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Educação promove podcast ‘Educar para Proteger’ para debater violência sexual contra crianças e adolescentes
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Gestores e educadores de todo o Acre puderam acompanhar na tarde desta terça-feira, 9, o podcast ‘Educar para Proteger’, promovido pela Secretaria de Estado de Educação e Cultura (SEE), com o objetivo de debater com agentes da educação a violência sexual contra crianças e adolescentes e conscientizar sobre o tema.
A ação, realizada por meio do Departamento de Formação e Assistência Educacional (Defae) e da Divisão de Educação em Direitos Humanos e Diversidade (DIEDHD), é importante, pois orienta e conduz os agentes de educação para a proteção integral das crianças e adolescentes, entendendo o que é e como identificar a violência.

Mediadora da conversa, Soraya do Nascimento Alves, assessora pedagógica da SEE e responsável pela pasta de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente, diz que orientar educadores e gestores é importante, pois a escola, como um ambiente em que os jovens passam mais tempo, é passível de identificar a violência sofrida.
“É importante entender a escola também como um local de identificação e prevenção da violência, é onde as crianças passam a maior parte de seu tempo e podem ter um local seguro para falar sobre o que acontece”, pontuou.
O evento conta com a participação dos educadores Alcione Groff, professora da Universidade Federal do Acre (Ufac) e doutora em Educação pela Universidade Federal do Paraná (UFPR); do professor Igo Barreto, pedagogo e doutor em Educação; e Sirlene Cavalcante, psicóloga e assessora pedagógica da SEE, especialista em Políticas Públicas para Infância e Adolescência.
A professora Alcione Groff explica que abusadores, de acordo com estudos, geralmente são pessoas próximas da criança ou do adolescente.
“Abusadores são pessoas comuns, que percebem as fragilidades e fraquezas de uma criança. Por isso, quando falamos sobre educação sexual, isto é, que o corpo dela é íntimo, e que ninguém pode tocar, já é o suficiente”, disse.

“Uma criança com essas informações já alardeia quando um estranho quer tocá-la, sabe que é errado. Temos dados claros de que os abusadores dessas crianças e adolescentes são pessoas que estão próximas e que deveriam protegê-las”, complementou Groff.
O pedagogo Igo Barreto, explica que o debate da violência sexual contra esse grupo é importante, pois permite identificar situações.
“Discutir esse tema é mais do que necessário. Precisamos usar todos os espaços e meios para combater esse tipo de violência, e falar aqui, no meio digital, sobre esse assunto pode conscientizar e alertar mais pessoas para criar um ambiente de acolhimento e de amparo para crianças, uma rede de proteção”, afirmou.

Psicóloga e assessora pedagógica da SEE, Sirlene Cavalcante explica que crianças e adolescentes devem ter um ambiente acolhedor e agregador dentro da escola.
“Crianças e adolescentes não conseguem falar sobre a violência que sofreram dentro de casa, onde, uma parte dos casos, foram vítimas desses abusos, então a escola surge como um ambiente seguro para falar de questões que acontecem no ambiente familiar”, declarou.

