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Edvaldo Magalhães defende convocação integral dos aprovados do Corpo de Bombeiros e critica excesso de burocracia

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Durante a sessão desta terça-feira (23), na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), o deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB) manifestou apoio aos integrantes do cadastro de reserva do concurso do Corpo de Bombeiro Militar do Estado do Acre e defendeu que a interpretação dada pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-AC) permite, de forma excepcional, a convocação de todos os aprovados, desde que haja previsão orçamentária.

Ao saudar os representantes do cadastro de reserva presentes nas galerias da Casa, o parlamentar lembrou que a luta pela nomeação dos candidatos já se arrasta há anos e reafirmou o compromisso do Legislativo com a causa. “Sejam todos bem-vindos às galerias da Assembleia. Ao longo de vários anos, vocês estiveram aqui defendendo essa importante bandeira da convocação”, destacou.

Edvaldo Magalhães também parabenizou os policiais legislativos pelo dia da categoria, celebrado em 23 de junho, ressaltando a importância do trabalho desenvolvido pelos profissionais para o funcionamento do Poder Legislativo.

Ao abordar a discussão sobre a convocação dos aprovados, o deputado afirmou que a consulta feita ao Tribunal de Contas tinha como objetivo justamente analisar a possibilidade de uma convocação excepcional do cadastro de reserva. Segundo ele, o acórdão aprovado por unanimidade faz referência tanto às vacâncias quanto às vagas existentes na corporação.

“O que provocou a consulta era justamente a convocação do cadastro de reserva de forma excepcionalizada. Quando o Tribunal de Contas recepciona a consulta e dá um acordo com aquilo que foi perguntado, fazendo referência às vacâncias e também às vagas, é preciso haver boa vontade na interpretação”, argumentou.

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O parlamentar lembrou ainda de um precedente envolvendo a área da saúde, quando o Tribunal de Contas se manifestou favoravelmente à convocação de concursados em substituição a contratos temporários, mesmo diante das limitações impostas pela Lei de Responsabilidade Fiscal.

Para Edvaldo, a única condição estabelecida pelo órgão de controle é a existência de recursos para custear as nomeações. “A única vinculação feita é que haja orçamento para pagar. Isso é o óbvio”, observou.

O deputado também elogiou a iniciativa do presidente em exercício da Aleac, Pedro Longo (MDB), de solicitar novos esclarecimentos ao TCE-AC, mas alertou para o risco de que o excesso de cautela acabe retardando uma decisão que considera necessária. “Não podemos ficar nessa tática da enrolação. Quando alguém diz que precisa ficar mais claro, muitas vezes o tempo vai passando e as providências deixam de ser tomadas”, afirmou.

Na avaliação do parlamentar, a ampliação do efetivo do Corpo de Bombeiros é uma necessidade estratégica para o Acre, especialmente diante dos impactos das mudanças climáticas e do aumento dos eventos extremos registrados nos últimos anos. “Só existe crédito de carbono se não deixarmos a floresta pegar fogo. O Estado do Acre terá prejuízos econômicos sérios com os eventos extremos do clima. O governo precisa fazer essa conta”, complementou.

No grande expediente, Edvaldo Magalhães continuou seu discurso em defesa da convocação dos aprovados do cadastro de reserva do Corpo de Bombeiros Militar e utilizou a tramitação de um projeto que altera a legislação da Polícia Civil como exemplo de que, quando há vontade política, é possível encontrar soluções. O parlamentar destacou que a proposta encaminhada pelo Executivo prevê mudanças na lei que organiza as carreiras da Polícia Civil para viabilizar a realização de um novo concurso público, mesmo sob os limites impostos pela Lei de Responsabilidade Fiscal. “Quando se quer, se resolve. Vou votar a favor porque a Polícia Civil precisa, mas não venham criar dificuldades para a convocação do cadastro de reserva do Corpo de Bombeiros”, afirmou.

