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Acre aposta no transporte escolar para vencer distâncias na educação rural

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Dados do Censo Escolar de 2025 revelam que, no Acre, 70% das escolas da rede pública são rurais, isto é, estabelecimentos de ensino que estão longe dos grandes centros, voltados para uma comunidade local.

São mais de mil escolas espalhadas pelos 22 municípios, que dependem, em grande parte, do transporte escolar para que estudantes possam ter acesso democrático à sala de aula.

Alunos da educação rural dependem, em grande parte, do transporte escolar para conseguir estudar.  Foto: Mardilson Gomes/SEE

Enfrentando a realidade amazônica, em que esses alunos enfrentam trechos problemáticos no inverno, quando as chuvas deixam os ramais quase intrafegáveis, o transporte escolar surge não só como um meio de locomoção, mas como uma esperança de futuro.

Equipe de motoristas e monitores que atuam no transporte da escola. Foto: Mardilson Gomes/SEE

O translado desses estudantes de suas casas até a escola representa não só o simples ato de ir e vir, mas a esperança da construção de um futuro brilhante por meio da educação.

De acordo com dados do Censo, são 64.941 estudantes utilizam o transporte escolar público. O Acre atende 26,8% dos alunos matriculados na educação básica com locomoção. A média da Região Norte é de 22,5% enquanto o nacional é de 19,7%.

Caminhonetes adaptadas fazem diariamente o translado dos alunos de casa para a escola, e da escola para casa. Foto: Mardilson Gomes/SEE

Na Escola Pedro Gomes de Lima, no Assentamento Walter Acer, no Bujari, estudam mais de 300 alunos que necessitam do transporte escolar para conseguir completar os estudos. Cercada de ramais, a escola atende às famílias do assentamento, não só com os ensinos fundamental e médio, mas também com a Educação de Jovens e Adultos (EJA), durante a noite.

“Uma das determinações da nossa governadora Mailza Assis é dar continuidade e melhorar, sempre, o nosso transporte escolar, principalmente para as escolas rurais. São iniciativas como essa que garantem a formação dos nossos alunos, dando a eles uma perspectiva de futuro melhor”, salientou o titular da SEE, Reginaldo Prates.

Titular da SEE, Reginaldo Prates, afirma que o Estado prossegue trabalhando para fortalecer a educação rural. Foto: Mardilson Gomes/SEE.

O governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado de Educação e Cultura (SEE), opera com três tipos de veículos que realizam, diariamente, diversas viagens, levando e trazendo os alunos de suas casas até o colégio em que estuda. A Marruá, com tração 4×4, é um veículo robusto, utilizado para atravessar terrenos extremos; há também micro-ônibus, automóvel de grande porte, que transporta mais de 30 alunos; e a caminhonete adaptada, que leva até 12 alunos.

Na Pedro Gomes de Lima, são utilizadas 15 caminhonetes adaptadas, que diariamente realizam diversas vezes o mesmo percurso nos ramais, levando e trazendo os estudantes. Além dos motoristas, em cada veículo um monitor vai acompanhando os alunos na parte de trás, para garantir a segurança das crianças.

Rafaela conta que, pela distância, sem o transporte escolar, não teria como comparecer às aulas. Foto: Mardilson Gomes/SEE

“Sem o transporte escolar provavelmente eu não viria para a escola”, é o relato da aluna Rafaela da Silva.

A dificuldade do trajeto não está só nas grandes distâncias que, sem o translado propiciado pelo Estado, os estudantes percorreriam, mas também nas condições do ramal no período de chuvas.

“Quando estamos no inverno [amazônico] algumas áreas são só de atoleiros. Algumas vezes precisamos descer e levar os alunos a pé, porque o carro não consegue passar. Sem esse veículo aqui a educação rural não iria pra frente”, conta o motorista Marcelo de Souza.

Marcelo atua na rota do colégio há três meses e afirma que transportar os alunos é essencial para a Educação no Campo. Foto: Mardilson Gomes/SEE

O motorista explica ainda que entra na rota para buscar os estudantes às 5h30 da manhã, enfrentando o mesmo ramal seis vezes ao dia. A última vez que atravessa o percurso é por volta das 16h, quando deixa as crianças em casa e na volta, deixa alunos da EJA no estabelecimento.

Gestora da Escola Pedro Gomes de Lima, Laelia Muniz. Foto: Mardilson Gomes/SEE

“Tem um aluno que mora a cerca de 20 km daqui, então sem o transporte escolar é inviável. Assim, as caminhonetes são muito boas para a nossa região, que é de barro, mas tem suprimento às nossas necessidades”, afirma a gestora da escola, Laelia Muniz.

O coordenador de transporte na representação da SEE no Bujari, Eliezio Cruz, reitera as circunstâncias que envolvem a educação rural.

Coordenador do transporte na representação da SEE no Bujari, Eliezio Cruz. Foto: Mardilson Gomes/SEE

“No assentamento, são mais de 600 famílias e, realmente, sem esse transporte não sabemos como ficaria. O aluno andar quilômetros num ramal com poeira e um sol escaldante seria inviável”, avalia.

