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Exportações do agronegócio gaúcho crescem 3,9% em junho de 2026 e superam US$ 1,24 bilhão

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As exportações do agronegócio do Rio Grande do Sul apresentaram crescimento em junho de 2026, alcançando US$ 1,24 bilhão, alta de 3,9% em relação ao mesmo período de 2025. O desempenho reforça a importância do setor para a economia estadual, responsável por 68,9% de todas as exportações gaúchas realizadas no mês.

O resultado chama atenção pela diferença entre o valor financeiro e o volume físico comercializado. Enquanto a receita aumentou, o volume embarcado apresentou retração de 2,2%, passando de 1,80 milhão para 1,76 milhão de toneladas.

Segundo análise da Assessoria Econômica da Farsul, o cenário indica uma melhora na composição da pauta exportadora, com produtos de maior valor agregado e preços médios internacionais mais favoráveis.

Soja lidera crescimento das exportações gaúchas em junho

O complexo soja foi um dos principais responsáveis pelo avanço das exportações do agronegócio gaúcho no período.

O setor registrou crescimento de 15,2% no valor exportado, impulsionado principalmente pela soja em grãos, que apresentou alta de 18,8% na receita, além do desempenho positivo do farelo de soja.

A demanda internacional pelo produto brasileiro e a valorização dos preços contribuíram para fortalecer a participação da oleaginosa na balança comercial do Estado.

Carnes ampliam participação no mercado internacional

O setor de proteínas animais também teve papel relevante no desempenho de junho.

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A carne de frango in natura apresentou crescimento expressivo de 65,6% em valor, resultado associado à recuperação dos fluxos comerciais após as restrições sanitárias registradas no ano anterior.

A carne bovina também avançou, com aumento de 15,3% na receita das exportações, reforçando a competitividade da pecuária gaúcha no mercado externo.

Outro destaque foi o segmento de bovinos vivos, que registrou crescimento de 1.567,9% em valor, impulsionado principalmente pela retomada dos embarques para a Turquia.

Exportações de arroz avançam com diversificação de mercados

O arroz gaúcho também contribuiu para o resultado positivo da balança comercial.

O setor registrou aumento de 17,4% no valor exportado, beneficiado pela ampliação dos destinos internacionais, incluindo compradores da América Central, Caribe e África.

A diversificação dos mercados tem sido uma estratégia importante para reduzir a dependência de poucos compradores e ampliar oportunidades para produtores e empresas exportadoras.

Produtos como celulose, fumo e carne suína pressionam resultado

Apesar do desempenho positivo de importantes cadeias produtivas, alguns segmentos apresentaram retração durante junho.

Entre os produtos que registraram queda estão:

  • fumo não manufaturado;
  • celulose;
  • óleo de soja em bruto;
  • carne suína in natura.

No caso da celulose e da madeira, a redução está relacionada principalmente à comparação com junho de 2025, período em que ocorreram grandes embarques que não se repetiram na mesma intensidade em 2026.

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China continua como principal destino do agronegócio gaúcho

A China manteve a liderança entre os compradores dos produtos agropecuários do Rio Grande do Sul, concentrando 30,2% do valor total exportado em junho.

Na sequência, os principais destinos foram:

  • Estados Unidos: 6,1%;
  • Turquia: 5,6%;
  • Bélgica: 3,5%;
  • Coreia do Sul: 3,5%;
  • Índia: 3,4%.

A presença de diferentes mercados consumidores reforça a estratégia de internacionalização do agronegócio gaúcho e reduz riscos associados à concentração comercial.

Primeiro semestre registra alta de 8,3% nas exportações do agronegócio gaúcho

No acumulado de janeiro a junho de 2026, o agronegócio do Rio Grande do Sul alcançou US$ 6,84 bilhões em exportações, crescimento de 8,3% frente ao mesmo período de 2025.

De acordo com a Farsul, o desempenho do semestre foi sustentado por uma pauta mais diversificada, com participação relevante de soja, milho, proteínas animais, arroz e óleos vegetais.

O cenário confirma a força do agronegócio gaúcho no comércio internacional e mostra que, mesmo diante de oscilações nos volumes embarcados, a valorização dos produtos e a abertura de novos mercados continuam impulsionando a competitividade do setor.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Semana do Aviador começa com debates sobre segurança e tecnologia no campo

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A 2ª Semana do Aviador começou nesta sexta-feira (11), em Lucas do Rio Verde, com uma programação voltada ao mercado, à segurança operacional e à legislação da aviação agrícola. O evento segue até sábado (12), na pista do Show Safra, reunindo pilotos, empresas, produtores rurais, especialistas e representantes do poder público.

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A abertura contou com a presença de Joci Piccini, presidente da Fundação Rio Verde, e de Rodrigo, diretor-executivo da entidade. Também participaram Cláudio Júnior Oliveira, diretor do Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag), e Omar, representante do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), produtores e autoriaades.

Realizada pela Fundação Rio Verde, a Semana do Aviador combina conteúdo técnico com demonstrações de aeronaves, equipamentos embarcados, acrobacias aéreas e voos panorâmicos. A proposta é aproximar profissionais, produtores e comunidade de uma atividade que ocupa posição estratégica no agronegócio brasileiro.

Na abertura, os debates trataram dos desafios enfrentados pelo setor, principalmente na formação dos profissionais, no cumprimento das normas e na adoção de procedimentos capazes de reduzir riscos durante as operações.

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A aviação agrícola permite realizar aplicações em grandes áreas e dentro de janelas cada vez mais curtas. Em culturas como soja, milho, algodão e cana-de-açúcar, o recurso pode ser decisivo para controlar pragas e doenças antes que provoquem perdas expressivas.

A velocidade, porém, precisa estar acompanhada de planejamento, qualificação e respeito às condições meteorológicas e ambientais. Erros na escolha do produto, na regulagem dos equipamentos ou no momento da aplicação podem reduzir a eficiência, elevar custos e atingir áreas que não fazem parte da operação.

O debate ganha relevância especial em Mato Grosso, maior produtor brasileiro de grãos e fibras e um dos principais mercados da aviação agrícola. O Brasil possui a segunda maior frota aeroagrícola do mundo, resultado da expansão da produção e da necessidade de atender propriedades de grande extensão.

Além do conteúdo profissional, a programação busca apresentar a atividade à população. Demonstrações aéreas e outras atrações permitem que estudantes e moradores conheçam de perto as aeronaves e a tecnologia utilizada nas lavouras.

O Pensar Agro está entre os apoiadores da Semana do Aviador, ao lado da Federação dos Engenheiros Agrônomos do Estado de Mato Grosso (Feagro-MT).

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Serviço

2ª Semana do Aviador
Data: 11 e 12 de setembro
Local: pista do Show Safra, em Lucas do Rio Verde (MT)

Fonte: Pensar Agro

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