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Em um ano, Acre mantém saldo positivo na variação de volume de vendas do comércio varejista
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O Acre manteve desempenho positivo no volume de vendas do comércio varejista em setembro, com crescimento de 1,5% em relação ao mesmo mês do ano passado. Os dados são da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada nesta quinta-feira, 13, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No varejo ampliado, que inclui veículos e materiais de construção, a alta foi ainda maior: 2,5%.
Acre manteve desempenho positivo no volume de vendas do comércio varejista em setembro, com crescimento de 1,5% em relação ao mesmo mês do ano passado. Foto: DivulgaçãoOs dados comparam o mês de setembro do ano passado e deste ano, além também de analisar indicadores positivos no acumulado do ano, para o comércio varejista, de 2,1% e ainda 3% quando se analisa os últimos 12 meses.
Já no comércio varejista ampliado, as taxas ficam em 1,7% quando se analisa o acumulado do ano e 2,8% com relação aos 12 últimos meses.
O comércio varejista, segundo o IBGE, é o conjunto de atividades que envolvem a venda direta de bens ao consumidor final. Isso inclui:
– Supermercados e hipermercados
– Lojas de roupas, calçados e acessórios
– Farmácias e perfumarias
– Livrarias e papelarias
– Eletrodomésticos e móveis
Esses dados são coletados mensalmente pelo IBGE, que acompanha o volume de vendas e a receita nominal (sem descontar a inflação).
O varejo ampliado inclui todos os segmentos do varejo tradicional mais dois setores importantes:
– Comércio de veículos, motos, partes e peças
– Comércio de materiais de construção
Esses setores são mais sensíveis a crédito e investimentos, por isso o varejo ampliado é um bom termômetro da confiança do consumidor e da atividade econômica em geral.
Se o Acre apresenta crescimento no comércio varejista ampliado, isso pode indicar que a população está consumindo mais e que há maior circulação de renda no estado, reflexo de fatores como geração de empregos, aumento da confiança e políticas de incentivo.
Os indicadores de vendas do comércio varejista são fundamentais para entender o comportamento da economia local. O crescimento ou a retração nas vendas revela o nível de consumo das famílias, funcionando como um termômetro da atividade econômica.
Além disso, esses dados orientam políticas públicas e decisões empresariais, ajudando governos e empresas a planejar investimentos, ações e incentivos.
Também permitem comparar o desempenho entre estados, identificando quais regiões estão mais dinâmicas e quais enfrentam retração. Por fim, ajudam a antecipar tendências de mercado, como o aumento nas vendas de materiais de construção, que pode sinalizar aquecimento no setor imobiliário.
Defensor de um modelo com “menos governo e mais iniciativa privada”, o governador Gladson Camelí ressaltou a importância de incentivar o setor privado. Foto: José Caminha/SecomReceita nominal
O relatório também analisa os indicadores de receita nominal, que medem o valor total das vendas realizadas por lojas e estabelecimentos comerciais, sem descontar a inflação. Esses dados mostram quanto dinheiro entrou no caixa do varejo em determinado período. Por isso, são úteis para entender o volume financeiro movimentado, embora não reflitam necessariamente o crescimento real do setor.
Segundo os dados, a receita nominal do comércio varejista cresceu 6,3% em setembro de 2025 na comparação com o mesmo mês de 2024. No acumulado do ano, o avanço foi ainda maior, chegando a 8%. Já no recorte dos últimos 12 meses, o crescimento foi de 8,9%.
No comércio varejista ampliado, que inclui veículos, autopeças e materiais de construção, os indicadores também subiram: 6,8% na comparação anual, 6,9% no acumulado do ano e 7,9% nos últimos 12 meses.
Em resumo, a receita nominal revela o quanto foi movimentado em vendas, refletindo diretamente o ritmo do consumo, mesmo sem considerar a variação dos preços.
No comércio varejista ampliado, que inclui veículos, autopeças e materiais de construção, os indicadores também subiram: 6,8% na comparação anual. Foto: DivulgaçãoFortalecimento do setor privado
Defensor de um modelo com “menos governo e mais iniciativa privada”, o governador Gladson Camelí ressaltou a importância de incentivar a industrialização, como a do café, e permitir que novos empreendimentos prosperem sem entraves burocráticos, gerando emprego, renda e desenvolvimento acelerado.
“É fundamental fortalecer o agronegócio, sempre respeitando as políticas ambientais. Defendo menos governo e mais iniciativa privada. O poder público não deve ser gestor de empresas para promover a industrialização. O papel do Estado é apoiar a iniciativa privada, que é quem gera emprego, renda e ajuda a reduzir as desigualdades. As coisas acontecem com muito mais agilidade no setor privado do que no público.”
Camelí afirmou que acredita no potencial do Acre como um corredor estratégico para exportação e importação. Segundo ele, esse avanço não depende apenas do Estado, mas também do governo federal e da iniciativa privada.
“A demanda é grande. A estrada está pavimentada, e o Acre vai se tornar um verdadeiro corredor de investimentos. Não tem como falar de exportação e importação sem passar por aqui”, completa.
