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Mercados globais sobem com alívio geopolítico e Ibovespa oscila; Ásia fecha semana em alta e commodities influenciam bolsas em 2026
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Mercados globais reagem a cenário geopolítico e fecham semana em alta na Ásia
Os mercados financeiros globais operam em ambiente de maior otimismo nesta sexta-feira, impulsionados pela redução temporária das tensões geopolíticas no Oriente Médio e pela expectativa de maior estabilidade no fluxo internacional de comércio e energia.
Na Ásia, as bolsas encerraram a semana em forte recuperação. Em Xangai, o Índice Composto avançou 1,1%, enquanto o CSI300 subiu 1,2%, refletindo a entrada de fluxo comprador em setores estratégicos. Em Hong Kong, o Hang Seng registrou alta de 1,9%, ainda que mantenha perda acumulada na semana diante de incertezas externas.
No Japão, o Nikkei teve forte desempenho, com valorização de 2,81%, enquanto na Coreia do Sul o Kospi disparou 4,63%, liderando os ganhos regionais. Taiwan, Singapura e Austrália também acompanharam o movimento positivo, com altas consistentes em seus principais índices.
Entre os destaques setoriais na China, ações ligadas a defesa, corretoras e ouro lideraram os ganhos, refletindo a busca por proteção e exposição a ativos estratégicos. Empresas do setor aeroespacial também tiveram forte valorização, impulsionadas por expectativas relacionadas à expansão global da indústria.
China e Hong Kong encerram semana com sinais mistos apesar da recuperação diária
Apesar da alta desta sexta-feira, o desempenho semanal ainda mostra volatilidade. O índice de Xangai registrou leve ganho semanal, enquanto o CSI300 ainda acumula queda no período. Já o Hang Seng encerrou a quinta semana consecutiva de baixa, pressionado por fatores como juros elevados nos Estados Unidos e preocupações com o ritmo de crescimento global.
O mercado segue atento às sinalizações políticas internacionais, especialmente após declarações envolvendo possíveis avanços diplomáticos entre Estados Unidos e Irã, o que ajudou a reduzir temporariamente a percepção de risco nos mercados globais.
Analistas destacam, no entanto, que o ambiente segue sensível. A demanda interna chinesa ainda apresenta sinais de desaceleração, enquanto incertezas regulatórias e fluxo de capital estrangeiro continuam limitando movimentos mais consistentes de alta.
Bolsas da Europa e EUA acompanham clima positivo, com atenção a juros e energia
Os mercados europeus e norte-americanos operam em compasso de cautela, mas com viés positivo, acompanhando o alívio global no risco geopolítico. Investidores seguem monitorando expectativas sobre juros nos Estados Unidos e os impactos no custo do capital global.
O petróleo Brent recua levemente após recentes oscilações, refletindo ajustes de oferta e percepção de menor risco imediato no Oriente Médio, o que influencia diretamente mercados emergentes e exportadores de commodities.
Ibovespa abre volátil com influência do exterior, dólar e commodities
No Brasil, o Ibovespa iniciou o pregão desta sexta-feira em leve alta, mas com forte volatilidade ao longo do dia, acompanhando o comportamento dos mercados internacionais.
O dólar comercial opera próximo da faixa de R$ 5,11, após sequência recente de queda, enquanto o mercado de commodities segue no radar dos investidores, com destaque para petróleo e minério de ferro, que impactam diretamente os principais ativos da bolsa brasileira.
Entre os destaques corporativos, a atenção se volta para setores de energia, mineração e infraestrutura, que seguem com maior volume de negociação.
Destaques corporativos da B3
Entre os principais movimentos do mercado acionário brasileiro, os investidores acompanham:
- Petrobras (PETR4) e Vale (VALE3) seguem entre os papéis mais negociados, sustentando o volume do índice.
- Braskem (BRKM5) avança em discussões sobre reorganização societária e OPA.
- Copasa (CSMG3) permanece no radar após movimentações ligadas a processo de desinvestimento e entrada de investidor estratégico.
- Axia Energia (AXIA3) concluiu operação relevante de cessão de créditos, fortalecendo o caixa da companhia.
Empresas ligadas à infraestrutura e energia seguem atraindo fluxo em meio à busca por ativos defensivos.
