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Acre apresenta modelo de Governança e Monitoramento Integrado na COP30 e mostra avanços em proteção territorial e combate ao desmatamento

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O governo do Acre apresentou nesta terça-feira, 18, no Hub Amazônia, na Zona Verde da COP30, o painel “Governança e Monitoramento Integrado do Estado do Acre”, iniciativa que evidencia um modelo inovador de comando, controle territorial e resposta a ilícitos ambientais, adotado pelo Estado. A apresentação reuniu representantes de órgãos de segurança, meio ambiente e comunicação, além da presença da vice-governadora Mailza Assis, que encerrou o painel destacando os resultados consolidados e a importância da continuidade das parcerias e financiamentos.

Apresentação reuniu representantes de órgãos de segurança, meio ambiente e comunicação, além da presença da vice-governadora Mailza Assis. Foto: Neto Lucena/Secom

Participaram como painelistas o comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar do Acre (CBMAC), coronel Charles Santos; o subcomandante-geral da Polícia Militar (PMAC), coronel Kleison Alencar Albuquerque; o diretor do Imac, Ivo Pericles; o secretário de Meio Ambiente, Leonardo Carvalho; a representante da Secretaria de Comunicação, Renata Brasileiro; e o procurador ambiental da PGE, Rodrigo Neves, que mediou o debate.

Vice-governadora reforçou que os resultados já são visíveis em indicadores concretos de desmatamento e queimadas. Foto: Neto Lucena/Secom

A vice-governadora reforçou que os resultados já são visíveis em indicadores concretos de desmatamento e queimadas. “Através dessa integração nós conseguimos diminuir os índices, melhorar o tratamento das ocorrências e reduzir o desmatamento, as queimadas e os prejuízos à população. Isso é fruto de decisão política, de boa gestão e de equipes que acreditam no que fazem. O Acre está preparado na parte ambiental e lidera pelo exemplo.”

Modelo inovador de integração

O painel apresentou a estrutura operacional que reúne, de forma inédita na Amazônia, os sistemas de inteligência e resposta da Sema, Imac, PMAC, CBMAC, Casa Civil e Secom, atuando como um único comando de decisão com apoio do Centro Integrado de Geoprocessamento Ambiental (Cigma). O modelo foi institucionalizado pelo Decreto nº 11.474/2024, garantindo continuidade e padronização técnica dos procedimentos.

Integração permite o acompanhamento diário de alertas de desmatamento, queimadas e degradação, orientando ações de campo com uso de dados. Foto: Neto Lucena/Secom

A integração permite o acompanhamento diário de alertas de desmatamento, queimadas e degradação, orientando ações de campo com uso de dados via Deter-B, Prodes, CAR/PRA, TerraBrasilis, PlanetScope, Brasil Mais, drones e monitoramento remoto.

Resultados concretos apresentados

O painel destacou que o Acre:

  • Reduziu o desmatamento em 27,62% no Ano Florestal 2024/2025;
  • Reduziu aproximadamente 74% dos focos de calor entre janeiro e outubro de 2025;
  • Mantém mais de 84% da cobertura florestal nativa preservada;
  • Ampliou operações integradas em todas as regionais;
  • Formou brigadas comunitárias, indígenas e internacionais (Peru e Bolívia);
  • Implantou sistemas digitais de comando e controle.

Abrindo o painel, o comandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel Charles Santos, contextualizou os desafios do Acre no extremo oeste do Brasil e na tríplice fronteira com Peru e Bolívia.

“Todo mundo confunde a Amazônia como um todo, mas nós temos que destacar o lugar que está ao extremo oeste do Brasil, o estado do Acre. Um lugar lindo, com particularidades próprias, fronteira com Amazonas, Rondônia, Peru e Bolívia, com rios sinuosos, populações isoladas e eventos extremos de seca e enchente que impactam diretamente a vida das pessoas”, disse.

Ele também destacou a formação de brigadas indígenas e a cooperação internacional.

“Nós somos pioneiros na formação de brigadas indígenas, respeitando a cultura e a língua de cada etnia, e já estamos no quinto ano consecutivo treinando brigadas também no Peru e na Bolívia. Isso faz diferença lá na ponta, enquanto outros estados sofreram com incêndios vindos da Bolívia, o Acre conseguiu manter o quadro sob controle”, destacou.

Leonardo Carvalho frisou o trabalho do governo em dialogar as políticas ambientais em conjunto com os povos originários. Foto: Neto Lucena/Secom

Ao explicar a arquitetura do sistema, o secretário de Meio Ambiente, Leonardo Carvalho, descreveu o papel do CIGMA como cérebro do monitoramento ambiental.

