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Com robótica educacional, estudantes acreanos desenvolvem senso crítico e aprendem automação e programação

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Exercitar o senso crítico e despertar a curiosidade científica. Esse é o objetivo do Núcleo de Automação e Robótica Educacional (Nare), da Secretaria de Estado de Educação e Cultura (SEE), ao levar a robótica para as escolas públicas do estado.

Estudantes descobrem como sensores e circuitos podem resolver desafios do dia a dia, durante atividade do Núcleo de Automação e Robótica Educacional (Nare). Foto: Douglas Bocardi/SEE

De acordo com o professor André Lucas Domingos, a proposta é incentivar os estudantes a observarem os problemas do cotidiano e pensarem em soluções práticas por meio da tecnologia.

“Que eles pensem a robótica como uma ferramenta para resolver problemas reais da escola e da comunidade. Um exemplo: a merendeira precisa contar os alunos todos os dias. E se colocássemos um sensor para fazer isso automaticamente? Ou ainda um alarme simples para alertar sobre vazamento de gás. A ideia é essa, olhar para o entorno e propor soluções”, explicou.

O trabalho do Nare começa com exposições itinerantes de robótica, em que os estudantes conhecem diferentes equipamentos automatizados e interagem com os protótipos. Em seguida, os interessados podem se inscrever para oficinas de duas horas e, depois, para mini cursos com duração de dois meses, com encontros semanais no contraturno.

Professor André Lucas orienta alunos a pensar de forma crítica e usar a robótica como ferramenta para transformar a realidade escolar. Foto: Douglas Bocardi/SEE

Os alunos que mais se destacam seguem para o curso completo de robótica, com atividades práticas e montagem de circuitos e componentes reais. “A gente vai passo a passo. Eles começam nos simuladores gratuitos e, depois, já dominam o uso dos kits físicos sem danificar nada. O aprendizado é gradual, mas transforma completamente o modo como eles pensam”, destacou André.

Meninas na ciência

Um exemplo do impacto da robótica educacional está na Escola Raimundo Hermínio de Melo, em Rio Branco. Lá, cinco estudantes estão desenvolvendo um comedouro automático para animais, projeto batizado de Comedor Automático.

Alunas da Escola Raimundo Hermínio de Melo desenvolvem alimentador automatizado para animais, com apoio do Nare e parceria da Ufac. Foto: Douglas Bocardi/SEE

A iniciativa faz parte do Projeto Minas, uma parceria entre o Nare e a Universidade Federal do Acre (Ufac), que incentiva meninas — especialmente negras e indígenas do ensino fundamental e médio — a ingressarem em áreas como ciências exatas, engenharia e computação.

“Nosso principal objetivo é ajudar os cachorros de rua, mas também os domésticos. Às vezes o dono viaja, e o animal precisa continuar se alimentando. Queremos automatizar esse processo para garantir uma alimentação regular, mesmo sem ninguém por perto”, contou a estudante Khamily Rodrigues.

Estudantes se preparam para apresentar seus projetos de robótica na 11ª Mostra Viver Ciência, que será realizada na Escola Glória Perez, em Rio Branco. Foto: cedida

O professor André Lucas explica que o Núcleo atua como mentor técnico na prototipagem do alimentador automatizado: “Elas pensaram em um sistema com sensor que libera a ração quando o animal se aproxima. Trabalhamos juntos na montagem do aplicativo, no circuito e na estrutura física. Elas mesmas construíram as peças, usaram ferramentas e agora estão finalizando o protótipo”, disse.

Colaboração em vários estados

Aprovado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), o projeto de nível nacional conta com colaborações em vários estados, incluindo o Acre. “Queremos que meninas pretas, pardas e indígenas se envolvam mais com as ciências, tenham oportunidades e visualizem uma graduação futura”, destacou a professora Izarelly Barbosa, do curso de medicina veterinária da Ufac.

Além de Izarelly, o projeto é coordenado, em parceria com as professoras Ana Beatriz Alvarez, do curso de engenharia elétrica da Ufac, e Romilda Felisbino, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), que coordena o programa em nível nacional.

Projeto é desenvolvido com professores da Ufac e da Unifesp. Foto: cedida

As estudantes pretendem apresentar o projeto no Universo Vet, que será realizado em 27 e 28 de novembro, no Centro de Convenções da Ufac, e também na 11ª Mostra Viver Ciência, nos dias 26 e 27, na Escola Glória Perez. O grupo ainda inscreveu o projeto na Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace), promovida pela USP, que reúne talentos da educação básica de todo o país.

