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O fim do Treinamento de Prateleira: A era da aprendizagem feita sob medida
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Durante muito tempo, as organizações investiram em modelos de capacitação construídos de forma ampla e padronizada, buscando atender a diferentes públicos em uma única experiência de aprendizagem. Em muitos contextos, esse formato contribuiu para disseminar conhecimento e fortalecer processos internos. No entanto, as transformações no mundo do trabalho vêm despertando uma reflexão importante: as pessoas possuem trajetórias, desafios e formas de aprender diferentes. Diante disso, cresce a compreensão de que o desenvolvimento profissional se torna ainda mais significativo quando dialoga diretamente com a realidade de cada equipe e de cada colaborador.
Mais do que acompanhar tendências, muitas instituições passaram a perceber que a aprendizagem personalizada representa uma oportunidade de ampliar conexões e potencializar resultados. Quando o conteúdo considera as necessidades específicas de uma função, de um setor ou de uma liderança, o processo deixa de ser apenas informativo e passa a gerar identificação, interesse e aplicação prática. O profissional percebe que o conhecimento possui utilidade concreta em sua rotina, o que fortalece o engajamento de maneira natural. Aprender deixa de ser apenas uma etapa formal e passa a construir uma experiência que contribui para crescimento, a confiança e o propósito.
Existe também um aspecto silencioso, mas profundamente transformador, nesse novo olhar sobre a capacitação: o sentimento de valorização. Quando a instituição dedica atenção à compreender dificuldades, talentos e possibilidades de evolução de sua equipe, cria-se um ambiente mais colaborativo, humano e participativo. Muitas habilidades que passavam despercebidas em treinamentos amplos começam a surgir quando as pessoas encontram espaço para aprender no seu próprio ritmo e dentro da sua realidade. A aprendizagem feita sob medida não substitui o conhecimento tradicional; ela amplia sua efetividade ao aproximar teoria, prática e desenvolvimento humano.
O cenário atual aponta para uma evolução natural das estratégias de capacitação. O futuro não parece caminhar para o abandono dos treinamentos coletivos, mas para modelos mais inteligentes, flexíveis e conectados às necessidades reais das pessoas e das organizações. Em um contexto em que as mudanças acontecem de forma acelerada, talvez a grande diferença esteja não em oferecer mais conteúdos, mas em proporcionar experiências de aprendizagem que façam sentido, despertem interesse e promovam transformação verdadeira. A reflexão que permanece é simples: sua instituição tem apenas transmitido informações ou vem construindo caminhos reais de desenvolvimento humano e profissional?
*Cristiany Sales é controladora interna da Agência de Negócios do Acre (Anac S.A.); MBA em Controles Internos e Auditoria; pós-graduada em Auditoria Empresarial; Planejamento e Gestão; Pedagogia Empresarial com Ênfase em Gestão de Pessoas; Justiça Restaurativa e Mediação de Conflitos; graduada em Direito e Pedagogia.
Fonte: Governo AC
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Expoacre Juruá transforma tecnologia e cultura em lazer inclusivo para famílias
A Expoacre Juruá, em Cruzeiro do Sul, tem se destacado não apenas como vitrine agropecuária, mas também como espaço de inovação e lazer para toda a família. A Secretaria de Estado de Indústria, Ciência e Tecnologia do Acre (Seict) reuniu estandes voltados para crianças e jovens, com tecnologia, produtos em impressão 3D e atividades interativas que têm atraído grande público.
Espaço abrange jovens e crianças e é marcado por inclusão. Foto: Clemerson Ribeiro/SecomO espaço kids é um dos pontos mais movimentados da feira, reunindo brincadeiras que vão de pintura corporal a experiências com óculos de realidade virtual. Para os pais, é uma oportunidade de lazer e entretenimento enquanto visitam a segunda maior feira agropecuária do estado.
Kethyla Shawãdawa, monitora do espaço, explica que as atividades são voltadas para o desenvolvimento de habilidades motoras e cognitivas, além de incluir tecnologia.
