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No Juruá, Semulher promove palestra sobre direitos das mulheres no mercado de trabalho

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Compartilhando conhecimento com os que mais precisam e promovendo igualdade de oportunidades e transformação de realidades, o governo do Acre, por meio da Secretaria de Estado da Mulher (Semulher), realizou nesta sexta-feira, 24, no auditório do Centro de Referência de Atendimento à Mulher no Juruá (Cramju) em Cruzeiro do Sul, uma ação educativa voltada às mulheres da região, com a palestra Os Direitos das Mulheres no Mercado de Trabalho – CLT.

Centro de Referência de Atendimento à Mulher no Juruá, em Cruzeiro do Sul, é palco de palestra sobre direitos das mulheres no mercado de trabalho. Foto: Diego Silva/ Secom

A palestra integra um conjunto de ações educativas promovidas pela Semulher, por meio diversos setores, como o Departamento de Autonomia Econômica e Política de Cuidados (DEPAEPC) e tem como objetivo fortalecer o conhecimento das mulheres sobre seus direitos trabalhistas e estimular a igualdade de gênero no ambiente profissional.

Palestra tratou da importância da inclusão social e defesa de direitos das mulheres no mundo do trabalho. Foto: Diego Silva/Secom

Para a coordenadora do Centro de Referência de Atendimento à Mulher no Juruá (Cramju), Jamaria Freitas, o encontro foi uma oportunidade de “informar e assegurar que as mulheres estejam plenamente conscientes de suas garantias nas empresas”, compreendendo seus direitos no mercado de trabalho, especialmente no que se refere à Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

“Buscamos informar e assegurar que as mulheres estejam plenamente conscientes de suas garantias dentro das empresas. Além disso, oferecemos orientações que incentivem a transição daquelas que recebem benefícios, como o Bolsa Família, para o mercado de trabalho, valorizando sua autonomia e independência financeira. Nosso público-alvo são mulheres em situação de vulnerabilidade e vítimas de violência doméstica, pois alcançar a independência financeira é um passo fundamental para romper o ciclo de violência.”

A gestora também reforçou o compromisso da Semulher em garantir oportunidades às mulheres, por meio do Departamento de Autonomia Econômica da Mulher: “Esse trabalho é desenvolvido por meio de cursos oferecidos pelo programa Impacta Mulher, que tem como objetivo profissionalizar mulheres em diversas áreas. Buscamos facilitar o acesso dessas mulheres ao mercado de trabalho, oferecendo capacitação e o conhecimento necessário sobre seus direitos”.

Jamaria Freitas, coordenadora do Centro de Referência de Atendimento à Mulher no Juruá. Foto: Diego Silva/Secom

A chefe ressaltou que as parcerias com profissionais de diferentes áreas são fundamentais para o fortalecimento das ações voltadas às mulheres. Ela destacou, ainda, que a pasta tem atuado em rede de proteção para garantir que as mulheres tenham acesso ao acolhimento, à orientação e ao suporte necessários para o enfrentamento das situações de violência e a construção de sua autonomia.

“O objetivo primordial desde trabalho está alinhado ao plano de ação do Plano Plurianual (PPA) implementado durante esta gestão. É fundamental que esse tema seja abordado de forma contínua e essa parceria com a advogada Cilene Alencar, profissional renomada em sua área traz um vasto conhecimento sobre o assunto, e será a responsável por ministrar a palestra, esclarecendo dúvidas e promovendo um diálogo interativo durante a roda de conversa”, finalizou a coordenadora.

Iniciativa fortalece as ações de orientação e empoderamento promovidas pela Semulher. Foto: Diego Silva/ Secom

Com uma fala voltada à troca de experiências e à apresentação de práticas que podem transformar o dia a dia da mulher no mercado de trabalho, a advogada Ocilene Alencar compartilhou com as participantes sua ampla bagagem profissional. Ela atua nas áreas de Direito Cível, Direito Trabalhista, Previdenciário e Direito do Consumidor.

