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Acre mantém média mensal de 1,2 mil cirurgias eletivas e consolida regularidade da assistência hospitalar

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O Acre tem alcançado um patamar de estabilidade histórica na realização de cirurgias eletivas. De acordo com o relatório mais recente do Núcleo de Regulação de Cirurgias do Complexo Regulador Estadual (CRIC), vinculado à Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre), o estado mantém média superior a 1,2 mil procedimentos mensais em 2025, resultado que reflete o amadurecimento da rede hospitalar e o êxito das estratégias implementadas pelo Programa Opera Acre.

Os dados consolidados entre janeiro e setembro apontam 11.459 cirurgias eletivas realizadas, volume que já ultrapassa o total registrado em todo o ano anterior. Mais que números, o desempenho revela a regularidade do sistema público de saúde, que tem conseguido ofertar cirurgias de forma contínua, planejada e descentralizada, contemplando pacientes de todas as regionais do estado.

O número de cirurgias ultrapassa a média dos últimos anos no Acre.  Foto: Odair Leal/Secom

Regularidade e descentralização

O equilíbrio na produção cirúrgica se deve, sobretudo, à integração entre as unidades hospitalares. A Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre), em Rio Branco, segue como referência estadual, com 4.014 procedimentos realizados em diversas especialidades, como ginecologia, ortopedia, cirurgia geral, mastologia e neurologia. No interior, hospitais como o Regional do Juruá, em Cruzeiro do Sul; o Doutor Raimundo Chaar, em Brasileia; o Sansão Gomes, em Tarauacá; e o Doutor Ary Rodrigues, em Senador Guiomard, mantêm produção regular e contribuem de forma decisiva para o alcance das metas estabelecidas pelo governo.

“Manter uma média mensal tão expressiva e constante demonstra a maturidade da rede estadual e o compromisso das equipes. O Opera Acre se consolidou como uma política pública permanente, presente em todas as regionais, e que tem transformado a vida de quem aguardava há anos por uma cirurgia”, destacou Shirley Nascimento, chefe do Núcleo de Regulação de Cirurgias e coordenadora do programa.

Chefe da Regulação de Cirurgias da Sesacre, Shirley Nascimento. Foto: Odair Leal/Sesacre

Planejamento e eficiência

Desde a reativação do Programa Opera Acre, em 2023, o governo do Estado vem investindo em planejamento, ampliação de especialidades e fortalecimento dos fluxos de regulação. O modelo integra ações de rotina hospitalar e mutirões itinerantes, permitindo que os procedimentos sejam realizados de forma contínua tanto em Rio Branco quanto nas unidades do interior.

“Manter essa média de cirurgias mês a mês é resultado direto de um trabalho sério, planejado e coletivo. O Opera Acre não é mais apenas um programa: é uma política de Estado que veio para ficar. Nós conseguimos transformar a rotina dos hospitais, descentralizar o acesso e dar segurança ao cidadão que aguarda um procedimento. O nosso foco é garantir que cada acreano, independente de onde viva, tenha o mesmo direito de ser atendido com dignidade e qualidade”, afirmou o secretário de Estado de Saúde, Pedro Pascoal.

Pedro Pascoal, secretário de Estado de Saúde do Acre. Foto: Arquivo Secom

Resultados consistentes

Com mais de 11 mil cirurgias realizadas até setembro, o Acre mantém um dos melhores desempenhos proporcionais da região Norte, considerando o número de habitantes e a capacidade instalada da rede. Entre as especialidades mais demandadas estão: ginecologia, ortopedia, cirurgia geral, mastologia e cabeça e pescoço — áreas em que o Estado tem conseguido responder com rapidez e resolutividade.

O desempenho reforça o compromisso do governo em garantir acesso equitativo e atendimento de excelência, consolidando um modelo de gestão hospitalar pautado em resultados, transparência e sensibilidade social.

Fonte: Governo AC

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Mulheres transformam talento em renda em feira empreendedora no Tucumã

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A força do empreendedorismo feminino esteve em evidência na noite desta quarta-feira, 17, durante a “Feira empreendedora Mulheres Mil: elas produzem negócios, criatividade e renda”, realizada na Escola Raimundo Gomes, localizada no bairro Tucumã, em Rio Branco. O evento reuniu grande variedade de produtos e serviços, incluindo artesanato indígena, peças em crochê, artigos de ateliê, gastronomia, produtos decorativos, bazar solidário e atendimentos de consultas oftalmológicas.

Evento reuniu empreendedorismo, criatividade e geração de oportunidades para mulheres no bairro Tucumã. Fernando Santtos/SEASDH

A iniciativa é resultado do Programa Mulheres Mil, executado pelo Instituto Federal do Acre (Ifac), e conta com o apoio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH), reforçando o compromisso do governo do Acre com autonomia econômica, inclusão produtiva e fortalecimento de mulheres em situação de vulnerabilidade social.

