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Governo do Acre fortalece debate ambiental durante 6º Fórum do Sistema Estadual de Áreas Naturais Protegidas

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O governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), realizou, na quarta-feira, 24, e quinta-feira, 25, no auditório da Procuradoria-Geral do Estado do Acre (PGE/AC), em Rio Branco, o 6º Fórum do Sistema Estadual de Áreas Naturais Protegidas (Seanp). O evento reuniu representantes do Estado, governo federal, municípios, povos indígenas, instituições parceiras e sociedade civil para fortalecer o diálogo e alinhar estratégias voltadas à conservação ambiental e à gestão integrada dos territórios protegidos.

Governo do Acre fortalece debate ambiental durante 6º Fórum do Sistema Estadual de Áreas Naturais Protegidas. Foto: João Loureiro/Sema

Promovido como parte da programação do Mês do Meio Ambiente, o fórum marcou a retomada de um dos principais espaços de debate sobre áreas naturais protegidas no Acre. A última edição havia sido realizada em 2021, mesmo ano em que foi aprovada a Lei Estadual nº 3.883, que modernizou o Sistema Estadual de Áreas Naturais Protegidas.

Criado em 2001, a partir dos estudos do Zoneamento Ecológico-Econômico do Acre (ZEE/AC), o Seanp é o instrumento responsável por organizar, reconhecer e integrar as áreas naturais protegidas do estado, abrangendo unidades de conservação federais, estaduais e municipais, além das terras indígenas e outros territórios estratégicos para a conservação da biodiversidade, dos recursos naturais e dos serviços ambientais.

Última edição do fórum havia sido realizada em 2021, mesmo ano em que foi aprovada a Lei Estadual nº 3.883, que modernizou o sistema. Foto: Gaio Nogueira/Sema

Durante os dois dias de programação, os participantes discutiram temas relacionados à governança ambiental, à gestão integrada das áreas protegidas, aos desafios da conservação da biodiversidade, à valorização dos povos indígenas e comunidades tradicionais, à construção de soluções conjuntas e ao fortalecimento das parcerias institucionais necessárias para a consolidação do sistema.

A secretária adjunta da Sema, Renata Souza, destacou que a retomada do fórum representa um momento importante para a reorganização e planejamento das políticas públicas voltadas às áreas protegidas do Acre.

Renata Souza acredita que o fórum é um espaço ideal para planejamento conjunto das políticas públicas de preservação das áreas naturais. Foto: João Loureiro/Sema

“Como parte da programação do Mês do Meio Ambiente, estamos realizando o 6º Fórum do Seanp, um espaço de debate, de discussão e de planejamento, que não ocorria desde 2021. Retomamos essa discussão para construir, junto ao governo do Estado, governo federal e representação municipal, uma estratégia de política pública para essas áreas naturais protegidas e para as unidades de conservação”, afirmou.

O encontro contou com a participação de representantes do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), da Secretaria de Estado dos Povos Indígenas do Acre (Sepi), da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e do Ministério Público do Estado do Acre (MPAC).

Áreas protegidas e povos indígenas

No Acre, as áreas naturais protegidas ocupam uma parcela expressiva do território estadual e cumprem papel essencial na manutenção da floresta, na proteção dos recursos hídricos, da conservação da biodiversidade e na qualidade de vida da população. Nesse contexto, a participação dos povos indígenas e das comunidades tradicionais é considerada estratégica para a construção de políticas públicas mais efetivas e integradas.

Participantes discutiram temas relacionados à governança ambiental, à gestão integrada das áreas protegidas e aos desafios da conservação da biodiversidade. Foto: Emanoel Farias/Sema

A secretária de Estado dos Povos Indígenas, Francisca Arara, ressaltou que os territórios indígenas representam 14% do território acreano e exercem papel fundamental na proteção ambiental.

“É muito importante a participação da Secretaria de Povos Indígenas porque os territórios indígenas compõem 14% do território acreano e são uma barreira para frear o desmatamento, para o equilíbrio do clima e para melhorar essa questão do aquecimento global”, afirmou.

Francisca também destacou a experiência do Acre na constrição de políticas voltadas à gestão territorial e ambiental.