Fonte: Governo AC

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Expoacre Juruá transforma tecnologia e cultura em lazer inclusivo para famílias

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A Expoacre Juruá, em Cruzeiro do Sul, tem se destacado não apenas como vitrine agropecuária, mas também como espaço de inovação e lazer para toda a família. A Secretaria de Estado de Indústria, Ciência e Tecnologia do Acre (Seict) reuniu estandes voltados para crianças e jovens, com tecnologia, produtos em impressão 3D e atividades interativas que têm atraído grande público.

Espaço abrange jovens e crianças e é marcado por inclusão. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

O espaço kids é um dos pontos mais movimentados da feira, reunindo brincadeiras que vão de pintura corporal a experiências com óculos de realidade virtual. Para os pais, é uma oportunidade de lazer e entretenimento enquanto visitam a segunda maior feira agropecuária do estado.

Kethyla Shawãdawa, monitora do espaço, explica que as atividades são voltadas para o desenvolvimento de habilidades motoras e cognitivas, além de incluir tecnologia.

“Tem sido um espaço muito especial. As crianças participam de oficinas de escultura com balões, de miçangas e de materiais recicláveis, onde podem criar brinquedos. Também oferecemos brincadeiras voltadas para o desenvolvimento cognitivo e da coordenação motora, além de pintura facial. A grande novidade é a experiência com óculos de realidade virtual, que permite aos pais acompanhar o que seus filhos estão vivenciando”, disse.

Segundo ela, o espaço tem recebido grande movimento todas as noites, com muitos pais participando junto aos filhos. “Foi pensado com carinho para que as crianças tenham um ambiente acolhedor e cheio de descobertas.”

Miguel aproveita óculos de realidade virtual. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

Inovação e inclusão

A dentista Jamile Feijó, mãe de Miguel Machado, de 7 anos, aprovou a iniciativa. “Estamos parando em todos os estandes para que ele possa conhecer e se divertir. Este espaço está muito interativo, ele está amando e está sendo incrível. Ainda vamos ver outros estandes”, contou.

Já Lacione Maia destacou o caráter inovador. “As brincadeiras, a forma como estão expostas e os instrutores são perfeitos, têm muito jeito com criança.”

Outro ponto de destaque é a preocupação com a inclusão. Darcinete Oliveira ressaltou que este ano há mais opções voltadas para crianças atípicas.

“Nos outros anos não víamos tantas atividades direcionadas a essa necessidade. Agora encontramos jogos e materiais inclusivos que estimulam a participação delas. Isso mostra uma preocupação maior com a diversidade e torna o evento ainda mais especial.”

Impressão 3D é um dos atrativos do estande voltado para tecnologia e inovação. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

Impressão 3D e cultura local

Os estandes de tecnologia também chamam atenção. Laurênio de Souza ficou impressionado com os personagens criados em impressão 3D.

“É como uma escultura, lembra trabalhos antigos, mas hoje está mais acessível e até possível de encomendar. É um avanço para nossas cidades, porque antes só víamos pela internet ou televisão, e agora temos a oportunidade de acompanhar ao vivo. O trabalho está muito bonito, parabéns aos organizadores.”

Rodrigo Gomes, expositor, destacou o sucesso dos chaveiros sensoriais e dos “dummys”. Além disso, sua empresa Juruá 3D tem produzido peças que valorizam a identidade local.

Empresas também apostaram em produtos que ressaltam a identidade de Cruzeiro do Sul. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

“Queremos explorar a cultura do Juruá e desenvolver peças personalizadas que representem a região. Já fizemos chaveiros com a Catedral, árvores, casas de farinha e até saquinhos de farinha e açaí. São elementos culturais que fortalecem nossa tradição e permitem que o visitante leve um presente único e representativo da cidade.”

Tiago Lucena, coordenador do Laboratório de Biologia Animal e fundador da startup Jabotec 3D, reforçou o caráter inovador.

“Este ano trouxemos a Jabotec 3D, especializada em produtos personalizados em impressão 3D. Transformamos elementos da cultura pop em objetos colecionáveis e também aplicamos a tecnologia em materiais didáticos, que tornam as salas de aula mais interativas. Já validamos resultados com aumento de até 60% nas notas dos alunos.”

Analice foi visitar a feira apenas para adquirir seus personagens preferidos. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

Encanto para jovens

Analice do Nascimento, de 11 anos, ficou encantada com os espaços voltados para colecionadores.

“Estou começando a me apaixonar por essas figuras e vim preparada para adquirir algumas peças. Ontem comprei uma Hello Kitty e hoje levei um Pikachu. São produtos que remetem à infância e despertam muito interesse.”

Ela destacou que o evento é uma oportunidade para conhecer novidades e investir em itens que antes só acompanhava à distância. “É um espaço que atrai jovens e adultos, e que valoriza esse universo cultural de forma acessível.”

Fonte: Governo AC

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