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Sesacre coordena operação aeromédica para transferência de paciente a hospital em Recife
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Em uma operação de alta complexidade coordenada pela Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre), o governo do Acre viabilizou a transferência interestadual de Sebastião Maicon Bezerra Brandão, de 40 anos. O paciente, que estava em processo de estabilização do quadro clínico em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Santa Juliana, em Rio Branco, embarcou com destino ao Hospital Procape, em Recife (PE), referência nacional em cardiologia.
A ação faz parte do esforço contínuo do Estado em fortalecer o Tratamento Fora do Domicílio (TFD). A agilidade no processo de regulação e a busca ativa por uma vaga em centros especializados foram fundamentais, considerando que Sebastião Maicon Bezerra Brandão ingressou na fila nacional de transplante em fevereiro.

Eficiência e resposta rápida
A transferência de pacientes em estado grave exige um alinhamento técnico minucioso entre os estados de origem e destino. O secretário de Saúde, José Bestene, enfatizou que o tempo é um fator crucial em casos cardíacos e que a estrutura de regulação do Acre atuou de forma incisiva.
“Nosso compromisso é com a resolutividade. O caso de Sebastião Maicon Bezerra Brandão recebeu atenção prioritária, tanto a pedido da governadora Mailza Assis quanto da nossa equipe de regulação . Conseguir essa vaga no Procape e organizar toda a logística em tempo recorde demonstra a eficiência do nosso serviço de TFD. O governo do Acre não mede esforços financeiros ou técnicos para garantir que nenhum cidadão fique sem o suporte necessário, especialmente em casos de tamanha urgência”, pontuou o secretário José Bestene.
Segurança na UTI aeromédica
O transporte de um paciente que aguarda transplante cardíaco demanda suporte de vida avançado durante todo o trajeto. Batista de Oliveira, médico da UTI aeromédica, que acompanhou a remoção, detalhou os cuidados adotados para garantir a segurança de Sebastião ao longo de todo o percurso.
“Estamos diante de uma transferência de altíssima urgência, em que cada detalhe do monitoramento hemodinâmico conta. A logística aeromédica do Estado está preparada para essas missões críticas. Apesar do momento delicado, a transferência ocorreu dentro dos padrões de segurança, e estamos muito confiantes no sucesso do procedimento. Nossa missão é garantir que o paciente chegue ao hospital de destino com as melhores condições clínicas possíveis para o procedimento”, explicou o Batista.

Acolhimento e esperança
Do lado de fora da unidade de saúde, familiares aguardavam, comovidos, o momento da saída da ambulância. O clima de despedida foi tomado por abraços apertados e palavras de encorajamento, evidenciando o suporte emocional que tem sido o alicerce de Sebastião nesses meses de internação.
A demonstração de amor não parou na porta do hospital: a família fez questão de acompanhar todo o trajeto da ambulância até o aeroporto, formando um cortejo de gratidão e esperança. Para a esposa de Sebastião, Terezinha Tavares, a decolagem da aeronave representa uma vitória coletiva.
“Estou muito mais aliviada agora com essa transferência. O atendimento foi ótimo, e todos foram muito solícitos, tanto a equipe de regulação quanto o pessoal do Hospital Santa Juliana. Estamos na torcida e com muita fé de que dará tudo certo nesta nova etapa”, disse Terezinha.