Secretária dos Povos Indígenas, Francisca Arara, destacou o fortalecimento da governança voltada à conservação dos territórios indígenas. Foto: João Loureiro/Sema

“O estado do Acre tem muita expertise em apoiar políticas públicas baseadas na gestão territorial e ambiental. O Acre tem essa governança fortalecida, com a participação de muitas parcerias e institucionalidade para a preservação e conservação dos territórios indígenas”, completou.

Integração entre instituições

A programação também possibilitou a troca de experiências entre gestores e instituições que atuam diretamente na proteção dos territórios naturais do estado. Na ocasião, os representantes puderam debater o alinhamento das políticas ambientais, a integração de informações, o fortalecimento da gestão compartilhada e o planejamento de novas ações conjuntas para as áreas naturais protegidas.

Para o especialista em indigenismo da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), Ezaul Santos, o fórum representa uma oportunidade de integração entre gestores e instituições que atuam na proteção das áreas naturais protegidas no Acre.

Para o indigenista Ezaul Santos, a troca de experiências entre gestores e instituições garante o alinhamento de políticas públicas estaduais e federal. Foto: Gaio Nogueira/Sema

“Essa é uma troca de experiência muito rica entre os gestores, porque podemos traçar estratégias para unir esforços e proteger essas áreas como um todo. A ideia é não deixar as instituições atuando de forma separada, mas construir um comum acordo entre governo federal, governo estadual e demais parceiros para fortalecer a proteção das áreas naturais existentes no Acre”, afirmou.

A integração entre as instituições foi apontada como um dos principais caminhos para fortalecer a proteção ambiental no Acre, considerando que o sistema reúne diferentes categorias de áreas protegidas e exige atuação coordenada entre órgãos estaduais, federais, municipais e demais parceiros.

Evento fortaleceu a governança participativa e alinhou próxima edição em busca de espaço para cooperação entre instituições. Foto: Emanoel Farias/Sema

Ao final do evento, ficou pactuada a próxima edição do fórum, em junho de 2027, além de viabilizar a sua realização em uma Unidade de Conservação. Com a retomada do fórum, o Estado fortalece um espaço de escuta, diálogo e cooperação entre diferentes setores, contribuindo para o aperfeiçoamento das políticas públicas ambientais e para uma gestão mais integrada e participativa das áreas naturais protegidas do Acre.

O que eles disseram

“No Seanp temos a possibilidade de reunir todos os gestores e todos os órgãos envolvidos com os territórios naturais protegidos do Estado do Acre. Esse momento é importante para alinhar a política de meio ambiente dentro desses territórios, trazer novidades, difundir conhecimento entre as instituições, traçar novas alternativas e planejar novas ações em conjunto”, ressaltou o diretor de Meio Ambiente da Sema, Erisson Cameli.

“A gente entende que existe uma grande interface entre as áreas protegidas e a manutenção e conservação das espécies da fauna. A cada momento em que se identifica uma espécie ameaçada de extinção nesses territórios, existe uma valorização das áreas protegidas, porque elas cumprem seu papel de manutenção da floresta e dos ciclos dentro do ecossistema”, pontuou a analista ambiental do Ibama, Elaine Oliveira.

“Quando olhamos em uma escala de paisagem, considerando que metade do território acreano é área protegida, seja terra indígena ou unidade de conservação, vemos que o sistema tem um diferencial frente a outros estados do Brasil. É uma lei importante, que precisa ser fortalecida e implementada”, destacou a coordenadora territorial do ICMBio, Flávia Souza.

Fonte: Governo AC

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Expoacre Juruá transforma tecnologia e cultura em lazer inclusivo para famílias

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A Expoacre Juruá, em Cruzeiro do Sul, tem se destacado não apenas como vitrine agropecuária, mas também como espaço de inovação e lazer para toda a família. A Secretaria de Estado de Indústria, Ciência e Tecnologia do Acre (Seict) reuniu estandes voltados para crianças e jovens, com tecnologia, produtos em impressão 3D e atividades interativas que têm atraído grande público.

Espaço abrange jovens e crianças e é marcado por inclusão. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

O espaço kids é um dos pontos mais movimentados da feira, reunindo brincadeiras que vão de pintura corporal a experiências com óculos de realidade virtual. Para os pais, é uma oportunidade de lazer e entretenimento enquanto visitam a segunda maior feira agropecuária do estado.

