AGRONEGÓCIO
Ourofino Agrociência conclui programa Asia Expert e reforça estratégia no mercado asiático do agronegócio
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A crescente influência da Ásia no agronegócio mundial tem redefinido estratégias comerciais, tecnológicas e logísticas do setor. Atenta a esse movimento, a Ourofino Agrociência concluiu o programa de capacitação internacional Asia Expert, voltado à formação de parceiros estratégicos para atuação no mercado asiático.
A iniciativa reuniu representantes de nove cooperativas e uma distribuidora parceira em uma missão técnica pela China, Coreia do Sul e Japão, marcando o encerramento de um ciclo de dois anos e meio de formação voltado à inovação, relações comerciais e tendências globais do agronegócio.
Ásia concentra quase metade dos novos mercados abertos pelo agro brasileiro
De acordo com dados do Ministério da Agricultura e Pecuária, desde 2023 o Brasil abriu 535 novos mercados para produtos agropecuários, sendo 228 localizados na Ásia — o equivalente a 42,6% do total.
O continente não apenas se consolida como principal destino das exportações brasileiras do agro, como também desempenha papel estratégico na cadeia global de insumos agrícolas, concentrando parte relevante da produção mundial de ingredientes ativos utilizados em defensivos.
Programa Asia Expert amplia visão estratégica de cooperativas e parceiros
O programa Asia Expert foi desenvolvido pela Ourofino Agrociência com o objetivo de aproximar cooperativas e distribuidores brasileiros dos principais movimentos do agronegócio global.
Segundo a companhia, a proposta foi oferecer uma imersão completa em temas como inovação tecnológica, relações comerciais internacionais e dinâmica de mercados estratégicos, com foco especial no ecossistema asiático.
“Nosso objetivo foi proporcionar uma experiência que conectasse conhecimento, visão estratégica e relacionamento, aproximando ainda mais nossos parceiros dos movimentos que impactam o agro global”, destacou Marcelo Abdo, conselheiro e diretor institucional da empresa.
Missão internacional incluiu visitas a China, Coreia do Sul e Japão
Durante a etapa final do programa, os participantes visitaram estruturas estratégicas e empresas parceiras em três países asiáticos.
Na China, o grupo conheceu o escritório da Ourofino Agrociência em Xangai, responsável por atividades de relacionamento com fornecedores, controle de qualidade e prospecção de oportunidades no ecossistema asiático.
A agenda também incluiu encontros na Coreia do Sul com a Farm Hannong, empresa do grupo LG, além de reuniões no Japão com a Mitsui & Co. e a ISK Biosciences, parceiras estratégicas da companhia no desenvolvimento de soluções agrícolas.
Estratégia da Ourofino foca em soluções adaptadas à agricultura tropical
A missão reforçou o posicionamento da Ourofino Agrociência no desenvolvimento de tecnologias voltadas à realidade da agricultura brasileira.
A empresa trabalha com a estratégia de “produtos reimaginados”, desenvolvendo formulações adaptadas às condições de clima, solo e manejo do Brasil, combinando tecnologia internacional e inovação local.
Esse modelo é sustentado por parcerias globais e pelo uso de moléculas desenvolvidas em colaboração com empresas internacionais, ampliando o portfólio de soluções voltadas à produtividade no campo.
Competitividade vai além do preço, afirma empresa
Segundo Marcelo Abdo, a estratégia da companhia não se baseia apenas em competitividade de preço, mas no desenvolvimento de soluções de alta performance para o produtor rural.
“Buscamos entregar alta eficiência agronômica e valor agregado ao produtor. Essa combinação entre tecnologia, adaptação local e performance sustenta nossa atuação no mercado”, afirmou.
Integração global fortalece inovação e relação com o produtor
Para a empresa, aproximar cooperativas e revendas dos principais polos globais de inovação no agronegócio contribui para ampliar o acesso a tecnologia e conhecimento técnico.
A expectativa é que iniciativas como o Asia Expert fortaleçam a integração entre mercado internacional e produção brasileira, elevando o nível de competitividade do setor e ampliando a capacidade de resposta às demandas do produtor rural.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Decisão judicial extingue ação da Aprosoja que cobrava R$ 1,1 bilhão por Moratória da Soja
A Justiça de Mato Grosso encerrou a ação em que a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) cobrava R$ 1,1 bilhão de empresas e entidades por prejuízos que atribuía à Moratória da Soja. A sentença, proferida na terça-feira (13), fecha na primeira instância a tentativa de obter uma reparação coletiva aos agricultores atingidos pelas restrições de compra do acordo.
