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Acre fortalece políticas para mulheres, amplia rede de proteção e se destaca no país pela equidade salarial no serviço público
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Neste 8 de março, Dia Internacional da Mulher, o governo do Acre reafirma seu compromisso com a promoção da igualdade, a proteção das mulheres e o fortalecimento da autonomia econômica feminina. Por meio da secretaria de Estado da Mulher (Semulher), o Estado tem consolidado uma política pública estruturada, descentralizada e presente nos 22 municípios acreanos.
Trabalhadoras americanas vão ´`as ruas em 1909. Foto: Centro Jacob Rader MarcusO Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, surgiu no início do século XX a partir das lutas de mulheres trabalhadoras por melhores condições de trabalho, direito ao voto e igualdade de direitos. A data foi oficializada pela Organização das Nações Unidas em 1975 e tornou-se um marco mundial de reflexão sobre as conquistas sociais, políticas e econômicas das mulheres, além de reforçar a necessidade permanente de combater a desigualdade de gênero e todas as formas de violência e discriminação.
Governador Gladson Camelí e a secretária da Mulher, Mardhia Shawwa. Foto: Marcos Vicentti/SecomCriada em março de 2023, a Semulher consolidou-se como um dos principais instrumentos institucionais de enfrentamento à violência de gênero na Região Norte. Ao completar três anos de atuação, a pasta apresenta resultados expressivos, com ampliação de serviços, fortalecimento da rede de atendimento e investimentos estratégicos em qualificação profissional e inclusão social.
Para a secretária da Mulher, Mardhia El-Shawwa, o 8 de março é um momento simbólico e importante de reafirmação pública dos compromissos com a pauta feminina, mas esse compromisso não pode ser pontual nem restrito à data.
“O enfrentamento à violência contra a mulher é diária. Cada número apresentado aqui representa uma mulher acolhida, orientada ou fortalecida. Nosso trabalho vai muito além das estatísticas: estamos falando de vidas preservadas, de histórias que recomeçam e de oportunidades construídas todos os dias. Esse avanço é reflexo do compromisso do Governo do Estado com as mulheres do Acre. O governador Gladson Cameli e a vice-governadora Mailza Assis têm essa pauta como prioridade em sua gestão, e os serviços oferecidos pela Secretaria da Mulher são resultado direto dessa responsabilidade e desse olhar sensível para a realidade das mulheres acreanas”, destacou.
“Governador Gladson Camelí e a vice-governadora Mailza Assis têm a pauta das Mulheres como prioridade em sua gestão, e os serviços oferecidos pela Secretaria da Mulher são resultado direto dessa responsabilidade e desse olhar sensível para a realidade das mulheres acreanas”, destacou Mardhia Shawwa. Foto: Marcos Vicentti/SecomDe acordo com o Relatório Anual 2025 da Diretoria de Políticas para Mulheres, as ações executadas entre janeiro e dezembro de 2025 demonstram o alcance estadual das políticas públicas voltadas às mulheres, com foco na prevenção da violência, acolhimento humanizado e promoção da autonomia.
Rede de proteção ampliada e atuação integrada
A estrutura da Semulher conta com atuação direta do Departamento de Enfrentamento à Violência contra Mulheres, além dos Centros de Referência da Mulher no Juruá e Alto Acre e do Centro Especializado de Atendimento à Mulher do Purus. Juntas, essas unidades realizaram 825 atendimentos diretos a mulheres em situação de violência e vulnerabilidade no último ano.
Sena Madureira ganhou centro que atende mulheres em vulnerabilidade social e vítimas de violência. Foto: Ingrid Kelly/SecomO acolhimento é feito por equipe multidisciplinar composta por psicólogas, assistentes sociais e assessoria jurídica, garantindo escuta qualificada, encaminhamentos e acompanhamento continuado nos casos mais graves.
O governador Gladson Camelí destacou que o fortalecimento dessa rede é prioridade da gestão: “A proteção das mulheres é um compromisso permanente do nosso governo. Temos investido na estruturação da secretaria da Mulher, ampliando serviços e garantindo que cada acreana tenha acesso à segurança, ao acolhimento e às oportunidades. Segurança pública e igualdade caminham juntas.”