Kethyla Shawãdawa, monitora do espaço, explica que as atividades são voltadas para o desenvolvimento de habilidades motoras e cognitivas, além de incluir tecnologia.

“Tem sido um espaço muito especial. As crianças participam de oficinas de escultura com balões, de miçangas e de materiais recicláveis, onde podem criar brinquedos. Também oferecemos brincadeiras voltadas para o desenvolvimento cognitivo e da coordenação motora, além de pintura facial. A grande novidade é a experiência com óculos de realidade virtual, que permite aos pais acompanhar o que seus filhos estão vivenciando”, disse.

Segundo ela, o espaço tem recebido grande movimento todas as noites, com muitos pais participando junto aos filhos. “Foi pensado com carinho para que as crianças tenham um ambiente acolhedor e cheio de descobertas.”

Miguel aproveita óculos de realidade virtual. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

Inovação e inclusão

A dentista Jamile Feijó, mãe de Miguel Machado, de 7 anos, aprovou a iniciativa. “Estamos parando em todos os estandes para que ele possa conhecer e se divertir. Este espaço está muito interativo, ele está amando e está sendo incrível. Ainda vamos ver outros estandes”, contou.

Já Lacione Maia destacou o caráter inovador. “As brincadeiras, a forma como estão expostas e os instrutores são perfeitos, têm muito jeito com criança.”

Outro ponto de destaque é a preocupação com a inclusão. Darcinete Oliveira ressaltou que este ano há mais opções voltadas para crianças atípicas.

“Nos outros anos não víamos tantas atividades direcionadas a essa necessidade. Agora encontramos jogos e materiais inclusivos que estimulam a participação delas. Isso mostra uma preocupação maior com a diversidade e torna o evento ainda mais especial.”

Impressão 3D é um dos atrativos do estande voltado para tecnologia e inovação. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

Impressão 3D e cultura local

Os estandes de tecnologia também chamam atenção. Laurênio de Souza ficou impressionado com os personagens criados em impressão 3D.

“É como uma escultura, lembra trabalhos antigos, mas hoje está mais acessível e até possível de encomendar. É um avanço para nossas cidades, porque antes só víamos pela internet ou televisão, e agora temos a oportunidade de acompanhar ao vivo. O trabalho está muito bonito, parabéns aos organizadores.”

Rodrigo Gomes, expositor, destacou o sucesso dos chaveiros sensoriais e dos “dummys”. Além disso, sua empresa Juruá 3D tem produzido peças que valorizam a identidade local.

Empresas também apostaram em produtos que ressaltam a identidade de Cruzeiro do Sul. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

“Queremos explorar a cultura do Juruá e desenvolver peças personalizadas que representem a região. Já fizemos chaveiros com a Catedral, árvores, casas de farinha e até saquinhos de farinha e açaí. São elementos culturais que fortalecem nossa tradição e permitem que o visitante leve um presente único e representativo da cidade.”

Tiago Lucena, coordenador do Laboratório de Biologia Animal e fundador da startup Jabotec 3D, reforçou o caráter inovador.

“Este ano trouxemos a Jabotec 3D, especializada em produtos personalizados em impressão 3D. Transformamos elementos da cultura pop em objetos colecionáveis e também aplicamos a tecnologia em materiais didáticos, que tornam as salas de aula mais interativas. Já validamos resultados com aumento de até 60% nas notas dos alunos.”

Analice foi visitar a feira apenas para adquirir seus personagens preferidos. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

Encanto para jovens

Analice do Nascimento, de 11 anos, ficou encantada com os espaços voltados para colecionadores.

“Estou começando a me apaixonar por essas figuras e vim preparada para adquirir algumas peças. Ontem comprei uma Hello Kitty e hoje levei um Pikachu. São produtos que remetem à infância e despertam muito interesse.”

Ela destacou que o evento é uma oportunidade para conhecer novidades e investir em itens que antes só acompanhava à distância. “É um espaço que atrai jovens e adultos, e que valoriza esse universo cultural de forma acessível.”

Fonte: Governo AC

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