Fonte: Governo AC
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Expoacre Juruá transforma tecnologia e cultura em lazer inclusivo para famílias
A Expoacre Juruá, em Cruzeiro do Sul, tem se destacado não apenas como vitrine agropecuária, mas também como espaço de inovação e lazer para toda a família. A Secretaria de Estado de Indústria, Ciência e Tecnologia do Acre (Seict) reuniu estandes voltados para crianças e jovens, com tecnologia, produtos em impressão 3D e atividades interativas que têm atraído grande público.
Espaço abrange jovens e crianças e é marcado por inclusão. Foto: Clemerson Ribeiro/SecomO espaço kids é um dos pontos mais movimentados da feira, reunindo brincadeiras que vão de pintura corporal a experiências com óculos de realidade virtual. Para os pais, é uma oportunidade de lazer e entretenimento enquanto visitam a segunda maior feira agropecuária do estado.
Kethyla Shawãdawa, monitora do espaço, explica que as atividades são voltadas para o desenvolvimento de habilidades motoras e cognitivas, além de incluir tecnologia.
“Tem sido um espaço muito especial. As crianças participam de oficinas de escultura com balões, de miçangas e de materiais recicláveis, onde podem criar brinquedos. Também oferecemos brincadeiras voltadas para o desenvolvimento cognitivo e da coordenação motora, além de pintura facial. A grande novidade é a experiência com óculos de realidade virtual, que permite aos pais acompanhar o que seus filhos estão vivenciando”, disse.
Segundo ela, o espaço tem recebido grande movimento todas as noites, com muitos pais participando junto aos filhos. “Foi pensado com carinho para que as crianças tenham um ambiente acolhedor e cheio de descobertas.”
Miguel aproveita óculos de realidade virtual. Foto: Clemerson Ribeiro/SecomInovação e inclusão
A dentista Jamile Feijó, mãe de Miguel Machado, de 7 anos, aprovou a iniciativa. “Estamos parando em todos os estandes para que ele possa conhecer e se divertir. Este espaço está muito interativo, ele está amando e está sendo incrível. Ainda vamos ver outros estandes”, contou.
Já Lacione Maia destacou o caráter inovador. “As brincadeiras, a forma como estão expostas e os instrutores são perfeitos, têm muito jeito com criança.”
Outro ponto de destaque é a preocupação com a inclusão. Darcinete Oliveira ressaltou que este ano há mais opções voltadas para crianças atípicas.
“Nos outros anos não víamos tantas atividades direcionadas a essa necessidade. Agora encontramos jogos e materiais inclusivos que estimulam a participação delas. Isso mostra uma preocupação maior com a diversidade e torna o evento ainda mais especial.”
Impressão 3D é um dos atrativos do estande voltado para tecnologia e inovação. Foto: Clemerson Ribeiro/SecomImpressão 3D e cultura local
Os estandes de tecnologia também chamam atenção. Laurênio de Souza ficou impressionado com os personagens criados em impressão 3D.
“É como uma escultura, lembra trabalhos antigos, mas hoje está mais acessível e até possível de encomendar. É um avanço para nossas cidades, porque antes só víamos pela internet ou televisão, e agora temos a oportunidade de acompanhar ao vivo. O trabalho está muito bonito, parabéns aos organizadores.”
Rodrigo Gomes, expositor, destacou o sucesso dos chaveiros sensoriais e dos “dummys”. Além disso, sua empresa Juruá 3D tem produzido peças que valorizam a identidade local.
Empresas também apostaram em produtos que ressaltam a identidade de Cruzeiro do Sul. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom“Queremos explorar a cultura do Juruá e desenvolver peças personalizadas que representem a região. Já fizemos chaveiros com a Catedral, árvores, casas de farinha e até saquinhos de farinha e açaí. São elementos culturais que fortalecem nossa tradição e permitem que o visitante leve um presente único e representativo da cidade.”
Tiago Lucena, coordenador do Laboratório de Biologia Animal e fundador da startup Jabotec 3D, reforçou o caráter inovador.
“Este ano trouxemos a Jabotec 3D, especializada em produtos personalizados em impressão 3D. Transformamos elementos da cultura pop em objetos colecionáveis e também aplicamos a tecnologia em materiais didáticos, que tornam as salas de aula mais interativas. Já validamos resultados com aumento de até 60% nas notas dos alunos.”
Analice foi visitar a feira apenas para adquirir seus personagens preferidos. Foto: Clemerson Ribeiro/SecomEncanto para jovens
Analice do Nascimento, de 11 anos, ficou encantada com os espaços voltados para colecionadores.
“Estou começando a me apaixonar por essas figuras e vim preparada para adquirir algumas peças. Ontem comprei uma Hello Kitty e hoje levei um Pikachu. São produtos que remetem à infância e despertam muito interesse.”
Ela destacou que o evento é uma oportunidade para conhecer novidades e investir em itens que antes só acompanhava à distância. “É um espaço que atrai jovens e adultos, e que valoriza esse universo cultural de forma acessível.”
Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
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Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
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Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
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