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Iapen promove curso de capacitação técnica para policiais penais em todo Acre
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O Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen) deu início, nesta terça-feira, 11, à etapa final da primeira turma do Curso de Capacidade Técnica para Porte de Arma de Fogo. A atividade reuniu 28 policiais penais que atuam na capital no Centro de Treinamento da Polícia Penal do Complexo Penitenciário de Rio Branco, com instruções e avaliação prática de tiro.
O curso é voltado para servidores que ainda não possuem o porte institucional de arma de fogo, sendo uma etapa obrigatória para a cautela do armamento e para o pleno exercício das funções operacionais. A iniciativa integra a Política de Capacitação e Valorização dos Policiais Penais, com foco no aprimoramento técnico e no fortalecimento da segurança institucional.
De acordo com a chefe da Escola do Servidor Penitenciário, Helena Guedes, a formação tem como eixo central a legalidade e a preservação da vida. “O objetivo central do treinamento é assegurar que o uso da força pelos policiais penais ocorra sempre dentro dos padrões de legalidade, ética e responsabilidade. A formação prepara o servidor para reagir com precisão a situações de risco, priorizando a preservação da vida e da integridade física, tanto dos profissionais quanto dos custodiados”, destaca.

A capacitação possui carga total de 30 horas, sendo 10 horas na modalidade de ensino à distância (EAD) e 20 horas presenciais, com atividades práticas. O conteúdo programático abrange regras fundamentais de segurança, nomenclatura e funcionamento das armas, fundamentos de tiro e conduta adequada no estande.
O processo avaliativo segue critérios rigorosos. Na prova teórica, os servidores precisam alcançar no mínimo 60% de aproveitamento em conteúdos como legislação, Estatuto do Desarmamento, normas de segurança e funcionamento de armas de fogo. Já na prova prática, também é exigido aproveitamento mínimo de 60%, com disparos em alvos humanoides, a distâncias de cinco e sete metros, além de testes com alvos de quatro cores, conforme os padrões da Polícia Federal.

Para a policial penal Jacileia Quinilato, a capacitação é fundamental para o aperfeiçoamento profissional. “É importante para o nosso aperfeiçoamento profissional. A gente tem que estar sempre preparado para quando for necessário o uso do armamento. Essa capacitação serve justamente para aperfeiçoar o nosso operacional. Já fiz vários cursos; sempre que posso, participo, e esse não é o primeiro contato, é para aprimorar ainda mais”, afirma.
O policial penal Paulo Soares também ressaltou a importância da iniciativa: “É sempre importante a gente estar fazendo esse tipo de curso, porque na hora da ação é essencial estar capacitado para qualquer intervenção durante o nosso trabalho”, pontua.

Segundo o chefe da Academia de Polícia Penal (Acadepol-Penal), Ronaldo de Melo, a formação atende a uma exigência normativa do Instituto. “O Iapen, por meio da Escola e da Academia de Polícia Penal, está oferecendo essa capacitação para que os policiais penais possam obter o porte de arma na carteira funcional. Esse curso é um requisito exigido por portaria do Instituto. Além disso, elaboramos um calendário de cursos disponível no site do Iapen, com diversas formações programadas para este ano”, explica.
Cronograma no interior
Após a conclusão da etapa em Rio Branco, o Iapen irá descentralizar a formação para atender policiais penais de outras regionais do estado. As próximas avaliações práticas ocorrerão nos seguintes municípios:
- Sena Madureira: 12 e 13 de fevereiro;
- Cruzeiro do Sul: 23 e 24 de fevereiro;
- Tarauacá: 26 e 27 de fevereiro.
Fonte: Governo AC
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Segurança pública intensifica ações em comunidades indígenas e fortalece segurança comunitária em Santa Rosa do Purus
A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública do Acre (Sejusp), por meio do programa Acre pela Vida e da Diretoria de Políticas Públicas de Segurança, Justiça e Integração Social (DIRPSJ), realizou ao longo de toda a semana, 13 a 18 uma série de ações em comunidades indígenas com o objetivo de fortalece segurança comunitária em Santa Rosa do Purus.

A agenda contou com atividades educativas, atendimentos sociais e iniciativas esportivas, com foco na aproximação entre o poder público e a população local. Entre os destaques, esteve a formatura de estudantes do Projeto Pequeno Brilhante, que atendeu alunos do 4º ao 7º ano de escolas do município, além da entrega de kits esportivos para incentivar práticas saudáveis entre crianças e jovens.

As ações reforçam a estratégia da Sejusp de integrar políticas de segurança com iniciativas sociais, ampliando a presença institucional em regiões de difícil acesso e promovendo cidadania de forma contínua e inclusiva. Para o secretário de Segurança Pública, José Américo Gaia, a presença do Estado em regiões de difícil acesso reforça o papel da segurança pública como instrumento de cidadania.

“Essas ações mostram que a segurança vai além do policiamento. Estamos promovendo inclusão, diálogo e oportunidades, principalmente em comunidades indígenas, respeitando suas especificidades e fortalecendo vínculos de confiança”, destacou.

Além das atividades com estudantes, a programação incluiu palestras direcionadas ao ensino fundamental, médio e à Educação de Jovens e Adultos (EJA), abordando temas como violência contra a mulher, tráfico de pessoas e contrabando de migrantes. Durante a permanência no município, a equipe também realizou atendimentos diretos, incluindo o acompanhamento de casos de migração e o suporte imediato a uma vítima de violência doméstica.

A coordenadora do programa Acre pela Vida, Francisca de Fátima, ressaltou o caráter preventivo e transformador das ações. “Trabalhar com a comunidade, especialmente em territórios indígenas, é essencial para construir uma cultura de paz. Quando levamos informação, esporte e apoio social, contribuímos diretamente para a prevenção da violência”, afirmou.

O cronograma também contemplou visitas técnicas e escuta ativa junto às comunidades locais e instituições públicas, com o objetivo de mapear demandas e orientar futuras políticas públicas. Nas aldeias, a equipe conheceu projetos esportivos indígenas, incluindo times femininos e masculinos, realizou palestras e entregou materiais esportivos.

A assessora da DIRPSJ, Hany Cruz de Armas, destacou a importância da aproximação com os povos tradicionais. “Estar presente nas aldeias, ouvir as lideranças e contribuir com ações concretas demonstra respeito e compromisso. A segurança pública precisa dialogar com a realidade de cada comunidade, especialmente no contexto indígena”, enfatizou.
Fonte: Governo AC
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