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Iapen amplia cuidado com mulheres no presídio ao oferecer Implanon para evitar gravidez
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Cuidar da saúde das mulheres privadas de liberdade também é garantir direitos e ampliar caminhos de dignidade no âmbito do sistema prisional. Com esse olhar, o Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen), em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde de Rio Branco (Semsa), realizou na Divisão de Estabelecimento Penal Feminino de Rio Branco, nesta terça-feira, 23, uma ação voltada à saúde sexual e reprodutiva de detentas e servidoras, com a oferta e implantação do método contraceptivo Implanon.
A iniciativa surgiu a partir do interesse manifestado pelas próprias mulheres privadas de liberdade, que, ao conhecerem o método por meio das equipes de enfermagem que atuam nas unidades prisionais, solicitaram acesso ao dispositivo. O Implanon é um contraceptivo de longa duração, implantado sob a pele, que libera hormônios gradualmente e pode prevenir a gravidez por até três anos, com menor risco de falhas e menos efeitos colaterais.
Iapen amplia cuidado com mulheres no presídio ao oferecer Implanon para evitar gravidez. Foto: José Lucas Gaia/IapenA chefe da Divisão de Saúde do Iapen, Gabriela Silveira, explica que a ação é resultado direto do fortalecimento da parceria institucional com a rede municipal de saúde: “Desde agosto de 2025, a Semsa passou a assumir a saúde regional de Rio Branco, incluindo a equipe que atua na Unidade Básica de Saúde do Complexo Penitenciário Francisco d’Oliveira Conde (FOC), no sistema prisional. Foi a partir desse diálogo que a proposta ganhou forma”.
Gabriela Silveira é chefe da Divisão de Saúde do Iapen. Foto: José Lucas Gaia/IapenA iniciativa também contemplou servidoras do Instituto. Para Gabriela, os benefícios vão além da prevenção da gravidez. “O Implanon, por liberar o hormônio de forma contínua, contribui para a redução de cólicas, do fluxo menstrual e de outras reações comuns aos métodos tradicionais, o que impacta diretamente na rotina das mulheres nas unidades prisionais. Além disso, a ação auxilia na prevenção de gestações indesejadas em um ambiente que não é adequado para o desenvolvimento de uma criança”, afirma.
Gravidez no Sistema Prisional
A realidade da gravidez no sistema prisional exige atenção constante. Atualmente, o Iapen conta com duas detentas gestantes, e todo o acompanhamento é feito de forma técnica e humanizada.
A chefe do Departamento de Assistência e Saúde do Instituto, Ingrid Suárez, detalha como funciona esse processo. “Quando a gestação se aproxima do sétimo ou oitavo mês, a equipe técnica da unidade elabora um relatório detalhado, com avaliações psicológicas, sociais e clínicas, solicitando ao Judiciário a concessão de prisão domiciliar com uso de tornozeleira eletrônica”, relata.
O objetivo é garantir que a mulher possa viver o final da gestação e o período de amamentação fora do ambiente prisional. Em casos de gravidez de risco, esse pedido pode ser feito ainda mais cedo. Para Ingrid, é fundamental evitar a permanência de bebês no do sistema prisional. “As mães cumprem pena. Os filhos, não”, enfatiza.
Impacto visível
Entre as mulheres beneficiadas pela ação está a detenta A. L., de 44 anos, mãe de seis filhos. Para ela, a implantação do Implanon representa alívio, cuidado e autonomia sobre o próprio corpo. Reclusa e consciente dos limites que a idade impõe ao uso contínuo de anticoncepcionais orais, ela relata que a oportunidade foi recebida com gratidão.
“Eu já estava pensando em como evitar mais um filho. Esse implante foi maravilhoso para mim, fiquei muito feliz com essa oportunidade. É um privilégio para nós”, relata.

A ação também contemplou servidoras do sistema prisional. A policial penal Lucélia Barbosa optou pelo método pela praticidade e segurança. Para ela, o Implanon facilita a rotina intensa do trabalho, eliminando a necessidade de medicamentos diários ou mensais.
“É a melhor coisa que tem. A gente não precisa tomar comprimido todo dia ou injeção todo mês. É rápido, não dói e traz tranquilidade para a nossa rotina. Isso faz muita diferença”, diz Barbosa.
Do ponto de vista da política pública de saúde, a ação integra um conjunto de estratégias voltadas a mulheres em situação de vulnerabilidade. A chefe da Divisão de Saúde da Mulher da rede municipal de saúde de Rio Branco, Sulamita Guedes, destaca que a iniciativa segue diretrizes do Ministério da Saúde e da política municipal, priorizando o acesso de populações historicamente mais expostas a riscos e com menos acesso aos serviços.
“Assim como já ocorreu com mulheres em situação de rua e mulheres indígenas em contexto urbano, as mulheres privadas de liberdade passaram a ser incluídas de forma prioritária na oferta do Implanon. Nesta etapa da ação, foram disponibilizados 60 implantes, com previsão de continuidade conforme novas mulheres manifestem interesse pelo método”, garante a chefe da divisão.