Palestra sobre Os Direitos das Mulheres no Mercado de Trabalho – CLT, ministrada pela advogada Cilene Alencar. Foto: cedida

Segundo a palestrante Cilene Alencar, a oportunidade de palestrar para outras mulheres sobre seus direitos é motivo de grande alegria. “Agradeço imensamente o convite e sinto-me honrada em colaborar, compartilhando informações e apresentando uma evolução histórica dos direitos das mulheres. Atualmente, as mulheres representam a maior parte da população do país, e cerca de 30% delas são chefes de família, responsáveis pelo sustento de seus lares e muitas atuam no mercado de trabalho sem pleno conhecimento de seus direitos, com isso irei abordar também a questão da maternidade, que, em algumas situações, pode levar à demissão após o término da licença maternidade”, falou.

Cilene Alencar: “Acredito que a conscientização é fundamental, e meu objetivo ao estar aqui é promover mudanças na realidade jurídica e na vida das mulheres”. Foto: Diego Silva/ Secom

Cilene Alencar destacou ainda os temas abordados durante a palestra e ressaltou que, infelizmente, muitos desses direitos ainda são desrespeitados. Ela também observou a falta de conhecimento e o despreparo de algumas empresas quanto ao cumprimento dessas garantias no mercado de trabalho.

“Na palestra de hoje, abordaremos esses pontos, além de diversos direitos das mulheres no mercado de trabalho garantidos por lei, incluindo conquistas obtidas por meio de grandes lutas históricas. Muitas vezes, as mulheres procuram conhecimento e percebem desconhecer direitos básicos, enquanto algumas empresas também não estão totalmente informadas. A importância, portanto, está em conhecer esses direitos e garantir sua efetiva aplicação”, pontou.

Palestrante Cilene Alencar durante ação de conscientização promovida as mulheres do Juruá, realizada em Cruzeiro do Sul. Foto: Diego Silva/Secom

Em sua palestra, Cilene Alencar reforçou a importância de buscar orientação legal em questões trabalhistas, ressaltando que é fundamental recorrer à assessoria jurídica para contestar qualquer prática considerada ilegal.

Mulheres participaram da palestra e esclareceram suas dúvidas durante a ação. Foto: cedida

Uma das participantes, a voluntária da Fazenda da Esperança Maria Madalena, Maria Alderlandia Silva, destacou a importância da iniciativa para todas as mulheres do Juruá: “Encontro-me hoje aqui, juntamente com outras mulheres, participando deste evento, que é de grande importância para nós, pois muitas vezes desconhecemos nossos direitos e as leis que nos protegem. A palestra beneficia tanto a mim quanto às demais mulheres da comunidade em geral e também da fazenda, que, por vezes, desconhecem direitos fundamentais e contar com uma advogada especialista na área permite esclarecer muitas questões importantes”, frisou.

Maria Alderlandia explicou, ainda, que a palestra proporciona às mulheres desenvolvimento de autonomia e ampliação de conhecimento, ao incentivá-las a comercializar os produtos confeccionados na casa em eventos públicos da cidade,

“Essa iniciativa favorece e apoia nossas atividades. Na Fazenda, recebemos cursos que, ao serem concluídos, nos oferecem a oportunidade de ingressar no mercado de trabalho. O conhecimento sobre os direitos trabalhistas será de grande auxílio para o futuro profissional das mulheres”.

Maria Alderlandia Silva: “Essa ação do Estado, por meio da Semulher, é excelente pois nos permite conhecer nossos direitos, assim como outras iniciativas que foram feitas e que já nos beneficiaram, agradecemos de coração”. Foto: Diego Silva/ Secom

A palestra foi aberta a todas as mulheres do Juruá e contou com a participação de representantes de instituições locais, bem como de mulheres autônomas da região, proporcionando um espaço de troca de experiências e fortalecimento da rede de apoio.

Informação e empoderamento

Cartilha física “Os direitos das mulheres no mercado de trabalho – CLT” foi lançada em 2024. Foto: Diego Silva/Secom

O governo do Acre, por meio da Semulher, lançou em setembro de 2024 a cartilha “Os direitos das mulheres no mercado de trabalho – CLT”, reforçando a importância da inclusão social e da defesa dos direitos das mulheres no trabalho. O material, distribuído em formato físico, detalha direitos fundamentais como igualdade salarial, licença-maternidade e proteção contra assédio e discriminação, oferecendo informações claras e acessíveis. A iniciativa visa conscientizar tanto mulheres quanto empregadores.

