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Capacitação aprimora vigilância do câncer e planejamento em saúde no Acre
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A Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre), em parceria com a Universidade Federal de Alagoas (Ufal), realiza, de 1º a 4 de setembro, a Capacitação Introdutória ao Registro de Câncer de Base Populacional (RCBP). O treinamento, promovido pelo Núcleo de Vigilância das Doenças Crônicas e Agravos Não Transmissíveis e Promoção da Saúde, será realizado no Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional do Ministério Público do Acre (Ceaf), em Rio Branco, e terá a mediação do biólogo epidemiologista e doutorando da Ufal, Herbert Charles.
Para o assessor técnico do Centro de Operações de Emergência em Saúde da Sesacre, Marcos Malveira, esse registro é fundamental para termos dados confiáveis sobre a incidência e a morbidade do câncer no Acre. “O treinamento capacita nossos servidores, tanto da Secretaria quanto das unidades de saúde, para que possam utilizar o sistema de forma eficiente e contribuir para o fortalecimento do planejamento e da organização dos serviços de saúde”, salienta.
As principais fontes de informação sobre o câncer no Brasil são os Registros de Câncer de Base Populacional, os Registros Hospitalares de Câncer e o Sistema de Informação sobre Mortalidade. Esses instrumentos fornecem subsídios essenciais para que gestores de saúde possam monitorar indicadores, planejar políticas públicas e direcionar pesquisas na área de oncologia.

“O RCBP reúne todas as informações sobre os pacientes oncológicos, sejam eles atendidos pelo Sistema Único de Saúde, pela rede privada ou mesmo acreanos que realizam tratamento fora do estado. O levantamento é feito junto às unidades hospitalares e laboratórios, identificando todos os exames positivos e consolidando esses dados com outras bases, como o Sistema de Informações de Câncer e o Sistema de Informação Hospitalar, por meio das Autorizações de Internação Hospitalar”, explica a Chefe do Núcleo de Vigilância das Doenças Crônicas e Agravos Não Transmissíveis, Antônia Rocha.
Ainda segundo Antônia Rocha, o resgate do registro é fundamental para aprimorar o planejamento em saúde no Acre. “Esse trabalho permite conhecer, de fato, a incidência do câncer no Estado. Com o RCBP ativo, conseguimos identificar com precisão os tipos de câncer mais frequentes no Acre e planejar melhor as ações de prevenção, diagnóstico e tratamento, garantindo um cuidado mais eficiente para a população”.
O controle do câncer deve ser compreendido como um conjunto contínuo de ações que garantem cuidado integral ao usuário. Para que isso aconteça, é necessário um planejamento estratégico, organização dos serviços de saúde e monitoramento permanente das políticas de prevenção, diagnóstico e tratamento.

“Nosso objetivo é instrumentalizar a equipe técnica para retomar o funcionamento do RCBP, que é um braço estratégico da vigilância em saúde. Esse registro auxilia na compreensão de como o câncer se comporta na população, identificar grupos com maior risco, reconhecer nuances relacionadas à atenção oncológica e, assim, fomentar a organização do sistema de saúde com foco específico no câncer”, destaca o palestrante Herbert Charles.
Herbert reforça ainda que o monitoramento do câncer exige uma abordagem diferenciada e uma equipe especializada. “Ao contrário da maioria dos agravos de notificação, a vigilância do câncer segue um modelo ativo, que exige profissionais altamente qualificados. É um trabalho muito diferente do que se vê nas doenças transmissíveis, pois o corpo técnico precisa ter conhecimentos únicos: compreender o comportamento do câncer, conhecer as particularidades de cada tumor e entender sua evolução ao longo do tempo, já que não se trata de uma única doença, mas de centenas de tipos distintos.”
Participam da capacitação representantes da Rede de Doenças Crônicas no Acre, do Núcleo de Prevenção, do Núcleo de Saúde da Família, da Diretoria de Atenção Primária à Saúde, técnicos do Registro de Câncer Hospitalar, da vigilância epidemiológica e da Divisão de Sistemas de Informação da Sesacre.
Fonte: Governo AC
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Expoacre Juruá transforma tecnologia e cultura em lazer inclusivo para famílias
A Expoacre Juruá, em Cruzeiro do Sul, tem se destacado não apenas como vitrine agropecuária, mas também como espaço de inovação e lazer para toda a família. A Secretaria de Estado de Indústria, Ciência e Tecnologia do Acre (Seict) reuniu estandes voltados para crianças e jovens, com tecnologia, produtos em impressão 3D e atividades interativas que têm atraído grande público.
