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Governos do Acre e Bolívia debatem políticas de migração e proteção a refugiados em encontro binacional em Brasileia

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Com o objetivo de fortalecer a cooperação internacional e aprimorar as políticas de acolhimento e proteção às pessoas em situação de mobilidade humana, o governo do Acre realizou, nesta quinta-feira, 25, o Encontro Binacional sobre Políticas de Migração e Refúgio, em Brasileia, município acreano localizado na fronteira com a Bolívia.

Encontro promoveu diálogo entre Brasil e Bolívia diante dos desafios impostos pelo fluxo migratório na região de fronteira. Foto: Fernando Santtos/SEASDH

Promovido pela Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH) em parceria com instituições municipais e bolivianas, o encontro reuniu representantes de órgãos governamentais, organismos internacionais, forças de segurança e entidades que atuam na garantia de direitos de migrantes e refugiados.

Marco de resultados

O presidente do Comitê Estadual de Apoio aos Migrantes, Apátridas e Refugiados (Ceamar), Lucas Guimarães, apresentou um panorama do que está sendo realizado pelo Estado em governança migratória, além dos resultados e desafios da política de migração e refúgio. “Temos ido nos municípios levar capacitações e ampliar essa rede. Esse encontro com a participação da Bolívia, órgãos de Segurança Pública e de Justiça ajuda a promover uma migração segura, ordenada e com respeito aos direitos humanos”.

Presidente do Ceamar dialoga com a cônsul da Bolívia no Brasil sobre a unificação de protocolos de apoio aos migrantes. Foto: Fernando Santtos/SEASDH

Criado pelo governo do Acre por meio do Decreto nº 7357, de 2020, o Comitê Estadual de apoio aos Migrantes Apátridas e refugiados (Ceamar) reúne representantes SEASDH, das secretarias estaduais de Justiça e Segurança Pública, Educação e Cultura, Saúde, além da Ordem dos Advogados do Brasil – seccional Acre (OAB/AC), da Diocese de Rio Branco e da Universidade Federal do Acre.

A diretora de Direitos Humanos da SEASDH, Joelma Pontes, destacou as ações desenvolvidas pelo Estado no acolhimento humanitário, na assistência social e proteção de migrantes, refugiados e apátridas que ingressam no Brasil pela fronteira acreana. Segundo ela, a cooperação entre instituições é essencial para fortalecer a rede de atendimento, ampliar a garantia de direitos e promover respostas mais eficazes aos desafios da mobilidade humana na região de fronteira.

Joelma Pontes destacou as ações desenvolvidas pelo Estado no acolhimento e na proteção de migrantes, refugiados e apátridas durante o encontro binacional realizado em Brasileia. Foto: Fernando Santtos/SEASDH

“A migração é um fenômeno que ultrapassa fronteiras e exige atuação conjunta. Este encontro, realizado por determinação da nossa governadora, Mailza Assis, e com o apoio do nosso secretário, João Paulo Silva, fortalece o diálogo entre Brasil e Bolívia, permitindo a construção de estratégias integradas que assegurem direitos, promovam dignidade e ampliem a capacidade de acolhimento dos dois países”, afirmou.

Durante a programação, também foram debatidos temas como regularização migratória, combate ao tráfico de pessoas, a integração socioeconômica, o acesso a serviços públicos como saúde e educação e fortalecimento das redes de atendimento nos municípios de fronteira.

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Diplomacia na garantia de direitos

A cônsul da Bolívia no Brasil, Daniela Verez, enfatizou que a fronteira entre Bolívia e Brasil representa um território de integração entre povos, culturas e histórias. “Este encontro demonstra que Brasil e Bolívia compartilham a responsabilidade de construir políticas migratórias cada vez mais eficientes e humanitárias. A cooperação entre nossos países é fundamental para garantir o acolhimento adequado de migrantes e refugiados, fortalecer a proteção social e promover o desenvolvimento das comunidades de fronteira”, afirmou

Emocionado ao recordar a própria trajetória como migrante, o venezuelano Francisco Sales, presidente da Associação Migrar, afirmou que o Encontro Binacional entre Acre e Bolívia representa um importante marco para o fortalecimento das políticas voltadas aos migrantes, refugiados e apátridas na região de fronteira.