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O deputado também relatou a mobilização realizada pelos representantes do cadastro de reserva junto ao Tribunal de Contas do Estado e elogiou a atuação da presidente da Corte, que, segundo ele, promoveu reuniões e contatos com a Procuradoria-Geral do Estado, o relator do processo e o comando da corporação para esclarecer o caráter excepcional da decisão. Ele afirmou que a principal barreira para a convocação era justamente a interpretação do órgão de controle e defendeu que chegou o momento de pôr fim à espera dos candidatos. “Essa turma frequenta mais a Assembleia do que alguns deputados. Tem gente que já perdeu as esperanças e voltou a acreditar. Está na hora de resolver isso. Vamos à luta e vamos ganhar”, declarou.

Texto: Mircléia Magalhães/Agência Aleac

Foto: Sérgio Vale

Fonte: Assembleia Legislativa do AC

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Pedro Longo defende autonomia da Polícia Militar em Feijó para reforçar segurança no município

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Deputado apresenta indicação baseada em procedimento do Ministério Público e propõe que companhia da PM passe a responder diretamente ao Comando-Geral

Durante o pequeno expediente da sessão desta quarta-feira (5) da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), o deputado Pedro Longo (MDB) apresentou uma indicação voltada ao fortalecimento da segurança pública no município de Feijó. Segundo o parlamentar, a cidade enfrenta índices elevados de violência e registra ocorrências graves, incluindo casos de feminicídio, e a proposta busca ampliar a estrutura de atuação da Polícia Militar na região.

Pedro Longo explicou que a indicação surgiu a partir de uma demanda apresentada pelo município e de um procedimento desenvolvido pelo Ministério Público do Estado do Acre, por meio da Promotoria Criminal de Feijó. De acordo com o deputado, o estudo apontou a necessidade de dar maior autonomia à companhia da Polícia Militar instalada no município como uma das medidas capazes de contribuir para o enfrentamento da violência.

“Feijó há muito tempo, desde 2008, se depara com uma situação de falta de autonomia do comando da PM, da sua Polícia Militar local. Nós estamos trazendo aqui um tema que surgiu por iniciativa do Ministério Público do Estado do Acre, mais especificamente da Promotoria Criminal de Feijó, através do trabalho desenvolvido por toda sua equipe, que chegaram à conclusão de que uma das formas de amenizar esse problema da violência no município de Feijó, de reforçar a sua estrutura de segurança, seria dar independência à sua companhia destacada da Polícia Militar local”, afirmou.

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Ainda segundo o emedebista, a companhia da PM de Feijó teria tido autonomia até 2008, quando passou a ficar vinculada ao comando do batalhão de Tarauacá. Pedro Longo avaliou que os dois municípios possuem porte semelhante e defendeu que ambos tenham estruturas próprias de batalhão. No entanto, diante de possíveis limitações orçamentárias e administrativas, apontou a emancipação da companhia como uma alternativa mais imediata.

“Se isso eventualmente estiver, nesse momento, inviabilizado em razão da Lei de Responsabilidade Fiscal, poderia gerar algum custo do ponto de vista de ampliar as vagas do oficialato e outros aspectos da organização interna da Polícia Militar. Nesse momento, seria suficiente para atender essa demanda a emancipação da companhia de Feijó. Então, a companhia de Feijó seria independente e passaria a responder diretamente ao Comando-Geral”, explicou.

Para o parlamentar, o fortalecimento da estrutura policial em Feijó também poderia produzir reflexos positivos na segurança de Tarauacá e de outros municípios próximos, considerando a posição estratégica da região e a passagem da BR-364. Ele ressaltou ainda que a proposta apresentada na Assembleia tem como base, segundo ele, uma análise realizada pelo Ministério Público sobre as necessidades locais.

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Ao finalizar, o deputado fez um apelo ao Governo do Estado para que a indicação seja avaliada e afirmou que a medida representa uma demanda apresentada pela população de Feijó.

 “Ela, embora seja tecnicamente de minha autoria, representa um anseio da população de Feijó e, principalmente, é fruto de um estudo bastante aprofundado de um procedimento interno realizado pelo Ministério Público do Estado do Acre, que constatou essa necessidade, inclusive como uma das formas de minorar os aspectos de insegurança que têm, infelizmente, afligido o município de Feijó”, concluiu.

Texto: Mircléia Magalhães/Agência Aleac 

Foto: Sérgio Vale

Fonte: Assembleia Legislativa do AC

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