ACRE
Acre fortalece cultura de paz nas escolas com curso inédito e sistema integrado de segurança
ACRE
O governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado de Educação e Cultura (SEE), realizou nesta terça-feira, 3, em Rio Branco, a aula inaugural do Curso Gestão dos Problemas de Convivência na Escola. A formação é oferecida em parceria com a Universidade Federal do Acre (Ufac) e contempla gestores de escolas urbanas e do campo em todo o estado.
Aula inaugural do Curso Gestão dos Problemas de Convivência na Escola reúne gestores de todo o estado. Foto: Cássia Veras/SEEA iniciativa integra um conjunto de ações estruturantes voltadas à prevenção da violência e à promoção de uma convivência mais segura na rede estadual. Nesta semana, o Acre também recebe representantes da rede estadual de ensino de São Paulo, que vieram conhecer de perto as estratégias desenvolvidas pelo Estado na área de segurança escolar.
Observatório de Segurança Escolar é referência nacional
De acordo com o secretário adjunto de Administração e Finanças da SEE, Reginaldo Prates, o Acre saiu na frente ao criar um Departamento de Segurança Escolar e instituir, por decreto, o Observatório de Segurança Escolar, com atuação interinstitucional e comunitária.
“Criamos um departamento pioneiro. Nem todos os estados têm uma estrutura específica para trabalhar a segurança no ambiente escolar. Essa articulação com toda a rede de proteção fortalece nossa ação”, destacou.
Parceria entre governo do Acre e Ufac garante formação técnica e continuada para gestores escolares. Prevenção começa com preparo. Foto: Cássia Veras/SEEO Observatório tem sede na própria Secretaria de Educação e atua com duas comissões: uma executiva e outra técnica, envolvendo instituições como Secretaria de Justiça e Segurança Pública, Polícia Militar, Polícia Civil e Ministério Público. O objetivo é planejar ações a partir das notificações recebidas das escolas.
A chefe do Departamento de Segurança Escolar, Milla de Oliveira, explicou que a secretaria é o ponto focal do programa federal Escola que Protege no estado e atua com base em três pilares: governança interinstitucional, dados e monitoramento.
Entre os avanços está a implantação de um sistema próprio de registro de ocorrências, integrado ao Sistema Atena, da SEE. Nele, gestores poderão notificar casos como bullying, cyberbullying, assédio moral, assédio sexual e outras violações de direitos. A partir do registro, a rede de proteção é acionada para dar resposta célere e adequada.
“O Observatório de Segurança Escolar organiza fluxos, protocolos e monitoramento das ocorrências. A resposta precisa ser rápida, integrada e eficiente”, disse Milla. Foto: Iasmyne Sampaio/SEE“O observatório elabora fluxos e protocolos de encaminhamento. Quando a situação ultrapassa a competência pedagógica da escola, é essencial acionar a rede. Precisamos agir em tempo hábil para proteger nossos estudantes”, ressaltou Milla.
Curso permanente para fortalecer a prevenção
A formação Gestão dos Problemas de Convivência na Escola será permanente e destinada a gestores e coordenadores de ensino. O curso terá duração aproximada de dois anos, com seis módulos em formato híbrido — parte presencial e parte a distância.
Ao final, cada gestor deverá apresentar um plano de gestão de convivência escolar, com foco em prevenção, comunicação não violenta, escuta ativa, empatia e cultura de paz. Segundo o coordenador do curso pela Ufac, Igo Barreto, a proposta é atuar antes que os conflitos evoluam para situações graves.
Rede estadual fortalece protocolos de atendimento e articulação com Ministério Público, polícias e demais instituições parceiras. Foto: Cássia Veras/SEE“Vamos trabalhar tudo aquilo que antecede a violência: indisciplina, incivilidade, bullying, cyberbullying. Quando não tratados adequadamente, esses conflitos podem resultar em violência grave. O foco é prevenir para que a violência não se instale”, afirmou.
Serão seis polos de formação: Rio Branco, Plácido de Castro, Brasileia, Sena Madureira, Tarauacá e Cruzeiro do Sul, reunindo municípios vizinhos. O primeiro módulo presencial terá início no dia 16 de março.
Experiência do Acre desperta interesse de São Paulo
A comitiva paulista conheceu escolas da rede estadual e o funcionamento do Observatório de Segurança Escolar. A visita foi motivada por um encontro no Ministério da Educação, onde o modelo acreano foi apresentado como referência em integração da rede protetiva.
A titular da Diretoria de Clima, Convivência e Proteção Escolar da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, Daniela Quirino, destacou a importância da governança articulada implementada no Acre.
“Viemos conhecer de perto a experiência do Acre na integração da rede protetiva. É um modelo que demonstra organização, compromisso e governança”, disse a diretora Daniela Quirino. Foto: Iasmyne Sampaio/SEE“O que nos trouxe aqui foi entender como essa intersetorialidade acontece de maneira tão organizada. A escola é parte da rede de proteção e precisa atuar de forma integrada com os demais órgãos. É possível implantar algo semelhante em São Paulo, respeitando a dimensão da nossa rede”, afirmou.
Daniela também ressaltou a atuação dos gestores escolares como fator determinante para o sucesso das ações. “Ter um gestor que conhece seu território, que compreende a realidade do estudante e que se posiciona como adulto da relação faz toda a diferença”, avaliou.
Segurança, acolhimento e aprendizagem
Para a gestora Alissandra Maria de Araújo, da Escola Raimundo Hermínio de Melo, da capital, a criação do sistema de acionamento rápido e a formação continuada trazem mais segurança para quem está na linha de frente: “Muitas vezes nos sentimos inseguros diante das situações que chegam à escola. Participar desse curso e saber que podemos acionar a rede de proteção nos dá mais tranquilidade. Percebemos que não estamos sozinhos”.
Fonte: Governo AC
ACRE
Segurança pública intensifica ações em comunidades indígenas e fortalece segurança comunitária em Santa Rosa do Purus
A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública do Acre (Sejusp), por meio do programa Acre pela Vida e da Diretoria de Políticas Públicas de Segurança, Justiça e Integração Social (DIRPSJ), realizou ao longo de toda a semana, 13 a 18 uma série de ações em comunidades indígenas com o objetivo de fortalece segurança comunitária em Santa Rosa do Purus.

