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Agentes da Segurança Pública do Acre concluem curso para operar drone Harpia
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Encerrando dois meses de formação intensiva na sede da Advanced Technologies Security & Defense (ADtech), a equipe de agentes da Segurança Pública do Acre concluiu nesta quinta-feira, 18, o curso de operação do drone Harpia, em São Paulo. O treinamento foi iniciado em julho, como parte do processo de implantação da nova tecnologia adquirida pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública do Acre (Sejusp).

Em maio deste ano, o Acre se tornou o primeiro estado brasileiro a obter o Harpia (um Veículo Aéreo Não Tripulado/Vant), de última geração, projetado para reforçar o videomonitoramento e apoiar operações de segurança e resposta a desastres ambientais.

Para o secretário de segurança pública do Acre, José Américo Gaia, o Harpia não é apenas um marco tecnológico, é um símbolo da mudança de paradigma na forma como enxergar a segurança pública. “Ao investir em capacitação e inteligência operacional, estamos preparando o Acre para enfrentar desafios com mais estratégia e menos improviso. Essa conquista reforça nosso compromisso com uma segurança moderna, eficiente e integrada”, destacou.

Durante o curso, os quatro agentes: Delmar Cavalcante, Frank Damaceno, Tarso de Souza e Wagner da Silva receberam instruções teóricas e práticas sobre a legislação de drones, montagem e manutenção do equipamento, além da operação dos softwares e sensores embarcados no sistema. A capacitação técnica foi conduzida por especialistas da ADtech, empresa responsável pelo desenvolvimento do Harpia.

“Participar dessa formação foi mais do que aprender a operar um equipamento de ponta; foi compreender o papel da tecnologia no futuro da segurança pública. O drone Harpia nos dá olhos onde antes era impossível chegar, e isso significa mais proteção para a sociedade e mais precisão nas nossas ações”, disse o policial penal, Wagner da Silva.

O drone Harpia possui autonomia de até 12 horas, velocidade de 100 km/h e pode atingir até 5 mil metros de altitude, com alcance de até 1.200 km. Equipado com câmeras eletro-ópticas e infravermelhas de alta resolução, além de possibilidade de acoplar sensores adicionais como radar SAR e sistemas de inteligência de sinais, o equipamento eleva a capacidade de monitoramento aéreo do estado a um novo patamar.

O sistema atenderá às demandas das polícias Militar e Civil, Corpo de Bombeiros e órgãos de fiscalização ambiental, consolidando um novo modelo de vigilância e resposta integrada em todo o território acreano.
Fonte: Governo AC
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Mulheres transformam talento em renda em feira empreendedora no Tucumã
A força do empreendedorismo feminino esteve em evidência na noite desta quarta-feira, 17, durante a “Feira empreendedora Mulheres Mil: elas produzem negócios, criatividade e renda”, realizada na Escola Raimundo Gomes, localizada no bairro Tucumã, em Rio Branco. O evento reuniu grande variedade de produtos e serviços, incluindo artesanato indígena, peças em crochê, artigos de ateliê, gastronomia, produtos decorativos, bazar solidário e atendimentos de consultas oftalmológicas.

A iniciativa é resultado do Programa Mulheres Mil, executado pelo Instituto Federal do Acre (Ifac), e conta com o apoio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH), reforçando o compromisso do governo do Acre com autonomia econômica, inclusão produtiva e fortalecimento de mulheres em situação de vulnerabilidade social.

Durante o evento, o público pôde conhecer e adquirir produtos permeados de histórias de superação, dedicação e busca por novas oportunidades. Mais do que uma exposição destinada a fomentar a economia local, a feira fortalece redes de apoio entre as participantes, estimulando a troca de experiências e o aprendizado coletivo entre mulheres que encontraram no empreendedorismo uma possibilidade de ampliar a renda familiar, conquistar independência financeira e transformar suas realidades.
Da sala de aula para os negócios e sociedades
Entre as participantes da feira, a história de empreendedorismo ganhou forma na parceria entre Janaína Alencar e Francilene Gomes. As duas se conheceram durante o Curso de Microempreendedora Individual oferecido pelo Mulheres Mil e descobriram que compartilhavam o mesmo sonho: conquistar autonomia financeira por meio do próprio negócio. Da amizade nasceu um empreendimento simples e cheio de significado: um carrinho de pipocas.

