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Comércio varejista registra aumento de 9,3% nos últimos 12 meses no Acre e fica acima da média nacional
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O Acre registrou uma alta de 9,3% nas vendas do comércio varejista nos últimos 12 meses, segundo dados divulgados nesta quinta-feira, 11, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado supera a média nacional, que ficou em 8%, e reforça o bom momento do setor no estado.
Obras fomentam e movimentam setor de construção, um dos que alavancaram as vendas. Foto: Cleiton Lopes/SecomAlém desse crescimento anual, o levantamento mostra que o varejo acreano também teve desempenho positivo em outras comparações:
- Entre junho e julho de 2025: aumento de 0,4%;
- Entre julho de 2024 e julho de 2025: alta de 6,7%;
- Acumulado de janeiro a julho de 2025: crescimento de 8,3%.
Varejo ampliado também em alta
O estudo do IBGE também analisou o chamado varejo ampliado, que inclui, além dos itens de consumo diário, setores como materiais de construção, veículos, motos e autopeças, áreas com maior impacto econômico. Nesse segmento, o Acre teve:
- Alta de 7,2% nos últimos 12 meses, acima da média nacional de 5,6%;
- Crescimento de 0,8% entre junho e julho;
- Aumento de 6,4% na comparação entre julho de 2024 e julho de 2025;
- Expansão de 6,6% no acumulado do ano.
O comércio varejista funciona como um termômetro da economia. Quando as vendas crescem, é sinal de que há mais consumo, mais empregos e mais circulação de renda. Já as quedas podem indicar perda de poder de compra ou necessidade de medidas de estímulo. Esses dados ajudam o governo a planejar ações específicas, como:
- Incentivos ao crédito rural e urbano;
- Apoio a feiras e capacitação de empreendedores;
- Investimentos em infraestrutura.
No Acre, por exemplo, o crescimento nas vendas de materiais de construção pode indicar aquecimento no setor imobiliário ou avanço de obras públicas. Com essas informações, o estado pode estimular pequenos negócios em áreas com maior demanda, como farmácias em bairros urbanos ou lojas de insumos agrícolas na zona rural.
Empresas e investidores também usam esses indicadores para decidir onde abrir lojas, centros de distribuição ou fábricas. Um varejo ampliado forte pode atrair grandes redes e gerar novas oportunidades para a população.
Governador destaca que números são resultado de um elo entre governo e setor privado e cria ambiente de oportunidades. Foto: José Caminha/SecomUm estado mais forte
O governador Gladson Camelí afirmou que os números positivos do varejo, especialmente do varejo ampliado, refletem um Acre em processo de reinvenção. Segundo ele, esses dados mostram que a economia do estado está ativa e que o setor privado tem desempenhado um papel essencial nesse avanço.
“Desde o início da nossa gestão, temos trabalhado para criar um ambiente favorável ao empreendedorismo, com menos burocracia, mais crédito e apoio técnico. A parceria com instituições como o Sebrae tem sido estratégica para capacitar nossos micro e pequenos empresários, gerar emprego e renda, e fazer com que o desenvolvimento chegue em todas as regiões do estado”, frisou.
Gladson diz que a orientação dada à toda a equipe é fortalecer quem produz, investe e quem acredita no estado. “Acredito que o setor privado é um elo indispensável com o poder público. Quando caminhamos juntos, conseguimos transformar boas ideias em ações concretas. Vamos continuar investindo em infraestrutura, inovação e capacitação. O Acre tem potencial, tem talento, e tem vontade de crescer. E é com essa união entre governo e iniciativa privada que vamos construir um estado mais forte, justo e sustentável para todos.”
Fonte: Governo AC
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Expoacre Juruá transforma tecnologia e cultura em lazer inclusivo para famílias
A Expoacre Juruá, em Cruzeiro do Sul, tem se destacado não apenas como vitrine agropecuária, mas também como espaço de inovação e lazer para toda a família. A Secretaria de Estado de Indústria, Ciência e Tecnologia do Acre (Seict) reuniu estandes voltados para crianças e jovens, com tecnologia, produtos em impressão 3D e atividades interativas que têm atraído grande público.
Espaço abrange jovens e crianças e é marcado por inclusão. Foto: Clemerson Ribeiro/SecomO espaço kids é um dos pontos mais movimentados da feira, reunindo brincadeiras que vão de pintura corporal a experiências com óculos de realidade virtual. Para os pais, é uma oportunidade de lazer e entretenimento enquanto visitam a segunda maior feira agropecuária do estado.
