TJ AC
TJAC fortalece integração entre comarcas para aprimorar atendimento a crianças acolhidas
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Visita à 2ª Vara da Infância e Juventude resultou em encaminhamentos para implantação da Justiça Restaurativa e aprimoramento do fluxo de acolhimento entre Capital e interior
A vice-presidente do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), desembargadora Regina Ferrari, e o juiz auxiliar da Vice-Presidência, Bruno Perrota, realizaram, nesta quarta-feira, 12, uma visita institucional à 2ª Vara da Infância e Juventude de Rio Branco, na Cidade da Justiça.
Durante o encontro com o juiz titular da unidade, Jorge Luiz, foram discutidas ações voltadas ao fortalecimento da proteção de crianças e adolescentes. Entre as propostas está a implementação do projeto Justiça Restaurativa na Casa de Acolhimento Maria Tapajós, na capital acreana.
Também foi abordada a elaboração de uma nota técnica estruturante para formalizar o fluxo de responsabilidades entre as comarcas do interior e a Capital nos casos de acolhimento institucional, com previsão de corresponsabilização dos municípios de origem.
A visita também permitiu o diálogo sobre casos de crianças e adolescentes atualmente em situação de acolhimento, reforçando a atuação integrada do Judiciário na garantia de direitos e na busca por soluções que atendam ao princípio da proteção integral.


Fotos: cedidas
Fonte: Tribunal de Justiça – AC
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Plano de trabalho prevê ações para facilitar o acesso ao emprego após o cumprimento da pena
Plano de trabalho prevê iniciativas de qualificação profissional, parcerias com instituições e medidas para facilitar o acesso ao mercado de trabalho.
O Comitê de Políticas Penais (Compp) realizou nesta sexta-feira, 9, nova reunião do Grupo de Trabalho (GT) Emprega Lab para discutir a empregabilidade de pessoas privadas de liberdade. O encontro, que ocorreu no Palácio da Justiça, foi conduzido pelo juiz trabalhista Daniel Gonçalves, membro do Grupo de Monitoramento e Fiscalização (GMF) do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC).
O Emprega Lab integra as ações do Plano Pena Justa, política pública criada a partir de decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 347, que reconheceu o estado de coisas inconstitucional do sistema prisional brasileiro.
Em setembro, o grupo reuniu-se para analisar o cenário atual e discutir estratégias para ampliar o acesso de pessoas privadas de liberdade ao mercado de trabalho formal, conforme estabelece o Plano Pena Justa. O documento reúne mais de 300 metas nacionais e estaduais para superar o Estado de Coisas Inconstitucional (ECI) no sistema prisional.




Na reunião de hoje, por exemplo, o grupo reuniu dados, estatísticas e planos de trabalho relacionados à empregabilidade no sistema prisional, além de discutir propostas para ampliar as oportunidades de inserção no mercado de trabalho para pessoas privadas de liberdade e egressas do sistema prisional.
Durante o encontro, foram apresentadas iniciativas voltadas à geração de trabalho e renda, como a implantação de uma malharia, uma fábrica de artefatos de cimento e uma unidade de produção de fraldas e absorventes.
Também foi abordada a participação de instituições do Sistema S, como o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), na oferta de cursos de capacitação profissional e na certificação das pessoas privadas de liberdade, contribuindo para o desenvolvimento de habilidades e a preparação para o mercado de trabalho.
Outro ponto discutido foi a atuação do Sistema Nacional de Emprego (Sine), que pode contribuir para aproximar pessoas privadas de liberdade e egressas do sistema prisional das empresas, facilitando o acesso às oportunidades de emprego e fortalecendo a articulação entre as instituições envolvidas.
Como encaminhamentos, para nova reunião, ficou definida a formalização do plano de trabalho, após a revisão e correção de dados pelo Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen). Também será avaliada a possibilidade de capacitação dos profissionais do Sine para oferecer atendimento individualizado às pessoas privadas de liberdade e às egressas do sistema prisional. Outro encaminhamento prevê a articulação de uma agenda com a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública, a Polícia Civil e o Iapen para viabilizar a emissão de documentos de identificação às pessoas custodiadas, facilitando o acesso às oportunidades de trabalho já existentes e àquelas que serão criadas a partir da implementação do plano de trabalho.




Fotos: Gleilson Miranda/Secom TJAC
Fonte: Tribunal de Justiça – AC
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