Na feira, a dupla apresentou o resultado do aprendizado adquirido ao longo da formação. Janaína ficou responsável pelas pipocas salgadas, enquanto Francilene preparou as versões doces.
“Trouxemos pipoca para vender. Eu fiz a salgada e ela a doce. Deu muito certo, estamos vendendo bastante. Aprendemos a transformar ideias em lucratividade e estamos colocando tudo em prática”, contou Janaína, orgulhosa do primeiro passo dado pelas duas empreendedoras.

Moradora do bairro Calafate, Jenifer Gomes encontrou no artesanato uma forma de complementar a renda e expressar sua criatividade. Especializada na produção de laços e peças confeccionadas com fitas, a artesã destacou que o Mulheres Mil foi fundamental para fortalecer sua confiança e ampliar sua visão sobre o empreendedorismo.

“O curso nos incentiva a acreditar no nosso potencial. Aprendemos que podemos transformar aquilo que sabemos fazer em uma fonte de renda. Hoje me sinto mais preparada para empreender e crescer com o meu trabalho”, afirmou.
A diversidade cultural também esteve presente na feira, por meio do talento de Maria Liberdade Pereira e Rosa Oliveira, da etnia indígena Kaxinawá, do município de Santa Rosa do Purus, que trouxeram, para exposição e comercialização, peças produzidas por suas próprias mãos, como colares, anéis, pulseiras e tiaras adornadas com penas.

Para as artesãs, a participação no evento representa uma oportunidade de obter renda e compartilhar a riqueza cultural dos povos indígenas acreanos.
A coordenadora-geral do Programa Mulheres Mil, Tânia Façanha, ressaltou: “A feira simboliza a superação de desafios, o fortalecimento da autoestima e a abertura de novas oportunidades para essas mulheres. Isso mostra que o Mulheres Mil vai além da qualificação profissional, gerando oportunidades e contribuindo para a transformação de suas realidades”.

“Vimos aqui na prática que os cursos são formas mais eficazes de garantir às mulheres autonomia, dignidade e inclusão social. Por meio dessa qualificação profissional, elas conquistam novas oportunidades de emprego e renda”, afirmou a representante da SEASDH, Lidiane Alves.

Como a SEASDH atua
Responsável por acolher as inscrições, a secretaria escolhe os cursos com o Ifac, verifica os bairros com maior índice de vulnerabilidade, para fazer a seleção das alunas, e realiza apoio logístico, tanto na capital quanto no interior, por meio de um termo de cooperação técnica do instituto com o Gabinete da Governadora Mailza Assis.
“Gran finale”
Encerrando a noite em clima de celebração e emoção, as alunas protagonizaram um desfile especial, inspirado em temas ligados ao empreendedorismo, à autoestima e ao crescimento pessoal e profissional. Cada participante exibiu sua própria trajetória de superação, coragem e transformação.
Sob aplausos do público, o desfile marcou não apenas a finalização da feira, mas a reafirmação de que investir nas mulheres é abrir caminhos para a geração de renda, a inclusão social e a construção de novas histórias de sucesso.


Foto: Fernando Santtos/SEASDH
Foto: Fernando Santtos/SEASDH
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Foto: Fernando Santtos/SEASDH
Foto: Fernando Santtos/SEASDH
Foto: Fernando Santtos/SEASDH
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Foto: Fernando Santtos/SEASDH
Foto: Fernando Santtos/SEASDH
Foto: Fernando Santtos/SEASDH
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