AGRONEGÓCIO
Pecuária global vive escassez de oferta e Brasil ganha protagonismo no mercado de carne bovina
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A pecuária brasileira entra em um momento estratégico no mercado internacional diante da crescente restrição na oferta global de carne bovina. Com desafios enfrentados por importantes concorrentes, como Estados Unidos, Austrália e Argentina, o Brasil fortalece sua posição como principal fornecedor de proteína vermelha para diversos mercados consumidores ao redor do mundo.
O tema estará no centro dos debates da XXI Jornada NESPro e do II Congresso de Criadores, que serão realizados nos dias 24 e 25 de junho, no BarraShopping Sul, em Porto Alegre (RS). Considerado o maior evento indoor da pecuária do Sul do Brasil, o encontro reunirá especialistas, produtores, pesquisadores e representantes de todos os segmentos da cadeia produtiva para discutir tendências, oportunidades e desafios do setor.
Mercado global abre espaço para expansão da pecuária brasileira
Segundo o coordenador do Núcleo de Estudos em Sistemas de Produção de Bovinos de Corte e Cadeia Produtiva (NESPro), Julio Barcellos, a conjuntura internacional cria uma oportunidade importante para a pecuária nacional.
Enquanto os Estados Unidos enfrentam um cenário de desestímulo econômico, a Austrália passa por um período de retenção de rebanho e a Argentina convive com incertezas políticas e econômicas, o Brasil amplia sua relevância no abastecimento mundial de carne bovina.
Além da menor oferta global, o consumo de proteína vermelha também passa por transformações em importantes mercados consumidores, exigindo adaptação por parte dos produtores e das empresas do setor.
“O mundo está carente por proteína vermelha e a programação do evento foi estruturada para discutir estratégias que permitam ao setor aproveitar esse momento favorável”, destaca Barcellos.
Rastreabilidade e exigências sanitárias ganham espaço nos debates
A crescente demanda dos mercados internacionais por rastreabilidade, sustentabilidade e controle sanitário também estará entre os temas centrais da programação.
O evento abordará questões que envolvem toda a cadeia produtiva, desde os sistemas de produção dentro das propriedades até as tendências de consumo nos mercados nacionais e internacionais.
A proposta é oferecer uma visão ampla da pecuária moderna, contemplando aspectos técnicos, econômicos, ambientais e comerciais.
Networking reúne lideranças e especialistas da cadeia
Além das palestras e painéis técnicos, a Jornada NESPro e o Congresso de Criadores contarão com uma ampla área de networking, reunindo empresas, entidades, instituições de pesquisa e profissionais de referência no agronegócio.
De acordo com Mariana Leão, integrante da organização, um dos diferenciais do evento é a proximidade entre palestrantes e participantes.
“A dinâmica permite que os especialistas permaneçam no ambiente após as apresentações, favorecendo a troca de experiências e o aprofundamento das discussões com o público”, explica.
Mudanças climáticas e impacto na pecuária entram na pauta
Outro tema que ganha relevância na programação é a influência dos fenômenos climáticos sobre a produção pecuária.
Com a possibilidade de ocorrência de novos eventos climáticos extremos, especialistas discutirão os impactos das mudanças climáticas sobre os sistemas de produção de bovinos de corte, tema que vem ganhando cada vez mais importância no planejamento das propriedades rurais.
Segundo a presidente do Instituto Desenvolve Pecuária, Antonia Scalzilli, o setor precisa ampliar o debate sobre os reflexos do clima na atividade pecuária.
“Muito se fala sobre os impactos climáticos na agricultura, mas é fundamental compreender também como esses fenômenos afetam a produção pecuária e quais estratégias podem ser adotadas para mitigar riscos”, ressalta.
Pecuaristas lideram procura por capacitação
A organização informa que a maior parte dos inscritos até o momento é formada por pecuaristas, demonstrando o interesse crescente do setor por atualização técnica e gestão estratégica.
A expectativa é que o evento sirva como espaço para troca de conhecimento, geração de negócios e discussão das principais tendências que deverão influenciar a pecuária brasileira nos próximos anos.
As inscrições seguem abertas, mas as vagas disponíveis são limitadas.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Milho: Chicago sobe com tensão no Oriente Médio e clima nos EUA, enquanto colheita da safrinha pressiona preços no Brasil
O mercado do milho opera sob forças opostas nesta quarta-feira (17). Enquanto os contratos futuros registram valorização na Bolsa de Chicago (CBOT), impulsionados pela alta do petróleo e pelas incertezas geopolíticas no Oriente Médio, o mercado brasileiro segue pressionado pelo avanço da colheita da segunda safra e pela expectativa de aumento da oferta interna.
