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Estudantes de Cruzeiro do Sul participam de atividades do projeto DNA do Brasil
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O projeto DNA do Brasil iniciou as atividades em Cruzeiro do Sul na manhã desta segunda-feira, 24, com uma ação realizada na Escola Craveiro Costa. No turno da tarde, o trabalho seguiu na Escola Flodoardo Cabral. Na terça-feira, 25, a programação será destinada aos estudantes da Escola Dom Henrique Ruth.
O projeto é desenvolvido em parceria entre o governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado de Educação (SEE), e Idecace [Instituto para o Desenvolvimento da Criança e do Adolescente pela Cultura e Esporte]. A iniciativa inclui avaliação física, psicológica e vocacional de estudantes, além de ações voltadas à descoberta de talentos esportivos. O atleta olímpico Jadel Gregório participa das atividades nas escolas.
Estudantes da Escola Craveiro Costa participam das atividades do Projeto DNA do Brasil, em Cruzeiro do Sul. Foto: Glédisson Albano/SEEEntre os estudantes que acompanharam as ações nesta segunda-feira está Nátaly França, 16 anos, aluna da Escola Craveiro Costa. Para ela, o projeto contribui para a prática esportiva. “Eu sou atleta e achei importante trazerem esses equipamentos, como bolas de vôlei e handebol, que a escola precisava. A palestra ajudou a motivar quem tem o sonho de seguir no esporte. Ele contou a história dele e mostrou que é possível alcançar os objetivos”, afirmou.
O assessor do Ensino Médio Integral da Representação da SEE em Cruzeiro do Sul, Rodrigo Moreira Andrade, destacou que o programa identifica o perfil biológico dos alunos e auxilia na orientação esportiva. “O DNA do Brasil analisa o potencial dos estudantes que possam seguir carreira no esporte. A presença do Jadel Gregório é importante porque ele compartilha a trajetória que viveu e mostra que os desafios podem ser superados. Hoje ele esteve na Escola Craveiro Costa, à tarde segue para a Escola Flodoardo Cabral e amanhã estará na Escola Dom Henrique Ruth”, explicou.
Atleta olímpico Jadel Gregório conduz palestra sobre trajetória esportiva durante ação do Projeto DNA do Brasil. Foto: Glédisson Albano/SEERodrigo informou que o projeto está sendo aplicado inicialmente nas escolas integrais, mas a expectativa é de ampliação. “A parceria entre o governo e o DNA do Brasil deve alcançar outras unidades. Nossas escolas têm potencial e muitos estudantes com perfil esportivo”, completou.
O presidente do Instituto Idecace, Wilson Cardoso, apresentou as etapas do trabalho que será realizado com os estudantes. Segundo ele, o projeto atende atualmente 350 mil crianças no país. “O DNA do Brasil permite fazer um rastreamento do desenvolvimento do aluno, tanto na área esportiva quanto na saúde. Avaliamos indicadores como peso, resistência à insulina e autoestima. Também fazemos avaliação vocacional. Essas informações servem de base para o trabalho educacional nas escolas”, explicou.
Wilson afirmou que o Acre está recebendo uma metodologia aplicada em centros de referência do país. “Nós já formamos campeões e colaboramos com a preparação de atletas para os Jogos Olímpicos. Agora, trazemos essa experiência para as escolas do Acre. A meta é contribuir para a evolução educacional e esportiva dos estudantes”, disse.
O estudante Pedro Arthur, 15 anos, da Escola Craveiro Costa, ressaltou a importância da ação. “Eu gosto de corrida, futebol e boxe. A palestra incentiva quem não tem apoio. Eles fazem testes físicos e ajudam a descobrir talentos”, comentou. O projeto segue em execução nas escolas integrais de Cruzeiro do Sul e deve ser ampliado para outras unidades da rede estadual.
Fonte: Governo AC
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Governo do Acre reforça apoio às aldeias atingidas por enchente na Terra Indígena do rio Gregório, em Tarauacá
Gestores da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) e de Povos Indígenas (Sepi) estiveram nesta quarta-feira, 29, na Terra Indígena do rio Gregório, no município de Tarauacá, para dialogar com as lideranças e acompanhar de perto os impactos da enchente que, ao longo desta semana, atingiu as 18 aldeias dos povos Yawanawa e Noke Ko’í.
A visita integra a força-tarefa do governo do Estado, estruturada para assegurar uma resposta rápida, coordenada e eficaz às comunidades impactadas pela elevação do nível do Rio Gregório. A mobilização ocorre por determinação direta da governadora Mailza Assis, que, desde o último sábado, 26, acompanha de perto os desdobramentos da situação e tem acionado equipes para atuação imediata nas áreas atingidas.
Governo do Acre reforça apoio às aldeias atingidas por enchente na Terra Indígena do rio Gregório, em Tarauacá. Foto: Emanoel Farias/SemaA cheia resultou em alagamentos de moradias, em prejuízos significativos às roças, em perdas na criação de peixes em açudes e em danos à produção de subsistência, afetando diretamente a segurança alimentar de famílias ribeirinhas e indígenas da região.