Equipe da diretoria de Reintegração Social do Iapen e da Semsa em frente ao posto medico da divisão. Foto: José Lucas Gaia/IapenAo garantir acesso à informação, escolha e cuidado, a ação reafirma que a saúde é um direito que não se perde com a privação de liberdade. Mais do que um procedimento médico, a iniciativa representa respeito, prevenção e a construção de um sistema prisional mais humano, atento às especificidades e necessidades das mulheres que dele fazem parte.
Fonte: Governo AC
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Expoacre Juruá transforma tecnologia e cultura em lazer inclusivo para famílias
A Expoacre Juruá, em Cruzeiro do Sul, tem se destacado não apenas como vitrine agropecuária, mas também como espaço de inovação e lazer para toda a família. A Secretaria de Estado de Indústria, Ciência e Tecnologia do Acre (Seict) reuniu estandes voltados para crianças e jovens, com tecnologia, produtos em impressão 3D e atividades interativas que têm atraído grande público.
Espaço abrange jovens e crianças e é marcado por inclusão. Foto: Clemerson Ribeiro/SecomO espaço kids é um dos pontos mais movimentados da feira, reunindo brincadeiras que vão de pintura corporal a experiências com óculos de realidade virtual. Para os pais, é uma oportunidade de lazer e entretenimento enquanto visitam a segunda maior feira agropecuária do estado.
Kethyla Shawãdawa, monitora do espaço, explica que as atividades são voltadas para o desenvolvimento de habilidades motoras e cognitivas, além de incluir tecnologia.
“Tem sido um espaço muito especial. As crianças participam de oficinas de escultura com balões, de miçangas e de materiais recicláveis, onde podem criar brinquedos. Também oferecemos brincadeiras voltadas para o desenvolvimento cognitivo e da coordenação motora, além de pintura facial. A grande novidade é a experiência com óculos de realidade virtual, que permite aos pais acompanhar o que seus filhos estão vivenciando”, disse.
Segundo ela, o espaço tem recebido grande movimento todas as noites, com muitos pais participando junto aos filhos. “Foi pensado com carinho para que as crianças tenham um ambiente acolhedor e cheio de descobertas.”
Miguel aproveita óculos de realidade virtual. Foto: Clemerson Ribeiro/SecomInovação e inclusão
A dentista Jamile Feijó, mãe de Miguel Machado, de 7 anos, aprovou a iniciativa. “Estamos parando em todos os estandes para que ele possa conhecer e se divertir. Este espaço está muito interativo, ele está amando e está sendo incrível. Ainda vamos ver outros estandes”, contou.
Já Lacione Maia destacou o caráter inovador. “As brincadeiras, a forma como estão expostas e os instrutores são perfeitos, têm muito jeito com criança.”
Outro ponto de destaque é a preocupação com a inclusão. Darcinete Oliveira ressaltou que este ano há mais opções voltadas para crianças atípicas.
“Nos outros anos não víamos tantas atividades direcionadas a essa necessidade. Agora encontramos jogos e materiais inclusivos que estimulam a participação delas. Isso mostra uma preocupação maior com a diversidade e torna o evento ainda mais especial.”
Impressão 3D é um dos atrativos do estande voltado para tecnologia e inovação. Foto: Clemerson Ribeiro/SecomImpressão 3D e cultura local
Os estandes de tecnologia também chamam atenção. Laurênio de Souza ficou impressionado com os personagens criados em impressão 3D.
“É como uma escultura, lembra trabalhos antigos, mas hoje está mais acessível e até possível de encomendar. É um avanço para nossas cidades, porque antes só víamos pela internet ou televisão, e agora temos a oportunidade de acompanhar ao vivo. O trabalho está muito bonito, parabéns aos organizadores.”
Rodrigo Gomes, expositor, destacou o sucesso dos chaveiros sensoriais e dos “dummys”. Além disso, sua empresa Juruá 3D tem produzido peças que valorizam a identidade local.
Empresas também apostaram em produtos que ressaltam a identidade de Cruzeiro do Sul. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom“Queremos explorar a cultura do Juruá e desenvolver peças personalizadas que representem a região. Já fizemos chaveiros com a Catedral, árvores, casas de farinha e até saquinhos de farinha e açaí. São elementos culturais que fortalecem nossa tradição e permitem que o visitante leve um presente único e representativo da cidade.”
Tiago Lucena, coordenador do Laboratório de Biologia Animal e fundador da startup Jabotec 3D, reforçou o caráter inovador.
“Este ano trouxemos a Jabotec 3D, especializada em produtos personalizados em impressão 3D. Transformamos elementos da cultura pop em objetos colecionáveis e também aplicamos a tecnologia em materiais didáticos, que tornam as salas de aula mais interativas. Já validamos resultados com aumento de até 60% nas notas dos alunos.”
Analice foi visitar a feira apenas para adquirir seus personagens preferidos. Foto: Clemerson Ribeiro/SecomEncanto para jovens
Analice do Nascimento, de 11 anos, ficou encantada com os espaços voltados para colecionadores.
“Estou começando a me apaixonar por essas figuras e vim preparada para adquirir algumas peças. Ontem comprei uma Hello Kitty e hoje levei um Pikachu. São produtos que remetem à infância e despertam muito interesse.”
Ela destacou que o evento é uma oportunidade para conhecer novidades e investir em itens que antes só acompanhava à distância. “É um espaço que atrai jovens e adultos, e que valoriza esse universo cultural de forma acessível.”
Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
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Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
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