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Governo do Acre participa de oficina sobre meio ambiente e desastres naturais no Peru
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Representantes de diversas pastas do governo do Acre participaram, nesta quinta-feira, 28, e sexta, 29, da 1ª Oficina do Comitê de Fronteira Peru-Brasil – Mesa de Meio Ambiente e Desastres Naturais. O encontro foi realizado em Porto Maldonado, no Peru, e reúne instituições dos dois países, visando ao fortalecimento e à cooperação binacional na gestão ambiental e enfrentamento de desastres naturais.
Coordenador da Defesa Civil Estadual, coronel Carlos Batista, discorreu sobre a importância da integração entre os países. Foto: Jean Lopes/ComdecO Estado do Acre foi representado por diversas instituições ligadas à agenda ambiental: Secretaria da Casa Civil (Secc), Instituto de Meio Ambiente (Imac), Secretaria do Meio Ambiente (Sema), Serviço de Água e Esgoto (Saneacre), Secretaria Extraordinária de Povos Indígenas (Sepi), Instituto de Mudanças Climáticas (IMC), Secretaria de Agricultura (Seagri) e Coordenadoria de Proteção e Defesa Civil (Comdec).
O encontro foi realizado para dar seguimento à reunião promovida em abril, também no Peru, com iniciativa dos governos federais do Brasil e do Peru, por meio do Comitê de Fronteira Sul Brasil.
A oficina ficou sob coordenação da Sema, com a colaboração do Saneacre. Pelo lado peruano, ficou à frente a Gerência de Gestão de Riscos do Governo Regional de Madre de Dios. O foco central da atividade foi formalizar o grupo de trabalho (GT) que ficará responsável por elaborar um planejamento unificado, voltado à conservação do meio ambiente, segurança hídrica e social.
O diretor de Meio Ambiente da Sema, Erisson Cameli, explicou que no encontro de abril ficaram registradas em ata algumas ações importantes a serem deliberadas, como a constituição do GT para tratar de algumas situações.
“A Sema tem papel fundamental na política do Estado. Aqui, vizinho ao Peru, temos a bacia do Rio Acre, que atende prioritariamente quase que mais de 60% da água do consumo da população do estado. E nós precisamos tomar medidas. Então, ações como essa, de integração com o país que compõe toda essa bacia, são fundamentais para que a gente tenha êxito”, afirmou.
Encontro é realizado no Peru. Foto: Jean Lopes/ComdecParticipam do encontro ainda representantes do Serviço de Água e Esgoto de Rio Branco (Saerb), do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), da Prefeitura de Assis Brasil e da Coordenadoria Municipal de Defesa Civil de Rio Branco (Comdec).
O gerente de Gestão de Riscos de Desastres do Governo Regional de Madre de Dios, Edgar Cáceres, mencionou a importância do encontro para implementar mecanismos que reforcem a integração Peru-Brasil, sobretudo em temas relacionados à gestão de riscos e desastres.
“Temos fenômenos naturais que nos afetam permanentemente, como as inundações, tempestades, ventos fortes e temperaturas baixas. Então, temos que estar preparados mutuamente para ver em que medida trabalhamos em temas de prevenção e, quando ocorram problemas, temas de resposta. Fundamentalmente, temos a fronteira em comum, todos queremos o bem-estar das nossas populações e mitigar os impactos dessas mudanças climáticas para podermos dar condições seguras a todos”, observou.
Edgar Cáceres é gerente de Gestão de Riscos de Desastres do Governo Regional de Madre de Dios. Foto: Jean Lopes/ComdecO coordenador da Defesa Civil do Acre, coronel Carlos Batista, afirmou que o evento é de extrema importância, tanto para o Brasil como para o Peru. E reforçou que o órgão acreano está em contato direto com o Instituto Nacional de Defesa Civil do Peru.
“Para favorecer a troca de experiências, mas, principalmente, para ver como uma localidade pode ajudar a outra, nas ações de desastres naturais, inundações e incêndios florestais voltados para os trabalhos de prevenção, mitigação, preparação e assistência humanitária das comunidades de ambas as regiões. Está sendo bem exitoso esse trabalho e acredito que sairemos daqui com algumas soluções”, disse.
Representantes do Imac abordaram as ações do órgão. Foto: Jean Lopes/ComdecMesa de Meio Ambiente
A Mesa de Meio Ambiente e Desastres Naturais, um espaço permanente de articulação entre os dois países, reuniu órgãos governamentais, instituições de pesquisa e representantes da sociedade civil, com a proposta de ampliar a cooperação técnica em temas estratégicos para a proteção ambiental.
Entre os principais objetivos estão a conservação e o uso sustentável dos recursos hídricos, o fortalecimento das ações de prevenção e resposta a desastres naturais, além do compartilhamento de informações e metodologias de monitoramento ambiental.
A chefe de Departamento de Recursos Hídricos do Imac, Rosângela Rocha, que acompanha a reunião com o diretor do departamento, Marcos Costa, reforçou a importância da união de todos os entes da agenda ambiental.
“Apresentamos, no primeiro dia de oficina, ações do instituto, em destaque à nossa atuação em gestão de bacias transfronteiristas, uso sustentável de recursos hídricos e nossas ações de prevenção, entre outras. O objetivo é compartilhar as atividades exitosas e buscar bons resultados na relação entre os países”, relatou.
Evento reuniu órgãos que fazem parte da agenda ambiental de ambos os países. Foto: Jean Lopes/ComdecA mesa também teve como foco a construção de estratégias conjuntas de adaptação às mudanças climáticas, reforçando o compromisso dos países em desenvolver políticas integradas para enfrentar os desafios que afetam diretamente a Amazônia e suas populações.
“O governo de Puerto Maldonado vem fortalecendo a parceria com o governo do Acre nos últimos anos, para cooperação e troca de experiências acerca do nosso Programa de REDD+ Jurisdicional. O IMC tem trazido essa expertise da captação de recursos climáticos por meio do programa ISA Carbono do Sisa”, ressaltou o diretor técnico do IMC, Leonardo Ferreira.
Chefe da Sala de Situação do Centro Integrado de Geoprocessamento e Monitoramento Ambiental (Cigma), Ylza Lima, também participou do evento. Foto: Jean Lopes/ComdecO Peru foi representando por: Centro Nacional de Estimación, Prevención y Reducción del Riesgo de Desastres (Cenepred), Instituto Nacional de Defensa Civil (Indeci), Autoridad Nacional del Agua (ANA), Gerencia Regional de Gestión del Riesgo de Desastres – Gobierno Regional Madre de Dios, Gerencia Regional de Recursos Naturales y Gestión Ambiental – Gobierno Regional de Madre de Dios, Proyecto Especial de Madre de Dios – Gobierno Regional de Madre de Dios, Centro de Operaciones de Emergencia Regional (Coer) – Gobierno Regional de Madre de Dios, Dirección Regional de Vivienda, Construcción y Saneamiento – Gobierno Regional de Madre de Dios, Municipalidad Provincial de Tahuamanu (Iñapari) e ODE MRE.
Fonte: Governo AC
ACRE
Acre garante transferência de recém-nascido para cirurgia em São Paulo e reforça papel do TFD na assistência de alta complexidade
Em meio à rotina intensa das unidades de saúde, onde cada decisão pode significar a diferença entre o tempo e a vida, uma operação delicada mobilizou a rede estadual para garantir a um recém-nascido acreano a chance de receber tratamento especializado fora do estado. Com apenas 11 dias de vida, o pequeno Teodoro Costa precisou ser inserido em uma complexa logística de transferência para um centro de referência nacional em cirurgia cardíaca, evidenciando, na prática, o papel estratégico do sistema público de saúde.

