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Educação do Acre e Ieptec ofertam cursos de qualificação profissional a estudantes da EJA
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A Secretaria de Estado de Educação e Cultura (SEE) e o Instituto Estadual de Educação Profissional e Tecnológica do Acre (Ieptec), estão ofertando cursos de qualificação profissional para os estudantes da Educação de Jovens e Adultos (EJA). A iniciativa atende escolas das cinco regionais do estado.
Entre os cursos ofertados estão os de agricultor orgânico, almoxarife, auxiliar de agropecuária, barbeiro, corte e costura, frentista, mecânico de refrigeração e climatização residencial, operador de computador, operador de supermercado, recepcionista e salgadeiro.
Alunos da EJA realizam visitas técnicas em uma rede de supermercado como parte da aprendizagem. Foto: Mardilson Gomes/SEEParte da oferta desses cursos ocorre ainda nas unidades prisionais de Rio Branco e Senador Guiomard, ampliando o acesso à qualificação profissional também às pessoas privadas de liberdade.
A primeira oferta de cursos dessa parceria entre a SEE e o Ieptec ocorreu exatamente no segundo semestre de 2024, quando foram atendidos 1.007 estudantes distribuídos em 61 turmas, em 14 municípios, o que representou, naquele momento, 13,3% das matrículas da modalidade no período.
Já em 2025 houve uma ampliação para 3.170 estudantes atendidos ao longo do ano, correspondendo a 22,7% do total de matrículas da EJA. No primeiro semestre de 2026, a política segue sendo executada em 11 municípios, com 31 turmas e 662 estudantes matriculados.
Alunos visitaram diversos setores para conhecer o funcionamento de um supermercado. Foto: Mardilson Gomes/SEEEm 2026, com a publicação da Resolução CNE/CEB nº 3 de 2025, que estabelece novas diretrizes nacionais para a EJA, a oferta de qualificação profissional passou a ser direcionada exclusivamente às turmas do 2º segmento da modalidade.
De acordo com o chefe do departamento da EJA da SEE, professor Jessé Dantas, com a adequação das novas diretrizes, os resultados alcançados desde 2024 demonstram os avanços no fortalecimento da articulação entre a SEE, por meio da EJA, e o o Ieptec.
Professora Sarah Queiroz acompanhou os alunos durante as atividades. Foto: Mardilson Gomes/SEE“Essa parceria tem contribuído para o cumprimento da meta 10 do Plano Nacional de Educação (PNE), que prevê a oferta mínima de 25% das matrículas da nossa modalidade de forma integrada à educação profissional”, afirmou.
De acordo com o professor Ramsés Reis, coordenador da EJA do Ieptec, o curso faz parte das disciplinas ofertadas, onde os alunos escolhem o curso que desejam fazer. “Cada curso tem em média 200 horas/aulas e o aluno recebe um incentivo de dois reais por hora/aula, podendo receber, nesse caso, até 400 reais”, explicou.
Gratificante
Os alunos da EJA que fazem os cursos do Ieptec são acompanhados por um mediador. Quem faz o curso de operador de supermercado é acompanhado pela professora Sarah Queiroz, para quem trabalhar com os alunos da EJA do Centro de Educação de Jovens e Adultos (Ceja) é “gratificante”.
O curso, segundo ela, capacita os alunos para trabalhar em diversas áreas de um supermercado. “A gente prepara esses alunos para o mercado de trabalho, então, nessas visitas técnicas, eles conhecem várias áreas de um supermercado, aprendem a ter postura, organização de mercadorias e ética profissional”, explicou.
Rafael Dutra, do Ceja: “Quero trabalhar nesta área”. Foto: Mardilson Gomes/SEEEntre os alunos do curso de operador de supermercado, Rafael Dutra da Silva está no segundo módulo do ensino médio no Ceja. “Está sendo muito bom aprender uma profissão e pretendo, depois que concluir o curso, trabalhar em um supermercado”, faz questão de dizer.
Outra aluna do curso de operador de supermercado é Ketlen Gomes da Silva, também do segundo módulo da EJA. “Esse curso de operador de supermercado está atendendo muito bem as minhas expectativas e essa é a primeira visita técnica que estou realizando”, conta a jovem.
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Expoacre Juruá transforma tecnologia e cultura em lazer inclusivo para famílias
A Expoacre Juruá, em Cruzeiro do Sul, tem se destacado não apenas como vitrine agropecuária, mas também como espaço de inovação e lazer para toda a família. A Secretaria de Estado de Indústria, Ciência e Tecnologia do Acre (Seict) reuniu estandes voltados para crianças e jovens, com tecnologia, produtos em impressão 3D e atividades interativas que têm atraído grande público.
