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Cooperativismo representa 18,2% do PIB estadual e supera R$ 40 bi em receitas

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O cooperativismo em Mato Grosso do Sul deixou de ser uma alternativa para se tornar o motor principal do estado. Com a marca de 18,2% do PIB estadual, o movimento não só se consolidou, mas provou que, em momentos de instabilidade climática e econômica, o modelo de ajuda mútua é a estratégia mais resiliente que existe.

Os números do Panorama do Cooperativismo 2026, que faz parte do relatório anual oficial do Sistema OCB/MS (Organização das Cooperativas Brasileiras no Mato Grosso do Sul), mostram um cenário de expansão: em apenas dois anos, o número de cooperados no estado saltou 26%, atingindo 738 mil pessoas. Mas para entender o que isso significa, precisamos olhar além das fronteiras sul-mato-grossenses. O que acontece hoje em MS é o reflexo de um Brasil que, aos poucos, se torna a maior potência cooperativista do planeta.

O “Efeito MS” no cenário brasileiro

Mato Grosso do Sul está na vanguarda do que chamam de “cooperativismo de escala”. Para entender a relevância do é preciso olhar a escala em que o cooperativismo opera. O modelo não é apenas uma “alternativa”, mas uma força econômica global.

  • No Brasil: O sistema é o esteio do agronegócio e do crédito. Segundo dados consolidados da OCB Nacional (Organização das Cooperativas Brasileiras), o País conta hoje com cerca de 4.600 cooperativas e mais de 22,5 milhões de associados. Em 2025, o faturamento do sistema ultrapassou a marca de R$ 780 bilhões, sendo que o cooperativismo de crédito e o agropecuário representam mais de 70% desse movimento. A estabilidade do modelo brasileiro é o que permitiu que o País mantivesse o fluxo de crédito no campo mesmo durante a alta dos juros e as quebras de safra de 2024/2025.

  • No Mundo: A força é de escala global. De acordo com a Aliança Cooperativa Internacional (ICA), existem 3 milhões de cooperativas ao redor do mundo, que empregam mais de 280 milhões de pessoas e atendem a 1,2 bilhão de associados. As 300 maiores cooperativas do mundo, juntas, movimentam anualmente mais de US$ 2,1 trilhões.

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A nova força de trabalho

Um dado que merece destaque no relatório de 2026 é a composição do quadro de funcionários. Com 45,85% de mulheres na força de trabalho, o cooperativismo em MS está modernizando o campo. Se no passado a gestão cooperativista era vista como um ambiente puramente masculino, hoje, esse modelo mostra ser um dos mais inclusivos do agronegócio.

O desafio agora é de liderança: com 80% dos cargos de diretoria ainda ocupados por homens, o setor tem uma oportunidade clara de crescimento ao promover a igualdade nos conselhos administrativos, alinhando-se às melhores práticas de ESG (Governança Ambiental, Social e Corporativa) globais.

Por que isso importa para o produtor?

Para quem está na ponta, no campo ou na gestão, os números do relatório trazem uma lição prática: escala.

  • O cooperativismo de crédito (o maior ramo em MS) provou que o produtor não precisa ficar refém das oscilações do mercado financeiro tradicional.

  • O ramo agropecuário (o maior empregador) provou que, quando o clima fecha, a união logística garante o escoamento.

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O cooperativismo sul-mato-grossense de 2026 não é apenas um sucesso de gestão. É uma prova de conceito: em um mundo onde a instabilidade é a nova regra, ser “dono do próprio negócio” — através da união com o vizinho — continua sendo o melhor seguro contra as crises globais. MS não está apenas seguindo a tendência mundial; está ajudando a escrever o próximo capítulo do agronegócio sustentável.

Fonte: Pensar Agro

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Terminal Integrador de Uberaba completa 10 anos e supera 57 milhões de toneladas movimentadas para exportação do agronegócio

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O Terminal Integrador de Uberaba (TIUB), da VLI, completa dez anos de operação consolidando-se como uma das principais estruturas logísticas do agronegócio brasileiro. Localizado no Triângulo Mineiro e integrado ao Corredor Sudeste da companhia, o terminal já movimentou mais de 57 milhões de toneladas de grãos e açúcar destinados ao mercado internacional, fortalecendo o escoamento da produção agrícola do Centro-Oeste para os portos da Baixada Santista.

Desde o início das operações, o terminal tornou-se um dos principais elos da logística nacional para soja, milho, farelo de soja e açúcar, contribuindo para reduzir custos de transporte, aumentar a eficiência operacional e ampliar a competitividade das exportações brasileiras.

Corredor estratégico liga o Centro-Oeste ao Porto de Santos

O TIUB integra o Corredor Sudeste da VLI, que conecta as regiões produtoras à Baixada Santista por meio da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), permitindo que grandes volumes de cargas agrícolas sejam transportados de forma mais eficiente até os terminais portuários.

