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Iapen promove treinamento de sobrevivência policial para policiais penais do Acre

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A capacitação e valorização profissional têm sido uma das prioridades no sistema prisional acreano. O Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen), por meio da Academia de Polícia Penal (Acadepol-Penal) da Escola do Servidor Penitenciário, promoveu um treinamento de sobrevivência policial nesta sexta-feira, 16, voltado a policiais penais, com foco em situações de risco fora do ambiente prisional, especialmente durante os períodos de folga. Ao todo, 18 operadores de segurança participam da instrução.

O treinamento busca preparar os policiais para agir de forma segura em cenários nos quais não contam com o aparato institucional do Estado, como quando estão com suas famílias ou em atividades cotidianas. A capacitação aborda protocolos essenciais de autoproteção, reação e tomada de decisão em situações extremas.

Treinamento prepara policiais para situações de risco fora do serviço. Foto: Antonio Moura/Iapen

De acordo com um dos instrutores da disciplina, Wendel Souza, a iniciativa atende a uma necessidade real da Segurança Pública. “Hoje nós temos aqui 18 policiais fazendo esse treinamento de sobrevivência policial, que visa passar protocolos que serão utilizados caso o operador sofra algum ataque no momento de folga, quando está mais vulnerável. Dados nacionais mostram que esses são os momentos de maior ocorrência de perda de policiais. O Iapen e a Polícia Penal estão preparando esses operadores para situações de extrema importância, com conhecimentos que podem salvar vidas”, destaca.

Wendel Souza, instrutor do treinamento de sobrevivência policial. Foto: Antonio Moura/Iapen

Para o policial penal Rony Ferreira, a capacitação fortalece tanto a atuação profissional quanto a segurança pessoal. “Eu enxergo esse treinamento como de suma importância, porque prepara o operador de segurança pública para realizar a sua própria segurança fora das mediações do sistema prisional. Ele capacita o policial para proteger a própria vida e também a da sociedade que o cerca no momento de folga. Essa iniciativa vem somar muito, tanto dentro quanto fora do sistema”, afirma.

Policial penal Rony Ferreira destaca importância da capacitação. Foto: Antonio Moura/Iapen

A iniciativa fortalece a preparação técnica e emocional dos servidores, contribuindo para que estejam mais seguros tanto no exercício da função quanto nos momentos fora do serviço. A policial penal Priscila Oliveira também ressaltou o cuidado da instituição com os servidores. 

“Esse curso tem uma suma importância porque capacita o agente de segurança pública e demonstra a preocupação do Iapen com o lado humano do operador. A sobrevivência policial não se limita ao ambiente de trabalho, mas à vida diária, à proteção da nossa família, amigos e da comunidade. É um aprendizado a mais que a instituição nos oferece, e está sendo uma experiência maravilhosa”, relata.

Policial penal Priscila Oliveira durante o treinamento. Foto: Antonio Moura/Iapen

Com ações como essa, o Iapen busca investir na segurança daqueles que cuidam de proteger a sociedade. São eles que lutam na linha de frente da Segurança Pública do Acre, dentro e fora do ambiente prisional. 

Fonte: Governo AC

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Acre garante transferência de recém-nascido para cirurgia em São Paulo e reforça papel do TFD na assistência de alta complexidade

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Em meio à rotina intensa das unidades de saúde, onde cada decisão pode significar a diferença entre o tempo e a vida, uma operação delicada mobilizou a rede estadual para garantir a um recém-nascido acreano a chance de receber tratamento especializado fora do estado. Com apenas 11 dias de vida, o pequeno Teodoro Costa precisou ser inserido em uma complexa logística de transferência para um centro de referência nacional em cirurgia cardíaca, evidenciando, na prática, o papel estratégico do sistema público de saúde.