A agenda contou com atividades educativas, atendimentos sociais e iniciativas esportivas, com foco na aproximação entre o poder público e a população local. Entre os destaques, esteve a formatura de estudantes do Projeto Pequeno Brilhante, que atendeu alunos do 4º ao 7º ano de escolas do município, além da entrega de kits esportivos para incentivar práticas saudáveis entre crianças e jovens.

As ações reforçam a estratégia da Sejusp de integrar políticas de segurança com iniciativas sociais, ampliando a presença institucional em regiões de difícil acesso e promovendo cidadania de forma contínua e inclusiva. Para o secretário de Segurança Pública, José Américo Gaia, a presença do Estado em regiões de difícil acesso reforça o papel da segurança pública como instrumento de cidadania.

“Essas ações mostram que a segurança vai além do policiamento. Estamos promovendo inclusão, diálogo e oportunidades, principalmente em comunidades indígenas, respeitando suas especificidades e fortalecendo vínculos de confiança”, destacou.

Além das atividades com estudantes, a programação incluiu palestras direcionadas ao ensino fundamental, médio e à Educação de Jovens e Adultos (EJA), abordando temas como violência contra a mulher, tráfico de pessoas e contrabando de migrantes. Durante a permanência no município, a equipe também realizou atendimentos diretos, incluindo o acompanhamento de casos de migração e o suporte imediato a uma vítima de violência doméstica.

A coordenadora do programa Acre pela Vida, Francisca de Fátima, ressaltou o caráter preventivo e transformador das ações. “Trabalhar com a comunidade, especialmente em territórios indígenas, é essencial para construir uma cultura de paz. Quando levamos informação, esporte e apoio social, contribuímos diretamente para a prevenção da violência”, afirmou.

O cronograma também contemplou visitas técnicas e escuta ativa junto às comunidades locais e instituições públicas, com o objetivo de mapear demandas e orientar futuras políticas públicas. Nas aldeias, a equipe conheceu projetos esportivos indígenas, incluindo times femininos e masculinos, realizou palestras e entregou materiais esportivos.

A assessora da DIRPSJ, Hany Cruz de Armas, destacou a importância da aproximação com os povos tradicionais. “Estar presente nas aldeias, ouvir as lideranças e contribuir com ações concretas demonstra respeito e compromisso. A segurança pública precisa dialogar com a realidade de cada comunidade, especialmente no contexto indígena”, enfatizou.
Fonte: Governo AC
-
ACRE6 dias atrásGoverno presta assistência a famílias atingidas por forte chuva em Rio Branco
-
ACRE5 dias atrásCom ações coordenadas, órgãos ambientais se reúnem para definir metas e acelerar o desenvolvimento sustentável no Acre
-
ACRE5 dias atrásGoverno do Estado garante apoio a famílias atingidas por enxurrada na Baixada da Sobral
-
ACRE7 dias atrásEstado investe R$ 8,5 milhões, supera desafios logísticos e inicia ano letivo da educação indígena
-
POLÍTICA7 dias atrásManoel Moraes destaca alcance social do Detran e destaca respeito entre governo e parlamento
-
POLÍTICA6 dias atrásMaria Antônia pede recuperação da BR-317, alerta para avanço da hanseníase e destaca revitalização do Parque da Maternidade
-
ACRE6 dias atrásNovo chefe da Polícia Civil do Acre, Pedro Buzolin é entrevistado no GovCast
-
POLÍTICA6 dias atrásPedro Longo destaca aprovação unânime de Mario Sérgio ao TCE e elogia revisão de projeto do Acreprevidência

