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Mercados globais recuam com tensão no Oriente Médio, Ásia reage e Ibovespa fecha em queda

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Mercados globais fecham em queda diante de incertezas geopolíticas

Os mercados financeiros globais encerraram a quinta-feira (26) em baixa, refletindo o aumento da aversão ao risco diante da escalada das tensões no Oriente Médio, especialmente envolvendo o Irã. O cenário elevou a cautela dos investidores e pressionou ativos de risco em diversas regiões.

Nos Estados Unidos, os principais índices de Dow Jones Industrial Average, S&P 500 e Nasdaq Composite registraram perdas de 1,01%, 1,74% e 2,38%, respectivamente, em um movimento influenciado pelo receio de impactos sobre inflação e política monetária.

Na Europa, o cenário também foi negativo. O STOXX Europe 600 recuou 1,13%, enquanto índices relevantes como o FTSE 100, CAC 40 e DAX acompanharam o movimento de queda.

Bolsas asiáticas têm desempenho misto com suporte de dados da China

Os mercados asiáticos apresentaram comportamento misto nesta sexta-feira (27). As bolsas da China e de Hong Kong encerraram o dia em alta, sustentadas por dados positivos da atividade industrial.

O índice de Xangai (SSEC) avançou 0,63%, enquanto o CSI 300 subiu 0,56%. Já o Hang Seng Index registrou alta de 0,38%.

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O desempenho foi impulsionado pelo crescimento dos lucros industriais no início do ano, indicando recuperação da economia chinesa. Ainda assim, no acumulado semanal, os índices mantiveram perdas, refletindo a cautela com o cenário global.

Outros mercados da região apresentaram desempenho negativo. O Nikkei 225 recuou 0,43%, enquanto o Kospi caiu 0,40%.

Petróleo sobe e metais preciosos recuam com volatilidade global

O mercado de commodities seguiu sensível ao cenário geopolítico. Os preços do petróleo voltaram a subir, sustentados pela percepção de que uma solução para o conflito no Oriente Médio ainda está distante.

Em contrapartida, os metais preciosos registraram queda, com o ouro recuando 2,3% e a prata caindo 6,2%, refletindo ajustes técnicos e realização de lucros diante da volatilidade.

Ibovespa recua e acompanha movimento internacional

No Brasil, o Ibovespa fechou o pregão de 26 de março de 2026 em queda de 1,45%, aos 182.732,67 pontos, influenciado principalmente pelo ambiente externo adverso.

Desempenho do Ibovespa
  • Fechamento: 182.732,67 pontos
  • Variação: -1,45%
  • Máxima: 185.423,77 pontos
  • Mínima: 182.570,44 pontos
  • Volume financeiro: R$ 26,30 bilhões
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A bolsa brasileira foi impactada pela instabilidade internacional, com destaque para o setor de energia. A Petrobras esteve entre as empresas mais sensíveis às oscilações do petróleo.

Fatores que pressionam o mercado brasileiro
  • Influência externa
    • A ausência de avanços nas negociações por um cessar-fogo no Oriente Médio segue elevando o nível de risco global, impactando diretamente o comportamento dos ativos financeiros.
  • Cenário doméstico
    • No ambiente interno, indicadores como o IPCA-15 permanecem no radar, influenciando as expectativas para a trajetória da taxa de juros e o fluxo de investimentos na bolsa.
Perspectivas para os próximos dias

O Ibovespa segue tentando se sustentar próximo dos 180 mil pontos, em meio a um cenário de elevada volatilidade. O comportamento das commodities, especialmente o petróleo, e a evolução das tensões geopolíticas devem continuar no centro das atenções.

Ao mesmo tempo, sinais de recuperação econômica na China podem oferecer suporte parcial aos mercados globais, embora ainda limitados pelas incertezas externas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agronegócio lidera crescimento da economia com alta de 2,8% no segundo trimestre

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A agropecuária voltou a ocupar o centro do crescimento da economia brasileira no segundo trimestre de 2026. Dados divulgados nesta terça-feira (1º.09) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o setor avançou 2,8% entre abril e junho, mais de cinco vezes a alta de 0,5% registrada pelo Produto Interno Bruto (PIB) do País no mesmo período.

O desempenho foi o melhor entre os três grandes setores da economia. Enquanto a agropecuária cresceu 2,8% em relação aos três primeiros meses do ano, os serviços avançaram 0,2% e a indústria ficou praticamente estável, com alta de 0,1%. Em valores correntes, o PIB brasileiro alcançou R$ 3,4 trilhões no segundo trimestre.