Kethyla Shawãdawa, monitora do espaço, explica que as atividades são voltadas para o desenvolvimento de habilidades motoras e cognitivas, além de incluir tecnologia.
“Tem sido um espaço muito especial. As crianças participam de oficinas de escultura com balões, de miçangas e de materiais recicláveis, onde podem criar brinquedos. Também oferecemos brincadeiras voltadas para o desenvolvimento cognitivo e da coordenação motora, além de pintura facial. A grande novidade é a experiência com óculos de realidade virtual, que permite aos pais acompanhar o que seus filhos estão vivenciando”, disse.
Segundo ela, o espaço tem recebido grande movimento todas as noites, com muitos pais participando junto aos filhos. “Foi pensado com carinho para que as crianças tenham um ambiente acolhedor e cheio de descobertas.”
Miguel aproveita óculos de realidade virtual. Foto: Clemerson Ribeiro/SecomInovação e inclusão
A dentista Jamile Feijó, mãe de Miguel Machado, de 7 anos, aprovou a iniciativa. “Estamos parando em todos os estandes para que ele possa conhecer e se divertir. Este espaço está muito interativo, ele está amando e está sendo incrível. Ainda vamos ver outros estandes”, contou.
Já Lacione Maia destacou o caráter inovador. “As brincadeiras, a forma como estão expostas e os instrutores são perfeitos, têm muito jeito com criança.”
Outro ponto de destaque é a preocupação com a inclusão. Darcinete Oliveira ressaltou que este ano há mais opções voltadas para crianças atípicas.
“Nos outros anos não víamos tantas atividades direcionadas a essa necessidade. Agora encontramos jogos e materiais inclusivos que estimulam a participação delas. Isso mostra uma preocupação maior com a diversidade e torna o evento ainda mais especial.”
Impressão 3D é um dos atrativos do estande voltado para tecnologia e inovação. Foto: Clemerson Ribeiro/SecomImpressão 3D e cultura local
Os estandes de tecnologia também chamam atenção. Laurênio de Souza ficou impressionado com os personagens criados em impressão 3D.
“É como uma escultura, lembra trabalhos antigos, mas hoje está mais acessível e até possível de encomendar. É um avanço para nossas cidades, porque antes só víamos pela internet ou televisão, e agora temos a oportunidade de acompanhar ao vivo. O trabalho está muito bonito, parabéns aos organizadores.”
Rodrigo Gomes, expositor, destacou o sucesso dos chaveiros sensoriais e dos “dummys”. Além disso, sua empresa Juruá 3D tem produzido peças que valorizam a identidade local.
Empresas também apostaram em produtos que ressaltam a identidade de Cruzeiro do Sul. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom“Queremos explorar a cultura do Juruá e desenvolver peças personalizadas que representem a região. Já fizemos chaveiros com a Catedral, árvores, casas de farinha e até saquinhos de farinha e açaí. São elementos culturais que fortalecem nossa tradição e permitem que o visitante leve um presente único e representativo da cidade.”
Tiago Lucena, coordenador do Laboratório de Biologia Animal e fundador da startup Jabotec 3D, reforçou o caráter inovador.
“Este ano trouxemos a Jabotec 3D, especializada em produtos personalizados em impressão 3D. Transformamos elementos da cultura pop em objetos colecionáveis e também aplicamos a tecnologia em materiais didáticos, que tornam as salas de aula mais interativas. Já validamos resultados com aumento de até 60% nas notas dos alunos.”
Analice foi visitar a feira apenas para adquirir seus personagens preferidos. Foto: Clemerson Ribeiro/SecomEncanto para jovens
Analice do Nascimento, de 11 anos, ficou encantada com os espaços voltados para colecionadores.
“Estou começando a me apaixonar por essas figuras e vim preparada para adquirir algumas peças. Ontem comprei uma Hello Kitty e hoje levei um Pikachu. São produtos que remetem à infância e despertam muito interesse.”
Ela destacou que o evento é uma oportunidade para conhecer novidades e investir em itens que antes só acompanhava à distância. “É um espaço que atrai jovens e adultos, e que valoriza esse universo cultural de forma acessível.”
Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
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