“O Cigma funciona como um grande hub de informações. Recebemos dados de sistemas nacionais como Prodes e Deter, fazemos a análise espacial, cruzamos com o Cadastro Ambiental Rural e com bases de licenciamento. Quando identificamos um alerta sem licença, esse caso é automaticamente encaminhado para a coordenação estadual de comando e controle e para os órgãos de fiscalização.”

Ele também destacou a necessidade de institucionalizar essa estrutura como política de Estado. “Estamos trabalhando para estruturar um Sistema Integrado de Meio Ambiente e Mudanças Climáticas em lei, para que o Cigma e toda essa governança se tornem permanentes, independentemente de governo. É conhecimento, tecnologia e gestão sendo consolidados como política de Estado.”

Mediando o painel, o procurador ambiental da PGE, Rodrigo Neves, resumiu os pilares que sustentam a política de comando e controle no Acre. “Não há solução sem integração. Integração de procedimentos, de dados e de ação. Isso precisa ser feito com base em tecnologia, em servidores capacitados e em decisão de governo clara. Inovação, tecnologia, integração, capacitação e vontade política, é assim que uma política pública ganha eficiência. No caso do Acre, isso já se traduz em redução real do desmatamento”, afirmou.

Imac apresenta avanços no combate a ilícitos ambientais

Representando o Instituto de Meio Ambiente do Acre, o diretor Ivo Pericles lembrou a trajetória de modernização do órgão. “Antigamente o Imac saía à procura dos ilícitos. Hoje, os ilícitos chegam à mesa. Conseguimos planejar a fiscalização, cruzar dados de licenciamento e do CAR e chegar ao campo já sabendo quem é o responsável pela infração. Isso garante agilidade e eficiência no combate aos crimes ambientais.”

Ele também ressaltou o investimento em tecnologia e integração. “Temos hoje um sistema moderno, com geotecnologia e banco de dados integrados, que permite ao agente em campo aplicar a penalidade adequada em tempo real. É um esforço do Estado do Acre, com recurso próprio e apoio de parceiros, para preparar as instituições para enfrentar os ilícitos ambientais.”

O subcomandante-geral da PM, coronel Kleison Alencar, sublinhou a importância da presença da segurança pública na governança climática
“A Polícia Militar não está apenas para dar segurança às equipes. Nós fazemos prevenção, prisões em flagrante e repressão qualificada. Com capacitação, drones, imagens de alta resolução e planejamento integrado, conseguimos chegar ao local na hora em que a infração está acontecendo. Esse é o diferencial da nossa atuação no contexto da Amazônia”,

Papel estratégico da comunicação pública

Representando a Secretaria de Comunicação, a jornalista Renata Brasileiro, que também é membro Comitê de Comando e Controle, reforçou que o Acre inovou ao incluir comunicação institucional na estrutura de comando e controle, garantindo resposta rápida contra desinformação, comunicação de risco, transparência de dados e campanhas educativas. Ela destacou também o papel da Agência de Notícias, rádios públicas e redes sociais como canais oficiais de informação para comunidades urbanas, rurais e isoladas.

Representando a Secretaria de Comunicação, a diretora Renata Brasileiro destacou os papéis das rádios na comunicação pública.  Foto: Neto Lucena/Secom

“A Agência de Notícias do Acre publica diariamente conteúdos sobre segurança, meio ambiente, saúde e outros eixos, enquanto as rádios públicas, como a Rádio Difusora, chega aos locais mais longínquos que se pode imaginar. A gente tem uma média de 700 comunidades isoladas no estado do Acre e essas comunidades só conseguem receber determinadas informações graças à rádio. Nós recebemos, inclusive, relatos de ouvintes de que só ficaram sabendo da pandemia de covid-19 graças à Difusora”, contou.

Investimentos e parcerias

O painel também destacou a importância dos financiamentos e cooperações técnicas do Fundo Amazônia, REM/KfW, RE:Wild, BID, WWF e Fundo Nacional de Segurança Pública, além de investimentos próprios do Governo do Acre.

A vice-governadora encerrou agradecendo as instituições envolvidas e reforçou que o Acre está preparado para liderar pelo exemplo, colocando-se à disposição para cooperação técnica entre estados e países amazônicos.

“Hoje mostramos aqui um modelo de governança inovador, eficiente e integrado à realidade do nosso território. Apresentamos um sistema que uniu Segurança Pública, Meio Ambiente e Comunicação, criando um mecanismo inteligente de proteção territorial, capaz de responder rapidamente aos ilícitos ambientais e de orientar políticas públicas com base em ciência, tecnologia e dados de alta precisão”, concluiu.