Perspectiva dos mercados
O cenário global permanece guiado por três fatores principais: geopolítica, juros internacionais e desempenho da economia chinesa. A combinação desses elementos mantém os mercados em trajetória de volatilidade, mas com tendência de recuperação gradual em ativos de risco.
No Brasil, o comportamento do Ibovespa segue fortemente atrelado ao fluxo externo, ao preço das commodities e à dinâmica do dólar, com investidores ajustando posições diante de um ambiente ainda sensível, porém com viés construtivo no curto prazo.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Carne, café e soja terão que comprovar origem a partir de 30 de dezembro
Produtores, cooperativas e exportadores brasileiros que abastecem o mercado europeu têm menos de três meses para revisar as informações de origem dos produtos sujeitos ao Regulamento Europeu Antidesmatamento (EUDR). A aplicação começa em 30 de dezembro para grandes e médios operadores abrangidos pela norma. A preparação exige identificar as áreas de produção, conferir fornecedores e reunir evidências de regularidade.
O regulamento alcança bovinos, cacau, café, óleo de palma, borracha, soja, madeira e determinados derivados. Para entrar no mercado europeu, os produtos incluídos precisam atender a dois critérios: estar livres de desmatamento posterior a 31 de dezembro de 2020 e ter sido produzidos conforme a legislação aplicável no país de origem.
Isso significa que uma autorização de supressão de vegetação concedida no Brasil não afasta, por si só, o critério europeu. O comprador responsável pela entrada da mercadoria no bloco terá de verificar tanto a legalidade da produção quanto o histórico da área.
A localização é uma das informações centrais. Para produtos agrícolas, o regulamento exige a geolocalização das áreas onde a matéria-prima foi produzida. Quando um lote reúne produção de diferentes propriedades, as respectivas origens precisam ser identificadas.
Na pecuária, a exigência envolve os estabelecimentos onde os bovinos foram mantidos. A organização dos dados, portanto, precisa alcançar as etapas anteriores ao fornecimento para o abate, conforme os requisitos aplicáveis ao produto.
O Cadastro Ambiental Rural (CAR) pode integrar o conjunto de informações utilizado na comprovação. Sua apresentação, entretanto, precisa estar acompanhada de dados e evidências verificáveis sobre a área, a produção e sua conformidade. Divergências entre coordenadas, documentos e registros dos fornecedores podem dificultar a análise.
A obrigação de realizar a chamada diligência devida, processo de coleta de informações e avaliação de riscos, recai principalmente sobre o operador que introduz o produto no mercado europeu pela primeira vez ou o exporta da União Europeia. O produtor brasileiro que fornece a uma empresa responsável pela exportação pode receber pedidos de informações necessários ao cumprimento dessas obrigações.
Essa diferença também importa para os prazos. A maior parte dos micro e pequenos operadores abrangidos terá até 30 de junho de 2027, mas isso não assegura automaticamente um prazo adicional ao pequeno produtor brasileiro. Quem abastece um comprador sujeito às regras em dezembro precisa organizar os dados conforme as necessidades dessa cadeia.
Há uma exceção no calendário: micro e pequenos operadores já alcançados pelo regulamento europeu da madeira deverão cumprir a EUDR a partir de 30 de dezembro de 2026.
O Brasil está classificado pela Comissão Europeia como país de risco padrão. Por isso, os produtos brasileiros não recebem, de forma geral, a simplificação da diligência reservada às origens de baixo risco. O operador deve avaliar as informações e adotar medidas para reduzir eventuais riscos de descumprimento.
Quando os dados obrigatórios não podem ser obtidos, o produto não pode ser colocado no mercado europeu pelo operador sujeito à regra. Os documentos da diligência devem ser conservados por cinco anos.
A lista de produtos também merece atenção. Segundo a Comissão Europeia, itens acrescentados ao alcance da norma em 2026, como café solúvel, determinados derivados do óleo de palma e línguas bovinas congeladas, estarão sujeitos às exigências a partir de 30 de dezembro de 2027.
Para preparar os próximos embarques, o primeiro passo é confirmar com o comprador quais produtos e operações estão abrangidos. Depois, conferir as localizações, relacionar cada fornecimento à sua origem e organizar o histórico das áreas e os documentos de legalidade. A revisão antecipada permite identificar lacunas antes que elas comprometam a comercialização.
Fonte: Pensar Agro
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