“Este é um Momento de esperança e de fortalecimento da cooperação entre nossos povos”, ressaltou Francisco Sales. Foto: Fernando Santtos/SEASDH

“Para nós, que vivemos na pele os desafios da migração, este encontro representa esperança. É a demonstração de que governos, organismos internacionais e a sociedade civil estão unidos para construir caminhos de acolhimento, proteção e inclusão. Ver esse compromisso sendo fortalecido nos dá a certeza de que estamos avançando na garantia de direitos e na construção de uma vida mais digna para milhares de famílias”, declarou.

“Hoje, mais de 117 milhões de pessoas em todo o mundo foram forçadas a deixar suas casas em razão de conflitos, perseguições, violações de direitos humanos e outras crises humanitárias. Esse cenário reforça a importância de fortalecer políticas públicas de acolhimento, proteção e integração para migrantes e refugiados, garantindo que essas pessoas tenham seus direitos respeitados e a oportunidade de reconstruir suas vidas com dignidade”, destacou a chefe da Agência da ONU para Refugiados (Acnur), Juliana Serra.

União no combate aos crimes transfronteiriços 

O coordenador do Grupo Especializado de Fronteira (Gefron), tenente Nilmerison Almeida,  informou que o órgão tem atuado na base de Senador Guiomard com orientações aos migrantes e refugiados que passam pelo local diariamente.

O Acre está inserido em uma estratégica região de fronteira internacional. O Brasil compartilha cerca de 3.423 quilômetros de fronteira com a Bolívia e outros 2.995 quilômetros com o Peru, totalizando mais de 6,4 mil quilômetros de limites territoriais. Essa extensa faixa fronteiriça reforça a importância da cooperação entre os países para o desenvolvimento de políticas migratórias, segurança, integração regional e garantia de direitos humano

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Estavam presentes representantes da Polícia Federal, a gerente da Secretaria de Assistência Social de Brasileia, Isolda Araújo, Dival Neto, da Pastoral do Migrante da Diocese de Rio Branco, das casas de passagem de Brasileia e Epitaciolândia.

Atuação do governo do Acre, por meio da SEASDH, na política de migrantes, refugiados e apátridas:

  • Coordena a política estadual de migração e refúgio por meio da Divisão de Apoio aos Migrantes e Refugiados (Divmar) e do Comitê Estadual de Apoio aos Migrantes, Apátridas e Refugiados (Ceamar);
  • Mantém uma rede de acolhimento humanitário com apoio a três casas de passagem para atendimento emergencial de migrantes e refugiados, localizadas em Rio Branco, Assis Brasil e Epitaciolândia;
  • Atua diretamente nos municípios de fronteira, especialmente Assis Brasil, Brasileia e Epitaciolândia, monitorando o fluxo migratório e fortalecendo a rede de proteção social;
  • Promove a articulação entre Estado, municípios, governo federal, Polícia Federal, Ministério Público, Defensoria Pública, órgãos de segurança, saúde, educação e assistência social para garantir atendimento integrado aos migrantes;
  • Desenvolve ações em parceria com organismos internacionais, como a Organização Internacional para as Migrações (OIM) e Agência das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) fortalecendo a resposta humanitária no estado;
  • Realiza capacitações para gestores e técnicos que atuam no atendimento à população migrante, especialmente nas regiões de fronteira;
  • Coordena campanhas de conscientização e combate à discriminação, como a campanha “Acre sem Xenofobia”, voltada à promoção do respeito e da convivência intercultural;
  • Promove anualmente a Semana Estadual do Migrante, Refugiado e Apátrida, com oferta de serviços, orientações, ações de saúde, atividades culturais e fortalecimento de direitos;
  • Incentiva a inclusão social e produtiva dos migrantes por meio da criação de comissões temáticas voltadas ao acesso à educação, revalidação de diplomas, qualificação profissional e inserção no mercado de trabalho;
  • Desenvolveu o Sistema de Cadastro do Migrante, ferramenta que auxilia no planejamento e monitoramento das políticas públicas voltadas a essa população;
  • Realizou conferências estaduais e participou de conferências nacionais para discutir propostas e aperfeiçoar as políticas de migração, refúgio e apatridia;
  • Recebeu reconhecimento nacional por boas práticas em gestão migratória, com a conquista do Selo MigraCidades.  

Fonte: Governo AC

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Expoacre Juruá transforma tecnologia e cultura em lazer inclusivo para famílias

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A Expoacre Juruá, em Cruzeiro do Sul, tem se destacado não apenas como vitrine agropecuária, mas também como espaço de inovação e lazer para toda a família. A Secretaria de Estado de Indústria, Ciência e Tecnologia do Acre (Seict) reuniu estandes voltados para crianças e jovens, com tecnologia, produtos em impressão 3D e atividades interativas que têm atraído grande público.

