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Governo nega fechamento do Hosmac e reafirma compromisso com pacientes, familiares e servidores durante coletiva

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O Hospital de Saúde Mental do Acre (Hosmac) não será fechado. Essa foi a mensagem central informada pelo governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre), em coletiva de imprensa nesta quinta-feira, 13, em Rio Branco. O objetivo da coletiva foi esclarecer as ações relacionadas à reestruturação da Rede de Atenção Psicossocial (Raps) e reafirmar o compromisso com pacientes, familiares e servidores da unidade.

Durante a coletiva, o secretário de Saúde do Estado, Pedro Pascoal, destacou que a Lei nº 10.216/2001 estabelece que o cuidado em saúde mental deve se dar em liberdade e nos territórios onde as pessoas vivem, diferente do modelo de internação atual, que é uma realidade não apenas no Acre, mas no país. A legislação prevê que o atendimento e o acompanhamento dos usuários sejam realizados de forma descentralizada, próximo das famílias, reforçando o papel dos municípios nesse processo.

Segundo secretário Pedro Pascoal, atuamente o Hosmac tem 11 pacientes considerados residentes da unidade, dos quais 7 não recebem visita de familiares. Foto: Tiago Araújo/Sesacre

“O Hosmac não será fechado. Enquanto não houver uma estruturação de rede em nível estadual, não iremos fechar a unidade. O que existe é toda uma articulação, um compromisso de gestão estadual, que é justamente orientar os municípios para o fortalecimento de suas redes, de seus pontos de atenção. E aqui a gente frisa alguns pontos de atenção, como serviço de residência terapêutica, unidades de acolhimento, os próprios Caps [Centros de Atenção Psicossocial], que já são conhecidos pela nossa população. Cada município precisa hoje ter pelo menos um Caps, para que a gente consiga ofertar assistência de forma mais próxima da nossa população, então a ideia da regionalização, que já é praticada desde o início da nossa gestão, só se fortalece em conjunto com a Lei da Reforma Psiquiátrica, a Lei 10.216, que foi publicada em 2001 e que, junto ao Conselho Nacional de Justiça, o Brasil todo vem trabalhando para que seja implantada a reforma e que os pacientes tenham mudada a sua forma de tratamento, de um hospital psiquiátrico ou manicômio, para a recuperação com o auxílio da comunidade”, esclareceu.

Atualmente, complementou o secretário, o Hosmac tem 11 pacientes considerados residentes da unidade, dos quais sete não recebem visita de familiares. São pacientes não só de Rio Branco, mas também de Ipixuna, no Amazonas, Bolívia e do interior, como Feijó. “O compromisso do governo do Estado é e sempre foi cuidar das pessoas, portanto, o governo do Estado jamais adotaria uma medida de fechamento sem que houvesse um planejamento prévio, uma estruturação da rede. Do contrário, para onde estes pacientes iriam?”, indagou Pascoal.

O secretário enfatizou, no entanto, que é necessário que cada ente federativo cumpra o seu papel para que o atendimento à população não sofra descontinuidade. “Nenhuma mudança será feita sem responsabilidade e sem assegurar que todos os pacientes recebam o suporte necessário. O cuidado dessas pessoas precisa ser feito onde elas vivem, e isso depende do comprometimento de todos: União, estados e municípios, para que ninguém fique desassistido”, destacou.

“O compromisso do governo do Estado é e sempre foi cuidar das pessoas, portanto, o governo do Estado jamais adotaria uma medida de fechamento sem que houvesse um planejamento prévio, uma estruturação da rede”, enfatizou Pascoal. Foto: Tiago Araújo/Sesacre

Também participou da coletiva de imprensa a coordenadora da Rede de Atenção Psicossocial (Raps), Cristina Messias, que destacou que as pessoas com transtorno mental também têm o direito de conviver em sociedade, e não ficar obrigatoriamente reclusas, longe do convívio social.

“Quem aqui gostou de ficar ‘preso’ na pandemia, sem sair de casa? Eu acho que ninguém, e é exatamente essa a questão. Pessoas com transtorno mental ou com uso problemático de álcool e outras drogas têm crises, mas, depois que tomam a medicação e se estabilizam, a gente consegue trabalhar com elas. Então a ideia é que, no futuro, essas pessoas possam ser cuidadas em liberdade, no território, por equipe multidisciplinar”, esclareceu Cristina.

A coordenadora da Raps complementou: “Fechar o Hosmac seria uma irresponsabilidade neste momento, porque nós temos vazios assistenciais com relação a essa rede territorial. Mas as pessoas com transtorno mental têm o direito de circular pela cidade, de estudar, de participar de eventos, de namorar, de trabalhar, como qualquer um de nós. O que a gente está querendo fazer é melhorar esse cuidado. É essa responsabilidade que a gente tem com a saúde”, frisou.

