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Governo do Acre fortalece cobertura vacinal em áreas de difícil acesso com a Operação Gota 2025
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O governo do Estado do Acre, por intermédio da Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre), em parceria com o Ministério da Saúde e o Ministério da Defesa, executa, entre os dias 29 de agosto e 16 de setembro, a Operação Gota 2025, considerada uma das mais relevantes estratégias nacionais de imunização voltadas a populações em áreas de difícil acesso.
A iniciativa contempla 49 comunidades distribuídas em 8 municípios acreanos: Sena Madureira, Xapuri, Tarauacá, Feijó, Jordão, Cruzeiro do Sul, Marechal Thaumaturgo e Porto Walter, assegurando a aplicação das vacinas previstas no Calendário Nacional de Vacinação e reafirmando o princípio da equidade no Sistema Único de Saúde (SUS).

De acordo com o balanço parcial da Sesacre, até o dia 8 de setembro já foram atendidas 2.116 pessoas e aplicadas 4.593 doses de vacinas em localidades tradicionalmente afastadas dos centros urbanos, onde o deslocamento até uma unidade de saúde representa um desafio para as famílias.
O secretário de Estado de Saúde, Pedro Pascoal, enfatizou a dimensão social da ação: “Cada dose aplicada na Operação Gota representa muito mais do que uma vacina: é a prova de que o Governo do Acre está presente até nas regiões mais distantes, garantindo cuidado, esperança e o direito à saúde para todos. Com o apoio do Ministério da Saúde, da Força Aérea Brasileira, das prefeituras e da dedicação incansável dos nossos profissionais, mostramos que nenhuma barreira geográfica é maior do que o compromisso de proteger a vida da nossa população.”
Secretário de Saúde Pedro Pascoal. Foto: Diego Gurgel/Secom.A coordenadora estadual do Programa Nacional de Imunizações (PNI) no Acre, Renata Quiles, destacou que a operação representa a superação de barreiras logísticas em nome da saúde pública.
“A Operação Gota reafirma o compromisso do Estado em garantir o direito à saúde, mesmo nas localidades mais distantes. Essa é uma oportunidade de manter em dia a cobertura vacinal e proteger nossas populações contra doenças imunopreveníveis. A cada missão, reforçamos que nenhuma barreira natural é maior do que a nossa determinação em cuidar das pessoas”, enfatizou.
Equipe em deslocamento para atender a população. Foto: cedidaA execução da Operação Gota envolve a utilização de aeronaves da Força Aérea Brasileira, embarcações e transporte terrestre, em uma complexa logística que se soma às dificuldades de comunicação em áreas remotas. Apesar dos obstáculos, a dedicação dos profissionais é movida pela certeza de que cada dose representa proteção e esperança.
O coordenador municipal do PNI em Xapuri, Durval Castello, relatou a experiência de integrar a equipe: “O que mais me emociona é estar presente nessas regiões de difícil acesso, levando saúde e cumprindo um papel essencial para a sociedade. Com o apoio dos agentes comunitários de saúde conseguimos viabilizar a imunização e garantir mais qualidade de vida”, afirmou.

Moradora da comunidade Itapissuma, no município de Xapuri, Francilene Vieira levou a filha para se vacinar e destacou a relevância da ação.
“Nem sempre temos condições de ir até a cidade para vacinar nossos filhos. Quando a equipe chega aqui, sentimos esperança e segurança, porque sabemos que nossos direitos estão sendo garantidos. A vacina é muito importante para proteger a saúde das crianças e de todos nós, que vivemos nessas regiões mais afastadas”, relatou.

Estratégia consolidada de saúde pública
A Operação Gota é fruto de um termo de cooperação entre o Ministério da Saúde e o Ministério da Defesa, sendo operacionalizada pela Força Aérea Brasileira (FAB), em parceria com as secretarias estaduais e municipais de Saúde. Trata-se de uma política pública consolidada, cujo objetivo é garantir a manutenção da cobertura vacinal em localidades isoladas, prevenindo surtos de doenças imunopreveníveis e assegurando a universalidade do SUS.
No Acre, a operação representa não apenas o esforço logístico para vencer rios, florestas e estradas de difícil acesso, mas também a reafirmação de um compromisso fundamental: assegurar que a saúde chegue a todos os cidadãos, independentemente de sua localização geográfica.
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Segurança pública intensifica ações em comunidades indígenas e fortalece segurança comunitária em Santa Rosa do Purus
A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública do Acre (Sejusp), por meio do programa Acre pela Vida e da Diretoria de Políticas Públicas de Segurança, Justiça e Integração Social (DIRPSJ), realizou ao longo de toda a semana, 13 a 18 uma série de ações em comunidades indígenas com o objetivo de fortalece segurança comunitária em Santa Rosa do Purus.

A agenda contou com atividades educativas, atendimentos sociais e iniciativas esportivas, com foco na aproximação entre o poder público e a população local. Entre os destaques, esteve a formatura de estudantes do Projeto Pequeno Brilhante, que atendeu alunos do 4º ao 7º ano de escolas do município, além da entrega de kits esportivos para incentivar práticas saudáveis entre crianças e jovens.

As ações reforçam a estratégia da Sejusp de integrar políticas de segurança com iniciativas sociais, ampliando a presença institucional em regiões de difícil acesso e promovendo cidadania de forma contínua e inclusiva. Para o secretário de Segurança Pública, José Américo Gaia, a presença do Estado em regiões de difícil acesso reforça o papel da segurança pública como instrumento de cidadania.

“Essas ações mostram que a segurança vai além do policiamento. Estamos promovendo inclusão, diálogo e oportunidades, principalmente em comunidades indígenas, respeitando suas especificidades e fortalecendo vínculos de confiança”, destacou.

Além das atividades com estudantes, a programação incluiu palestras direcionadas ao ensino fundamental, médio e à Educação de Jovens e Adultos (EJA), abordando temas como violência contra a mulher, tráfico de pessoas e contrabando de migrantes. Durante a permanência no município, a equipe também realizou atendimentos diretos, incluindo o acompanhamento de casos de migração e o suporte imediato a uma vítima de violência doméstica.

A coordenadora do programa Acre pela Vida, Francisca de Fátima, ressaltou o caráter preventivo e transformador das ações. “Trabalhar com a comunidade, especialmente em territórios indígenas, é essencial para construir uma cultura de paz. Quando levamos informação, esporte e apoio social, contribuímos diretamente para a prevenção da violência”, afirmou.

O cronograma também contemplou visitas técnicas e escuta ativa junto às comunidades locais e instituições públicas, com o objetivo de mapear demandas e orientar futuras políticas públicas. Nas aldeias, a equipe conheceu projetos esportivos indígenas, incluindo times femininos e masculinos, realizou palestras e entregou materiais esportivos.

A assessora da DIRPSJ, Hany Cruz de Armas, destacou a importância da aproximação com os povos tradicionais. “Estar presente nas aldeias, ouvir as lideranças e contribuir com ações concretas demonstra respeito e compromisso. A segurança pública precisa dialogar com a realidade de cada comunidade, especialmente no contexto indígena”, enfatizou.
Fonte: Governo AC
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Foto: Tiago Araújo/Sesacre
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