Espaço abrange jovens e crianças e é marcado por inclusão. Foto: Clemerson Ribeiro/SecomO espaço kids é um dos pontos mais movimentados da feira, reunindo brincadeiras que vão de pintura corporal a experiências com óculos de realidade virtual. Para os pais, é uma oportunidade de lazer e entretenimento enquanto visitam a segunda maior feira agropecuária do estado.
Kethyla Shawãdawa, monitora do espaço, explica que as atividades são voltadas para o desenvolvimento de habilidades motoras e cognitivas, além de incluir tecnologia.
“Tem sido um espaço muito especial. As crianças participam de oficinas de escultura com balões, de miçangas e de materiais recicláveis, onde podem criar brinquedos. Também oferecemos brincadeiras voltadas para o desenvolvimento cognitivo e da coordenação motora, além de pintura facial. A grande novidade é a experiência com óculos de realidade virtual, que permite aos pais acompanhar o que seus filhos estão vivenciando”, disse.
Segundo ela, o espaço tem recebido grande movimento todas as noites, com muitos pais participando junto aos filhos. “Foi pensado com carinho para que as crianças tenham um ambiente acolhedor e cheio de descobertas.”
Miguel aproveita óculos de realidade virtual. Foto: Clemerson Ribeiro/SecomInovação e inclusão
A dentista Jamile Feijó, mãe de Miguel Machado, de 7 anos, aprovou a iniciativa. “Estamos parando em todos os estandes para que ele possa conhecer e se divertir. Este espaço está muito interativo, ele está amando e está sendo incrível. Ainda vamos ver outros estandes”, contou.
Já Lacione Maia destacou o caráter inovador. “As brincadeiras, a forma como estão expostas e os instrutores são perfeitos, têm muito jeito com criança.”
Outro ponto de destaque é a preocupação com a inclusão. Darcinete Oliveira ressaltou que este ano há mais opções voltadas para crianças atípicas.
“Nos outros anos não víamos tantas atividades direcionadas a essa necessidade. Agora encontramos jogos e materiais inclusivos que estimulam a participação delas. Isso mostra uma preocupação maior com a diversidade e torna o evento ainda mais especial.”
Impressão 3D é um dos atrativos do estande voltado para tecnologia e inovação. Foto: Clemerson Ribeiro/SecomImpressão 3D e cultura local
Os estandes de tecnologia também chamam atenção. Laurênio de Souza ficou impressionado com os personagens criados em impressão 3D.
“É como uma escultura, lembra trabalhos antigos, mas hoje está mais acessível e até possível de encomendar. É um avanço para nossas cidades, porque antes só víamos pela internet ou televisão, e agora temos a oportunidade de acompanhar ao vivo. O trabalho está muito bonito, parabéns aos organizadores.”
Rodrigo Gomes, expositor, destacou o sucesso dos chaveiros sensoriais e dos “dummys”. Além disso, sua empresa Juruá 3D tem produzido peças que valorizam a identidade local.
Empresas também apostaram em produtos que ressaltam a identidade de Cruzeiro do Sul. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom“Queremos explorar a cultura do Juruá e desenvolver peças personalizadas que representem a região. Já fizemos chaveiros com a Catedral, árvores, casas de farinha e até saquinhos de farinha e açaí. São elementos culturais que fortalecem nossa tradição e permitem que o visitante leve um presente único e representativo da cidade.”
Tiago Lucena, coordenador do Laboratório de Biologia Animal e fundador da startup Jabotec 3D, reforçou o caráter inovador.
“Este ano trouxemos a Jabotec 3D, especializada em produtos personalizados em impressão 3D. Transformamos elementos da cultura pop em objetos colecionáveis e também aplicamos a tecnologia em materiais didáticos, que tornam as salas de aula mais interativas. Já validamos resultados com aumento de até 60% nas notas dos alunos.”
Analice foi visitar a feira apenas para adquirir seus personagens preferidos. Foto: Clemerson Ribeiro/SecomEncanto para jovens
Analice do Nascimento, de 11 anos, ficou encantada com os espaços voltados para colecionadores.
“Estou começando a me apaixonar por essas figuras e vim preparada para adquirir algumas peças. Ontem comprei uma Hello Kitty e hoje levei um Pikachu. São produtos que remetem à infância e despertam muito interesse.”
Ela destacou que o evento é uma oportunidade para conhecer novidades e investir em itens que antes só acompanhava à distância. “É um espaço que atrai jovens e adultos, e que valoriza esse universo cultural de forma acessível.”
Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
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