Fonte: Governo AC

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Expoacre Juruá transforma tecnologia e cultura em lazer inclusivo para famílias

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A Expoacre Juruá, em Cruzeiro do Sul, tem se destacado não apenas como vitrine agropecuária, mas também como espaço de inovação e lazer para toda a família. A Secretaria de Estado de Indústria, Ciência e Tecnologia do Acre (Seict) reuniu estandes voltados para crianças e jovens, com tecnologia, produtos em impressão 3D e atividades interativas que têm atraído grande público.

Espaço abrange jovens e crianças e é marcado por inclusão. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

O espaço kids é um dos pontos mais movimentados da feira, reunindo brincadeiras que vão de pintura corporal a experiências com óculos de realidade virtual. Para os pais, é uma oportunidade de lazer e entretenimento enquanto visitam a segunda maior feira agropecuária do estado.

Kethyla Shawãdawa, monitora do espaço, explica que as atividades são voltadas para o desenvolvimento de habilidades motoras e cognitivas, além de incluir tecnologia.

“Tem sido um espaço muito especial. As crianças participam de oficinas de escultura com balões, de miçangas e de materiais recicláveis, onde podem criar brinquedos. Também oferecemos brincadeiras voltadas para o desenvolvimento cognitivo e da coordenação motora, além de pintura facial. A grande novidade é a experiência com óculos de realidade virtual, que permite aos pais acompanhar o que seus filhos estão vivenciando”, disse.

Segundo ela, o espaço tem recebido grande movimento todas as noites, com muitos pais participando junto aos filhos. “Foi pensado com carinho para que as crianças tenham um ambiente acolhedor e cheio de descobertas.”

Miguel aproveita óculos de realidade virtual. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

Inovação e inclusão

A dentista Jamile Feijó, mãe de Miguel Machado, de 7 anos, aprovou a iniciativa. “Estamos parando em todos os estandes para que ele possa conhecer e se divertir. Este espaço está muito interativo, ele está amando e está sendo incrível. Ainda vamos ver outros estandes”, contou.

Já Lacione Maia destacou o caráter inovador. “As brincadeiras, a forma como estão expostas e os instrutores são perfeitos, têm muito jeito com criança.”

Outro ponto de destaque é a preocupação com a inclusão. Darcinete Oliveira ressaltou que este ano há mais opções voltadas para crianças atípicas.

“Nos outros anos não víamos tantas atividades direcionadas a essa necessidade. Agora encontramos jogos e materiais inclusivos que estimulam a participação delas. Isso mostra uma preocupação maior com a diversidade e torna o evento ainda mais especial.”

Impressão 3D é um dos atrativos do estande voltado para tecnologia e inovação. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

Impressão 3D e cultura local

Os estandes de tecnologia também chamam atenção. Laurênio de Souza ficou impressionado com os personagens criados em impressão 3D.

“É como uma escultura, lembra trabalhos antigos, mas hoje está mais acessível e até possível de encomendar. É um avanço para nossas cidades, porque antes só víamos pela internet ou televisão, e agora temos a oportunidade de acompanhar ao vivo. O trabalho está muito bonito, parabéns aos organizadores.”

Rodrigo Gomes, expositor, destacou o sucesso dos chaveiros sensoriais e dos “dummys”. Além disso, sua empresa Juruá 3D tem produzido peças que valorizam a identidade local.

Empresas também apostaram em produtos que ressaltam a identidade de Cruzeiro do Sul. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

“Queremos explorar a cultura do Juruá e desenvolver peças personalizadas que representem a região. Já fizemos chaveiros com a Catedral, árvores, casas de farinha e até saquinhos de farinha e açaí. São elementos culturais que fortalecem nossa tradição e permitem que o visitante leve um presente único e representativo da cidade.”

Tiago Lucena, coordenador do Laboratório de Biologia Animal e fundador da startup Jabotec 3D, reforçou o caráter inovador.

“Este ano trouxemos a Jabotec 3D, especializada em produtos personalizados em impressão 3D. Transformamos elementos da cultura pop em objetos colecionáveis e também aplicamos a tecnologia em materiais didáticos, que tornam as salas de aula mais interativas. Já validamos resultados com aumento de até 60% nas notas dos alunos.”

Analice foi visitar a feira apenas para adquirir seus personagens preferidos. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

Encanto para jovens

Analice do Nascimento, de 11 anos, ficou encantada com os espaços voltados para colecionadores.

“Estou começando a me apaixonar por essas figuras e vim preparada para adquirir algumas peças. Ontem comprei uma Hello Kitty e hoje levei um Pikachu. São produtos que remetem à infância e despertam muito interesse.”

Ela destacou que o evento é uma oportunidade para conhecer novidades e investir em itens que antes só acompanhava à distância. “É um espaço que atrai jovens e adultos, e que valoriza esse universo cultural de forma acessível.”

Fonte: Governo AC

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