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Edvaldo Magalhães destaca apoio à comissão da Aleac e cobra respostas sobre queda da ponte de Sena Madureira

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A criação da comissão externa da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) para acompanhar as investigações sobre o desabamento da ponte Frei Paolino Baldassari, em Sena Madureira, foi o principal tema abordado pelo deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB) durante a sessão ordinária desta quarta-feira (17). O parlamentar informou que o requerimento já conta com 14 assinaturas de deputados, número suficiente para garantir maioria absoluta na Casa, e agradeceu o apoio recebido tanto de parlamentares da oposição quanto da base governista. Segundo ele, a iniciativa deixou de ser uma proposta individual para se transformar em um instrumento institucional da Assembleia.

Ao comentar a formação do grupo, Edvaldo ressaltou que a comissão tem amparo no Regimento Interno da Aleac e destacou que as decisões mais recentes do Supremo Tribunal Federal consolidaram o entendimento de que as comissões temporárias também constituem instrumentos de atuação das minorias parlamentares. O deputado defendeu que a instalação ocorra já na próxima semana e explicou que a presidência deverá ser definida pela Mesa Diretora da Casa. “O mais importante é que a Assembleia cumpra seu papel institucional. A população espera respostas e nós precisamos acompanhar de perto todas as etapas desse processo de apuração”, afirmou.

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O parlamentar também enfatizou que não pretende disputar protagonismo dentro da comissão e colocou-se à disposição para contribuir com os trabalhos. Segundo ele, o objetivo é garantir transparência e acompanhar as investigações conduzidas pelos órgãos competentes. “Quero acompanhar os trabalhos, apresentar sugestões e colaborar com aquilo que for necessário. O foco não é político, mas institucional. Precisamos oferecer à sociedade esclarecimentos sobre o que aconteceu”, observou.

Durante o pronunciamento, Edvaldo citou a decisão judicial proferida em Sena Madureira a partir de manifestação do Ministério Público, que determinou medidas relacionadas à empresa responsável pela obra. Entre elas, destacou a exigência para apresentação da apólice de seguro vinculada ao contrato de construção da ponte. O deputado lembrou que a garantia contratual permanece válida mesmo após a entrega da obra, já que o contrato prevê responsabilidade da empresa por um período de cinco anos. “Esse é um dos pontos que ainda gera muitos questionamentos. A carta de seguro não se limita ao recebimento da obra, ela acompanha as obrigações assumidas pela empresa durante o período de garantia”, explicou.

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Ao concluir a fala, Edvaldo voltou a questionar as explicações apresentadas até o momento para o desabamento da estrutura e afirmou que as características naturais do Rio Iaco são conhecidas há décadas pela população local. Segundo ele, o fenômeno das terras caídas e as oscilações do rio fazem parte da realidade da região e deveriam ter sido consideradas durante a elaboração e execução do projeto. “O Rio Iaco sempre encheu, sempre secou e sempre provocou desbarrancamentos. Isso faz parte da história de Sena Madureira. Por isso, é fundamental descobrir o que realmente aconteceu e identificar a verdadeira motivação da queda da ponte”, concluiu.

Texto: Andressa Oliveira

Foto: Sérgio Vale

Fonte: Assembleia Legislativa do AC

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Comissão da Aleac para acompanhar investigações sobre desabamento da ponte em Sena Madureira alcança número de assinaturas e deve ser instalada na próxima semana

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A Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) deu mais um passo para acompanhar de perto as investigações sobre o desabamento da ponte Frei Paolino, em Sena Madureira. O requerimento que cria a comissão especial de representação alcançou as assinaturas necessárias e foi aprovado automaticamente após ser lido na abertura dos trabalhos desta quarta-feira (17).

Autor da proposta, o deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB) informou que o apoio dos parlamentares superou o mínimo exigido pelo Regimento Interno da Casa. Segundo ele, o documento encerrou o dia de terça-feira com nove assinaturas e, ao longo desta quarta, recebeu novas adesões, totalizando 18 deputados favoráveis à criação da comissão.

“Ontem fechamos o dia com nove assinaturas e hoje houve uma movimentação positiva. Neste momento já temos 18 assinaturas e o requerimento acaba de ser lido na abertura dos trabalhos e, portanto, aprovado automaticamente, porque atingiu o limite mínimo, que seriam oito assinaturas, e temos dez a mais. Estamos trabalhando para que, na próxima terça-feira, na primeira sessão da semana, haja essa instalação e, com ela, já possamos definir um cronograma de trabalho”, destacou Edvaldo Magalhães.

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A próxima etapa será a instalação formal da comissão. Conforme prevê o Regimento Interno, caberá à Mesa Diretora indicar o presidente do colegiado, enquanto os demais integrantes serão escolhidos pelas bancadas parlamentares. O prazo para a instalação é de cinco dias úteis.

A comissão terá a missão de acompanhar os desdobramentos do caso, fiscalizar as informações relacionadas à obra e contribuir com os esclarecimentos à sociedade, em conjunto com os órgãos de controle e fiscalização.

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Nicolau Júnior (União/Progressista), destacou que a criação da comissão demonstra o compromisso institucional do Parlamento com a transparência e com a busca por respostas para a população acreana.

“A Assembleia tem o dever de cumprir seu papel fiscalizador e contribuir para que todos os fatos sejam devidamente esclarecidos. Essa é uma questão que mobiliza toda a sociedade e o Parlamento estará acompanhando de perto, com responsabilidade e serenidade, todo esse processo”, afirmou.

A criação da comissão recebeu apoio de parlamentares da base do governo e da oposição, evidenciando a união da Casa em torno do acompanhamento das investigações sobre um dos episódios que mais impactaram a população de Sena Madureira e de todo o Acre.

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Texto: Mircléia Magalhães/Agência Aleac

Foto: Sérgio Vale

Fonte: Assembleia Legislativa do AC

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