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Comemorar não significa acomodar-se”, afirma coordenadora da Infância e Juventude em seminário sobre os 36 anos do ECA

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Desembargadora Regina Ferrari destacou os avanços promovidos pelo Estatuto e defendeu maior fortalecimento da rede de proteção à infância no país

A vice-presidente do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) e coordenadora da Infância e Juventude (Coinj), desembargadora Regina Ferrari, representou o Judiciário acreano no Seminário Estadual dos 36 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). O evento ocorreu nesta segunda-feira, 13, no auditório do Palácio da Justiça, em Rio Branco, e reuniu integrantes do Sistema de Justiça e da Rede de Proteção à Infância.

A iniciativa teve como objetivo marcar os 36 anos do ECA, promulgado em 13 de julho de 1990. Com a legislação, crianças e adolescentes passaram a ser reconhecidos como sujeitos de direitos e deveres, sob a responsabilidade da família, da sociedade e do Estado. A norma também promoveu mudanças na prevenção, proteção e garantia dos direitos da infância e da adolescência no país.

Na solenidade de abertura, a desembargadora Regina Ferrari destacou a relevância do Estatuto. Ela relembrou que, antes da sua promulgação, a expressão “menor” era utilizada para se referir a crianças e adolescentes, especialmente aqueles considerados em “situação irregular”, como as vulnerabilidade social, em situação de rua ou em conflito com a lei. “Nós deixamos de tratar as crianças como objetos de tutela para reconhecê-las como sujeitos de direitos”, observou.

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A coordenadora ressaltou, ainda, as conquistadas e os desafios que permanecem. “Foram 36 anos de conquistas, de avanços legais e de construção de uma rede de proteção. Mas comemorar não significa acomodar-se. Nós temos pautas urgentes. Precisamos estar mais juntos, em rede, para que as coisas fluam e para que essas portas não se fechem nunca”, afirmou.

O presidente do Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente (Cedca), Hélio Koury, abordou as transformações promovidas pelo ECA. Segundo ele, a legislação passou a reconhecer crianças e adolescentes como prioridade absoluta, o que exige acompanhamento multidisciplinar em sua formação, com a participação da família, da escola e das instituições do Estado.

Após a cerimônia, foi realizada a aula inaugural da Escola de Conselhos do Acre, iniciativa que oferece formação continuada a conselheiros tutelares, conselheiros de direitos e operadores do Sistema de Garantia de Direitos da Criança e do Adolescente (SGDCA). A atividade foi acompanhada pelo juiz substituto Bruno Gonçalves, que, momentaneamente, atua na 2ª Vara de Proteção da Infância e da Juventude de Rio Branco.

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O seminário foi promovido pelo Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente (Cedca), com o Conselho Estadual de Assistência Social (Ceas), a Escola de Conselhos do Acre, o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) e a Universidade Federal do Acre (Ufac).

Fotos Gleilson Miranda / Secom TJAC

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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Eproc passa a operar em todo o 2º Grau do TJAC

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Novos processos protocolados, a partir de agora, na Corte passam a tramitar exclusivamente pelo sistema

O Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) concluiu, nesta terça-feira, 8, a implantação do eproc, novo sistema de tramitação processual do Judiciário acreano, no 2º Grau de Jurisdição. A partir de agora, todos os novos processos protocolados na Corte passam a tramitar exclusivamente pela ferramenta. Para marcar essa nova etapa, foi realizado um ato solene no Gabinete da Presidência, em Rio Branco.

O momento contou com a presença do presidente do TJAC, desembargador Laudivon Nogueira, da coordenadora-geral de implantação do eproc e juíza auxiliar da Presidência, Louise Santana, além de servidoras e servidores. Com a conclusão dessa etapa, a instituição consolida um processo de mudança de sistema e transformação digital iniciado em 7 de julho de 2025, com a instalação da ferramenta na primeira unidade judiciária.

O TJAC trilhou uma jornada progressiva. Desde abril, quando a implantação do eproc foi concluída nas unidades jurisdicionais de 1º Grau, o Tribunal está empenhado em expandir o sistema para a 2.ª instância, com testes, ajustes, capacitações e planejamento. A estratégia buscou garantir uma transição segura e estável, sem impacto na produtividade de desembargadoras e desembargadores.

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Para isso, a equipe responsável pela implantação adotou etapas semelhantes às utilizadas no 1º Grau. Primeiro, foram habilitadas as competências da Presidência, na área de Precatórios, da Vice-Presidência e da Infância e Juventude, além das competências das Câmaras Cíveis. Depois, a implantação avançou para a Câmara Criminal e o Tribunal Pleno Jurisdicional.

No último mês, o Tribunal ampliou o uso do sistema no 2º Grau, com a disponibilização de novas classes processuais na Câmara Criminal e no Tribunal Pleno. Restavam algumas classes da Presidência, da Câmara Criminal e do Tribunal Pleno Jurisdicional, além da implantação nas Câmaras Cíveis Reunidas e na Turma de Uniformização. Todas essas etapas foram concluídas nesta terça-feira.

Agora, o TJAC passa a se dedicar integralmente à migração dos processos que ainda tramitam no Sistema de Automação da Justiça (SAJ) para o eproc. O trabalho já começou e tem os Juizados Especiais Cíveis da Comarca de Rio Branco como unidades-piloto. A previsão é concluir essa etapa, considerada a última fase da mudança de sistema, em dezembro.

Com o eproc, o Tribunal prevê mudanças na rotina jurisdicional, por exemplo, maior controle automático de prazos, automação de tarefas, redução de custos e aperfeiçoamento dos fluxos de trabalho. A expectativa é ampliar a eficiência e a agilidade dos serviços, além de contribuir para a qualidade de vida de servidoras e servidores.

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Foto: cedida

Fonte: Tribunal de Justiça – AC

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