Governador Gladson Camelí reafirma o compromisso do governo com a erradicação da violência de gênero. Foto: Diego Gurgel/SecomA atuação integrada com a Polícia Civil do Acre, a Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) e a Patrulha Maria da Penha tem sido fundamental no monitoramento de medidas protetivas e no enfrentamento aos casos de violência doméstica. A articulação entre os órgãos fortalece o acompanhamento das vítimas e contribui para a redução dos índices de feminicídio no estado, com ações preventivas e respostas mais ágeis.
A Patrulha Maria da Penha é uma das principais estratégias de proteção às mulheres vítimas de violência doméstica. O foco do trabalho é o acompanhamento contínuo das medidas protetivas, com visitas regulares, monitoramento e presença constante, criando vínculo, segurança e confiança para que essas mulheres não se sintam sozinhas.
“Esse acompanhamento constante é fundamental, porque a medida protetiva no papel salva, mas é a presença do Estado fiscalizando que realmente protege. A patrulha atua justamente para impedir a reincidência da violência, identificar riscos precocemente e agir de forma preventiva, quebrando o ciclo da violência antes que ele se repita. Mais do que repressão, fazemos prevenção e cuidado. Com o objetivo de garantir segurança, dignidade e o direito de cada mulher viver sem medo dentro da própria casa”, afirma a Coordenadora da Maria da Penha, tenente-coronel Cristiane Soares.

Em 2025, nenhuma mulher acompanhada pela Patrulha foi vítima de feminicídio, o que reforça a importância de uma proteção ativa, humana e permanente. Atualmente, em Rio Branco, são 243 mulheres sendo acompanhadas pela Patrulha Maria da Penha.
Semulher Itinerante alcança 153 comunidades
Um dos principais destaques de 2025 foi o Programa Semulher Itinerante, em diversas ocasiões contou com o apoio do Ônibus Lilás. A iniciativa percorreu 153 comunidades em 18 municípios acreanos, levando atendimento psicológico, jurídico e social, além de promover ações educativas sobre os canais de denúncia e o rompimento do ciclo da violência.
Durante o evento, equipe multidisciplinar da Semulher promove roda de conversa sobre tipos de violência e canais de denúncia. Foto: Edson Fernandes/SecomEm dezembro passado, a Semulher realizou, na Escola Braulino, localizada na comunidade Pentecoste, zona rural de Mâncio Lima, uma edição do atendimento itinerante voltado à prevenção da violência e ao fortalecimento da rede de proteção às mulheres.
Moradora da comunidade, Raimunda Lopes, diz: “Aprendi muita coisa e essa roda de conversa é muito boa para as mulheres.” Foto: Edson Fernandes/SecomDurante a atividade, mulheres da comunidade também compartilharam suas percepções sobre a iniciativa. Moradora local, Raimunda Lopes contou que aprendeu novas informações acerca dos tipos de violência. “Essa roda de conversa é muito boa para as mulheres. Muitas não sabem seus direitos. Foi muito bom para despertar, para saber quais são nossos direitos e o que podemos denunciar se for preciso”, frisou.
Atendimento psicológico realizado no Ônibus Lilás. Foto: Edson Fernandes/SecomAo todo, foram realizadas 13.976 abordagens educativas e 969 atendimentos individualizados a mulheres. O programa também atua em áreas rurais e comunidades indígenas, ampliando o acesso às políticas públicas.
Campanha Feminicídio Zero e Combate ao assédio
A Campanha Feminicídio Zero intensificou a mobilização estadual em 2025, alcançando 247 locais, entre escolas, igrejas, associações e aldeias indígenas, em 14 municípios. A ação promove a divulgação da Lei Maria da Penha, orientação sobre a quebra do ciclo da violência e informação sobre canais de denúncia.
Palestra Feminicídio Zero na Escola Beija-Flor. Foto: Fernanda Maia/SemulherNo total, as ações educativas vinculadas às campanhas e programas da Semulher somaram mais de 31 mil abordagens ao longo do ano. No ambiente de trabalho, o Programa Não se Cale alcançou 9.457 pessoas, sendo 6.981 mulheres e 2.476 homens, com ações voltadas à prevenção do assédio moral e sexual. Já o Programa Zona Segura formou equipes de 119 empreendimentos privados, totalizando 660 profissionais capacitados para prevenção e acolhimento de situações de violência.
Secretaria da Mulher oferta palestra aos servidores da Unidade de Monitoramento Eletrônico de Presos. Foto: Rebeca Martins/SemulherAutonomia econômica: mais de 1.400 mulheres qualificadas
No eixo da autonomia econômica, o Programa Impacta Mulher registrou 1.626 mulheres inscritas e 1.401 concluintes em cursos profissionalizantes ofertados em 22 municípios. As formações incluíram áreas como assistente administrativo, operador de caixa, manicure e pedicure, corte de cabelo, cuidador de idosos e gastronomia.
