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Delegacia de Homicídios do Acre registra maior produtividade de inquéritos dos últimos seis anos no primeiro trimestre de 2026

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A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Polícia Civil do Acre (PCAC) apresentou, nesta terça-feira, 28, um balanço estatístico detalhado referente ao primeiro trimestre de 2026. Os números revelam um cenário de alta produtividade e eficiência investigativa, com recordes na conclusão de procedimentos e um salto expressivo no número de indiciamentos em comparação aos anos anteriores.

Foram 52 inquéritos concluídos e 62 indiciamentos: DHPP inicia 2026 com a maior produtividade dos últimos anos. Foto: arquivo/PCAC

De janeiro a março de 2026, a especializada conseguiu relatar e concluir 52 inquéritos policiais, atingindo a maior marca dos últimos seis anos. O volume de casos finalizados representa um aumento de 40% em relação ao mesmo período de 2025. Esse desempenho reflete diretamente na responsabilização criminal: 62 pessoas foram indiciadas neste trimestre, o maior número registrado nos últimos cinco anos, configurando um aumento de 170% em comparação ao ano passado.

Enquanto a conclusão de casos subiu, o número de novos inquéritos instaurados apresentou queda. Foram abertos 21 procedimentos no trimestre, a menor média dos últimos três anos e uma redução de 47,50% comparado a 2025.

Às vésperas de completar 10 anos, DHPP atinge marco histórico na produtividade e reforça seu papel na segurança pública. Foto: Emerson Lima/ PCAC

Atualmente, a DHPP trabalha na gestão de um passivo de 435 Inquéritos Policiais (sem contabilizar os oriundos de outras delegacias). Vale ressaltar que, desde abril de 2022, a unidade acumulou também a atribuição de investigar homicídios tentados, o que aumentou a complexidade do fluxo de trabalho em relação ao período entre 2019 e 2021.

No campo das medidas cautelares, a DHPP manteve um ritmo constante. No primeiro trimestre, foram produzidas 12 representações judiciais e cumpridos 9 mandados de busca e apreensão. No que tange às prisões, a delegacia efetuou 18 capturas no total, sendo 11 por mandados de prisão e 7 em flagrante delito, mantendo a média operacional dos últimos dois anos.

“Os números mostram uma investigação mais robusta e eficaz”, destacou o delegado Alcino Ferreira Júnior sobre o recorde de produtividade da DHPP em 2026. Foto: arquivo pessoal

“Os números deste primeiro trimestre de 2026 são reflexo de um esforço concentrado em dar resolutividade aos procedimentos. Alcançar o maior volume de inquéritos relatados dos últimos seis anos e um aumento de 170% nos indiciamentos demonstra que nossa investigação está mais robusta e eficaz. Inaugurada em 2016, a DHPP consolidou-se como peça fundamental na segurança pública, e mesmo com o aumento de atribuições nos últimos anos, estamos conseguindo reduzir a impunidade e entregar respostas concretas às famílias e à sociedade.”

Inaugurada em 27 de julho de 2016, a Delegacia de Homicídios completa uma década de atuação este ano, consolidando um modelo de investigação especializada que se tornou referência no combate aos crimes contra a vida no estado do Acre.

Fonte: Governo AC

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Governo do Acre participa de mesa de diálogo sobre implementação da Lei do Letramento Racial

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Reforçando o compromisso do governo do Acre com a promoção de políticas de igualdade racial, a Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH) participou, nesta sexta-feira, 19, da Mesa de Diálogo para Implementação da Lei Estadual nº 4.328/2024, que institui o letramento racial e de gênero nos órgãos públicos estaduais e a assinatura de termo de compromisso.

Encontro foi marcado pela presença de instituições, entidades e organizações da sociedade civil. Foto: Deyse Cruz-Noronha/SEASDH

O encontro foi realizado no plenário do Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE) e reuniu representantes de instituições públicas das áreas de saúde, educação, segurança pública, assistência social, além de entidades, associações, conselhos e movimentos sociais.

Durante a solenidade, o secretário de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos, João Paulo Silva, destacou o compromisso da pasta com a promoção da igualdade racial e o apoio do governo à implementação da legislação.