Durante a agenda, os gestores estaduais dialogaram com as lideranças indígenas, promovendo uma escuta qualificada para o levantamento das principais demandas. Entre as necessidades apresentadas estão o envio de cestas básicas e de água potável, materiais de construção para a reconstrução das moradias, além de apoio à reestruturação das atividades produtivas.
Gestores da Sema e da Sepi realizaram escuta qualificada com as comunidades para levantar as principais demandas. Foto: Emanoel Farias/SemaPara além da assistência emergencial, o governo do Estado pretende avançar na construção de estratégias de médio e longo prazo, com foco na adaptação às mudanças climáticas, diante da recorrência de eventos extremos. A proposta é elaborar, de forma integrada com outros órgãos governamentais e em diálogo permanente com as comunidades, um plano de fortalecimento da resiliência do território, contemplando melhorias na infraestrutura, a recuperação das áreas atingidas e a reorganização das estruturas comunitárias.
A missão também tem como objetivo prestar assistência às famílias afetadas pela cheia que integram o Complexo de Florestas Estaduais do rio Gregório (Cferg).
O secretário de Estado do Meio Ambiente, Leonardo Carvalho, explicou que a visita teve como principal objetivo ouvir as lideranças e alinhar medidas de apoio às comunidades atingidas pelas enchentes.
Secretário de Estado do Meio Ambiente, Leonardo Carvalho, destaca o diálogo como importante ferramenta para atender às demandas das comunidades. Foto: Emanoel Farias/Sema“O governo do Estado se coloca na posição de ouvir para entender como pode contribuir de forma efetiva. Neste primeiro momento, estamos garantindo apoio emergencial, com envio de cestas básicas e água potável. Também já iniciamos a construção de um plano de trabalho mais estruturado: vamos avançar na eloaboração de um plano de adaptação às mudanças climáticas, além de medidas de reconstrução, recuperação das áreas atingidas, apoio à retomada da produção e reestruturação das comunidades.”
A secretária dos Povos Indígenas, Francisca Arara, destacou que o governo do Estado mantém presença constante nos territórios afetados pelas enchentes, com foco na escuta das comunidades e no encaminhamento das demandas apresentadas.
Secretária de Estado dos Povos Indígenas, Francisca Arara, acredita que o trabalho em conjunto das secretarias pode garantir respostas rápidas às demandas das aldeias visitadas. Foto: Emanoel Farias/Sema“Ouvimos 11 aldeias da Terra Indígena do rio Gregório para compreender os danos causados por essa enchente. Também vamos dialogar com o povo Nawa, que igualmente foi afetado. O governo do Acre tem se faz presente nos territórios, mantendo diálogo direto com as lideranças. As demandas apresentadas serão encaminhadas às instâncias competentes, seja nas áreas de energia, de abastecimento de água ou de segurança alimentar, para que possamos garantir respostas rápidas e efetivas às comunidades impactadas por essa enchente.
Para a líder do Povo Yawanawa, Tashka Peshaho Yawanawa, a enchente registrada neste mês é um marco preocupante na história do território.
Líder do Povo Yawanawa, Tashka Peshaho Yawanawa, acredita que os povos indígenas são os mais afetados pelas mudanças climáticas. Foto: Emanoel Farias/Sema“Abril costuma marcar o início do verão amazônico, quando as águas começam a baixar, mas, neste ano, ocorre uma situação inédita. Isso mostra claramente os impactos das mudanças climáticas. Os povos indígenas estão na linha de frente e são os mais afetados. Por isso, precisamos repensar nosso modo de viver e fortalecer estratégias de adaptação. Agradecemos a presença do governo, com a qual pudemos apresentar nossas necessidades e iniciar um planejamento conjunto.”
Durante a visita da equipe do governo do Estado às comunidades afetadas pela cheia do rio, a liderança Leda Yawanawa, da aldeia Matrichan, destacou a importância do apoio neste momento crítico para as famílias indígenas.
Para a liderança Leda Yawanawa, da aldeia Matrichan, a presença do governo no território é essencial para enfrentar as consequências da enchente. Foto: Emanoel Farias/Sema“Eu estou muito feliz em receber a equipe do governo do Estado aqui para nos ajudar e nos apoiar nessa enchente que causou um problema muito sério. Essa mudança climática é muito difícil para nós. A conversa que tivemos foi muito importante porque precisamos desse apoio agora, pois a água foi afetada e não está adequada para o consumo. A saúde pode piorar, e as pessoas podem adoecer cada vez mais”.
As ações mobilizam diversos órgãos do governo estadual, entre eles a Sema, a Sepi, a Casa Civil e a Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH), além de forças de segurança e prefeituras locais.
A articulação também envolve organizações indígenas e parceiros institucionais, com atuação integrada tanto no atendimento emergencial às famílias atingidas quanto na reconstrução das áreas afetadas e no fortalecimento da resiliência das comunidades diante de eventos climáticos extremos.


Foto: Emanoel Farias/Sema
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