Outro indicador que reforça os avanços das políticas públicas voltadas às mulheres no estado é o equilíbrio salarial no serviço público. O Acre conquistou o 3º lugar nacional no indicador de equilíbrio de gênero na remuneração pública estadual, segundo o Ranking de Competitividade dos Estados 2025, elaborado com base em dados da PNAD e do IBGE. No estado, a diferença salarial entre homens e mulheres na administração pública é de apenas 2,6%, uma das menores do país, demonstrando o avanço na valorização profissional e na equidade de gênero no setor público. No cenário nacional, mulheres ainda recebem, em média, cerca de 71% da remuneração dos homens, o que evidencia a relevância do resultado alcançado pelo Acre.
O objetivo do Estado é combater o feminicídio e ofertar cursos profissionalizantes às mulheres. Foto: Renato Beiruth/DetranA vice-governadora Mailza Assis destacou que garantir autonomia financeira é uma das principais estratégias para romper ciclos de violência: “Quando uma mulher conquista sua independência econômica, ela amplia suas possibilidades de escolha e fortalece sua liberdade. Estamos investindo em qualificação profissional e inclusão produtiva para que as mulheres do Acre tenham dignidade, renda e oportunidades reais de transformação”.
Ações com recortes específicos e inclusão social
O Ciclo Terapêutico para Mulheres Negras e Trabalhadoras Domésticas atendeu 261 mulheres. O programa Papo Reto alcançou 2.787 estudantes com debates sobre racismo e violência de gênero, enquanto o Papo de Homem sensibilizou 698 homens em 23 palestras realizadas no estado.
Semulher realiza ciclo terapêutico em Rio Branco. Foto: Andrey Maia/SemulherA Semulher promoveu, em fevereiro de 2025, no bairro São Francisco, em Rio Branco, o Ciclo Terapêutico para Mulheres Negras, programa desenvolvido pelo Departamento de Ações Temáticas e Participação Política para Mulheres da pasta, que também envolveu participantes trans, trabalhadoras domésticas e mulheres em vulnerabilidade social.
Participante do ciclo terapêutico do Bairro São Francisco. Foto: Andrey Maia/Semulher“O ciclo, para mim, foi muito proveitoso. Eu quero agradecer ao governo do Estado e à Secretaria da Mulher por promoverem esses encontros. É muito importante para nossa vida, porque eu fico muito em casa, e assim a gente sai, conversa, se diverte – tudo de uma maneira especial. Aqui, estamos transformando esse encontro em uma família”, disse a participante do ciclo na ocasião, Maria José de Souza.
Semulher, Defensoria Pública e parceiros promovem mutirão de retificação de nome e gênero. Foto: Bruno Medim/DPEEntre as ações de inclusão, o Mutirão de Retificação de Nome beneficiou 116 pessoas trans e travestis. Já as rodas de conversa com mulheres indígenas, com cartilhas da Lei Maria da Penha traduzidas para as línguas Manchineri e Huni Kuin, alcançaram 218 pessoas em diferentes municípios.
Formação da rede e fortalecimento institucional
O fortalecimento institucional também foi prioridade. Por meio de convênio com o Ministério das Mulheres, foram capacitados 544 profissionais da rede de atendimento em 13 municípios estratégicos, envolvendo saúde, assistência social, segurança pública e sistema de justiça.
Conferência Estadual de Políticas para as Mulheres reúne representantes de todos os municípios do Acre. Foto: Andrey Maia/SemulherEssas formações ampliam a capacidade de resposta da rede e garantem atendimento mais humanizado e integrado.
Compromisso permanente
A criação da secretaria marcou um novo capítulo na política pública voltada às mulheres no Acre, com descentralização dos serviços e estruturação de equipamentos especializados.
Ciclos Terapêuticos tem o objetivo de trabalhar a saúde mental das mulheres, com apoio e acolhimento. Foto: Franklin Lima/SemulherNeste 8 de março, o governo do Acre reafirma que a luta pela igualdade e pelo enfrentamento à violência contra a mulher é permanente. Cada número apresentado representa uma vida acolhida, uma história fortalecida e mais um passo na construção de um estado mais seguro, justo e igualitário para todas as mulheres acreanas.