João Paulo Silva assinou termo de compromisso, garantindo a execução da lei de letramento. Foto: Deyse Cruz-Noronha/SEASDH

“Em nome do governo do Estado do Acre e da governadora Mailza Assis, asseguro que as políticas afirmativas, o diálogo, a construção coletiva e o fortalecimento das ações voltadas à igualdade racial terão sempre o apoio da SEASDH. Estamos à disposição para somar forças com esta equipe técnica maravilhosa, que já realiza um trabalho tão importante”, afirmou.

A Lei nº 4.328/2024 estabelece a realização obrigatória de, no mínimo, 20 horas de letramento presencial sobre raça, gênero, etnia e diversidade para gestores públicos e ocupantes de cargos comissionados, com o objetivo de qualificar servidores e fortalecer a promoção da equidade na administração pública estadual.

Almerinda Cunha falou sobre a importância da lei e o preconceito que pessoas negras convivem no dia a dia. Foto: Deyse Cruz-Noronha/SEASDH

Representando a Associação de Mulheres Negras do Acre, Almerinda Cunha enfatizou que o enfrentamento ao racismo passa pela educação e pelo diálogo.

“Se pararmos para pensar, todos nós fomos educados dentro de uma sociedade racista. Fomos educados para reproduzir preconceitos, discriminar o diferente e julgar o outro. Essa foi a formação social que recebemos ao longo da vida. Para desconstruir isso, são necessários momentos como este: espaços de reflexão, de escuta e de diálogo. Precisamos ouvir a dor do outro, compreender suas razões e entender que todos nós somos seres humanos, portadores dos mesmos direitos constitucionais”, relatou.

Conselheira do TCE, Naluh Gouveia, destacou a importância da lei. Foto: Deyse Cruz-Noronha/SEASDH

A conselheira do Tribunal de Contas do Estado, Naluh Gouveia, ressaltou que a implementação da lei representa um momento histórico para o Acre.

“Hoje é um dia de felicidade. É motivo de alegria ver que o Estado do Acre quer se capacitar, quer enxergar as pessoas, mas, acima de tudo, quer acolhê-las. A palavra ‘letramento’ é extremamente importante. O que nós precisamos é de um verdadeiro letramento”, afirmou.

As ações previstas na legislação são direcionadas aos servidores do TCE e do Ministério Público de Contas (MPC), gestores e servidores estaduais, órgãos de controle e fiscalização, conselhos de políticas públicas, movimentos sociais e à sociedade em geral.

Presidente do conselho de Promoção da Igualdade Racial. Foto: Deyse Cruz-Noronha/SEASDH

Já a presidente do Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial (Coepir), Gorete Pinto, explicou que a legislação é resultado da mobilização do movimento negro acreano.

“Ela foi construída por muitas mãos e nasceu da necessidade do movimento negro de fazer com que as autoridades e toda a sociedade acreana compreendam que o racismo é estrutural, que ele permeia toda a nossa sociedade e, consequentemente, também está presente na realidade do Acre”, concluiu.

Também firmaram compromisso com a implementação da lei representantes das secretarias de Estado da Educação (SEE), da Saúde (Sesacre), de Governo (Segov), da Mulher (Semulher), da Justiça e Segurança Pública (Sejusp), além do Corpo de Bombeiros Militar e da Polícia Militar do Acre.

Membros de órgãos públicos formaram compromisso para execução de políticas públicas. Foto: Deyse Cruz-Noronha/SEASDH

O secretário de Governo, Luiz Calixto, pontuou que a execução da lei é plenamente viável em todas as secretarias e órgãos estaduais.

“Tenho convicção de que esta lei vai se consolidar, porque todos nós, gestores públicos, seremos cobrados pela oferta desses cursos e pela sua efetiva implementação”, destacou.

A iniciativa contribui para o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), especialmente o ODS 5 – Igualdade de Gênero, o ODS 10 – Redução das Desigualdades e o ODS 18 – Igualdade Étnico-Racial.

Compromisso

As autoridades signatárias comprometeram-se a implementar integralmente a legislação em seus respectivos órgãos; garantir recursos e infraestrutura para a realização do letramento presencial de 20 horas; cumprir as metas e os prazos definidos para regulamentação e fiscalização da lei; inserir o letramento sobre igualdade racial, de gênero e diversidade como eixo estratégico do desenvolvimento institucional; promover ambientes de trabalho inclusivos e livres de violência; instituir o Comitê de Acompanhamento da Implementação da Lei; e manter diálogo permanente com os movimentos sociais, fortalecendo o controle social e o monitoramento das ações desenvolvidas.

Fonte: Governo AC

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