Espaço abrange jovens e crianças e é marcado por inclusão. Foto: Clemerson Ribeiro/SecomO espaço kids é um dos pontos mais movimentados da feira, reunindo brincadeiras que vão de pintura corporal a experiências com óculos de realidade virtual. Para os pais, é uma oportunidade de lazer e entretenimento enquanto visitam a segunda maior feira agropecuária do estado.
Kethyla Shawãdawa, monitora do espaço, explica que as atividades são voltadas para o desenvolvimento de habilidades motoras e cognitivas, além de incluir tecnologia.
“Tem sido um espaço muito especial. As crianças participam de oficinas de escultura com balões, de miçangas e de materiais recicláveis, onde podem criar brinquedos. Também oferecemos brincadeiras voltadas para o desenvolvimento cognitivo e da coordenação motora, além de pintura facial. A grande novidade é a experiência com óculos de realidade virtual, que permite aos pais acompanhar o que seus filhos estão vivenciando”, disse.
Segundo ela, o espaço tem recebido grande movimento todas as noites, com muitos pais participando junto aos filhos. “Foi pensado com carinho para que as crianças tenham um ambiente acolhedor e cheio de descobertas.”
Miguel aproveita óculos de realidade virtual. Foto: Clemerson Ribeiro/SecomInovação e inclusão
A dentista Jamile Feijó, mãe de Miguel Machado, de 7 anos, aprovou a iniciativa. “Estamos parando em todos os estandes para que ele possa conhecer e se divertir. Este espaço está muito interativo, ele está amando e está sendo incrível. Ainda vamos ver outros estandes”, contou.
Já Lacione Maia destacou o caráter inovador. “As brincadeiras, a forma como estão expostas e os instrutores são perfeitos, têm muito jeito com criança.”
Outro ponto de destaque é a preocupação com a inclusão. Darcinete Oliveira ressaltou que este ano há mais opções voltadas para crianças atípicas.
“Nos outros anos não víamos tantas atividades direcionadas a essa necessidade. Agora encontramos jogos e materiais inclusivos que estimulam a participação delas. Isso mostra uma preocupação maior com a diversidade e torna o evento ainda mais especial.”
Impressão 3D é um dos atrativos do estande voltado para tecnologia e inovação. Foto: Clemerson Ribeiro/SecomImpressão 3D e cultura local
Os estandes de tecnologia também chamam atenção. Laurênio de Souza ficou impressionado com os personagens criados em impressão 3D.
“É como uma escultura, lembra trabalhos antigos, mas hoje está mais acessível e até possível de encomendar. É um avanço para nossas cidades, porque antes só víamos pela internet ou televisão, e agora temos a oportunidade de acompanhar ao vivo. O trabalho está muito bonito, parabéns aos organizadores.”
Rodrigo Gomes, expositor, destacou o sucesso dos chaveiros sensoriais e dos “dummys”. Além disso, sua empresa Juruá 3D tem produzido peças que valorizam a identidade local.
Empresas também apostaram em produtos que ressaltam a identidade de Cruzeiro do Sul. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom“Queremos explorar a cultura do Juruá e desenvolver peças personalizadas que representem a região. Já fizemos chaveiros com a Catedral, árvores, casas de farinha e até saquinhos de farinha e açaí. São elementos culturais que fortalecem nossa tradição e permitem que o visitante leve um presente único e representativo da cidade.”
Tiago Lucena, coordenador do Laboratório de Biologia Animal e fundador da startup Jabotec 3D, reforçou o caráter inovador.
“Este ano trouxemos a Jabotec 3D, especializada em produtos personalizados em impressão 3D. Transformamos elementos da cultura pop em objetos colecionáveis e também aplicamos a tecnologia em materiais didáticos, que tornam as salas de aula mais interativas. Já validamos resultados com aumento de até 60% nas notas dos alunos.”
Analice foi visitar a feira apenas para adquirir seus personagens preferidos. Foto: Clemerson Ribeiro/SecomEncanto para jovens
Analice do Nascimento, de 11 anos, ficou encantada com os espaços voltados para colecionadores.
“Estou começando a me apaixonar por essas figuras e vim preparada para adquirir algumas peças. Ontem comprei uma Hello Kitty e hoje levei um Pikachu. São produtos que remetem à infância e despertam muito interesse.”
Ela destacou que o evento é uma oportunidade para conhecer novidades e investir em itens que antes só acompanhava à distância. “É um espaço que atrai jovens e adultos, e que valoriza esse universo cultural de forma acessível.”
Mardilson Gomes/SEE
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Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
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