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Mais de 900 profissionais de segurança pública atuarão durante as cinco noites de Carnaval, em Rio Branco
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Por Miguel Feitosa
O governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), e em parceria com a Prefeitura de Rio Branco, realiza uma operação integrada de segurança durante o Carnaval 2026, entre os dias 13 e 17 de fevereiro, com o objetivo de garantir a segurança da população. As ações envolvem medidas preventivas, ostensivas e de fiscalização, com atuação conjunta de órgãos estaduais e municipais, envolvendo 937 profissionais da segurança pública durante as cinco noites na capital.
O diretor operacional da Sejusp, Atahualpa Ribera, relata que há uma congregação de forças de segurança atuando no período de carnaval. “A segurança pública, através da Sejusp une todos os órgãos existindo uma congregação de todas as forças para que nós tenhamos um carnaval extremamente seguro. Nós esperamos que esse planejamento possa proporcionar para a população um carnaval tranquilo”, explicou.

As festividades serão realizadas na Praça da Revolução, em frente à Prefeitura de Rio Branco, e vão abranger trechos da Avenida Getúlio Vargas, no centro da capital. A operação integrada conta com a participação da Policia Militar do Acre (PMAC), do Corpo de Bombeiros Militar do Acre (CBMAC), do Departamento Estadual de Trânsito (Detran/AC), da Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (RBTRANS), do Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen), do Batalhão de Policiamento de Trânsito (BPTRAN) e da Polícia Civil do Acre (PCAC).
A tenente-coronel PM Jokebed Taveira informa que a polícia militar está preparada. “Aqui em Rio Branco, que é a maior festa, nós temos uma área já delimitada, uma organização bem efetiva, já informada e já conversada”.

Ações de prevenção e emergências
O Corpo de Bombeiros Militar do Acre é responsável pelas ações de prevenção e resposta às emergências, com foco no combate a incêndio e situação de pânico, no salvamento, resgate e atendimento pré-hospitalar.
Durante o período do evento, serão empregados nove bombeiros militares por noite, distribuídos em guarnições de socorro e salvamento, com apoio de viaturas operacionais. As equipes atuarão diariamente das 16h ou 17h até as 3h, conforme o cronograma das festividades, permanecendo de prontidão durante todo o evento.
Antes do início oficial do carnaval, o CBMAC realizou vistorias técnicas nas estruturas do evento, como palco e áreas de alimentação, a fim de garantir o cumprimento das normas de segurança exigidas.
“O bombeiro é um braço operativo desse grande evento de concentração do público, que vai acontecer aqui na cidade de Rio Branco e também em diversos municípios do nosso estado. Então, o corpo de bombeiros está pronto para atuar de frente a qualquer possibilidade que possa acontecer e qualquer tipo de incidente”, destacou Éden Santos, comandante-geral do Corpo de Bombeiros em exercício.

Trânsito
As ações de trânsito serão coordenadas pelo Detran/AC, por meio da Coordenadoria Integrada de Fiscalização de Trânsito (Ciftran), em conjunto com a RBTRANS e o BPTRAN, com o objetivo de assegurar a fluidez do tráfego, a segurança viária e a prevenção de sinistros.
As interdições viárias serão feitas uma hora antes do início das festas, nos seguintes pontos:
- Avenida Floriano Peixoto × Rua Rio Grande do Sul;
- Avenida Getúlio Vargas × Rua Rui Barbosa;
- Rua Rui Barbosa × Rua Franco Ribeiro;
- Avenida Brasil × Rua Marechal Deodoro (acesso exclusivo para pedestres);
- Avenida Getúlio Vargas × Avenida Brasil;
- Rua Rui Barbosa × Rua Marechal Deodoro.
Também haverá alteração temporária no fluxo do tráfego da Rua Franco Ribeiro, no trecho entre a Rua Rui Barbosa e a Avenida Brasil.

