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Capacitação promovida pelo Idaf reforça controle sanitário sobre nova regra do Guia de Trânsito de Subprodutos no Acre
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O governo do Acre, por meio do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Acre (Idaf) realizou, nos dias 28 e 29 de agosto, uma capacitação voltada a médicos veterinários, responsáveis técnicos (RTs) e estudantes da área sobre as novas diretrizes relacionadas à Guia de Trânsito de Subprodutos (GTS). O evento ocorreu no auditório do Idaf e teve como foco a implementação da Portaria nº 382/2025, publicada em 5 de agosto de 2025, com base na Portaria SDA/MAPA nº 871/2023, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).
Capacitação representa um passo importante para garantir que as ações sigam padrões rigorosos e consistentes. Foto: Fabiana Matos/IdafA nova regulamentação define regras para a emissão da GTS eletrônica (e-GTS) e para o transporte de subprodutos de origem animal não comestíveis, além de resíduos da atividade pecuária. A medida visa reforçar o controle sanitário, aumentar a segurança no trânsito desses materiais e alinhar o Acre às exigências sanitárias nacionais e internacionais.
Durante o treinamento, os participantes conheceram os procedimentos para credenciamento de profissionais e estabelecimentos emissores da GTS, além de detalhes sobre rotas permitidas, condições de transporte e penalidades em caso de descumprimento da norma.
Segundo Carolina Barquete, chefe da Divisão de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Dipoa) do Idaf, o novo sistema representa um avanço na vigilância sanitária no estado. “Estamos lidando com uma cadeia que, embora não envolva produtos comestíveis, impacta diretamente a saúde pública, o meio ambiente e o setor produtivo. A padronização do transporte desses resíduos é um avanço significativo para o controle sanitário no Acre”, afirmou.
A portaria também traz uma mudança importante: alguns produtos que antes exigiam o Certificado de Inspeção Sanitária – Modelo E (CIS-E) agora poderão ser transportados somente com nota fiscal.
Para o médico veterinário e RT da empresa Curtume Korobras, Marcos Aurélio Ribeiro, a capacitação é fundamental para o alinhamento entre os profissionais e os órgãos reguladores. “É sempre bom adquirir conhecimento. Estou aqui para entender as regras de documentação dos subprodutos, que saem com segurança do estado, sem causar riscos à sanidade do rebanho. Além do mais, isso garante que os produtos transportados estejam em conformidade com as exigências legais e sanitárias”, ressaltou.
O Idaf acredita que a atualização do sistema e a capacitação dos profissionais irão fortalecer a rastreabilidade dos subprodutos de origem animal e a biossegurança no trânsito agropecuário, contribuindo para a prevenção de doenças e impactos ambientais.
Medida está alinhada às normas do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Foto: Fabiana Matos/IdafAs novas diretrizes seguem o que estabelece o artigo 4º da Lei nº 1.283, de 1950, que permite a comercialização interestadual apenas de produtos provenientes de estabelecimentos com Serviço de Inspeção Federal (SIF), ou registrados no Serviço de Inspeção Estadual (SIE) e no Serviço de Inspeção Municipal (SIM) com adesão ao Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (SISBI-POA), que faz parte do Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária (Suasa), desde que constem no cadastro geral do referido sistema. Essa exigência se estende também a subprodutos usados como matéria-prima na produção de mastigáveis para animais.
Fonte: Governo AC
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Segurança pública intensifica ações em comunidades indígenas e fortalece segurança comunitária em Santa Rosa do Purus
A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública do Acre (Sejusp), por meio do programa Acre pela Vida e da Diretoria de Políticas Públicas de Segurança, Justiça e Integração Social (DIRPSJ), realizou ao longo de toda a semana, 13 a 18 uma série de ações em comunidades indígenas com o objetivo de fortalece segurança comunitária em Santa Rosa do Purus.

A agenda contou com atividades educativas, atendimentos sociais e iniciativas esportivas, com foco na aproximação entre o poder público e a população local. Entre os destaques, esteve a formatura de estudantes do Projeto Pequeno Brilhante, que atendeu alunos do 4º ao 7º ano de escolas do município, além da entrega de kits esportivos para incentivar práticas saudáveis entre crianças e jovens.

As ações reforçam a estratégia da Sejusp de integrar políticas de segurança com iniciativas sociais, ampliando a presença institucional em regiões de difícil acesso e promovendo cidadania de forma contínua e inclusiva. Para o secretário de Segurança Pública, José Américo Gaia, a presença do Estado em regiões de difícil acesso reforça o papel da segurança pública como instrumento de cidadania.

“Essas ações mostram que a segurança vai além do policiamento. Estamos promovendo inclusão, diálogo e oportunidades, principalmente em comunidades indígenas, respeitando suas especificidades e fortalecendo vínculos de confiança”, destacou.

Além das atividades com estudantes, a programação incluiu palestras direcionadas ao ensino fundamental, médio e à Educação de Jovens e Adultos (EJA), abordando temas como violência contra a mulher, tráfico de pessoas e contrabando de migrantes. Durante a permanência no município, a equipe também realizou atendimentos diretos, incluindo o acompanhamento de casos de migração e o suporte imediato a uma vítima de violência doméstica.

A coordenadora do programa Acre pela Vida, Francisca de Fátima, ressaltou o caráter preventivo e transformador das ações. “Trabalhar com a comunidade, especialmente em territórios indígenas, é essencial para construir uma cultura de paz. Quando levamos informação, esporte e apoio social, contribuímos diretamente para a prevenção da violência”, afirmou.

O cronograma também contemplou visitas técnicas e escuta ativa junto às comunidades locais e instituições públicas, com o objetivo de mapear demandas e orientar futuras políticas públicas. Nas aldeias, a equipe conheceu projetos esportivos indígenas, incluindo times femininos e masculinos, realizou palestras e entregou materiais esportivos.

A assessora da DIRPSJ, Hany Cruz de Armas, destacou a importância da aproximação com os povos tradicionais. “Estar presente nas aldeias, ouvir as lideranças e contribuir com ações concretas demonstra respeito e compromisso. A segurança pública precisa dialogar com a realidade de cada comunidade, especialmente no contexto indígena”, enfatizou.
Fonte: Governo AC
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