Fonte: Governo AC

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Segurança pública intensifica ações em comunidades indígenas e fortalece segurança comunitária em Santa Rosa do Purus

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A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública do Acre (Sejusp), por meio do programa Acre pela Vida e da Diretoria de Políticas Públicas de Segurança, Justiça e Integração Social (DIRPSJ), realizou ao longo de toda a semana, 13 a 18 uma série de ações em comunidades indígenas com o objetivo de fortalece segurança comunitária em Santa Rosa do Purus.

Sejusp intensifica ações em comunidades indígenas e fortalece segurança comunitária em Santa Rosa do Purus. Foto: Cedida

A agenda contou com atividades educativas, atendimentos sociais e iniciativas esportivas, com foco na aproximação entre o poder público e a população local. Entre os destaques, esteve a formatura de estudantes do Projeto Pequeno Brilhante, que atendeu alunos do 4º ao 7º ano de escolas do município, além da entrega de kits esportivos para incentivar práticas saudáveis entre crianças e jovens.

Projeto Pequeno Brilhante realizou a formatura dos alunos do 4º ao 7º ano de escolas do município. Foto: Cedida

As ações reforçam a estratégia da Sejusp de integrar políticas de segurança com iniciativas sociais, ampliando a presença institucional em regiões de difícil acesso e promovendo cidadania de forma contínua e inclusiva. Para o secretário de Segurança Pública, José Américo Gaia, a presença do Estado em regiões de difícil acesso reforça o papel da segurança pública como instrumento de cidadania.

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Para o secretário de Segurança Pública, José Américo Gaia, a presença do Estado em regiões de difícil acesso reforça o papel da segurança pública como instrumento de cidadania. Foto: Ascom Sejusp

“Essas ações mostram que a segurança vai além do policiamento. Estamos promovendo inclusão, diálogo e oportunidades, principalmente em comunidades indígenas, respeitando suas especificidades e fortalecendo vínculos de confiança”, destacou.

Agenda integrou atividades educativas, atendimentos sociais e iniciativas esportivas. Foto: Cedida

Além das atividades com estudantes, a programação incluiu palestras direcionadas ao ensino fundamental, médio e à Educação de Jovens e Adultos (EJA), abordando temas como violência contra a mulher, tráfico de pessoas e contrabando de migrantes. Durante a permanência no município, a equipe também realizou atendimentos diretos, incluindo o acompanhamento de casos de migração e o suporte imediato a uma vítima de violência doméstica.

Durante a permanência no município, a equipe também realizou atendimentos diretos. Foto: Cedida

A coordenadora do programa Acre pela Vida, Francisca de Fátima, ressaltou o caráter preventivo e transformador das ações. “Trabalhar com a comunidade, especialmente em territórios indígenas, é essencial para construir uma cultura de paz. Quando levamos informação, esporte e apoio social, contribuímos diretamente para a prevenção da violência”, afirmou.

Coordenadora do Acre pela Vida, Francisca de Fátima, destaca o caráter preventivo das ações. Fpto: Ascom Sejusp

O cronograma também contemplou visitas técnicas e escuta ativa junto às comunidades locais e instituições públicas, com o objetivo de mapear demandas e orientar futuras políticas públicas. Nas aldeias, a equipe conheceu projetos esportivos indígenas, incluindo times femininos e masculinos, realizou palestras e entregou materiais esportivos.

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Assessora da DIRPSJ, Hany Cruz de Armas, ressaltou a importância da atuação integrada. Foto: Cedida

A assessora da DIRPSJ, Hany Cruz de Armas, destacou a importância da aproximação com os povos tradicionais. “Estar presente nas aldeias, ouvir as lideranças e contribuir com ações concretas demonstra respeito e compromisso. A segurança pública precisa dialogar com a realidade de cada comunidade, especialmente no contexto indígena”, enfatizou.

Fonte: Governo AC

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