Transferência segura garantindo uma nova chance de vida. Foto: Tiago Araújo/Sesacre

A solicitação de transferência foi acolhida pela Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre), por meio do Complexo Regulador Estadual e da Central de Urgência e Emergência, que prontamente articulou vaga no Hospital de Base de São José do Rio Preto, no interior de São Paulo, referência em procedimentos de alta complexidade. A resposta rápida ao caso reflete um dos pilares da assistência pública no estado: garantir acesso ao cuidado mesmo quando ele ultrapassa fronteiras geográficas.

“O Tratamento Fora de Domicílio é uma ferramenta essencial para garantir que nenhum acreano fique sem assistência, mesmo quando o procedimento necessário ultrapassa a capacidade instalada local. Nosso compromisso é assegurar que o paciente chegue ao destino com segurança, no menor tempo possível, e com toda a assistência necessária”, destacou o secretário de Estado de Saúde, José Bestene.

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Este tipo de serviço garante acesso a tratamento de alta complexidade fora do estado, superando distâncias e ampliando cuidado. Foto: Tiago Araújo/Sesacre

Em um estado com dimensões territoriais desafiadoras e limitações naturais à oferta de determinados serviços de alta complexidade, o Tratamento Fora de Domicílio (TFD) se consolida como uma política pública indispensável. Mais do que viabilizar deslocamentos, o programa representa a ponte entre a necessidade imediata do paciente e a resolutividade que só centros altamente especializados podem oferecer. É, na prática, a garantia de equidade no acesso à saúde, um princípio que sustenta o Sistema Único de Saúde (SUS).

No caso de Teodoro, diagnosticado com transposição das grandes artérias, uma cardiopatia congênita grave que exige intervenção cirúrgica urgente, cada hora conta. A decisão pela transferência foi tomada com base em critérios técnicos e na necessidade de acesso a uma estrutura com maior capacidade de resposta para esse tipo de procedimento.

“O paciente tem um bom peso, está sendo assistido adequadamente, mas, pela complexidade da patologia, entendemos que a melhor conduta é a transferência imediata para um centro com mais recursos. Essa decisão não está relacionada à falta de profissionais, mas à necessidade de um suporte específico para esse tipo de cirurgia”, explicou o médico responsável pela UTI aérea, Dr. Jardson Batista.

Família foi orientada sobre cada etapa dentro e fora de domicilio. Foto: Tiago Araújo/Sesacre

Para garantir a segurança durante todo o trajeto, a Sesacre organizou o transporte em UTI aérea, estrutura equipada para manter o suporte intensivo necessário ao recém-nascido. A operação inclui equipe especializada e acompanhamento contínuo, além da presença da mãe, assegurando também o suporte emocional em um momento de extrema vulnerabilidade.

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A trajetória até aqui, no entanto, também carrega reconhecimento. A mãe de Teodoro, Fernanda da Costa Ferreira, de 21 anos, faz questão de destacar o atendimento recebido desde a chegada à unidade de saúde no Acre. Em meio à apreensão, ela relata cuidado, atenção e transparência por parte das equipes.

“Desde que cheguei, fomos atendidos com urgência. Ele foi muito bem assistido, sempre com profissionais acompanhando de perto. Me explicaram tudo, inclusive sobre a transferência. Estou confiante, entregando nas mãos de Deus e acreditando que vai dar tudo certo”, afirmou.

Presença da família fortalece o cuidado e leva mais segurança ao paciente. Foto: Tiago Araújo/ Sesacre

Histórias como a de Teodoro traduzem, de forma concreta, o impacto das políticas públicas de saúde na vida das pessoas. Por trás de cada transferência realizada, há uma engrenagem que envolve planejamento, articulação interestadual, equipes técnicas e, sobretudo, compromisso com a vida. Em um cenário onde a distância poderia ser um obstáculo, o TFD transforma caminhos em possibilidades e reafirma que, mesmo nos casos mais complexos, o cuidado continua sendo prioridade.

Fonte: Governo AC

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