O cenário evidencia a diferença entre os fatores que influenciam os preços globais e domésticos do cereal, em um momento estratégico para produtores, exportadores e indústrias consumidoras.
Chicago sobe com petróleo em alta e atenção ao clima nos Estados Unidos
Os contratos futuros do milho negociados na Bolsa de Chicago iniciaram a quarta-feira em alta. Por volta das 8h41 (horário de Brasília), o vencimento julho/2026 era cotado a US$ 4,18 por bushel, avanço de 4,75 pontos. O setembro/2026 subia 5 pontos, para US$ 4,27, enquanto o dezembro/2026 alcançava US$ 4,47, com valorização de 5,25 pontos. O contrato março/2027 era negociado a US$ 4,62, alta de 5 pontos.
O movimento positivo reflete a combinação entre preocupações climáticas no cinturão produtor norte-americano e a valorização do petróleo, que voltou a ganhar força diante do aumento das tensões no Oriente Médio.
Além do impacto geopolítico, os investidores acompanham de perto as condições climáticas nas principais regiões agrícolas dos Estados Unidos. O clima quente e seco em parte do Corn Belt gera atenção, embora previsões de chuvas para estados importantes como Iowa e Illinois contribuam para limitar ganhos mais expressivos.
As precipitações previstas devem beneficiar áreas produtoras de milho e soja, reduzindo parte das preocupações relacionadas ao desenvolvimento das lavouras e mantendo o mercado atento às próximas atualizações meteorológicas.
Colheita da safrinha amplia oferta e pressiona preços no Brasil
No mercado brasileiro, o avanço da colheita da segunda safra continua sendo o principal fator de pressão sobre os preços. Mesmo com a valorização do dólar e a estabilidade observada em Chicago ao longo da terça-feira, os contratos futuros negociados na B3 encerraram o pregão sem força para reagir.
O contrato julho/2026 fechou cotado a R$ 63,97 por saca, recuo de R$ 0,37. O vencimento setembro/2026 terminou em R$ 66,97, praticamente estável, enquanto novembro/2026 encerrou em R$ 70,43, com leve alta de R$ 0,01.
A entrada crescente do milho safrinha no mercado e a conclusão da colheita da primeira safra aumentam a disponibilidade do cereal e reforçam a pressão sobre as cotações em diversas regiões produtoras.
Exportações aceleram e ajudam a sustentar o mercado
Apesar da pressão da oferta, as exportações brasileiras apresentam desempenho robusto em junho.
Nos primeiros nove dias úteis do mês, o Brasil embarcou 265,2 mil toneladas de milho, volume que já representa cerca de 72% de tudo o que foi exportado durante o mês de junho do ano passado.
A média diária de embarques atingiu 29,5 mil toneladas, crescimento de 59,5% em comparação com o mesmo período de 2025. A receita cambial acumulada alcançou US$ 61,6 milhões, refletindo um aumento de 46,9% na média diária de faturamento.
O desempenho confirma a competitividade do milho brasileiro no mercado internacional, embora o preço médio por tonelada exportada tenha recuado para US$ 232,40, queda de 7,9% na comparação anual.
Liquidez segue baixa nos estados produtores
Nas principais regiões produtoras do país, o mercado físico permanece marcado por baixa liquidez e postura cautelosa dos compradores.
No Rio Grande do Sul, as indicações variaram entre R$ 57,00 e R$ 63,00 por saca, com média próxima de R$ 59,00. Em Santa Catarina e no Paraná, consumidores seguem abastecidos, reduzindo a necessidade de novas aquisições e mantendo negociações limitadas.
No Paraná, os preços pagos ao produtor oscilaram entre R$ 54,19 por saca em Cascavel e R$ 63,54 em Ponta Grossa.
Já em Mato Grosso do Sul, onde a colheita da segunda safra começa a ganhar ritmo, as cotações ficaram entre R$ 49,00 e R$ 52,00 por saca. O início dos trabalhos de campo, aliado à perspectiva de boa produtividade, contribui para ampliar a pressão sobre os preços.
Por outro lado, a demanda da indústria de bioenergia continua oferecendo suporte ao consumo regional, embora os negócios permaneçam concentrados em compras pontuais e de curto prazo.
Mercado acompanha clima, petróleo e ritmo da colheita
Nos próximos dias, as atenções do mercado estarão voltadas para três fatores principais: a evolução das condições climáticas nos Estados Unidos, os desdobramentos das tensões geopolíticas no Oriente Médio e o avanço da colheita da safrinha brasileira.
Enquanto Chicago encontra suporte nas incertezas externas e nos riscos climáticos, o mercado nacional segue influenciado pelo aumento da oferta interna. Esse cenário tende a manter a volatilidade elevada e exige atenção redobrada dos produtores na definição das estratégias de comercialização da safra.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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