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Epitaciolândia: MPAC ajuíza ação para garantir funcionamento adequado do CREAS

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O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), por meio da Promotoria de Justiça Cumulativa de Epitaciolândia, ajuizou uma ação civil pública com pedido de tutela de urgência requerendo que Município de Epitaciolândia adote medidas imediatas para regularizar a estrutura física e as condições de funcionamento do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS).

Entre as irregularidades identificadas está a ausência de acessibilidade, como a inexistência de banheiros adaptados, falta de piso tátil para pessoas com deficiência visual, insuficiência de salas destinadas aos atendimentos especializados, além de mobiliário incompatível com as atividades desenvolvidas.

O levantamento também apontou que o imóvel onde funciona o CREAS, alugado há mais de oito anos, opera sem alvará de funcionamento e sem Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB). Além disso, foi constatado que o abastecimento de água ocorre apenas duas vezes por semana, o que compromete a higiene, o atendimento e o funcionamento da unidade.

Outro ponto verificado pelo MPAC foi a falta de um advogado no quadro de profissionais do CREAS, em desconformidade com a Resolução nº 17/2011 do Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS), que estabelece a composição mínima das equipes responsáveis pela execução dos serviços especializados.

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Diante das irregularidades constatadas, o MPAC requereu à Justiça a concessão de tutela de urgência para determinar que o Município apresente, em prazo a ser fixado pelo Juízo, um plano de ação acompanhado de cronograma para a completa regularização da unidade.

Entre as medidas requeridas estão a adequação da acessibilidade do prédio, construção ou adaptação de banheiros acessíveis, implantação de piso tátil, ampliação dos espaços destinados aos atendimentos técnicos e individualizados, aquisição de mobiliário adequado, obtenção do alvará de funcionamento e do Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros, adoção de providências para garantir abastecimento contínuo de água, além da regularização da equipe técnica com a contratação de advogado.

Também requereu que, em caso de descumprimento da decisão judicial, seja fixada multa diária, sem prejuízo da adoção de outras medidas necessárias para assegurar o cumprimento da ordem.

Ao final da ação, o Ministério Público requer a confirmação da tutela de urgência e a condenação do Município à adoção definitiva das medidas necessárias para adequar o CREAS às normas da Constituição Federal, da LOAS, do SUAS e às orientações técnicas do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social.

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Samia Roberta – Secretaria de Comunicação/MPAC

Fonte: Ministério Publico – AC

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MPAC discute pautas prioritárias para reunião do Eixo de Direitos Humanos do CNPG

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O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) realizou, nesta quinta-feira, 1º, encontro preparatório para definir as pautas que serão apresentadas pelo Grupo Nacional de Defesa de Direitos Humanos em Sentido Estrito (COPEDH) durante a Reunião Ordinária do Eixo de Direitos Humanos do Conselho Nacional de Procuradores-Gerais (CNPG), nos dias 19 e 20 de outubro, em Brasília.

Participaram das discussões o procurador-geral de Justiça, Oswaldo D’Albuquerque Lima Neto, presidente da COPEDH; o promotor de Justiça Thalles Ferreira, membro do grupo; e o procurador-geral adjunto Institucional, Sammy Barbosa Lopes. A agenda integra a preparação dos grupos que compõem o Eixo de Direitos Humanos do CNPG para o encontro nacional.

Entre os temas definidos como prioritários pela COPEDH estão o direito à moradia e à cidade, no marco dos 25 anos do Estatuto da Cidade; democracia e direitos humanos; clínicas de internação compulsória e comunidades terapêuticas; discursos de ódio, extremismo nas redes sociais e proteção de grupos vulnerabilizados; além da defesa dos povos indígenas e das comunidades tradicionais, tendo a educação como eixo estratégico.

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As discussões deverão subsidiar propostas e encaminhamentos para a atuação do Ministério Público nessas áreas. Entre as questões que serão aprofundadas estão o enfrentamento às desigualdades urbanas e à precariedade habitacional; a proteção dos direitos fundamentais e da convivência democrática; as políticas de cuidado em saúde mental; a prevenção aos discursos de ódio e à violência; e a proteção dos direitos dos povos indígenas e das comunidades tradicionais.

Para o procurador-geral de Justiça e presidente da COPEDH, Oswaldo D’Albuquerque, o encontro permitirá avançar na construção de respostas conjuntas para questões presentes em diferentes realidades do país. “São temas que exigem do Ministério Público diálogo, articulação e capacidade de construir respostas conjuntas. O encontro será uma oportunidade para reunir experiências de diferentes estados e estabelecer caminhos que contribuam para uma atuação cada vez mais efetiva na proteção dos direitos humanos”, destacou.

O promotor de Justiça Thalles Ferreira ressaltou a relação entre as pautas selecionadas e a necessidade de uma abordagem integrada. “Os debates sobre direito à moradia e à cidade, democracia e direitos humanos, políticas de cuidado em saúde mental, enfrentamento aos discursos de ódio e proteção dos povos indígenas e comunidades tradicionais não são questões isoladas, mas elementos constitutivos de um compromisso institucional com a dignidade humana em todas as suas expressões”, afirmou.

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Texto: Hudson Castelo
Fotos: Diego Negreiros
Secretaria de Comunicação do MPAC

Fonte: Ministério Publico – AC

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