AGRONEGÓCIO
Agronegócio impulsiona crescimento, mas falta de agroindústrias limita desenvolvimento de pequenas cidades, aponta pesquisa
AGRONEGÓCIO
Apesar de concentrarem grande parte da população rural e desempenharem papel estratégico na produção agropecuária brasileira, milhares de pequenas cidades ainda enfrentam dificuldades para transformar a riqueza gerada no campo em desenvolvimento econômico local. Uma pesquisa desenvolvida na Universidade de Brasília (UnB) revela que a falta de agroindústrias e de planejamento urbano alinhado às vocações econômicas regionais limita a geração de empregos, renda e qualidade de vida nesses municípios.
O estudo, conduzido pela urbanista Carlla Brito Furlan Pourre durante seu doutorado em Arquitetura e Urbanismo, propõe um novo modelo de planejamento urbano voltado especificamente para cidades de pequeno porte. A pesquisa destaca que, dos 5.569 municípios brasileiros, cerca de 70% possuem menos de 20 mil habitantes, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mas ainda não contam com instrumentos de desenvolvimento adequados às suas características econômicas e sociais.
Pesquisa mapeia potencial do agronegócio no Oeste da Bahia
Para validar o modelo, a pesquisadora escolheu como estudo de caso o município de Baianópolis, localizado no oeste da Bahia, uma das áreas mais dinâmicas do agronegócio nacional e integrante da região do Matopiba, importante fronteira agrícola formada pelos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia.
O levantamento econômico realizado no município revelou uma situação comum em diversas regiões produtoras do país. Embora Baianópolis possua ampla produção de soja e milho, apenas cerca de 20% da cadeia produtiva dessas culturas está estruturada localmente. A ausência de agroindústrias de processamento e de serviços especializados reduz a capacidade do município de capturar valor agregado da produção agrícola.
Como consequência, grande parte da riqueza gerada no campo deixa a cidade, limitando a criação de empregos qualificados, reduzindo a arrecadação local e estimulando a migração da população para centros urbanos maiores.
Implantação de agroindústria pode gerar retorno 2,4 vezes superior ao investimento
A pesquisa simulou a instalação de uma unidade esmagadora de soja no município, com investimento estimado em R$ 20 milhões.
Os resultados apontaram um impacto econômico total de aproximadamente R$ 48 milhões, equivalente a um retorno de 2,4 vezes o valor inicialmente investido. Além disso, o empreendimento teria potencial para gerar cerca de 285 empregos diretos, indiretos e induzidos, além de movimentar aproximadamente R$ 8 milhões por ano em renda local.
Segundo o estudo, a implantação da agroindústria elevaria o nível de integração da cadeia produtiva da soja e do milho de 20% para 41%, ampliando significativamente a circulação de capital, serviços e oportunidades dentro do próprio município.
Planejamento urbano deve acompanhar o crescimento do agronegócio
De acordo com Carlla Pourre, o desenvolvimento de pequenas cidades precisa deixar de ser pensado exclusivamente sob a ótica do desenho urbano e passar a considerar a dinâmica econômica regional.
A proposta apresentada na tese prevê a integração entre infraestrutura, serviços públicos, investimentos privados e políticas de desenvolvimento voltadas ao fortalecimento das cadeias produtivas locais.
Nesse modelo, o planejamento urbano passa a atuar como instrumento de geração de valor econômico, estimulando novos negócios, fortalecendo atividades estratégicas e criando condições para que a renda permaneça circulando dentro do município.
Modelo atual não atende à realidade das pequenas cidades
A pesquisadora destaca que os instrumentos urbanísticos atualmente disponíveis foram concebidos para grandes centros urbanos e, muitas vezes, apresentam baixa efetividade em municípios de pequeno porte.
Ferramentas como Operações Urbanas Consorciadas e Certificados de Potencial Adicional de Construção (Cepacs), amplamente utilizadas em grandes cidades, tendem a ter pouca atratividade em localidades onde o mercado imobiliário possui menor dinamismo e menor capacidade de retorno financeiro.
Além disso, segundo o estudo, muitas decisões de investimento urbano são tomadas sem um diagnóstico aprofundado das vocações econômicas locais, reduzindo o potencial de geração de resultados duradouros para a população.
Integração entre campo e indústria pode elevar qualidade de vida no interior
A pesquisa conclui que municípios inseridos em regiões agrícolas de destaque podem alcançar avanços significativos em indicadores sociais e econômicos quando conseguem desenvolver atividades industriais e de serviços associadas ao agronegócio.
Ao agregar valor à produção local, as cidades ampliam a geração de empregos, fortalecem o comércio, aumentam a arrecadação e criam melhores condições para investimentos em infraestrutura e serviços públicos.
Segundo a autora, o modelo pode servir como referência para centenas de municípios brasileiros que buscam atrair investimentos, reduzir desigualdades e construir estratégias mais sustentáveis de crescimento econômico.
A principal conclusão do estudo é que o desenvolvimento das pequenas cidades passa pela integração entre produção agropecuária, industrialização e planejamento urbano. Quando a indústria acompanha o avanço do agronegócio, cresce também a capacidade dos municípios de reter riqueza, criar oportunidades e melhorar a qualidade de vida da população.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Exportações de açúcar recuam quase 25% em receita no primeiro semestre de 2026 com queda nos preços internacionais
As exportações brasileiras de açúcar registraram queda significativa no primeiro semestre de 2026, tanto em volume quanto em receita. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), mostram que o país embarcou 12,29 milhões de toneladas de açúcares e melaços entre janeiro e junho, retração de 4,39% em relação ao mesmo período de 2025.
O impacto mais expressivo, no entanto, ocorreu sobre o faturamento. A receita das exportações somou US$ 4,43 bilhões, valor 24,98% inferior aos US$ 5,90 bilhões registrados no primeiro semestre do ano passado. O resultado reflete, principalmente, a forte desvalorização do açúcar no mercado internacional.
Exportações de açúcar caem em junho
Somente em junho, o Brasil exportou 3,13 milhões de toneladas de açúcares e melaços, volume 7,16% menor que o registrado no mesmo mês de 2025, quando os embarques alcançaram 3,37 milhões de toneladas.
A receita obtida com as vendas externas caiu de US$ 1,44 bilhão para US$ 1,09 bilhão, representando retração de 24,26% na comparação anual.
Preço médio do açúcar despenca no mercado externo
O principal fator responsável pela redução do faturamento foi a queda no preço médio das exportações.
Em junho, a cotação média do açúcar exportado pelo Brasil ficou em US$ 349,59 por tonelada, uma redução de 18,42% frente aos US$ 428,54 por tonelada registrados em junho de 2025.
No acumulado do primeiro semestre, o preço médio também apresentou forte retração, passando de US$ 458,79 para US$ 360,01 por tonelada, o que evidencia a pressão exercida pelas cotações internacionais sobre a rentabilidade das exportações brasileiras.
Mercado acompanha oferta global e comportamento dos preços
Apesar de o Brasil manter a liderança mundial nas exportações de açúcar, o desempenho em 2026 demonstra um cenário mais desafiador para o setor. A combinação entre menor volume embarcado e preços internacionais mais baixos reduziu significativamente a receita cambial do segmento.
Os números divulgados pela Secex consideram 21 dias úteis em junho de 2026, ante 20 dias úteis em junho de 2025, e reforçam a influência do mercado global sobre o desempenho das exportações brasileiras de açúcar ao longo do ano.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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