A diferença também aparece na comparação com o mesmo período do ano passado. A economia brasileira cresceu 2% frente ao segundo trimestre de 2025, enquanto a agropecuária avançou 6,8%. Indústria e serviços cresceram 1,5% cada.

Segundo o IBGE, o resultado do campo foi favorecido pelo desempenho da pecuária e por culturas que registraram aumento da produção e ganhos de produtividade. Entre os produtos agrícolas com peso relevante no período, a estimativa para a soja aumentou 5,3% em relação a 2025 e a do café avançou 15,1%.

Nem todas as culturas acompanharam o movimento. A produção de arroz apresentou queda de 11,3% e a de algodão recuou 6,7%, enquanto o milho permaneceu praticamente estável.

Essas variações das lavouras, porém, não podem ser comparadas diretamente com os 2,8% de crescimento trimestral da agropecuária. O IBGE explica que não dispõe de séries com ajuste sazonal para cada cultura, o que impede determinar exatamente quanto soja, café ou qualquer outro produto contribuiu para o avanço entre o primeiro e o segundo trimestre.

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O resultado divulgado nesta terça-feira ganha relevância também pelo comportamento do restante da economia. O crescimento do PIB perdeu velocidade em relação aos primeiros três meses do ano, quando havia avançado 1,1%. No segundo trimestre, indústria e serviços praticamente ficaram de lado, enquanto o consumo das famílias recuou.

Na indústria, a alta de apenas 0,1% foi garantida principalmente pelas atividades extrativas, que cresceram 3,4%, favorecidas pelo aumento da produção de petróleo e gás. A indústria de transformação caiu 0,4%, mesma retração registrada pela construção. Eletricidade e gás, água, esgoto e gestão de resíduos recuaram 1,1%.

Os serviços, responsáveis pela maior parcela da economia brasileira, avançaram 0,2%. Informação e comunicação cresceu 2,1% e transporte, armazenagem e correio, atividade diretamente ligada ao escoamento da produção agropecuária, aumentou 1,1%. As atividades imobiliárias avançaram 0,2%, enquanto comércio e outras atividades de serviços ficaram estáveis.

Pelo lado da demanda, também houve sinais de perda de força da economia. O consumo das famílias caiu 0,4% em relação ao primeiro trimestre, apesar do aumento da massa salarial real e da disponibilidade de crédito. O consumo do governo avançou 0,4%.

Os investimentos apresentaram resultado melhor, com crescimento de 1,2%. Já no comércio exterior, as exportações de bens e serviços recuaram 0,8% no trimestre, enquanto as importações aumentaram 1,8%.

O desempenho da agropecuária também aparece nos números acumulados do ano. No primeiro semestre, o PIB brasileiro cresceu 1,9% em relação aos seis primeiros meses de 2025. O campo avançou 3,6%, praticamente o dobro da economia como um todo e acima dos serviços, com alta de 1,8%, e da indústria, com 1,6%.

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A comparação com 2025 mostra ainda uma mudança importante na dinâmica trimestral do setor. No segundo trimestre do ano passado, a agropecuária havia recuado 0,1% frente aos três primeiros meses. Agora, no mesmo tipo de comparação, registra expansão de 2,8%.

O crescimento ocorre depois de um 2025 excepcional para o campo. No ano passado, a agropecuária avançou 11,7%, resultado que teve peso importante para o crescimento de 2,3% do PIB brasileiro. A base elevada torna o avanço de 6,8% registrado no segundo trimestre deste ano ainda mais relevante.

Nos quatro trimestres encerrados em junho, a agropecuária acumula crescimento de 6,2%. É novamente o melhor resultado entre os grandes setores: os serviços avançam 1,7% e a indústria, 1,4%. A economia brasileira acumula alta de 1,9% nesse intervalo.

Os números divulgados pelo IBGE reforçam também uma diferença importante entre o desempenho da produção e o ambiente financeiro enfrentado pelo produtor. O crescimento ocorre em um período ainda marcado por juros elevados, crédito mais caro e pressão sobre as margens de algumas atividades.

Mesmo nesse cenário, o campo inicia a segunda metade de 2026 crescendo acima do restante da economia. O PIB perdeu velocidade entre o primeiro e o segundo trimestre, mas a agropecuária seguiu na direção contrária e apresentou a maior expansão entre os principais setores produtivos do País.

Fonte: Pensar Agro

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