A solicitação de transferência foi acolhida pela Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre), por meio do Complexo Regulador Estadual e da Central de Urgência e Emergência, que prontamente articulou vaga no Hospital de Base de São José do Rio Preto, no interior de São Paulo, referência em procedimentos de alta complexidade. A resposta rápida ao caso reflete um dos pilares da assistência pública no estado: garantir acesso ao cuidado mesmo quando ele ultrapassa fronteiras geográficas.
“O Tratamento Fora de Domicílio é uma ferramenta essencial para garantir que nenhum acreano fique sem assistência, mesmo quando o procedimento necessário ultrapassa a capacidade instalada local. Nosso compromisso é assegurar que o paciente chegue ao destino com segurança, no menor tempo possível, e com toda a assistência necessária”, destacou o secretário de Estado de Saúde, José Bestene.

Em um estado com dimensões territoriais desafiadoras e limitações naturais à oferta de determinados serviços de alta complexidade, o Tratamento Fora de Domicílio (TFD) se consolida como uma política pública indispensável. Mais do que viabilizar deslocamentos, o programa representa a ponte entre a necessidade imediata do paciente e a resolutividade que só centros altamente especializados podem oferecer. É, na prática, a garantia de equidade no acesso à saúde, um princípio que sustenta o Sistema Único de Saúde (SUS).
No caso de Teodoro, diagnosticado com transposição das grandes artérias, uma cardiopatia congênita grave que exige intervenção cirúrgica urgente, cada hora conta. A decisão pela transferência foi tomada com base em critérios técnicos e na necessidade de acesso a uma estrutura com maior capacidade de resposta para esse tipo de procedimento.
“O paciente tem um bom peso, está sendo assistido adequadamente, mas, pela complexidade da patologia, entendemos que a melhor conduta é a transferência imediata para um centro com mais recursos. Essa decisão não está relacionada à falta de profissionais, mas à necessidade de um suporte específico para esse tipo de cirurgia”, explicou o médico responsável pela UTI aérea, Dr. Jardson Batista.

Para garantir a segurança durante todo o trajeto, a Sesacre organizou o transporte em UTI aérea, estrutura equipada para manter o suporte intensivo necessário ao recém-nascido. A operação inclui equipe especializada e acompanhamento contínuo, além da presença da mãe, assegurando também o suporte emocional em um momento de extrema vulnerabilidade.
A trajetória até aqui, no entanto, também carrega reconhecimento. A mãe de Teodoro, Fernanda da Costa Ferreira, de 21 anos, faz questão de destacar o atendimento recebido desde a chegada à unidade de saúde no Acre. Em meio à apreensão, ela relata cuidado, atenção e transparência por parte das equipes.
“Desde que cheguei, fomos atendidos com urgência. Ele foi muito bem assistido, sempre com profissionais acompanhando de perto. Me explicaram tudo, inclusive sobre a transferência. Estou confiante, entregando nas mãos de Deus e acreditando que vai dar tudo certo”, afirmou.

Histórias como a de Teodoro traduzem, de forma concreta, o impacto das políticas públicas de saúde na vida das pessoas. Por trás de cada transferência realizada, há uma engrenagem que envolve planejamento, articulação interestadual, equipes técnicas e, sobretudo, compromisso com a vida. Em um cenário onde a distância poderia ser um obstáculo, o TFD transforma caminhos em possibilidades e reafirma que, mesmo nos casos mais complexos, o cuidado continua sendo prioridade.
Fonte: Governo AC
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