Servidores da SEASDH ressaltaram compromisso da governadora Mailza Assis com o fortalecimento da qualificação e do empreendedorismo feminino. Foto: Fernando Santtos/SEASDH

Durante o evento, o público pôde conhecer e adquirir produtos permeados de histórias de superação, dedicação e busca por novas oportunidades. Mais do que uma exposição destinada a fomentar a economia local, a feira fortalece redes de apoio entre as participantes, estimulando a troca de experiências e o aprendizado coletivo entre mulheres que encontraram no empreendedorismo uma possibilidade de ampliar a renda familiar, conquistar independência financeira e transformar suas realidades.

Da sala de aula para os negócios e sociedades

Entre as participantes da feira, a história de empreendedorismo ganhou forma na parceria entre Janaína Alencar e Francilene Gomes. As duas se conheceram durante o Curso de Microempreendedora Individual oferecido pelo Mulheres Mil e descobriram que compartilhavam o mesmo sonho: conquistar autonomia financeira por meio do próprio negócio. Da amizade nasceu um empreendimento simples e cheio de significado: um carrinho de pipocas.

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Janaína e Francilene se conheceram no curso e se uniram no empreendedorismo. Foto: Fernando Santtos/SEASDH

Na feira, a dupla apresentou o resultado do aprendizado adquirido ao longo da formação. Janaína ficou responsável pelas pipocas salgadas, enquanto Francilene preparou as versões doces.

“Trouxemos pipoca para vender. Eu fiz a salgada e ela a doce. Deu muito certo, estamos vendendo bastante. Aprendemos a transformar ideias em lucratividade e estamos colocando tudo em prática”, contou Janaína, orgulhosa do primeiro passo dado pelas duas empreendedoras.

Formação profissional no Curso de Microempreendedora Individual (MEI) qualificou mulheres para o mercado de trabalho. Foto: Fernando Santtos/SEASDH

Moradora do bairro Calafate, Jenifer Gomes encontrou no artesanato uma forma de complementar a renda e expressar sua criatividade. Especializada na produção de laços e peças confeccionadas com fitas, a artesã destacou que o Mulheres Mil foi fundamental para fortalecer sua confiança e ampliar sua visão sobre o empreendedorismo.

Jenifer Gomes é especializada na produção de laços e peças confeccionadas com fitas. Fernando Santtos/SEASDH

“O curso nos incentiva a acreditar no nosso potencial. Aprendemos que podemos transformar aquilo que sabemos fazer em uma fonte de renda. Hoje me sinto mais preparada para empreender e crescer com o meu trabalho”, afirmou.

A diversidade cultural também esteve presente na feira, por meio do talento de Maria Liberdade Pereira e Rosa Oliveira, da etnia indígena Kaxinawá, do município de Santa Rosa do Purus, que trouxeram, para exposição e comercialização, peças produzidas por suas próprias mãos, como colares, anéis, pulseiras e tiaras adornadas com penas.

Maria Liberdade Pereira e Rosa Oliveira, do Povo Kaxinawá, representaram a produção cultural indígena. Foto: Fernando Santtos/SEASDH

Para as artesãs, a participação no evento representa uma oportunidade de obter renda e compartilhar a riqueza cultural dos povos indígenas acreanos.

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A coordenadora-geral do Programa Mulheres Mil, Tânia Façanha, ressaltou: “A feira  simboliza a superação de desafios, o fortalecimento da autoestima e a abertura de novas oportunidades para essas mulheres. Isso mostra que o Mulheres Mil vai além da qualificação profissional, gerando oportunidades e contribuindo para a transformação de suas realidades”.

Feira transformou o espaço em uma vitrine do talento, da criatividade e da força empreendedora das mulheres participantes.Foto: Fernando Santtos/SEASDH

“Vimos aqui na prática que os cursos são formas mais eficazes de garantir às mulheres autonomia, dignidade e inclusão social. Por meio dessa qualificação profissional, elas conquistam novas oportunidades de emprego e renda”, afirmou a representante da SEASDH, Lidiane Alves.

Passarela se tornou um símbolo das conquistas alcançadas ao longo do curso, revelando mulheres que hoje caminham com mais confiança, autonomia e perspectivas para o futuro. Foto: Fernando Santtos/SEASDH

Como a SEASDH atua

Responsável por acolher as inscrições, a secretaria escolhe os cursos com o Ifac, verifica os bairros com maior índice de vulnerabilidade, para fazer a seleção das alunas, e realiza apoio logístico, tanto na capital quanto no interior, por meio de um termo de cooperação técnica do instituto com o Gabinete da Governadora Mailza Assis.

“Gran finale”

Encerrando a noite em clima de celebração e emoção, as alunas protagonizaram um desfile especial, inspirado em temas ligados ao empreendedorismo, à autoestima e ao crescimento pessoal e profissional. Cada participante exibiu sua própria trajetória de superação, coragem e transformação.

Sob aplausos do público, o desfile marcou não apenas a finalização da feira, mas a reafirmação de que investir nas mulheres é abrir caminhos para a geração de renda, a inclusão social e a construção de novas histórias de sucesso.

Fonte: Governo AC

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