O governo do Estado segue monitorando o caso por meio da gerência do TFD, oferecendo o suporte necessário à família e ao paciente em solo pernambucano. A transferência de Sebastião reafirma a importância da integração do SUS e do investimento em transporte aeromédico como ferramentas de salvaguarda da vida da população acreana.
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Mesmo com mais de 80% de cobertura nas primeiras doses, Sesacre reforça alerta para vacinação de reforço contra a covid-19 no Acre
O Boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgado no último dia 16, aponta que o Acre permanece em situação de risco para aumento dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), incluindo infecções por covid-19. Diante desse cenário, a coordenação estadual do Programa Nacional de Imunizações (PNI) reforça o alerta sobre a importância da vacinação, especialmente das doses de reforço.
População deve ficar alerta para doses de reforço contra a covid. Foto: cedidaA coordenadora do Programa Nacional de Imunizações (PNI) no Acre, Renata Quiles, explica que a cobertura vacinal contra a covid-19 no estado é calculada a partir do total da população vacinada desde o início da campanha, e não por ano específico. Segundo ela, considerando esse recorte, 89% da população geral receberam a primeira e a segunda dose.
No entanto, Renata destaca que a situação é bem diferente quando se analisam as doses de reforço nos grupos prioritários: crianças, idosos e gestantes. “As coberturas são muito baixas. Os idosos deveriam receber dois reforços por ano, as gestantes precisam de uma dose a cada gestação e as crianças devem completar o esquema básico de três doses”, afirma.
O Ministério da Saúde informou, no último dia 22, o envio de 5 mil doses da vacina contra a covid-19 ao Acre. “O Estado recebe doses todos os meses. Hoje, o volume é menor porque a procura diminuiu, mas ainda é suficiente para atender à demanda”, explicou.
Ela acrescenta que os municípios seguem realizando ações de rotina e, em alguns casos, promovem intensificações da vacinação e alertam para a importância de manter o esquema vacinal atualizado, especialmente diante da circulação contínua do vírus. “O Brasil ainda registra mortes por covid-19. É um vírus respiratório com alta capacidade de mutação, o que exige atualização constante dos reforços. A proteção cai com o tempo, e a vacina é ajustada para acompanhar as variantes”, ressalta.
Renata demonstra preocupação especial com a baixa adesão entre as crianças. “É o público que mais nos preocupa hoje. A covid-19 continua fazendo vítimas, principalmente entre os extremos de idade, como idosos e crianças. Por isso, é fundamental manter a vacinação em dia”.
Ministério da Saúde informou, no último dia 22, o envio de 5 mil doses da vacina contra a covid-19 ao Acre. Foto: cedidaQuem deve se vacinar?
- O esquema de vacinação contra a covid-19 no Brasil segue diretrizes atualizadas, estruturadas conforme faixa etária e condições de saúde, com foco na proteção dos grupos mais vulneráveis:
- Idosos (a partir de 60 anos): duas doses, com intervalo de 6 meses entre elas;
- Gestantes: uma dose a cada gestação, em qualquer idade e fase gestacional, respeitando intervalo mínimo de 6 meses desde a última dose;
- Crianças (6 meses a menores de 5 anos): esquema básico de duas ou três doses, conforme o imunizante;
- Pessoas imunocomprometidas (a partir de 6 meses de idade): esquema básico com três doses e recomendação de doses periódicas (uma dose semestral, com intervalo mínimo de seis meses);
- População geral (5 a 59 anos): uma dose para pessoas não vacinadas anteriormente.
- A estratégia de vacinação também contempla outros grupos especiais, como trabalhadores da saúde, pessoas com comorbidades, pessoas com deficiência permanente, povos indígenas, comunidades quilombolas e ribeirinhas, população privada de liberdade, pessoas em situação de rua e trabalhadores dos Correios.
- A orientação é que a população procure a unidade de saúde mais próxima para verificar a situação vacinal e manter a proteção em dia.
Cenário epidemiológico
A covid-19 é uma infecção respiratória causada pelo SARS-CoV-2, com potencial de agravamento, especialmente em grupos de maior risco, podendo evoluir para óbito. Em 2026, até 11 de abril, foram registrados 62.586 casos de síndrome gripal (SG) por covid-19. Também foram notificados 30.871 casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG), sendo 4,7% relacionados à covid-19 (1.456 casos), com 188 óbitos por SRAG associados à covid-19.
Diante desse cenário, a vacinação continua sendo a principal forma de proteção. As vacinas oferecidas gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) são seguras e eficazes para prevenir casos graves, hospitalizações e óbitos. Por isso, é fundamental manter o esquema vacinal atualizado, especialmente entre os grupos mais vulneráveis.
Fonte: Governo AC
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Foto: Tiago Araújo/Sesacre
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Foto: Tiago Araújo/Sesacre
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Municípios seguem realizando ações de rotina e, em alguns casos, promovem intensificações da vacinação e alertam para a importância de manter o esquema vacinal atualizado. Foto: cedida