Os gestores conversaram, ainda, sobre as formas de acolher os relatos espontâneos, principalmente com crianças, e como dar prosseguimento a esses relatos nos canais de denúncia.
O marco legal que orientou as discussões está a Lei da Escuta Qualificada, Lei n° 13.431/2017, que estabelece a garantia de direitos da criança e do adolescente vítima ou testemunha de violência.
Fonte: Governo AC
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Expoacre Juruá transforma tecnologia e cultura em lazer inclusivo para famílias
A Expoacre Juruá, em Cruzeiro do Sul, tem se destacado não apenas como vitrine agropecuária, mas também como espaço de inovação e lazer para toda a família. A Secretaria de Estado de Indústria, Ciência e Tecnologia do Acre (Seict) reuniu estandes voltados para crianças e jovens, com tecnologia, produtos em impressão 3D e atividades interativas que têm atraído grande público.
Espaço abrange jovens e crianças e é marcado por inclusão. Foto: Clemerson Ribeiro/SecomO espaço kids é um dos pontos mais movimentados da feira, reunindo brincadeiras que vão de pintura corporal a experiências com óculos de realidade virtual. Para os pais, é uma oportunidade de lazer e entretenimento enquanto visitam a segunda maior feira agropecuária do estado.
Kethyla Shawãdawa, monitora do espaço, explica que as atividades são voltadas para o desenvolvimento de habilidades motoras e cognitivas, além de incluir tecnologia.
“Tem sido um espaço muito especial. As crianças participam de oficinas de escultura com balões, de miçangas e de materiais recicláveis, onde podem criar brinquedos. Também oferecemos brincadeiras voltadas para o desenvolvimento cognitivo e da coordenação motora, além de pintura facial. A grande novidade é a experiência com óculos de realidade virtual, que permite aos pais acompanhar o que seus filhos estão vivenciando”, disse.
Segundo ela, o espaço tem recebido grande movimento todas as noites, com muitos pais participando junto aos filhos. “Foi pensado com carinho para que as crianças tenham um ambiente acolhedor e cheio de descobertas.”
Miguel aproveita óculos de realidade virtual. Foto: Clemerson Ribeiro/SecomInovação e inclusão
A dentista Jamile Feijó, mãe de Miguel Machado, de 7 anos, aprovou a iniciativa. “Estamos parando em todos os estandes para que ele possa conhecer e se divertir. Este espaço está muito interativo, ele está amando e está sendo incrível. Ainda vamos ver outros estandes”, contou.
Já Lacione Maia destacou o caráter inovador. “As brincadeiras, a forma como estão expostas e os instrutores são perfeitos, têm muito jeito com criança.”
Outro ponto de destaque é a preocupação com a inclusão. Darcinete Oliveira ressaltou que este ano há mais opções voltadas para crianças atípicas.
“Nos outros anos não víamos tantas atividades direcionadas a essa necessidade. Agora encontramos jogos e materiais inclusivos que estimulam a participação delas. Isso mostra uma preocupação maior com a diversidade e torna o evento ainda mais especial.”
Impressão 3D é um dos atrativos do estande voltado para tecnologia e inovação. Foto: Clemerson Ribeiro/SecomImpressão 3D e cultura local
Os estandes de tecnologia também chamam atenção. Laurênio de Souza ficou impressionado com os personagens criados em impressão 3D.
“É como uma escultura, lembra trabalhos antigos, mas hoje está mais acessível e até possível de encomendar. É um avanço para nossas cidades, porque antes só víamos pela internet ou televisão, e agora temos a oportunidade de acompanhar ao vivo. O trabalho está muito bonito, parabéns aos organizadores.”
Rodrigo Gomes, expositor, destacou o sucesso dos chaveiros sensoriais e dos “dummys”. Além disso, sua empresa Juruá 3D tem produzido peças que valorizam a identidade local.
Empresas também apostaram em produtos que ressaltam a identidade de Cruzeiro do Sul. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom“Queremos explorar a cultura do Juruá e desenvolver peças personalizadas que representem a região. Já fizemos chaveiros com a Catedral, árvores, casas de farinha e até saquinhos de farinha e açaí. São elementos culturais que fortalecem nossa tradição e permitem que o visitante leve um presente único e representativo da cidade.”
Tiago Lucena, coordenador do Laboratório de Biologia Animal e fundador da startup Jabotec 3D, reforçou o caráter inovador.
“Este ano trouxemos a Jabotec 3D, especializada em produtos personalizados em impressão 3D. Transformamos elementos da cultura pop em objetos colecionáveis e também aplicamos a tecnologia em materiais didáticos, que tornam as salas de aula mais interativas. Já validamos resultados com aumento de até 60% nas notas dos alunos.”
Analice foi visitar a feira apenas para adquirir seus personagens preferidos. Foto: Clemerson Ribeiro/SecomEncanto para jovens
Analice do Nascimento, de 11 anos, ficou encantada com os espaços voltados para colecionadores.
“Estou começando a me apaixonar por essas figuras e vim preparada para adquirir algumas peças. Ontem comprei uma Hello Kitty e hoje levei um Pikachu. São produtos que remetem à infância e despertam muito interesse.”
Ela destacou que o evento é uma oportunidade para conhecer novidades e investir em itens que antes só acompanhava à distância. “É um espaço que atrai jovens e adultos, e que valoriza esse universo cultural de forma acessível.”
Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
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