TJ AC
TJAC busca experiência de referência nacional para implantação da Central de Regulação de Vagas
TJ AC
Visita técnica ao Tribunal de Justiça da Paraíba permite intercâmbio de boas práticas na gestão do sistema prisional e na implementação do Plano Pena Justa
Uma comitiva do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) realizou visita técnica ao Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), nos dias 11 e 12 de junho, com o objetivo de conhecer experiências exitosas desenvolvidas pelo Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMF) e pela Central de Regulação de Vagas (CRV), considerada referência nacional pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
A agenda institucional integra as ações voltadas à implantação da Central de Regulação de Vagas no Acre, iniciativa que busca aprimorar a gestão do sistema prisional, garantir maior controle da ocupação das unidades e fortalecer a efetivação de direitos das pessoas privadas de liberdade.


A comitiva acreana foi composta pelo supervisor do GMF/TJAC, desembargador Francisco Djalma da Silva; pelo corregedor-geral da Justiça, desembargador Nonato Maia; pelo coordenador-adjunto do GMF, juiz de Direito Éder Jacobowski Viegas; pela coordenadora executiva do GMF, Débora Nogueira; pelo assessor da Corregedoria-Geral da Justiça, Ruan Oliveira; e pela assistente técnica do Programa Fazendo Justiça, Rúbia Evangelista.
Durante o encontro, magistrados, servidores e equipes técnicas dos dois tribunais compartilharam experiências sobre a implementação da CRV, a qualificação das audiências de custódia, o fortalecimento dos Escritórios Sociais, a integração com os serviços penais e as ações desenvolvidas no âmbito do Plano Pena Justa.
O supervisor do GMF da Paraíba, desembargador Francisco Carlos Inácio de Oliveira Beltrão, destacou a importância da cooperação entre os tribunais para o fortalecimento das políticas judiciárias em âmbito nacional.
Já o supervisor do GMF do Acre, desembargador Francisco Djalma da Silva, ressaltou que a visita teve como principal objetivo conhecer de perto uma experiência reconhecida nacionalmente pela eficiência dos resultados alcançados.
“A Paraíba tem sido amplamente citada como referência na implementação das medidas propostas pelo Conselho Nacional de Justiça. Viemos conhecer essa experiência, compreender os caminhos percorridos e identificar estratégias que possam contribuir para o fortalecimento das ações que estamos desenvolvendo no Acre”, afirmou.
Para o corregedor-geral da Justiça do Acre, desembargador Nonato Maia, a oportunidade de acompanhar de perto a estrutura e o funcionamento da Central de Regulação de Vagas paraibana contribuirá significativamente para o sucesso da implantação da ferramenta no estado.
“A visita à Central de Regulação de Vagas do Tribunal de Justiça da Paraíba foi extremamente produtiva, pois nos proporcionou a oportunidade de vivenciar a experiência que eles já possuem na implantação desse modelo. Pudemos conhecer as dificuldades enfrentadas, os caminhos percorridos e as soluções adotadas para alcançar resultados positivos. Vivenciar isso na prática certamente contribuirá para que também obtenhamos sucesso na implantação da Central de Regulação de Vagas no Tribunal de Justiça do Acre”, destacou.



O coordenador-adjunto do GMF/TJAC, juiz Éder Viegas, enfatizou que a CRV da Paraíba foi a primeira implantada nos moldes definidos pelo CNJ e hoje serve de modelo para os demais estados brasileiros.
“A experiência do Tribunal de Justiça da Paraíba demonstra a importância da implementação da Central de Regulação de Vagas de forma organizada e técnica. Estamos buscando a expertise já consolidada para superar desafios e acelerar a implantação da CRV no Acre, garantindo mecanismos eficientes de gestão das vagas do sistema prisional e a efetivação de direitos não apenas da população carcerária, mas também de seus familiares e dos servidores que atuam no sistema”, afirmou.
Além das reuniões técnicas realizadas na sede do TJPB, a programação incluiu visita à sala de operacionalização da Central de Regulação de Vagas, aos serviços penais vinculados ao sistema de execução penal paraibano e à Unidade Prisional Feminina Júlia Maranhão, onde a comitiva conheceu o projeto “Castelo de Bonecas”, iniciativa vinculada ao programa Emprega Lab Paraíba voltada à capacitação profissional, empreendedorismo e geração de renda para mulheres privadas de liberdade e egressas do sistema prisional.
A visita técnica reforça o compromisso do Poder Judiciário acreano com a busca permanente por soluções inovadoras e boas práticas capazes de qualificar a gestão do sistema prisional, fortalecer as políticas de reintegração social e assegurar maior efetividade às diretrizes estabelecidas pelo Conselho Nacional de Justiça.