“Tem sido um espaço muito especial. As crianças participam de oficinas de escultura com balões, de miçangas e de materiais recicláveis, onde podem criar brinquedos. Também oferecemos brincadeiras voltadas para o desenvolvimento cognitivo e da coordenação motora, além de pintura facial. A grande novidade é a experiência com óculos de realidade virtual, que permite aos pais acompanhar o que seus filhos estão vivenciando”, disse.
Segundo ela, o espaço tem recebido grande movimento todas as noites, com muitos pais participando junto aos filhos. “Foi pensado com carinho para que as crianças tenham um ambiente acolhedor e cheio de descobertas.”
Miguel aproveita óculos de realidade virtual. Foto: Clemerson Ribeiro/SecomInovação e inclusão
A dentista Jamile Feijó, mãe de Miguel Machado, de 7 anos, aprovou a iniciativa. “Estamos parando em todos os estandes para que ele possa conhecer e se divertir. Este espaço está muito interativo, ele está amando e está sendo incrível. Ainda vamos ver outros estandes”, contou.
Já Lacione Maia destacou o caráter inovador. “As brincadeiras, a forma como estão expostas e os instrutores são perfeitos, têm muito jeito com criança.”
Outro ponto de destaque é a preocupação com a inclusão. Darcinete Oliveira ressaltou que este ano há mais opções voltadas para crianças atípicas.
“Nos outros anos não víamos tantas atividades direcionadas a essa necessidade. Agora encontramos jogos e materiais inclusivos que estimulam a participação delas. Isso mostra uma preocupação maior com a diversidade e torna o evento ainda mais especial.”
Impressão 3D é um dos atrativos do estande voltado para tecnologia e inovação. Foto: Clemerson Ribeiro/SecomImpressão 3D e cultura local
Os estandes de tecnologia também chamam atenção. Laurênio de Souza ficou impressionado com os personagens criados em impressão 3D.
“É como uma escultura, lembra trabalhos antigos, mas hoje está mais acessível e até possível de encomendar. É um avanço para nossas cidades, porque antes só víamos pela internet ou televisão, e agora temos a oportunidade de acompanhar ao vivo. O trabalho está muito bonito, parabéns aos organizadores.”
Rodrigo Gomes, expositor, destacou o sucesso dos chaveiros sensoriais e dos “dummys”. Além disso, sua empresa Juruá 3D tem produzido peças que valorizam a identidade local.
Empresas também apostaram em produtos que ressaltam a identidade de Cruzeiro do Sul. Foto: Clemerson Ribeiro/Secom“Queremos explorar a cultura do Juruá e desenvolver peças personalizadas que representem a região. Já fizemos chaveiros com a Catedral, árvores, casas de farinha e até saquinhos de farinha e açaí. São elementos culturais que fortalecem nossa tradição e permitem que o visitante leve um presente único e representativo da cidade.”
Tiago Lucena, coordenador do Laboratório de Biologia Animal e fundador da startup Jabotec 3D, reforçou o caráter inovador.
“Este ano trouxemos a Jabotec 3D, especializada em produtos personalizados em impressão 3D. Transformamos elementos da cultura pop em objetos colecionáveis e também aplicamos a tecnologia em materiais didáticos, que tornam as salas de aula mais interativas. Já validamos resultados com aumento de até 60% nas notas dos alunos.”
Analice foi visitar a feira apenas para adquirir seus personagens preferidos. Foto: Clemerson Ribeiro/SecomEncanto para jovens
Analice do Nascimento, de 11 anos, ficou encantada com os espaços voltados para colecionadores.
“Estou começando a me apaixonar por essas figuras e vim preparada para adquirir algumas peças. Ontem comprei uma Hello Kitty e hoje levei um Pikachu. São produtos que remetem à infância e despertam muito interesse.”
Ela destacou que o evento é uma oportunidade para conhecer novidades e investir em itens que antes só acompanhava à distância. “É um espaço que atrai jovens e adultos, e que valoriza esse universo cultural de forma acessível.”
Foto: Clemerson Ribeiro/Secom
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