutir situação financeira do hospital
Durante a sessão desta terça-feira (4) da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), o deputado Adailton Cruz (União Brasil) chamou atenção para a situação financeira do Hospital Santa Juliana e cobrou providências do Governo do Estado para regularizar os repasses destinados à unidade. Segundo o parlamentar, a direção do hospital esteve na Assembleia acompanhada do padre Marcelo, do bispo e de integrantes da equipe para apresentar um cenário que classificou como preocupante.
Adailton informou que uma reunião deverá ser realizada no próximo dia 18, com participação da Comissão de Saúde da Aleac, representantes das secretarias de Saúde, Fazenda e Casa Civil, além do Ministério Público e dos trabalhadores. O objetivo, segundo ele, será discutir alternativas para enfrentar os atrasos e evitar impactos no atendimento à população.
“O cenário é muito preocupante. Quero aqui inclusive aproveitar e pedir para o secretário de Saúde, juntamente com a governadora, avaliar essa situação com bastante carinho e se antecipar, porque precisa de uma resolução. O Hospital Santa Juliana conta hoje com mais de mil trabalhadores e é o principal ponto de desafogo do sistema público de saúde do Estado”, afirmou.
O deputado destacou a importância da unidade para a rede de saúde da capital, citando serviços de urologia, cardiologia, ginecologia e clínica médica. Também ressaltou a estrutura de atendimento intensivo, com 18 leitos de UTI adulto, seis leitos de UTI neonatal e seis leitos de unidade de cuidados intermediários. Segundo Adailton, o hospital também responde por aproximadamente metade dos partos realizados em Rio Branco.
De acordo com informações apresentadas ao parlamentar pela equipe gestora, o hospital estaria enfrentando um atraso de aproximadamente três meses nos repasses referentes a contratos com o Governo do Estado. Adailton estimou o débito em cerca de R$ 30 milhões e alertou para os possíveis impactos caso a situação não seja solucionada.
“Nós estamos, segundo a equipe gestora, com três meses de repasses e atraso de pagamento de contratos do Estado com o Santa Juliana. Isso dá somente R$ 30 milhões de atraso com relação ao pagamento do Santa Juliana. Se nos próximos 40 dias o Estado não atualizar, não quitar esse débito, o Santa Juliana vai entrar em falência, e nós, além de perdermos mil trabalhadores, que é o quantitativo de servidores que tem lá, ainda vamos perder a principal referência de desafogo do serviço público do Acre”, declarou.
Adailton também manifestou preocupação com a capacidade da rede pública de absorver a demanda caso o hospital tenha suas atividades comprometidas. Para o deputado, o Estado precisa se antecipar ao problema e construir uma estratégia para garantir a continuidade dos serviços prestados à população.
“Eu tenho certeza que o Estado não tem um plano de contingência caso o Santa Juliana entre em colapso. Então peço a atenção da governadora, acredito que ela não saiba dessa situação, e do secretário, para colocar em dia esses repasses que estão atrasados”, disse.
Ao final do pronunciamento, o deputado reforçou que a Comissão de Saúde deverá discutir o tema na reunião marcada para o dia 18 e afirmou que a Assembleia poderá atuar na busca de alternativas para contribuir com a solução do problema.
“Como medida para ajudar, reitero aqui essa casa e vamos discutir isso com a Comissão de Saúde no próximo dia 18 aqui nesta casa”, concluiu.
Texto: Mircléia Magalhães/ Agência Aleac
Agência Aleac
Fonte: Assembleia Legislativa do AC
POLÍTICA
Afonso Fernandes alerta para seca no Acre e cobra antecipação de medidas para enfrentar estiagem
Deputado também defendeu investigação sobre ataque a jornalista e relatou reunião em Brasília em busca de soluções para pescadores artesanais
Durante a sessão desta terça-feira (4) da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), o deputado Afonso Fernandes (União Brasil) manifestou solidariedade ao deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB), diante do episódio envolvendo o jornalista Francisco Melo, conhecido como Chico Melo, em Cruzeiro do Sul. O parlamentar afirmou que situações de violência e intimidação contra profissionais da imprensa não podem voltar a fazer parte da realidade acreana e defendeu que as instituições permaneçam atentas ao caso.