Fonte: Governo AC

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Expoacre Juruá transforma tecnologia e cultura em lazer inclusivo para famílias

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A Expoacre Juruá, em Cruzeiro do Sul, tem se destacado não apenas como vitrine agropecuária, mas também como espaço de inovação e lazer para toda a família. A Secretaria de Estado de Indústria, Ciência e Tecnologia do Acre (Seict) reuniu estandes voltados para crianças e jovens, com tecnologia, produtos em impressão 3D e atividades interativas que têm atraído grande público.

Espaço abrange jovens e crianças e é marcado por inclusão. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

O espaço kids é um dos pontos mais movimentados da feira, reunindo brincadeiras que vão de pintura corporal a experiências com óculos de realidade virtual. Para os pais, é uma oportunidade de lazer e entretenimento enquanto visitam a segunda maior feira agropecuária do estado.

Kethyla Shawãdawa, monitora do espaço, explica que as atividades são voltadas para o desenvolvimento de habilidades motoras e cognitivas, além de incluir tecnologia.

“Tem sido um espaço muito especial. As crianças participam de oficinas de escultura com balões, de miçangas e de materiais recicláveis, onde podem criar brinquedos. Também oferecemos brincadeiras voltadas para o desenvolvimento cognitivo e da coordenação motora, além de pintura facial. A grande novidade é a experiência com óculos de realidade virtual, que permite aos pais acompanhar o que seus filhos estão vivenciando”, disse.

Segundo ela, o espaço tem recebido grande movimento todas as noites, com muitos pais participando junto aos filhos. “Foi pensado com carinho para que as crianças tenham um ambiente acolhedor e cheio de descobertas.”

Miguel aproveita óculos de realidade virtual. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

Inovação e inclusão

A dentista Jamile Feijó, mãe de Miguel Machado, de 7 anos, aprovou a iniciativa. “Estamos parando em todos os estandes para que ele possa conhecer e se divertir. Este espaço está muito interativo, ele está amando e está sendo incrível. Ainda vamos ver outros estandes”, contou.

Já Lacione Maia destacou o caráter inovador. “As brincadeiras, a forma como estão expostas e os instrutores são perfeitos, têm muito jeito com criança.”

Outro ponto de destaque é a preocupação com a inclusão. Darcinete Oliveira ressaltou que este ano há mais opções voltadas para crianças atípicas.

“Nos outros anos não víamos tantas atividades direcionadas a essa necessidade. Agora encontramos jogos e materiais inclusivos que estimulam a participação delas. Isso mostra uma preocupação maior com a diversidade e torna o evento ainda mais especial.”

Impressão 3D é um dos atrativos do estande voltado para tecnologia e inovação. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

Impressão 3D e cultura local

Os estandes de tecnologia também chamam atenção. Laurênio de Souza ficou impressionado com os personagens criados em impressão 3D.

“É como uma escultura, lembra trabalhos antigos, mas hoje está mais acessível e até possível de encomendar. É um avanço para nossas cidades, porque antes só víamos pela internet ou televisão, e agora temos a oportunidade de acompanhar ao vivo. O trabalho está muito bonito, parabéns aos organizadores.”

Rodrigo Gomes, expositor, destacou o sucesso dos chaveiros sensoriais e dos “dummys”. Além disso, sua empresa Juruá 3D tem produzido peças que valorizam a identidade local.

Empresas também apostaram em produtos que ressaltam a identidade de Cruzeiro do Sul. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

“Queremos explorar a cultura do Juruá e desenvolver peças personalizadas que representem a região. Já fizemos chaveiros com a Catedral, árvores, casas de farinha e até saquinhos de farinha e açaí. São elementos culturais que fortalecem nossa tradição e permitem que o visitante leve um presente único e representativo da cidade.”

Tiago Lucena, coordenador do Laboratório de Biologia Animal e fundador da startup Jabotec 3D, reforçou o caráter inovador.

“Este ano trouxemos a Jabotec 3D, especializada em produtos personalizados em impressão 3D. Transformamos elementos da cultura pop em objetos colecionáveis e também aplicamos a tecnologia em materiais didáticos, que tornam as salas de aula mais interativas. Já validamos resultados com aumento de até 60% nas notas dos alunos.”

Analice foi visitar a feira apenas para adquirir seus personagens preferidos. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

Encanto para jovens

Analice do Nascimento, de 11 anos, ficou encantada com os espaços voltados para colecionadores.

“Estou começando a me apaixonar por essas figuras e vim preparada para adquirir algumas peças. Ontem comprei uma Hello Kitty e hoje levei um Pikachu. São produtos que remetem à infância e despertam muito interesse.”

Ela destacou que o evento é uma oportunidade para conhecer novidades e investir em itens que antes só acompanhava à distância. “É um espaço que atrai jovens e adultos, e que valoriza esse universo cultural de forma acessível.”

Fonte: Governo AC

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