“O dispositivo de trânsito atuará no local orientando os condutores para garantir a segurança da população que vai estar se deslocando ao Carnaval”, relata Marcos Santos, diretor do Ciftran em exercício.
O acesso às áreas da festa será permitido exclusivamente para pedestres nas vias interditadas. Condutores deverão utilizar rotas alternativas, devidamente sinalizadas pelas equipes de trânsito, estacionamentos irregulares serão fiscalizados e os automóveis removidos, se necessário. Além disso, serão realizadas operações da Lei Seca em vias estratégicas de acesso ao centro da cidade, reforçando a prevenção contra a combinação de álcool e direção.
Monitoramento eletrônico
O Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen) atua de forma preventiva por meio da Divisão de Monitoramento Eletrônico, com foco na fiscalização de pessoas submetidas a medidas judiciais. As equipes realizarão rondas, abordagens quando necessário e acompanhamento em tempo real dos alertas emitidos pelo sistema, em articulação com as demais forças de segurança.
Todas as ocorrências durante as noites de folia devem ser registradas na Delegacia de Flagrantes (Defla) ou na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam).
O delegado adjunto da Polícia Civil, Cleilton Videira conta como irá funcionar o atendimento durante o evento. “Rio Branco contará com um reforço na equipe diária de atendimento de ocorrências, estaremos com a nossa Equipe de Pronto Emprego e de prontidão também para atender ocorrências que venham acontecer. Mas também teremos a Defla e a Deam funcionando 24 horas para atender todo tipo de ocorrência”, explicou.