“Nós estamos no pleno século XXI, com todos os avanços da tecnologia, com todas as ferramentas que se possa utilizar para que se possa ter uma boa relação humana com as pessoas, respeitando os limites, e não é cabível que fatos como esse narrados aqui pelo deputado Edvaldo voltem a acontecer aqui no Acre. Nós vivemos esse momento difícil na década de 80, e esta Casa não pode ficar de olhos fechados”, afirmou.
Na sequência, Afonso Fernandes direcionou o pronunciamento para outro tema que considera urgente: a estiagem no Estado. O deputado chamou atenção para o cenário de seca severa e defendeu que as autoridades adotem medidas preventivas antes que os efeitos se agravem. Segundo ele, o Acre já começa a enfrentar dificuldades relacionadas ao abastecimento de água em Rio Branco, enquanto o nível do Rio Acre apresenta redução.
O parlamentar citou ainda previsões e estudos científicos relacionados ao fenômeno El Niño e afirmou que os governos estadual, municipais e federal precisam trabalhar de forma articulada para reduzir os impactos da estiagem. Afonso defendeu que as medidas sejam tomadas antecipadamente, evitando que as ações sejam adotadas somente quando a situação já estiver em estágio crítico.
“É preciso que os poderes estadual, municipal e inclusive o governo federal estejam atentos para isso, para que a gente não sofra mais do que já é esperado. Nós temos assistido dia a dia, inclusive a queda do nível do Rio Acre, que é quem abastece metade da população do Acre. Então isso é uma preocupação que deve consistir, sim, em todos os poderes, para que juntos possamos arranjar alternativas e soluções para minimizar esse fato que vai acontecer”, declarou.
Outro ponto abordado pelo deputado foi a situação dos pescadores artesanais. Afonso relatou uma reunião realizada em Brasília, com autorização da Assembleia, no Ministério da Pesca, na qual apresentou reivindicações da categoria. Segundo ele, o encontro com o ministro teve como objetivo discutir principalmente dificuldades relacionadas ao acesso ao seguro-defeso.
De acordo com o parlamentar, o Acre possui mais de 21 mil pescadores artesanais que dependem da atividade e de benefícios vinculados ao período de defeso. Afonso afirmou que existem processos pendentes no Ministério da Pesca envolvendo pescadores acreanos e que parte dos problemas estaria relacionada a questões cadastrais e documentais.
“Nós temos mais de 21 mil pescadores artesanais no Acre, que dependem inclusive do seguro-defeso. E eu me dirigi a Brasília, levei um representante dos pescadores, o Antônio Ferreira, presidente da Associação dos Pescadores de Sena Madureira, mais popularmente conhecido como Fefinha. E lá nós estivemos com o ministro, levando as reivindicações dessa categoria”, relatou.
Ainda segundo Afonso, mais de 3 mil processos relacionados a pescadores do Acre estariam pendentes de análise no Ministério da Pesca. O deputado afirmou que situações como atualização cadastral e correção de endereço podem acabar dificultando o acesso aos benefícios e defendeu uma atuação mais célere para solucionar as pendências.
“Hoje lá, inclusive represados no Ministério da Pesca, existem mais de 3 mil processos, com os diversos problemas possíveis, às vezes só a questão de uma atualização cadastral, a falta de um endereço mais correto, e cai-se na questão da burocracia, que é um entrave nesse país, e esse pescador fica sem receber o seu benefício”, disse.
Fernandes afirmou ainda que recebeu do ministro o compromisso de avaliar com atenção as demandas apresentadas pelos representantes dos pescadores acreanos. Para o deputado, a aproximação entre a categoria e os órgãos responsáveis pode contribuir para destravar processos e garantir que trabalhadores que tenham direito aos benefícios não sejam prejudicados por pendências burocráticas.
Ao concluir o pronunciamento, o parlamentar voltou a defender planejamento e prevenção diante da estiagem. Ele afirmou que o poder público precisa se preparar para os possíveis efeitos da seca e trabalhar na construção de alternativas antes que o cenário se agrave.
Texto: Mircléia Magalhães/Agência Aleac
Foto: Sérgio Vale
Fonte: Assembleia Legislativa do AC
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