A cobrança buscava compensar perdas que, segundo a associação, decorreram da dificuldade de vender soja mesmo quando a produção atendia à legislação ambiental. A Aprosoja-MT pretendia que empresas comercializadoras, entidades setoriais e seus representantes respondessem financeiramente por esses danos.
O processo discutia os efeitos de um pacto do qual a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) anunciou sua saída em janeiro de 2026. A retirada ocorreu após a entrada em vigor da lei mato-grossense que restringiu incentivos fiscais a empresas participantes de acordos com exigências superiores às da legislação ambiental. Em agosto, depois do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), a entidade reafirmou que não pretendia retomar a moratória. Saiba mais aqui
Criado em 2006, o compromisso previa a recusa de soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas depois de julho de 2008. A restrição alcançava também áreas abertas com autorização. Para a Aprosoja-MT, esse critério prejudicava agricultores que cumpriam a lei, mas encontravam menos alternativas de compradores para sua produção.
A saída das empresas e a cobrança pelas perdas anteriores seguiram caminhos diferentes. Enquanto a Abiove abandonou o pacto coletivo, a associação dos produtores manteve a tentativa de responsabilizar seus participantes pelos efeitos que atribuía à aplicação das restrições.
Essa cobrança foi atingida pelo julgamento do STF de 12 de agosto. O Supremo considerou que o acordo respeitava a Constituição e determinou o encerramento dos processos judiciais e administrativos baseados na sua suposta ilegalidade, inclusive dos pedidos de responsabilização financeira. A Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá aplicou essa ordem ao processo da Aprosoja-MT. portal.stf.jus.br
Com isso, o pedido de R$ 1,1 bilhão foi encerrado antes da análise dos prejuízos alegados. A sentença deixa os agricultores representados pela associação sem a reparação buscada nessa ação e afasta das empresas processadas, nesta primeira instância, a cobrança coletiva.
O Supremo também manteve as leis estaduais que restringem incentivos a participantes de acordos dessa natureza. Estabeleceu, porém, que a retirada de benefícios deve respeitar os prazos tributários e a proteção das isenções concedidas mediante condições assumidas pelas empresas. O resultado preservou tanto a validade jurídica do pacto quanto a possibilidade de os estados estabelecerem condições para conceder incentivos.
Na mesma sentença, a Justiça rejeitou os pedidos para que a Aprosoja-MT pagasse honorários, despesas processuais e multa por má-fé. A associação teve sua cobrança encerrada, mas ficou livre dessas despesas reclamadas pelos réus.
Na comercialização atual, a Abiove informou que suas associadas passaram a atender individualmente às exigências dos mercados compradores. Para o produtor, as condições de aceitação da soja dependem das políticas de cada empresa. Já a sentença desta semana trata da disputa pelas perdas atribuídas ao antigo compromisso coletivo e encerra, nessa primeira instância, a tentativa de recuperação desses valores.
Isan Rezende
Com isso, os produtores representados pela Aprosoja-MT não receberão qualquer indenização das empresas ligadas à Moratória da Soja. A Aprosoja-MT buscava responsabilizar empresas e entidades por prejuízos que atribuía à moratória. Seu argumento era que agricultores que respeitavam a legislação ambiental também podiam ficar sem acesso a compradores por causa das exigências do acordo.
O presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, lamentou a decisão. “O encerramento da ação frustra a expectativa de reparação dos produtores que se consideram prejudicados pela Moratória da Soja. A cobrança da Aprosoja procurava dar uma resposta a quem cumpriu a legislação ambiental, investiu na propriedade e encontrou restrições para vender. A sentença encerrou esse pedido sem examinar os prejuízos alegados. Isso precisa ficar claro para o agricultor”, comentou.
“O problema comercial continua exigindo atenção. O produtor precisa saber, antes de plantar e de assumir compromissos, quais critérios serão usados para receber sua soja. Quem trabalha dentro da lei precisa de previsibilidade para investir. Também é necessário dar transparência às exigências dos compradores, para que o agricultor consiga avaliar suas alternativas de venda e os custos envolvidos”, disse Rezende.
“Agora, o setor precisa concentrar esforços para ampliar mercados e construir condições comerciais mais claras. Sair de um acordo coletivo não significa, necessariamente, abandonar as restrições de compra. Por isso, a representação dos produtores deve acompanhar as regras adotadas por cada empresa e buscar soluções que preservem o acesso aos mercados e a renda de quem produz”, recomendou o presidente do IA.
Fonte: Pensar Agro
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