Carnaval em Rio Branco
Datas: 13 a 17 de fevereiro de 2026
Horário: a partir das 17h, com encerramento entre 2h e 3h
Local: Praça da Revolução e entorno da Prefeitura de Rio Branco
Município: Rio Branco – AC
Fonte: Governo AC
ACRE
Acre lidera inclusão de estudantes de educação especial em classes comuns no país, aponta Censo Escolar
O Acre se consolidou como referência nacional em inclusão escolar de estudantes de educação especial. Dados do Censo Escolar 2025 mostram que 98,9% dos alunos com deficiência matriculados na rede estadual frequentam classes comuns, o maior índice entre as unidades da Federação. No estado todo, o percentual chega a 98,7%, acima da média nacional, que é de 93,5%.
Na rede estadual do Acre, 98,9% dos estudantes da educação especial estão matriculados em salas comuns da educação básica. Foto: Mardilson Gomes/SEEOutro dado que coloca o Acre em destaque é a proporção de matrículas da Educação Especial em relação ao total da Educação Básica. Segundo o levantamento, 9,8% das matrículas no estado são de estudantes público-alvo da Educação Especial, praticamente o dobro da média brasileira, que é de 5,3%. Ao todo, o Acre possui 23.739 matrículas em educação especial, sendo 12.926 apenas na rede estadual.
Os números foram apresentados pela Secretaria de Estado de Educação e Cultura (SEE) e refletem uma política de inclusão baseada na permanência dos estudantes nas escolas regulares, com suporte pedagógico e profissionais especializados.
Segundo a chefe do Departamento de Educação Especial da SEE, Hadhianne Peres, o Acre se diferencia de outros estados por contratar professores para atuar diretamente na mediação dentro das salas de aula.
Chefe do Departamento de Educação Especial da SEE, Hadhianne Peres, destaca o modelo acreano de inclusão escolar com professores mediadores efetivos. Foto: Mardilson Gomes/SEE“O Acre é pioneiro, com esses professores que atendem os alunos autistas e os alunos com deficiência nas salas. O Ministério da Educação prevê um profissional de apoio, mas não menciona se é de nível médio ou superior. Com isso, a maioria dos estados contrata estagiários ou profissionais de nível médio. Aqui, a gente contrata docentes para fazer essa mediação em sala de aula”, informa.
A gestora destaca ainda que, em 2026, a rede estadual ampliou a estrutura da Educação Especial com a contratação de 500 professores efetivos para atuar na mediação escolar.
Inclusão na prática
Na Escola Estadual Djalma Teles, em Rio Branco, a inclusão se dá diariamente em sala de aula. A professora Thaís Cristine Freitas acompanha uma turma de 19 alunos do 1º ano do ensino fundamental, dos quais oito possuem dificuldades, como autismo e deficiência física.
Escola Estadual Djalma Teles atende mais de 100 estudantes de educação especial e conta com 38 mediadores nos três turnos. Foto: Douglas Bocardi/SEEThaís reporta que, no início, teve receio de não conseguir atender todos os estudantes. “Quando me trouxeram os laudos, até me desesperei. Pensei: ‘Não vou dar conta’. Mas fui trazendo as dinâmicas que eu tinha aprendido trabalhando na Apae e eles foram se adaptando”, relata.
Entre as histórias que marcaram a professora está a evolução do aluno C.E., de 6 anos, diagnosticado com autismo. “Ele não falava nada. Eu perguntava se queria ir ao banheiro e ele não sinalizava. Hoje ele conversa, já consegue sinalizar quando quer ir ao banheiro e até fechar a própria bolsa. Cada pequena evolução é uma grande conquista para mim”, conta.
Segundo a SEE, o Acre possui quase 15 mil estudantes público-alvo de educação especial, sendo cerca de seis mil com TEA. Foto: Douglas Bocardi/SEEOutro exemplo é o aluno A.M., de 7 anos. Segundo a professora, a participação do estudante nas brincadeiras da turma ajudou a fortalecer sua autonomia e integração com os colegas: “A avó dizia que ele não ia conseguir brincar de corda. E eu dizia: ‘Vai sim’. Hoje ele participa de todas as atividades com os colegas”.
Thaís destaca que a inclusão também depende da convivência entre os estudantes. “Eu não trato eles de forma diferente. Não tem isso de sair primeiro porque é autista. Eles participam de tudo com os outros. A inclusão, para mim, é isso”, disse.
Arthur Miguel, de 7 anos, participa das atividades com colegas, em sala de aula na Escola Estadual Djalma Teles, em Rio Branco. Foto: Douglas Bocardi/SEEA docente também ressalta a importância das formações oferecidas pela Secretaria de Educação. “Cada palestra ajuda muito, com dicas, orientações e materiais de apoio, para que a gente consiga incluir os alunos da melhor forma possível”, afirma.
A Escola Estadual Djalma Teles atende atualmente 920 estudantes nos três turnos e possui mais de cem alunos da educação especial. A unidade conta com 38 mediadores atuando ao longo do dia, a maioria proveniente do novo concurso público da Educação Especial.
Aluno é da escola
De acordo com Hadhianne Peres, a política do Acre prioriza a inclusão em escolas comuns, sem atendimento em escolas exclusivas. O suporte é definido a partir de estudos de caso realizados individualmente em cada unidade escolar.
Acre lidera no país a inclusão de estudantes de educação especial em classes comuns, segundo dados do Censo Escolar 2025. Foto: Mardilson Gomes/SEE“O aluno é da escola. E a gente entra com os profissionais da Educação Especial para, com os regentes, a coordenação pedagógica e a gestão, promover acessibilidade. Esses professores são promotores de acessibilidade”, explica.
A gestora detalha que o atendimento varia conforme a necessidade de cada estudante. “Se ele apresenta necessidade de maior suporte, tem maior suporte. Se apresenta necessidade de suporte médio, ele vai ter suporte médio. Se apresenta pouca necessidade de suporte, vai ter o seu suporte pontual, baseado na sua necessidade”, contextualiza.
Acre possui uma das maiores proporções de matrículas de educação especial do Brasil, com quase 10% dos estudantes de educação básica incluídos na modalidade. Foto: Mardilson Gomes/SEEO crescimento da Educação Especial no Acre também acompanha o aumento dos diagnósticos de estudantes neurodivergentes. Segundo a gestora, o Estado registrou um aumento superior a 600% nos diagnósticos e identificações de estudantes com autismo na rede estadual.
“O SUS tem melhorado muito esse acesso ao diagnóstico. Hoje, quando a criança apresenta um comportamento diferente, já se inicia uma investigação. A gente imagina que isso tenha causado essa crescente no número de alunos identificados como autistas”, analisa.
Dados do Censo Escolar de 2025 mostram que o Acre possui atualmente quase 15 mil estudantes que compõem o público-alvo da Educação Especial. Desse total, cerca de seis mil são alunos com transtorno do espectro autista (TEA).
Na Educação Básica do Acre, 9,8% das matrículas são da Educação Especial. Foto: Mardilson Gomes/SEEA formação dos profissionais também aparece como diferencial. Segundo o Censo Escolar, 9,1% dos docentes da rede estadual possuem formação específica em educação especial, acima da média nacional, que é de 7%. Atualmente, a rede estadual conta com 595 docentes com essa formação.
Fonte: Governo AC
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