Construído em uma área superior a 5,4 mil metros quadrados, o complexo é atualmente o maior terminal da companhia e possui capacidade para movimentar anualmente 6,3 milhões de toneladas de grãos e 2,4 milhões de toneladas de açúcar.

Segundo a VLI, a estrutura foi concebida para concentrar a produção agrícola regional e realizar sua transferência para o modal ferroviário com elevado nível de produtividade.

Estrutura de alta capacidade acelera operações

Um dos diferenciais do Terminal Integrador de Uberaba é sua moderna pera ferroviária, equipada com duas linhas de carregamento simultâneas, permitindo a formação contínua de composições ferroviárias destinadas ao Terminal Integrador Portuário Luiz Antonio Mesquita (Tiplam), em Santos (SP), além de outros terminais logísticos.

A infraestrutura inclui:

  • Cinco tombadores hidráulicos de alta capacidade para descarga de grãos;
  • Três moegas exclusivas para recebimento de açúcar;
  • Dois armazéns com capacidade para armazenar até 120 mil toneladas de grãos e 90 mil toneladas de açúcar;
  • Um silo para 8 mil toneladas de grãos;
  • Laboratório para classificação dos produtos;
  • Cinco balanças rodoviárias;
  • Quatorze balanças ferroviárias para grãos e outras quatorze destinadas ao açúcar.
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Para o diretor de Operações do Corredor Sudeste da VLI, Marcelo Cardoso, o terminal representa um dos principais ativos logísticos da companhia.

Segundo ele, o TIUB demonstra a eficiência do modelo multimodal da empresa, integrando ferrovias, terminais e operações portuárias para oferecer maior competitividade ao agronegócio brasileiro.

Tecnologia e automação elevam eficiência logística

Ao longo da última década, o terminal incorporou soluções de automação e inteligência artificial que transformaram a gestão operacional.

Todo o fluxo logístico é monitorado por sistemas digitais, desde o agendamento eletrônico das cargas pelo aplicativo Trato, passando pela identificação automática dos veículos na portaria, até os processos robotizados de amostragem e classificação dos produtos destinados à exportação.

Outro destaque é o chamado Armazém Inteligente, tecnologia desenvolvida pela própria VLI baseada nos conceitos da Indústria 4.0.

O sistema utiliza um braço robótico equipado com sensores e inteligência artificial para analisar, em tempo real, características como densidade, distribuição e estabilidade das pilhas de grãos armazenadas.

Com isso, é possível otimizar o uso da capacidade dos armazéns, reduzir perdas, evitar contaminação entre diferentes produtos e diminuir o consumo de energia durante as operações.

Inovação também reforça a segurança operacional

Além dos avanços tecnológicos voltados à produtividade, o Terminal Integrador de Uberaba tornou-se referência na implantação de sistemas de segurança para as equipes operacionais.

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Entre as inovações está o sistema de intertravamento de locomotivas, que impede fisicamente a movimentação dos trens durante as atividades de abertura e fechamento das escotilhas dos vagões.

Segundo a gerente de Operações do TIUB, Andiara Brasileiro, a tecnologia elimina riscos decorrentes de falhas de comunicação entre maquinistas e operadores, elevando o padrão de segurança das operações ferroviárias.

Transporte ferroviário reduz emissões e retira centenas de caminhões das rodovias

Além dos ganhos operacionais, a utilização do transporte ferroviário proporciona importantes benefícios ambientais.

Cada composição ferroviária expedida pelo terminal, formada por cerca de 80 vagões, transporta volume equivalente ao de aproximadamente 135 caminhões bitrem.

Durante os períodos de maior movimentação da safra, o TIUB embarca, em média, quatro trens por dia, tendo registrado o recorde de sete composições expedidas em apenas 24 horas.

Na prática, isso representa a retirada de mais de 500 caminhões das rodovias brasileiras diariamente, reduzindo congestionamentos, acidentes, consumo de combustíveis fósseis e emissões de gases de efeito estufa.

Logística eficiente fortalece competitividade do agronegócio

Ao completar uma década de operação, o Terminal Integrador de Uberaba consolida sua importância para a logística do agronegócio nacional.

A combinação entre infraestrutura de alta capacidade, automação, inteligência artificial, integração ferroviária e foco em sustentabilidade transforma o complexo em uma das principais plataformas de escoamento da produção agrícola brasileira.

Com investimentos contínuos em inovação e eficiência operacional, o terminal reforça o papel estratégico da logística para ampliar a competitividade das exportações de soja, milho, farelo e açúcar, contribuindo para que o Brasil mantenha sua posição entre os maiores fornecedores mundiais de alimentos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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