Édson (de máscara) e o irmão David ficam no último ponto de parada do ramal. Foto: Mardilson Gomes/SEE

Alunos do ensino médio da Escola Pedro Gomes de Lima, Édson Oliveira e o irmão David moram num dos últimos pontos do ramal, área de difícil acesso durante os períodos de chuva.

“Preciso desse transporte para vir estudar”, disse Édson. Foto: Mardilson Gomes/SEE

“O transporte é importante, porque não teríamos como estudar sem ele”, diz Édson.

Fonte: Governo AC

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Expoacre Juruá transforma tecnologia e cultura em lazer inclusivo para famílias

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A Expoacre Juruá, em Cruzeiro do Sul, tem se destacado não apenas como vitrine agropecuária, mas também como espaço de inovação e lazer para toda a família. A Secretaria de Estado de Indústria, Ciência e Tecnologia do Acre (Seict) reuniu estandes voltados para crianças e jovens, com tecnologia, produtos em impressão 3D e atividades interativas que têm atraído grande público.

Espaço abrange jovens e crianças e é marcado por inclusão. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

O espaço kids é um dos pontos mais movimentados da feira, reunindo brincadeiras que vão de pintura corporal a experiências com óculos de realidade virtual. Para os pais, é uma oportunidade de lazer e entretenimento enquanto visitam a segunda maior feira agropecuária do estado.

Kethyla Shawãdawa, monitora do espaço, explica que as atividades são voltadas para o desenvolvimento de habilidades motoras e cognitivas, além de incluir tecnologia.

“Tem sido um espaço muito especial. As crianças participam de oficinas de escultura com balões, de miçangas e de materiais recicláveis, onde podem criar brinquedos. Também oferecemos brincadeiras voltadas para o desenvolvimento cognitivo e da coordenação motora, além de pintura facial. A grande novidade é a experiência com óculos de realidade virtual, que permite aos pais acompanhar o que seus filhos estão vivenciando”, disse.

Segundo ela, o espaço tem recebido grande movimento todas as noites, com muitos pais participando junto aos filhos. “Foi pensado com carinho para que as crianças tenham um ambiente acolhedor e cheio de descobertas.”

Miguel aproveita óculos de realidade virtual. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

Inovação e inclusão

A dentista Jamile Feijó, mãe de Miguel Machado, de 7 anos, aprovou a iniciativa. “Estamos parando em todos os estandes para que ele possa conhecer e se divertir. Este espaço está muito interativo, ele está amando e está sendo incrível. Ainda vamos ver outros estandes”, contou.

Já Lacione Maia destacou o caráter inovador. “As brincadeiras, a forma como estão expostas e os instrutores são perfeitos, têm muito jeito com criança.”

Outro ponto de destaque é a preocupação com a inclusão. Darcinete Oliveira ressaltou que este ano há mais opções voltadas para crianças atípicas.

“Nos outros anos não víamos tantas atividades direcionadas a essa necessidade. Agora encontramos jogos e materiais inclusivos que estimulam a participação delas. Isso mostra uma preocupação maior com a diversidade e torna o evento ainda mais especial.”

Impressão 3D é um dos atrativos do estande voltado para tecnologia e inovação. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

Impressão 3D e cultura local

Os estandes de tecnologia também chamam atenção. Laurênio de Souza ficou impressionado com os personagens criados em impressão 3D.

“É como uma escultura, lembra trabalhos antigos, mas hoje está mais acessível e até possível de encomendar. É um avanço para nossas cidades, porque antes só víamos pela internet ou televisão, e agora temos a oportunidade de acompanhar ao vivo. O trabalho está muito bonito, parabéns aos organizadores.”

Rodrigo Gomes, expositor, destacou o sucesso dos chaveiros sensoriais e dos “dummys”. Além disso, sua empresa Juruá 3D tem produzido peças que valorizam a identidade local.

Empresas também apostaram em produtos que ressaltam a identidade de Cruzeiro do Sul. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

“Queremos explorar a cultura do Juruá e desenvolver peças personalizadas que representem a região. Já fizemos chaveiros com a Catedral, árvores, casas de farinha e até saquinhos de farinha e açaí. São elementos culturais que fortalecem nossa tradição e permitem que o visitante leve um presente único e representativo da cidade.”

Tiago Lucena, coordenador do Laboratório de Biologia Animal e fundador da startup Jabotec 3D, reforçou o caráter inovador.

“Este ano trouxemos a Jabotec 3D, especializada em produtos personalizados em impressão 3D. Transformamos elementos da cultura pop em objetos colecionáveis e também aplicamos a tecnologia em materiais didáticos, que tornam as salas de aula mais interativas. Já validamos resultados com aumento de até 60% nas notas dos alunos.”

Analice foi visitar a feira apenas para adquirir seus personagens preferidos. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

Encanto para jovens

Analice do Nascimento, de 11 anos, ficou encantada com os espaços voltados para colecionadores.

“Estou começando a me apaixonar por essas figuras e vim preparada para adquirir algumas peças. Ontem comprei uma Hello Kitty e hoje levei um Pikachu. São produtos que remetem à infância e despertam muito interesse.”

Ela destacou que o evento é uma oportunidade para conhecer novidades e investir em itens que antes só acompanhava à distância. “É um espaço que atrai jovens e adultos, e que valoriza esse universo cultural de forma acessível.”

Fonte: Governo AC

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