Canais Importantes:
- Central de Atendimento à Mulher – 180
- Polícia Militar -190
- Secretaria de Estado da Mulher (Semulher): recebe denúncias de violações de direitos da mulher no Acre. Telefone: (68) 99930-0420. Endereço: Travessa João XXIII, 1137, Village Wilde Maciel;
- Centro Especializado de Atendimento à Mulher do Juruá – (68) 99947 9670
- Centro Especializado de Atendimento à Mulher do Alto Acre – (68) 99930 0383
- Centro Especializado de Atendimento à Mulher do Purus – (68) 99913 6110
- Delegacias especializadas no atendimento de crianças ou de mulheres ou qualquer unidade da Polícia Civil
- Centro de Atendimento à Vítima – (68) 99993-4701
Fonte: Governo AC
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Governo capacita Moradores da APA Lago do Amapá para atuar como condutores de turismo
A Secretaria de Estado de Turismo e Empreendedorismo (Sete), em parceria com a Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) e o governo do Acre, iniciou, nesta quinta-feira, 18, o Curso de Formação de Condutores de Turismo na Área de Proteção Ambiental (APA) Lago do Amapá. A capacitação segue até sexta-feira 19 e conta com a participação de 16 moradores da comunidade local.
Turismo sustentável com participação comunitária – Foto: Uêslei AraújoA iniciativa tem como objetivo preparar moradores para atuar na condução de visitantes, valorizando as belezas naturais da região e fortalecendo o turismo de base comunitária. Para contribuir com a formação, a Sete viabilizou a contratação do guia de turismo Mack Willison Araújo, que atua como instrutor do curso.
A abertura da capacitação contou com a presença da presidente da Associação de Moradores e Produtores Rurais da Estrada do Amapá (AMPREA), Alieth Maria Gabriel Gadelha; do diretor de Turismo, Jackson Viana; e do gestor da área de Proteção Ambiental (APA) Lago do Amapá, Samyr Vieira de Farias, representante da Secretaria de Estado do Meio Ambiente.
Segundo o diretor de Turismo, Jackson Viana, a formação representa uma oportunidade de desenvolvimento para os moradores da região.
“A Secretaria trabalha em parceria com as comunidades tradicionais, urbanas e indígenas, ouvindo as demandas locais e avaliando o potencial de cada região. A equipe técnica analisa a viabilidade turística e identifica possibilidades de valorizar os espaços e fortalecer os empreendimentos locais”, afirmou.
Turismo sustentável com participação comunitária – Foto: Uêslei AraújoTurismo sustentável com participação comunitária
O gestor da APA Lago do Amapá, Samyr Vieira de Farias, destacou que a formação busca ampliar a participação da comunidade nas atividades turísticas desenvolvidas na unidade de conservação.
“O objetivo de formar condutores é que, quando o governo olhar para o Lago do Amapá, reconheça o potencial da comunidade para participar do desenvolvimento do turismo na região. Hoje, existem atividades operadas por empresas e iniciativas privadas, mas queremos que a comunidade também esteja presente nessse processo e seja protagonista dessa atividade econômica”, explicou.
Turismo sustentável e participação comunitária – Foto: Uêslei AraújoSegundo ele, a APA Lago do Amapá já possui o turismo sustentável previsto em seu plano de manejo, e a capacitação busca aproximar os moradores desse processo.
“A gente acredita que vai haver uma mudança no entendimento do turismo, na valorização das áreas, dos atrativos turísticos e no descobrimento de novos atrativos. Isso pode impactar na geração de renda para as pessoas, para o município e para o Estado”, destacou.
A formação também busca estimular novas oportunidades econômicas alinhadas à conservação ambiental, transformando o conhecimento dos moradores e o território em possibilidades de atuação no ecoturismo.
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Turismo sustentável e participação comunitária – Foto: Uêslei Araújo
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Turismo sustentável e participação comunitária – Foto: Uêslei Araújo
Turismo sustentável e participação comunitária – Foto: Uêslei Araújo
Turismo sustentável e participação comunitária – Foto: Uêslei Araújo
Turismo sustentável e participação comunitária – Foto: Uêslei Araújo
Turismo sustentável e participação comunitária – Foto: Uêslei Araújo
Turismo sustentável e participação comunitária – Foto: Uêslei Araújo
Turismo sustentável e participação comunitária – Foto: Uêslei Araújo