Fotos: Ronaldo Orlando/TJPB e cedidas
Fonte: Tribunal de Justiça – AC
TJ AC
TJAC cria rede estadual de promoção e defesa dos Direitos Humanos a partir do Projeto Humanize
Mais do que garantir direitos, o Poder Judiciário propõe a implementação efetiva dos tratados internacionais e da jurisprudência interamericana no Acre
Na manhã desta segunda-feira, 12, o Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) e a Polícia Civil assinaram o Termo de Cooperação Técnica para fortalecer as ações do projeto Humanize. A iniciativa pioneira está relacionada ao controle de convencionalidade no Sistema de Justiça acreano e ampliação a efetividade da proteção dos Direitos Humanos no Acre.
O presidente do TJAC, desembargador Laudivon Nogueira, afirmou o propósito em estabelecer a rede estadual de promoção e defesa dos Direitos Humanos: “Essa é uma rede que está sendo construída com várias mãos, no sentido de que nós possamos fortalecer nossas instituições, capacitar e em última instância, a finalidade de concretizar o que foi estabelecido em 1992, quando o Brasil oficializou a adesão aos tratados internacionais de proteção aos Direitos Humanos”.




Em consonância, o juiz auxiliar da Presidência, Giordane Dourado, enfatizou que a adesão da Polícia Civil é inédita. “Esse compromisso com os Direitos Humanos não enfraquece, nem atrapalha o trabalho da polícia. Ele reforça ainda mais e dá credibilidade, sobretudo porque as forças de segurança estão integradas e harmônicas com a rede de Justiça”, assinalou.
O delegado-geral da Polícia Civil, Pedro Buzolin, afirmou que esta visão está alinhada à atual gestão: “Viemos quebrando vários paradigmas, com a mudança de cultura, temos certeza que estamos fazendo nosso papel”.
Já compõem a rede a Defensoria Pública e a Ordem dos Advogados do Acre Seccional Acre. Neste ato, passam a integraram a Polícia Civil e em seguida a Secretaria Estadual de Segurança Pública. Deste modo, firmado os marcos de institucionalização dos mecanismos para ampliação do uso do controle de convencionalidade.
No encontro, o secretário de Segurança Pública, José Américo Gaia, falou sobre efetividade. “O projeto Humanize é muito interessante, por isso aderimos a essa iniciativa, diante desse acordo de cooperação técnica. Essas práticas voltadas para a cidadania, dignidade e Direitos Humanos é algo que a Sejusp vem desenvolvendo na prática e agora, com o estabelecimento desta rede fica chancelada nossas atividades e parceria com o Tribunal de Justiça”.
Também acompanharam as agendas: o juiz auxiliar da Corregedoria-Geral da Justiça Anastácio Menezes, o assessor jurídico do TJAC Marcel Viana e o servidor Rodrigo Santos. Posteriormente, a vice-presidente do TJAC, desembargadora Regina Ferrari, o secretário-geral do TJAC, Júnior Martins e o secretário-geral da Sejusp, Marcos Frank.




Humanize
O projeto Humanize contempla o desenvolvimento da Humanize IA, solução de inteligência artificial criada para ampliar o alinhamento das decisões judiciais locais ao Sistema Interamericano de Direitos Humanos. A ferramenta foi concebida para apoiar a aplicação do controle de convencionalidade, promovendo decisões mais fundamentadas na jurisprudência da Corte Interamericana de Direitos Humanos.
O Termo de Cooperação prevê uma série de ações conjuntas entre as instituições, incluindo a realização de congressos, seminários, simpósios e pesquisas; o desenvolvimento e compartilhamento de soluções tecnológicas; a capacitação de magistrados, defensores, servidores e demais agentes públicos; além da ampliação do acesso a acervos bibliográficos e materiais especializados em Direito Internacional dos Direitos Humanos.






Fotos: Elisson Magalhães/Secom TJAC
Fonte: Tribunal de Justiça – AC
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