Espaço abrange jovens e crianças e é marcado por inclusão. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

O espaço kids é um dos pontos mais movimentados da feira, reunindo brincadeiras que vão de pintura corporal a experiências com óculos de realidade virtual. Para os pais, é uma oportunidade de lazer e entretenimento enquanto visitam a segunda maior feira agropecuária do estado.

Kethyla Shawãdawa, monitora do espaço, explica que as atividades são voltadas para o desenvolvimento de habilidades motoras e cognitivas, além de incluir tecnologia.

“Tem sido um espaço muito especial. As crianças participam de oficinas de escultura com balões, de miçangas e de materiais recicláveis, onde podem criar brinquedos. Também oferecemos brincadeiras voltadas para o desenvolvimento cognitivo e da coordenação motora, além de pintura facial. A grande novidade é a experiência com óculos de realidade virtual, que permite aos pais acompanhar o que seus filhos estão vivenciando”, disse.

Segundo ela, o espaço tem recebido grande movimento todas as noites, com muitos pais participando junto aos filhos. “Foi pensado com carinho para que as crianças tenham um ambiente acolhedor e cheio de descobertas.”

Miguel aproveita óculos de realidade virtual. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

Inovação e inclusão

A dentista Jamile Feijó, mãe de Miguel Machado, de 7 anos, aprovou a iniciativa. “Estamos parando em todos os estandes para que ele possa conhecer e se divertir. Este espaço está muito interativo, ele está amando e está sendo incrível. Ainda vamos ver outros estandes”, contou.

Já Lacione Maia destacou o caráter inovador. “As brincadeiras, a forma como estão expostas e os instrutores são perfeitos, têm muito jeito com criança.”

Outro ponto de destaque é a preocupação com a inclusão. Darcinete Oliveira ressaltou que este ano há mais opções voltadas para crianças atípicas.

“Nos outros anos não víamos tantas atividades direcionadas a essa necessidade. Agora encontramos jogos e materiais inclusivos que estimulam a participação delas. Isso mostra uma preocupação maior com a diversidade e torna o evento ainda mais especial.”

Impressão 3D é um dos atrativos do estande voltado para tecnologia e inovação. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

Impressão 3D e cultura local

Os estandes de tecnologia também chamam atenção. Laurênio de Souza ficou impressionado com os personagens criados em impressão 3D.

“É como uma escultura, lembra trabalhos antigos, mas hoje está mais acessível e até possível de encomendar. É um avanço para nossas cidades, porque antes só víamos pela internet ou televisão, e agora temos a oportunidade de acompanhar ao vivo. O trabalho está muito bonito, parabéns aos organizadores.”

Rodrigo Gomes, expositor, destacou o sucesso dos chaveiros sensoriais e dos “dummys”. Além disso, sua empresa Juruá 3D tem produzido peças que valorizam a identidade local.

Empresas também apostaram em produtos que ressaltam a identidade de Cruzeiro do Sul. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

“Queremos explorar a cultura do Juruá e desenvolver peças personalizadas que representem a região. Já fizemos chaveiros com a Catedral, árvores, casas de farinha e até saquinhos de farinha e açaí. São elementos culturais que fortalecem nossa tradição e permitem que o visitante leve um presente único e representativo da cidade.”

Tiago Lucena, coordenador do Laboratório de Biologia Animal e fundador da startup Jabotec 3D, reforçou o caráter inovador.

“Este ano trouxemos a Jabotec 3D, especializada em produtos personalizados em impressão 3D. Transformamos elementos da cultura pop em objetos colecionáveis e também aplicamos a tecnologia em materiais didáticos, que tornam as salas de aula mais interativas. Já validamos resultados com aumento de até 60% nas notas dos alunos.”

Analice foi visitar a feira apenas para adquirir seus personagens preferidos. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom

Encanto para jovens

Analice do Nascimento, de 11 anos, ficou encantada com os espaços voltados para colecionadores.

“Estou começando a me apaixonar por essas figuras e vim preparada para adquirir algumas peças. Ontem comprei uma Hello Kitty e hoje levei um Pikachu. São produtos que remetem à infância e despertam muito interesse.”

Ela destacou que o evento é uma oportunidade para conhecer novidades e investir em itens que antes só acompanhava à distância. “É um espaço que atrai jovens e adultos, e que valoriza esse universo cultural de forma acessível.”

Fonte: Governo AC

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