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Esjud promove a palestra “Aviação na Amazônia Ocidental: Riscos, Dificuldades e Garantia da Cidadania”

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Inscrições estão abertas para a atividade, que debaterá implicações do transporte aéreo no Direito, na responsabilidade social e na cidadania

A Escola do Poder Judiciário do Acre (Esjud) realizará na semana que vem a palestra “Aviação na Amazônia Ocidental: Riscos, Dificuldades e Garantia da Cidadania”. Para isso, trará Georges Ferreira (veja currículo abaixo), um dos maiores especialistas do Brasil no assunto. O objetivo é promover a compreensão dos aspectos jurídicos, operacionais e regulatórios do transporte aéreo na região.

Por meio da atividade, o Órgão de Ensino também propõe a análise acerca dos impactos do setor na garantia da cidadania e no acesso da população aos serviços essenciais em locais de difícil acesso.

A ação educacional acontecerá no auditório do Órgão de Ensino, no dia 25 de junho (quinta-feira), das 9h às 13h (horário do Acre).

Para garantir uma das 100 vagas, basta acessar o Calendário de Inscrição (veja aqui) ou clicar diretamente no card de divulgação abaixo.

A agenda conta para a concessão da Licença Compensatória por alcance de resultados (LAR) do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC). Mais informações sobre a atividade podem ser obtidas no Edital 72/2026 (consulte aqui).

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Público-alvo

O público-alvo da palestra são magistrados(as) e servidores(as) do TJAC; profissionais do Ministério Público, da Polícia Federal, da Defensoria Pública, Justiça Federal e Secretaria de Segurança Pública do Estado; além de servidores(as) do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer).

Palestrante

Georges de Moura Ferreira é mestre em Ciências Aeronáuticas pela Universidade da Força Aérea (Unifa), especialista em Direito Civil pelo Centro Universitário de Goiás (Uni-Anhanguera) e possui formação complementar em Direito Aeronáutico Nacional e Internacional, e Direito Espacial, pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), bem como em Política e Estratégia pela Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra – Delegacia de Goiás (Adesg-GO). Possui diploma superior de Espanhol pela Universidade de Salamanca (Espanha), sendo também fluente nas línguas francesa e inglesa.

Atualmente, exerce os cargos de vice-presidente da Comissão Especial de Direito Aeronáutico e Espacial do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB); diretor de Relações Institucionais da Academia Internacional de Estudos Espaciais (IASS) e diretor jurídico do Instituto Aerodesporto Brasil (ADB).

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Ao longo de sua trajetória, foi membro do grupo responsável pelos estudos de renovação do Estatuto da Federação Aeronáutica Internacional, presidente da Comissão de Especialistas para a Reforma do Código Brasileiro de Aeronáutica do Senado Federal (Cercba/SF – 2015/2016); presidente da Comissão Especial de Direito Aeronáutico da OAB/G e consultor Externo da Frente Parlamentar pela Promoção da Aviação na Amazônia (Feppaam).

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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Quando ouvir também é proteger: a escuta de crianças vítimas de violência

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O depoimento especial é instrumento de humanização e proteção a infância e juventude – garantindo a escuta qualificada no sistema de justiça, sem revitimização

Existe uma tarefa muito delicada no Poder Judiciário: a de ouvir crianças e adolescentes que passaram por situações de violência. Para evitar que eles revivam o trauma ao contar a história várias vezes, existe o depoimento especial, um método focado em cuidado, segurança e respeito.

Essa demanda é atendida principalmente pela Vara da Infância e Juventude. Só neste ano de 2026, até agosto, a 1ª Vara de Infância e Juventude de Rio Branco, recebeu 394 processos e a Vara da Infância e Juventude de Cruzeiro do Sul outros 387, de acordo com o painel estatístico da Justiça em Números.

Na rotina da unidade, um psicólogo coletava o depoimento especial de uma criança. O processo está relacionado aos crimes de estupro de vulnerável e maus tratos. Infelizmente, a realidade por trás do volume dos processos mostra a vulnerabilidade de crianças e adolescentes acreanos, vítimas de diversos delitos como abandono e lesões corporais, além daqueles que sofrem com a exposição – direta ou indiretamente – a crimes violentos contra membro da família ou de sua rede de apoio.

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Depoimento especial

É preciso compreender que a criança e o adolescente são indivíduos em desenvolvimento, em que mudanças físicas e psíquicas estão acontecendo a caminho da maturação. Isso é construído ativamente a partir da relação com o ambiente, sendo o resultado da interação de fatores internos (organismo) e externos (meio) do sujeito. Essa abordagem interacionista – fundamentada em autores como Jean Piaget, Lev Vygotsky e Henri Wallon – embasa a cartilha institucional sobre Depoimento Especial do Ministério Público da Bahia.

A escuta especializada e o depoimento especial são direitos garantidos por lei, previstos na Lei n.º 13.431/2017, que atualizou o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) com o sistema de garantias para aqueles que foram vítimas ou testemunhas de violência. Posteriormente, a Resolução CNJ n.º 299/2019 estabeleceu os parâmetros nacionais dessas tarefas.

Para tanto, as salas de depoimento especial são ambientes fisicamente isolados das salas de audiência tradicionais, com o objetivo de oferecer segurança, privacidade e condições de acolhimento. Elas são equipadas com câmeras e microfones, que capturam o diálogo com um membro da equipe multidisciplinar. Desta maneira, o registro serve para que o depoimento seja colhido uma única vez, evitando a revitimização por repetir o relato traumático diversas vezes ao longo do processo.

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Multiplicando o cuidado

Sobre os protocolos técnicos aplicáveis, a pedagoga da Vara da Infância e Juventude, Alessandra Pinheiro, vai conduzir o curso “Depoimento Especial com o Protocolo Brasileiro” na Escola do Poder Judiciário (Esjud), que terá carga horária de 40 horas.

As inscrições estão abertas até o dia 19 de outubro para as pessoas interessadas, que integrem a Central de Serviço das Equipes Multidisciplinares (Cesem), o Cadastro de Peritos, Tradutores, Intérpretes, Administradores Judiciais e demais Auxiliares da Justiça (CEPTEC) e o Centro de Atendimento Integrado à Criança e ao Adolescente (Caica), coordenado pela Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH).

Garantir a justiça é contribuir para a manutenção da paz e da ordem na sociedade. Neste Dia das Crianças, o lembrete é que a infância deveria ser sinônimo de proteção.

Fotos: Arquivo Secom TJAC

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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